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Testes funcionais alunos 2019 esportiva-1

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Y- TEST
O indivíduo posiciona o membro inferior (MI) a ser testado (em apoio unipodal) no centro do “Y” invertido, conforme mostram as Figuras A-C. Cada “braço” do desenho no chão segue uma escala em centímetros. Orienta-se que o indivíduo busque alcançar a maior distância possível em cada um dos “braços” (direções) do desenho.
O valor de assimetria na direção anterior de 4cm foi identificado para triar indivíduos com instabilidade crônica de tornozelo. Plisky e colaboradores demonstraram que atletas com assimetria ≥4cm entre pernas, para a distância anterior, e a pontuação composta normalizada <94% tiveram maior probabilidade de lesões nos MMII.3
Uma vez identificada uma assimetria >4cm e/ou pontuação composta <94%, por exemplo, o fisioterapeuta deve investigar quais fatores podem estar associados a esse déficit. A estabilidade dinâmica dos MMII, que é testada no Y-test, depende de fatores como:
força muscular; cocontração; flexibilidade;
rigidez passiva de MMII; estabilidade lombopélvica.
Dessa forma, sugere-se investigar fatores como:
força de glúteo máximo e de glúteo médio; força dos abdominais;
ADM de dorsiflexão; rigidez passiva do quadril.
Rua Prof. Dias da Rocha 2103, Complexo Every Life , Aldeota, fone : (85) 99901 25 67
PONTE PÉLVICA COM EXTENSÃO DO JOELHO
O indivíduo é posicionado em decúbito dorsal com as mãos colocadas sob a cabeça, quadril e joelhos fletidos e pés apoiados. O fisioterapeuta solicita que o indivíduo eleve a pelve e estenda um dos joelhos na mesma altura que a coxa do membro contralateral.
Fonte: Andrade e colaboradores (2012)
A posição pode ser sustentada por 10s com o objetivo de identificar o padrão de movimento pélvico, considerando a fadiga muscular. Pode-se solicitar 3 repetições com cada MI para reforçar esse propósito.
É importante identificar assimetrias entre lados e se a queda foi leve ou acentuada.
Os indivíduos que apresentam queda pélvica na última série e/ou ao final dos 10s podem apresentar um déficit muscular voltado para a resistência e, portanto, a intervenção deve ser específica para cumprir essa falha.
Os indivíduos que apresentam queda pélvica acentuada podem apresentar um déficit de estabilidade lombopélvica, e fatores relacionados a esse atributo devem ser investigados.
Portanto, deve-se, após o teste, investigar fatores específicos, como força de:
Glúteo máximo; Abdominais; Paravertebrais; Extensores de quadril.
PONTE PARA EXTENSORES DE QUADRIL
O indivíduo é posicionado em decúbito dorsal com as mãos cruzadas no tórax, quadril e joelhos fletidos e pés apoiados. O fisioterapeuta solicita que o paciente coloque uma das pernas sobre um caixote (altura de 60cm) e mantenha o joelho fletido em 20º. Em seguida, solicita que ele eleve a pelve, mantendo o outro pé sem tocar no solo e mantendo a flexão de quadril e joelho.
Figura 4 – Ponte para extensores de quadril. Fonte: Freckleton e colaboradores (2013).
O indivíduo deve elevar a pelve até tocar a mão do terapeuta (posicionada conforme a Figura 4) e descer/repousar no solo. Ele deve realizar o número máximo de repetições mantendo o padrão de movimento orientado.
Freckleton e colaboradores10 reportaram que atletas de futebol sem histórico de estiramento de isquiossurais fizeram, em média, 26 repetições. Aqueles que já lesionaram esse grupo muscular realizaram, em média, 20 repetições. Dessa forma, o teste foi considerado válido para identificar indivíduos com histórico de lesão, e pode ser aplicado na clínica com esse propósito e/ou como critério de evolução de tratamento.
Os indivíduos que apresentam uma assimetria acentuada no teste podem manifestar, além de um déficit de força de isquiossurais, fraqueza de extensores de quadril e de abdominais.
Dessa forma, recomenda-se investigar a força de glúteo máximo e de abdominais.
AGACHAMENTO UNIPODAL
Solicita-se que o indivíduo realize um agachamento unipodal com os braços atrás da nuca ou na cintura em velocidade autosselecionada.
O fisioterapeuta se posiciona de frente para o indivíduo para analisar a execução do teste e pode lançar mão de marcadores em referências ósseas para facilitar a visualização. Pode-se solicitar três repetições ou mais com cada MI para reforçar o propósito de observar o padrão de movimento com a imposição de fadiga muscular.
É importante observar o padrão de execução do indivíduo com cada MI, inclusive comparando-se os lados. Deve-se atentar para
alinhamento da articulação do joelho (apresenta valgismo dinâmico?); rotações dos segmentos da perna e coxa (apresenta rotação
medial excessiva?),
movimentação da pelve (apresenta queda pélvica?);
rotação de tronco (apresenta rotação ou inclinação do tronco?).
É possível observar as diferenças entre lados no mesmo indivíduo: maior adução do quadril e rotação de tronco com a perna direita apoiada.
A presença de adução excessiva de quadril reflete uma fraqueza dos músculos abdutores do quadril. Essa suspeita deve ser comprovada (ou não) por meio do teste de força dos músculos abdutores do quadril.
AGACHAMENTO NO PLANO INCLINADO
O teste do agachamento no plano inclinado consiste em um agachamento unipodal realizado da extensão completa até 30º de flexão da articulação do joelho com cada perna em uma rampa de 25 a 30º de inclinação (Figura 6).
Figura 6 – Teste do agachamento no plano inclinado. Fonte: Zwerver e colaboradores (2007)
O objetivo do teste do agachamento no plano inclinado é avaliar a reatividade do tendão patelar durante a execução do movimento. O fisioterapeuta deve registrar o teste como positivo quando o indivíduo testado tiver relatado a presença de dor no tendão patelar.
O teste do agachamento no plano inclinado pode ser utilizado como indexador da evolução clínica de indivíduos com tendinopatia patelar, ou seja, durante a reabilitação
– com a incorporação de uma intervenção que visa à remodelação tecidual (por exemplo, exercícios excêntricos) – espera-se que a capacidade do tendão de lidar com a carga aumente e, por consequência, a resposta dessa estrutura no teste seja alterada (menores níveis de dor) progressivamente. Pode-se, inclusive, utilizar a EVA durante o teste para quantificar os níveis de dor do atleta.
LATERAL STEP DOWN
Antes da execução do lateral step down (ou teste do agachamento no step), a altura do step deve ser ajustada para que o indivíduo faça 60º de flexão de joelho, pois o pé oposto ao do teste deve encostar no chão como ponto de referência. Além disso, para facilitar a análise do alinhamento do teste, é indicado colar um marcador na tuberosidade da tíbia.
O indivíduo deve posicionar o pé na borda frontal do step de 20cm e a perna oposta deve ficar fora do step até atingir o chão, fazendo uma dorsiflexão (Figuras 7A e B).
Figura 7 – Lateral step down. Indivíduo com desempenho bom no teste (A) e indivíduo com desempenho moderado no teste (B).
O principal objetivo do teste de agachamento no step é a análise do padrão de movimento durante a tarefa.
A análise do padrão de movimento é o primeiro passo; em seguida, são necessários outros testes para identificar a causa da alteração do padrão de movimento, como, por exemplo:
força e rigidez dos rotadores laterais do quadril; ADM de dorsiflexão;
alinhamento perna-antepé; força dos abdutores do quadril.
SALTO VERTICAL
Solicita-se que o indivíduo realize um salto vertical com os braços na cintura em velocidade autosselecionada.
O fisioterapeuta se posiciona de frente para o indivíduo para analisar a execução do teste e pode lançar mão de marcadores em referências ósseas para facilitar a visualização.
É importante observar o padrão de execução do indivíduo na impulsão e na aterrissagem, principalmente pela presença ou não do valgismo dinâmico de joelhos. Deve-se atentar para a presença de rotações dos segmentos da perna e da coxa, a movimentação da pelve e do tronco.
A presença do valgismo dinâmico é apontada como fator