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Resenha 3 & 4

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG
Faculdade de Ciências Econômicas - FACE
Departamento de Ciências Administrativas - CAD
Organizações e Simbolismo
Aluno: Marcelo Dionisio Ferreira - 2018019303
RESENHA 3 - 06 de Setembro de 2019
A seguinte resenha trata dos seguintes textos: "A construção da cultura e da identidade organizacionais na empresa familiar de pequeno porte: o papel do empreendedor fundador " do Angelo Brigato Ésther (2014 e "Identidade organizacional e suas influências na gestão de pessoas das micro e pequenas empresas” do Denilson Aparecida Leite Freire (2015) 
O primeiro texto trata da construção da cultura e da identidade em empresa familiar de pequeno porte, com foco na influência e no papel do fundador. O texto analisa que a construção da identidade do próprio indivíduo empreendedor e fundador, bem como suas políticas e práticas de poder que envolvem não apenas os empregados formais, mas também o seu núcleo familiar constituinte. Já o segundo trabalho analisa a relação entre a percepção do proprietário das MPEs e as práticas de gestão de pessoas adotadas sob a ótica da Identidade Organizacional, suas dimensões normativas e utilitárias. 
Ambos os textos seguem a estrutura padrão de um paper acadêmico, no geral iniciado por uma breve introdução e contextualização da problemática, seguido da revisão da literatura, adiante na metodologia – onde o primeiro se vale do método da análise do discurso para a construção de teorias e o segundo tece algumas análises de casos da literatura e do mundo real para construir o conceito apresentado – seguido da respectiva análises dos autores e de uma conclusão pertinente sobre o tema abordado. 
O trabalho de Ésther, ao analisar os depoimentos por meio do conteúdo, entendeu que os resultados apontam para um discurso gerencialista (abordagem funcionalista) quanto à criação da cultura e da identidade, em contraposição à concepção da construção enquanto negociação de significados e sentidos compartilhados (abordagem interpretativista).
Já o trabalho com as MPEs encontrou correlação positiva entre a percepção de identidade normativa e o nível de envolvimento dos colaboradores (STAE) e também correlação negativa entre o caráter utilitarista de IO com o nível de envolvimento dos colaboradores. Ou seja, as práticas de gestão que buscam a participação dos colaboradores podem levar a maior nível de envolvimentos destes com a organização, especialmente no público masculino, entre os que tinham mais de 40 anos, nos com nível de graduação e nos setores de comércio e Serviço, principalmente naqueles que ocupam a posição de sócios.
Portanto, ambos os trabalhos abrem um leque de reflexões possíveis e se tangencia na construção de identidades organizacionais. O primeiro, narra como a construção da identidade organizacional se confunde com a identidade do fundador, de modo que a correlação influencia de fato no dia-a-dia e na construção da empresa. Por outro lado, sob a ótica da gestão de pessoas, o segundo trabalho traz um panorama de como a identidade influencia na relação entre os funcionários e nas práticas de gestão dos recursos humanos. 
Aluno: Marcelo Dionisio Ferreira - 2018019303
RESENHA 4 - 13 de Setembro de 2019
A seguinte resenha trata dos seguintes textos: “Representação Social do Endividamento Individual” do Helder Araujo de Carvalho, Felipe Gerhard Paula Sousa e Verónica Ligia Peñaloza Fuentes (2017) e “Representações Sociais da Cultura em Belo Horizonte” do André Felipe Vieira Colares e Luiz Alex Silva Saraiva (2016).
O primeiro estudo tem como objetivo analisar a ideia de endividamento na visão dos próprios indivíduos, uma vez que não há consenso na literatura teórica sobre o conceito. Para a obtenção dos propósitos da pesquisa, foram realizadas 300 entrevistas estruturadas de curta duração. Os dados, ademais, foram analisados por meio da técnica de evocação de palavras, dado que o método permite o acesso à representação social de um conceito decompondo-o em ideias centrais e periféricas, a partir da visão de diferentes classes e estratos sociais. Os principais resultados do estudo revelam que há uma multiplicidade de aspectos e variáveis que contribuem para a formação do conceito, porquanto diversos construtos e dimensões competem para a formação do fenômeno. Sucintamente, o endividamento representa para os respondentes o produto de contas, gastos, dívidas e obrigações decorrentes da confluência de fatores gerados por ações individuais e/ou externas, resultando em disposições emocionais perniciosas ao indivíduo. Ao fim, serão expostas as contribuições finais da pesquisa, bem como as principais limitações do estudo e as sugestões para trabalhos futuros.
Aluno: Marcelo Dionisio Ferreira - 2018019303
RESENHA 5 - 20 de Setembro de 2019
A seguinte resenha trata dos seguintes textos: “La Epistemología del Poder en el Management Clásico” do Edgar Varela Barrios e Ernesto José Piedrahita (2017); “O Empreendedorismo sob o Prisma do Poder no Discurso da Inovação de um Polo Criativo: Reflexões a Respeito do Portomídia - Centro de Empreendedorismo e Tecnologia da Economia Criativa” do Anderson Diego Farias da Silva e Fernando Gomes de Paiva Júnior (2016); “Vigiar e Punir” do Michel Foucault (1987) e também o filme “Aquarius” do Kleber Mendonça Filho (2016).
A seguinte resenha trata dos seguintes textos: "Simbolismos de gênero e gestão: uma análise das feminilidades de executivas brasileiras" Raquel Santos Soares Menezes, Janete Lara Oliveira, e Ana Paula Rodrigues Diniz (2013) e "Organizações de simbolismo intensivo, Thomaz Wood Jr (2000).
O primeiro texto descreve em uma análise das feminilidades de executivas em diversas capitais brasileiras, fazendo um estudo de como uma posição historicamente dominada pelo masculino é vista e vivida pelo feminino. Já o segundo ensaio traz o conceito de organizações de simbolismo intensivo, fazendo um estudo de como o discurso do espetáculo se tornou parte do dia a dia das empresas, como um elemento da cultura organizacional e divisão do trabalho. 
Ambos os textos seguem a estrutura padrão de um paper acadêmico, no geral iniciado por uma breve introdução e contextualização da problemática, seguido da revisão da literatura, adiante na metodologia – onde o primeiro se vale do método da análise do discurso para a construção de teorias e o segundo tece algumas análises de casos da literatura e do mundo real para construir o conceito apresentado – seguido da respectiva análises dos autores e de uma conclusão pertinente sobre o tema abordado. 
O primeiro texto chegou ao final do estudo a conclusões interessantes. Em geral, as executivas analisaram como elementos de comportamento neutro ideias descritas na literatura como aspectos do perfil masculino. Além disso, as autoras observaram que o ideal da função executiva tem fortes raízes na construção e visão do ideal masculino, com indícios da construção histórica que de fato se deu. Ademais, o estudo observou como sendo atributos inerentes ao feminino a multiplicidade de competências e a capacidade de se dividirem em diferentes atividades. 
Já o segundo sumariza que a simbolização é um fenômeno irreversível. O aumento da presença dessa característica nas organizações se deve em grande parte a um apoio relevante da mídia na construção de um ideal de trabalho, sendo estendida a qualquer grupo ou equipe onde a manipulação simbólica é um elemento central do jogo gerencial. Nesse contexto, a realidade é substituída pela realidade virtual. 
Portanto, ambos os trabalhos abrem um leque de reflexões possíveis e se tangencia na construção de organizações simbólicas. O primeiro, narra como esse simbolismo e o idealismo da carreira executiva tem traços majoritariamente masculinos, levando as executivas a almejaram o sucesso e a diferenciação na carreira objetivando comportamentos difundidos por profissionais masculinos. Por outro lado, Wood Jr (2000) narra com clareza os métodos e técnicas do

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