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E10plique as teorias propostas para origem do universo segundo o filme apresentado em aula
Como se formou o sistema solar? Quais as principais diferenças entre os planetas internos e externos?
Qual a teoria mais provável sobre a origem da Lua? Como é a estrutura lunar e quais as provas em que se baseiam a teoria atual?
A teoria mais provável é que um corpo com 0,14 da massa da Terra, nos estágios finais de acreção planetária, entrou em impacto com a Terra, em um momento em que já tinha seu tamanho atual, com núcleo metálico e manto silicático. Parte do corpo impactante teria sido incorporado à Terra, enquanto outra, mesclada com o material do manto terrestre teria sido ejetada para uma situação orbital, formando a Lua. Hipóteses reforçadas por três evidências:
A Terra e a Lua têm grandes semelhanças na composição química, o que não é comum entre planetas e seus satélites no sistema solar.
Terra e Lua têm composição isotópica similar para oxigênio, diferente das de Marte e também de meteoritos.
A densidade da lua(3,4g/cm³) é muito menor que a da Terra(5,5g/cm³), evidenciando deficiência de ferro e núcleo relativamente pequeno(300km).
Como é a estrutura interna da Terra defina as camadas: fale sobre a composição espessura e descontinuidades. Como foi estudada a estrutura interna quais métodos adotados, como a sísmica auxiliou os estudos?
A Terra é composta de dentro para fora pelo núcleo interno, núcleo externo, descontinuidade de Gutenberg, manto inferior, mato transicional, manto superior, zona de baixa velocidade, descontinuidade de Mohro, Crosta.
Crosta: rochas sedimentares pouco ou não deformadas até rochas metamórficas que foram submetidas a condições de temperatura e pressão correspondentes a crosta intermediária. Podem estar presentes também rochas plutônicas. Crosta oceânica 5-10km, crosta continental 25-50km.
Zona de baixa velocidade: mesosfera
Manto: Se manifesta em uma profundidade aproximada de 400km e vai até 2.900km, entre as duas descontinuidades. Composto de rochas máficas(ferromagnesianos). Manto superior é rígido, abaixo desse domínio o manto é plástico. Parte rígida chama-se litosfera, abaixo parte dúctil, astenosfera.
Núcleo: Composto predominantemente de uma liga metálica de ferro e níquel. Núcleo interno sólido (composto de liga de ferro-níquel). Núcleo externo é líquido. De 2.900km, abaixo da descontinuidade de Gutenberg até 5.100km é o núcleo externo, de 5.100 até 6.370km, núcleo interno.
Quando ocorre um terremoto ou explosões artificiais controladas, vibrações propagam-se pelo planeta e são registradas por aparelhos chamados sismógrafos. A análise desses registros fornece modelos da estrutura interna da Terra. A velocidade da propagação das ondas depende das estruturas por onde passam, se são sólidas ou líquidos, e com isso é possível estudar a estrutura interna da Terra.
Explique o que são terremotos e como se formam os tsunamis?
Terremoto é o acumulo lento e liberação rápida de tensões. O lento movimento da camada mais externa da Terra provoca tensões que se acumulam em vários pontos. As tensões acumuladas podem ser compressivas ou expansivas. Quando essas tensões atingem o limite de resistência das placas, ocorrem rupturas, e as vibrações geradas por essas rupturas se propagam em diferentes direções, essas vibrações são os terremotos. Pode ocorrer no contato de duas placas ou no interior de uma delas.
Tsunamis são ondas gigantes gerados por grandes terremotos no mar e que atingem regiões costeiras. São produzidas pelo rápido deslocamento da coluna de água causado pela ruptura do assoalho oceânico na região do epicentro de um terremoto.
O que é o Princípio da Isostasia? Explicar as teorias propostas e qual o modelo atual.
De acordo com o conceito de isostasia, há uma deficiência de massa abaixo das rochas da cordilheira, que é aproximadamente igual à massa das próprias montanhas. O conceito de isostasia consiste no princípio hidrostático de Arquimedes, em que um corpo ao flutuar, desloca uma massa de água equivalente à sua. Neste caso, uma cadeia montanhosa poderia comportar-se como uma rolha de menor densidade flutuando na água de maior densidade.
No modelo de Airy, as montanhas são mais altas por possuírem raízes profundas, da mesma forma que um imenso bloco de gelo flutuando no mar. Já o modelo de Pratt, as montanhas são elevadas por serem compostas de rochas de menor densidades do que as existentes nas regiões vizinhas, havendo neste caso, diferenças laterais na densidade. Sabe-se hoje que os dois modelos de compensação isostática explicam as observações gravimétricas em cadeias montanhosas. As montanhas são mais altas pois se projetam para a parte mais profunda do manto. Por outro lado, os continentes situam-se acima do nível do mar em razão das diferenças de composição e densidade entre a crosta continental e oceânica.
O que são placas tectônicas como são divididas e como se movem?
Placas tectônicas são conjuntos de blocos sólidos que compõem a crosta externa terrestre, conhecida por litosfera, responsável por sustentar os oceanos e continentes.
São divididas em:
Oceânicas: encontram-se no assoalho oceânico.
Continentais: situam-se sob os continentes 
Continental-oceânica: situam-se sob o continente e no assoalho oceânico.
Os movimentos das placas podem ser laterais, de afastamento, de colisão.
Quais foram as evidências de Wegner para a teoria da Deriva Continental e como se deu a evolução para a teoria atual da Tectônica de placas?
Encaixe das linhas das costas atuais de vários continentes
Continuidade de estruturas rochosas entre as costas da América do Sul e costa leste da África, como as cadeias de montanhas. Por exemplo, a Serra do Cabo na África do Sul seria a continuação da Sierra de la Ventana da Argentina;
Correlação na distribuição de fósseis de plantas e de samambaias extintas na África e no Brasil, e também na Austrália, Índia e Antártica, entre outros lugares;
Registro de fósseis idênticos de um réptil de 300 milhões de anos encontrados apenas na África e na América do Sul;
Correlações na distribuição fóssil de algumas espécies de dinossauros aquáticos, que habitaram regiões comuns no supercontinente;
Evidências de 300 milhões de anos - filamentos impressos nas rochas, indicando iguais direções no movimento de geleiras antigas no sul e sudeste do Brasil, sul da África, Índia, Austrália e Antártica - que mostravam que, nesta época, uma grande região sul de estava coberta por calotas polares.
Resumidamente: Continuidade de cadeias rochosas em diferentes continentes. A presença de fósseis da mesma espécie em diferentes regiões do planeta. A evidência de direção do movimento de geleiras antigas impressas em rochas de diferentes continentes, datadas da mesma época.
A evolução se deu a partir da segunda guerra mundial, quando os sonares desenvolvidos nos submarinos foram capazes de ler o fundo oceânico, revelando picos e planaltos isolados, cadeias de montanhas e fendas muito profundas, resultantes de atividades geológicas muito mais complexas, diferentemente do que se imaginava na época. Nos anos 1950 e início dos anos 1960, o aperfeiçoamento do método de datação de rochas permitiu determinar a verdadeira idade das mesmas, concluindo que a crosta oceânica era muito mais jovem do que se imaginava (cadeia meso-oceânica), com rochas não ultrapassando 200 milhões de anos, enquanto, as rochas mais próximas aos continentes eram mais antigas.
Quais são os tipos de limites tectônicos? Explique cada um, dê exemplos de locais atuais e tipos de rochas que ocorrem.
Limites convergentes: ocorrem quando placas litosféricas colidem frontalmente. Geralmente a placa de maior densidade mergulha sob a outra. Como exemplo, entre as placas Nazca e Sul-americana. Quando as placas de densidade semelhantes se colidem, formam as montanhas que temos na Terra.
Exemplos de limites convergentes quando densidade igual:
Continental-continental: Himalaia
Continental-oceânica: Andes
Oceânica-Oceânica: Japão