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Rosa (2012) arquiologia da escravidão charqueadas

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UNIVERSID
Programa de Pó
 
 
 
 
PPPP
Arqueologia da E
 
 
 
 
ESTE
 
RSIDADE FEDERAL DE PEL
 de Pós-Graduação em Memória
Patrimônio Cultural 
 
Dissertação 
PAISAGENS NEGRAS:PAISAGENS NEGRAS:PAISAGENS NEGRAS:PAISAGENS NEGRAS: 
 da Escravidão nas Charqueadas 
(RS, Brasil) 
ESTEFÂNIA JAÉKEL DA ROSA 
 
 
 
 
 
 
Pelotas, 2012 
1 
 PELOTAS 
mória Social e 
adas de Pelotas 
 
2 
 
 
 
ESTEFÂNIA JAÉKEL DA ROSA 
 
 
 
 
 
 
PAISAGENS NEGRAS:PAISAGENS NEGRAS:PAISAGENS NEGRAS:PAISAGENS NEGRAS: 
Arqueologia da Escravidão nas Charqueadas de Pelotas 
(RS, Brasil) 
 
 
 
 
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-
Graduação em Memória Social e Patrimônio 
Cultural da Universidade Federal de Pelotas, 
como requisito parcial à obtenção do título de 
Mestre em Memória Social e Patrimônio 
Cultural. 
 
 
 
 
Orientador: Prof. Dr. Lúcio Menezes Ferreira 
 
 
 
 
 
 
Pelotas, 2012 
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Banca examinadora: 
 
 
Prof. Dr. Lúcio Menezes Ferreira (Orientador) 
Universidade Federal de Pelotas - UFPEL 
 
 
Profª Dra. Beatriz Valladão Thiesen 
Universidade Federal do Rio Grande - FURG 
 
 
Prof. Dr. Cláudio Baptista Carle 
Universidade Federal de Pelotas - UFPEL 
 
 
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Ao meu filho Eduardo, grande companheiro e 
razão da minha vida! 
 
 
 
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AGRADECIMENTOS 
 
Sem dúvida esta é a parte mais prazerosa e mais difícil de escrever, pois ao 
longo desses dois anos muitas pessoas estiveram ao meu lado e colaboraram para 
que este trabalho se tornasse possível. Por essa razão, esta dissertação foi escrita 
na primeira pessoa do plural, porque de fato é fruto de um trabalho coletivo, da 
composição de idéias e reflexões delineadas no trabalho em campo, nas pesquisas 
em arquivo, nas reuniões e leitura de textos no grupo de estudos, enfim, esta 
pesquisa é resultado do amadurecimento profissional que adquiri trabalhando junto 
ao projeto O Pampa Negro e ao Laboratório Multidisciplinar de Investigações 
Arqueológicas, o LÂMINA. 
Em primeiro lugar agradeço ao meu orientador o Prof. Lúcio Menezes 
Ferreira, que me convidou para participar do projeto O Pampa Negro e me ensinou 
uma “nova maneira” de fazer arqueologia histórica em Pelotas. Agradeço por ter sido 
um orientador mais que presente, mas sim atuante do inicio ao fim desta pesquisa. 
Agradeço por todo o incentivo, por acreditar no meu trabalho, pelas oportunidades 
que me deu, pela amizade, enfim, é difícil demonstrar em poucas linhas todo apoio 
que recebi do meu orientador nesses dois anos de pesquisa, resta-me apenas um 
“Muito Obrigada”! 
Aos professores pesquisadores do LÂMINA, em especial ao querido 
professor Claudio Carle, que me levou à charqueada Santa Bárbara pela primeira 
vez e me mostrou “uma luz no fim do túnel” em um momento em que tudo parecia 
não dar certo. Agradeço também pelos ensinamentos em campo e por estar 
presente na leitura deste trabalho. 
Ao professor Jaime Mujica com quem aprendo muito em campo e em 
laboratório, pelo auxílio na qualificação e por me ensinar a olhar as paisagens com 
“outros olhos”. 
Ao professor Pedro Sanches que “recita arqueologia” de uma forma 
agradável de aprender. Obrigada pelos ensinamentos em campo, em laboratório e 
pelas sugestões na qualificação. E ao professor Diego Ribeiro pelo auxílio e pelo 
aprendizado no trabalho de campo da charqueada. 
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Agradeço ao querido amigo Bruno Sanches, pela troca de experiências e 
pela força na revisão final deste trabalho. 
A todos os alunos e estagiários do LÂMINA, em especial a Ana Paula Leal, 
Eurico Nunes, Lidorine Crispa, Letícia Maciel, Liza da Silva, Marta Rodrigues e 
Andressa Domanski pelo auxílio em campo, no laboratório e nos arquivos, e a Giullia 
dos Anjos, por me ajudar na pesquisa com os jornais, compartilhando seus dados de 
pesquisa. Agradeço também às minhas queridas amigas Luiza Spinelli, pelas 
prazerosas conversas sobre arqueologia histórica, e Anelize Santana, minha 
companheira de tantos momentos. 
Agradeço em especial ao bolsista do projeto Gil Mattos, que elaborou os 
mapas em SIG, passando noites e finais de semana me apoiando e cujo auxílio foi 
fundamental nesses últimos meses de trabalho. 
Agradeço à CAPES pelo auxílio financeiro ao longo do mestrado e pela 
oportunidade de passar 3 meses em Buenos Aires. 
Agradeço aos professores e colegas de mestrado pelo grande aprendizado 
que tive ao longo desses dois anos. Pela rica experiência de fazer parte de um 
grupo multidisciplinar e pelos momentos muito agradáveis que compartilhei com todo 
o grupo. Em especial aos colegas Rogério Piva, pela amizade e pelos conselhos, e à 
Vanessa Bosenbecker que me auxiliou em vários momentos. E também, à querida 
amiga Nanci por toda ajuda que foi fundamental desde a seleção. 
Agradeço aos meus grandes companheiros “menesundos” pelos 
maravilhosos 3 meses em Buenos Aires, ao querido Fernandinho Almeida, ao meu 
“irmão de coração” Jonathan Caino por todas as conversas e pelo companheirismo, 
à querida amiga Mari Zorzi e à amiga que eu admiro muito Ilza Carla Lima, por todo 
apoio e carinho nesses últimos meses. E ainda, a todos os amigos latino-americanos 
que tornaram minha estadia no “La Menesunda” tão rica e re buena!. 
Agradeço aos professores da UBA pelo apoio e auxilio no período que estive 
em Buenos Aires, em especial a minha co-orientadora Marisa Pineau pelo carinho e 
receptividade, por todo apoio ao longo do estágio e por me mostrar que “hay negros 
en Argentina”. 
Agradeço aos professores Daniel Schávelzon, Patrícia Frazzi e Mário 
Silveira do Centro de Arqueología Urbana - CAU/UBA, pelos ensinamentos sobre a 
arqueologia histórica argentina. 
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Aos professores que trabalham com o tema da arqueologia da escravidão, 
que me auxiliaram nessa pesquisa, aos arqueólogos Gabino La Roza Corzo; José 
Lopez Mazz e Luis Claudio Symanski. Agradeço também à Profª. Beatriz Thiesen 
pelo apoio nesse momento final. 
Aos queridos amigos arqueólogos Adriana Fraga e Artur Barcelos, pelas 
conversas divertidas e pelo apoio que sempre nos deram. 
À minha grande amiga Graciela Silveira, que apesar da distância sempre 
esteve comigo. 
Aos meus pais Dóris e Sidnei pelo apoio incondicional e pelos vários 
momentos que estiveram presentes. Por cuidar do Dudu com todo amor e carinho 
para que eu pudesse viajar e trabalhar nessa dissertação. 
Ao meu amor, amigo, colega, meu grande companheiro André Loureiro, que 
tanto me ensina, me apóia e que torna minha vida tão feliz e especial. Obrigada meu 
amor por estar sempre ao meu lado e por trilhar esse caminho comigo! 
E por último, a pessoa mais especial da minha vida, que mesmo tão 
pequeno me apóia, me ajuda e entende a minha ausência em tantos momentos, 
meu filho Eduardo, que é a razão de tudo que faço! Obrigada meu filho por todo 
amor que temos um pelo outro! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo 
 
Este trabalho apresenta um estudo arqueológico da escravidão nas 
charqueadas pelotenses do século XIX, no intuito de compreender sua dinâmica de 
funcionamento e a atuação da mão-de-obra escrava nesses estabelecimentos. 
Essas questões foram abordadas a partir da análise de cinco charqueadas 
preservadas na costa do arroio Pelotas e de um conjunto de prédios que integrava

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