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Geralmente essa personalidade é eleita por ter competências técnicas, 
conhecimento, inteligência, comportamento ético, autenticidade e um bom 
relacionamento interpessoal que o leva a transitar tranquilamente entre os mais 
diversos setores. 
A liderança informal é uma forma também muito efetiva para conquistar 
grandes resultados, dentro e fora de uma empresa. Diferente do tipo formal, onde a 
função do líder é definida por seu cargo e por uma nomeação pública, este é um 
capitão que guia as pessoas seguindo seu dom natural, seu feeling para liderar e o 
seu jeito diferenciado de ser, pensar e agir. 
Apesar dos integrantes da empresa estarem conscientes de que devem seguir 
as orientações do gerente ou diretor, nem sempre os responsáveis têm a habilidade 
de conduzir os colaboradores a atingir os objetivos propostos. Nesse momento é que 
pode atuar o líder informal, que não tem o mesmo título de liderança oficial, mas tem 
o dom e a capacidade de influenciar seus companheiros. 
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Como o próprio nome indica, o líder informal não exerce liderança normativa, 
legal e nem sempre possui cargos importantes. Ele simplesmente impõe-se com 
naturalidade e conquista o respeito e admiração dos companheiros. Portanto, suas 
ações ou decisões são previamente analisadas, com o intuito de evitar futuras 
preocupações. 
 
 Liderança Formal 
 
Figura 2 – Líder formal 
 
De acordo com Montana e Charnov (1998, p. 221) um líder formal “[...] é alguém 
que foi oficialmente investido de autoridade e poder organizacional e geralmente 
recebe o título de gerente, diretor ou supervisor, e a quantidade de poder é 
determinada pela posição ocupada”. 
O líder formal é nomeado por seu superior ou por seus próprios méritos quando 
vem de um recrutamento interno ou promovido por aptidão de suas habilidades e 
competências. Eles podem ter benefícios como gratificação, uma sala diferenciada, o 
poder de influenciar nas decisões e políticas da empresa; mas também assumem 
responsabilidades pelos resultados alcançados. 
Podemos identificar alguns pontos na liderança formal onde o líder ainda vive 
e gerencia pessoas como se fazia na era industrial, em que o trabalho era apenas 
simples tarefas e os “subalternos” viviam com a percepção de monotonia, sentimento 
de insatisfação e resignados, como por exemplo mandar pelo peso que tem o crachá, 
ser centralizador não confiando em ninguém, não disseminando informações nem 
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conhecimento, imaginando assim ser o “detentor do poder”, não reconhecendo 
talentos, resultados e superação das pessoas de sua equipe. Para esse tipo de líder 
a era do conhecimento é algo que vem só para atrapalhar e tirá-lo da sua “zona de 
conforto”. 
 
 Liderança de Fato 
 
A liderança pode ser a chave para o sucesso de uma empresa. Ou pode levar 
toda a equipe a naufragar. A liderança de fato aparentemente acontece de forma 
natural. Ocorre quando o empregado se torna um modelo de comportamento para os 
demais e com isso se destaca em uma posição, independente se ele tem ou não, um 
cargo de destaque na hierarquia formal. Esse líder de fato acaba exercendo uma 
influência decisiva no grupo. A forma como atua serve de inspiração para os outros 
colaboradores e suas ideias são ouvidas. Ele consegue conduzir um grupo de pessoas, 
levando-as a agirem de forma a gerar resultados para uma organização. 
Um líder eficiente detém o conhecimento de como influenciar as pessoas a 
receber suas ideias, com confiança e criatividade, buscando a excelência. O líder sabe 
diferenciar entre poder e autoridade. Além de dinâmico em suas ações, o líder sabe 
que precisa construir relacionamentos enquanto executa as tarefas. 
Deve criar um ambiente saudável para as pessoas crescerem e terem sucesso, 
provocando questionamentos que as levem a fazer as melhores escolhas. 
A liderança começa com uma escolha, o que significa encarar as 
responsabilidades, assumir e alinhar as ações com boas intenções. É preciso, 
sobretudo, sair da zona de conforto e se permitir novas formas de pensar e de ver o 
mundo. 
Outra qualidade que se espera de um líder é saber tratar os outros com 
bondade, reconhecendo o esforço de cada um. Quando se exerce a liderança dentro 
desses conceitos, é possível fazer a diferença na vida das pessoas. 
 
 
 
 
 
 
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 Teorias de Liderança 
 
Todos os conceitos sobre liderança apresentam um ponto em comum, que é a 
capacidade de influenciar pessoas a alcançar um determinado objetivo. 
 
 
Figura 3 – Teorias da liderança 
 
 
Na teoria dos traços, a liderança é prerrogativa das pessoas que detêm 
características de personalidade, e o bom líder ou o mais apto, seria aquele que 
apresentasse mais características consideradas necessárias para liderar. Essa teoria 
define traços universais de personalidade, demonstrando inúmeras características 
que todos os líderes deveriam apresentar e que são consideradas natas, que nascem 
com indivíduo, afirmando a ideia de que se o mesmo não nasce líder, nunca será. 
A teoria comportamental (estilos de liderança), enfatiza que o foco está no 
comportamento do indivíduo e que a liderança pode ser aprendida a partir do momento 
em que ele representa determinado estilo de liderança. Devem ser considerados duas 
estruturas para esses estilos, uma que é orientada para as tarefas e outra centrada 
no empregado. 
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A estrutura orientada para a tarefa – autoritária ou de iniciação - visa a direção 
e a produção. Já a centrada no empregado – democrático ou participativo - apoia as 
necessidades destes e as necessidades de manutenção do grupo. 
Na teoria situacional (contingencial), a atenção é chamada para a importância 
das contingencias (ambiente). Ela depende de cada situação e o líder deve adaptar 
suas características às demandas de grupo, se comportando de acordo com as 
necessidades do mesmo, as de produção, entre outros. 
 
 Paradigmas de Liderança 
 
Paradigmas de liderança são limitados a situações específicas pois o 
conhecimento produzido não serve para toda ocasião. A liderança por paradigmas 
pode ser racionalista, empírica, sensacionista e dogmático. 
O paradigma racionalista entende a liderança como um algoritmo de ações 
racionalmente construídas, o paradigma empírico afirma que é necessário mobilizar 
os instrumentos de liderança com eficiência, o paradigma sensacionista acredita que 
a liderança é uma forma de filosofia de vida e o paradigma dogmático expõe a 
liderança como uma expressão das características pessoais do líder. Todos esses 
paradigmas conseguem alcançar uma explicação parcial de liderança, mas nenhum 
consegue explicar todas as formas conhecidas como liderança. 
Dentro da organização pode ser identificado o Paradigma Racionalista que é 
uma prática comum da liderança, uma vez que os coordenadores de 
área/departamentos, diante de uma tomada de decisão, analisam cada caso 
individualmente, mediante a frequente avaliação de desempenho do colaborador, a 
sua decisão pode alterar, sem cometer grandes injustiças. Dessa forma, o paradigma 
racionalista vem se demonstrando bom para a etapa de planejamento, mas bastante 
falho quando ocorrem imprevistos graves. 
 
 Administração de Conflitos 
 
O conflito é tão inerente à nossa existência quanto as nossas próprias relações 
humanas e até pode nos atingir de forma positiva, mas geralmente atinge de forma 
negativa. O conflito pode variar no tipo e na intensidade e representam uma 
divergência entre as partes envolvidas. 
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Resolver conflitos, muitas vezes pode estar relacionado ao crescimento 
pessoal, pois quando discutimos opiniões e ideias contrárias as nossas, podemos 
chegar