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Apostila-Literatura Infanto Juvenil

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA
Clarice Fortkamp Caldin
Leitura e literatura
infanto-juvenil
Governo Federal
Presidência da República
Ministério de Educação
Secretaria de Ensino a Distância
Coordenação Nacional da Universidade Aberta do Brasil
Universidade Federal de Santa Catarina
Reitor | Alvaro Toubes Prata
Vice-reitor | Carlos Alberto Justo da Silva
Secretário de Educação a Distância | Cícero Barbosa
Pró-reitora de Ensino de Graduação | Yara Maria Rauh 
Müller
Pró-reitora de Pesquisa e Extensão | Débora Peres Menezes
Pró-reitora de Pós-Graduação | Maria Lúcia de Barros 
Camargo
Pró-reitor de Desenvolvimento Humano e Social | Luiz 
Henrique Vieira da Silva
Pró-reitor de Infra-Estrutura | João Batista Furtuoso
Pró-reitor de Assuntos Estudantis | Cláudio José Amante
Curso de Especialização em Gestão de Bibliotecas 
Escolares
Centro de Ciências da Educação | Wilson Schmidt
Chefe do Departamento | Angel Freddy Godoy Vieira
Coordenadora de Curso | Magda Chagas 
Coordenadora de Tutoria | Araci Isaltina de Andrade Hille-
sheim
Conselho Editorial
Clarice Fortkamp Caldin
Estera Muszkat Menezes
Magda Chagas
Projeto Gráfico
Coordenação | Laura Martins Rodrigues
Thiago Rocha Oliveira
Equipe | Maicon Hackenhaar de Araujo
Rafael de Queiroz Oliveira
Equipe de Desenvolvimento de Materiais
Laboratório de Novas Tecnologias | LANTEC/CED
Coordenação Geral | Andrea Lapa
Coordenação Pedagógica | Roseli Zen Cerny
Material Impresso e Hipermídia
Coordenação | Laura Martins Rodrigues
Thiago Rocha Oliveira
Diagramação |Thiago Rocha Oliveira, Grasiele Pilatti, 
Gregório Bacelar Lameira
Ilustrações | Tarik Assis Pinto, Maiara O. Ariño, Ângelo
Bortolini, Amanda Woehl, João Antônio A. Machado
Revisão gramatical | Clarice Fortkamp Caldin, Estera 
Muszkat Menezes, Magda Chagas
Design Instrucional
Coordenação | Isabella Benfica Barbosa
Designer Instrucional | José Paulo Speck Pereira
Copyright © 2010, Universidade Federal de Santa Catarina 
CIN/CED/UFSC
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, 
transmitida e gravada sem a prévia autorização, por escrito, 
da Coordenação do Curso de Especialização em Gestão de 
Bibliotecas Escolares.
Catalogação na fonte elaborada por 
Francisca Rasche - CRB 14/691
C146l Caldin, Clarice Fortkamp 
Leitura e literatura infanto-juvenil / 
Clarice Fortkamp Caldin. – Florianópolis : CIN/
CED/UFSC, 2010.
116 p. 
Inclui bibliografia.
UFSC. Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em 
Gestão de Bibliotecas Escolares na modalidade a 
distância. 
ISBN 978-85-62818-11-0 
1. Leitura. 2. Literatura infanto-juvenil. I. Título.
CDD (22.ed.) – 028
Sumário
Apresentação ....................................................... 7
1 Leitura .............................................................. 8
1.1 Definições..................................................................................12
1.2 Modalidades .............................................................................21
1.3 Estratégias ................................................................................28
1.4 Função poética ........................................................................33
Bibliografia Comentada ........................................................43
Síntese ........................................................................................44
2 Literatura infanto-juvenil .............................46
2.1 Características ........................................................................53
2.2 Funções ......................................................................................61
2.2.1 Função pedagógica ........................................................................62
2.2.2 Função social ....................................................................................66
2.2.3 Função terapêutica ......................................................................... 70
2.3 Histórico ....................................................................................75
2.4 A Literatura infanto-juvenil no Brasil ..............................87
2.5 Tipologia das histórias ...........................................................92
Bibliografia Comentada ..................................................... 108
Síntese ..................................................................................... 109
 Referências ....................................................... 110
 Currículo da Autora ........................................ 116
Apresentação
Bem-vindo à disciplina Leitura e literatura infanto-juvenil! 
Inserida na temática 4: Mediação e serviços em bibliotecas es-
colares, com 30 horas/aula, essa disciplina tem por objetivo 
otimizar suas competências e habilidades na gestão da leitura 
e da literatura infanto-juvenil.
Você gosta de ler? Aprecia a literatura infanto-juvenil?
Se a resposta for um enfático SIM, estudará com prazer as 
principais definições de leitura; conhecerá as diferentes mo-
dalidades e estratégias de leitura; enfocará o ato da leitura na 
biblioteca como uma função poética; observará as caracterís-
ticas e as funções da literatura infantil e juvenil; acompanhará 
a trajetória da literatura infanto-juvenil desde o século XVII 
até nossos dias; entenderá a tipologia das histórias.
Isso é apenas uma parte: o construto teórico. Mas a teoria 
é estéril sem a prática. Assim, espera-se que você aprenda a 
aplicar as estratégias de leitura no ensino infantil e funda-
mental para realizar atividades prazerosas de incentivo à lei-
tura, e a selecionar textos literários pelo viés da literariedade.
Gostou da proposta? Está animado? Então, vamos começar!
8 Leitura e Literatura 
Infanto-Juvenil
1 Leitura
Esse capítulo tem por objetivo propiciar ao aluno do 
Curso de Especialização em Gestão de Bibliotecas Es-
colares o entendimento do fenômeno da leitura, suas 
definições, modalidades, estratégias e a função poética. 
Essa compreensão é necessária para que a biblioteca 
atue como espaço incentivador do ato de ler.
9Leitura
Na sociedade ocidental, ao longo das eras, a leitura é en-
tendida de maneira diferente, de acordo com as necessidades 
humanas. A história da leitura perpassa pelo valor concedi-
do ao registro escrito como veículo da democracia (na pólis 
grega), da religião (na Idade Média), da economia (na Idade 
Moderna), da política (a partir da Revolução Francesa) e da 
educação (desde o século XIX).
Ao descrever as práticas de leitura no ocidente, Cavallo e 
Chartier (1998-1999) apontam as diferentes formas de ler da 
Antiguidade aos dias atuais. É baseado no livro História da 
leitura no mundo ocidental (cuja leitura recomendamos), or-
ganizado por esses dois historiadores, que se delineia o texto 
que segue.
Conquanto a leitura pública fosse uma prática da vida so-
cial grega a serviço da democracia ateniense (dos cidadãos 
livres, excluídos as mulheres e os escravos), da retórica, da 
escola e da preservação da memória, há relatos da leitura si-
lenciosa, como forma de entretenimento. Na Roma Antiga, a 
leitura ficava circunscrita aos sacerdotes e aos nobres, sempre 
referente ao sagrado ou ao jurídico, inspirada no modelo gre-
go, cujas bibliotecas eram despojos de guerra. 
Na Idade Média, o ideal de leitura era o da meditação, pre-
ferencialmente das Escrituras Sagradas, sempre mediada pelos 
processos de decifração dos textos (identificando as letras, sí-
labas, palavras e frases), pronunciação em voz alta (observan-
do a pontuação), correção do texto escrito (exigência necessá-
ria pela má qualidade de alguns manuscritos), comentário (do 
vocabulário, das figuras literárias), interpretação (do conteú-
do), e avaliação (das qualidades estéticas, morais e filosóficas 
do escrito);