Matemática nos anos iniciais
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Matemática nos anos iniciais


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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
CPAQ \u2013 CÂMPUS DE AQUIDAUANA
CURSO DE MATEMÁTICA
Matemática nos anos iniciais
Suellen da Silva Paniago
Wellington Patrício da Silva
Aquidauana
2019
Introdução
Esse trabalho tem como objetivo comentar sobre alguns métodos utilizados para o ensino da Matemática no Ensino Fundamental, suas potencialidades e cuidados que devem ser tomados durante sua utilização. Ao final dessa discussão, haverá uma conversa com a pedagoga Luciane Frazão, para conferirmos se o que foi abordado abaixo condiz com a realidade enfrentada nas escolas. 
Desenvolvimento
Há muito e muito tempo escutamos sempre as pessoas reclamando que odeiam Matemática e que Matemática é muito difícil. Será que para ir bem nessa disciplina ou até mesmo para gostar dela, é necessário possuir um dom? Bom, após leituras de alguns textos chegamos à conclusão que a resposta é: não! A Matemática pode sim ser prazerosa e compreensível a todos. Talvez isso seja mais fácil dependendo da forma como ela é apresentada aos alunos. A ideia não é dizer que o professor de Matemática do Ensino Fundamental é um vilão, mas se eles repensassem suas práticas ou aprofundassem mais seus conhecimentos sobre os conteúdos que trabalham e também sobre os seus alunos, essa experiência possa ser bem menos traumatizante. Afinal, é impossível ensinar aquilo sobre o que não se tem domínio conceitual.
Para falarmos em ensino da matemática nos anos iniciais, precisamos lembrar que estamos nos referindo ao período compreendido entre o 1º e o 5º ano do Ensino Fundamental. E quem ministra as disciplinas nesse período é o Pedagogo. Analisando a grade curricular do curso de Pedagogia da UFMS, notamos que o curso até 2016 possuía duas disciplinas voltadas para a Matemática, e a partir daí a grade passou a ter apenas uma: Fundamentos e Prática do Ensino da Matemática. Sendo assim, para que aprofundem seus conhecimentos, como comentado acima, é importante que busquem alternativas extra curso e formação continuada.
Uma forte aliada para se construir um aprendizado é a problematização contextualizada. Que consiste em articular os conteúdos matemáticos fundamentais entre si, ou seja, as diferentes áreas da matemática devem ser trabalhadas de forma interligada, o que permite atribuir maior significado aos conceitos. Por exemplo: explorando figuras geométricas pode-se trabalhar o sistema de numeração; o sistema monetário permite discutir e entender o sistema de numeração decimal, além de possibilitar o entendimento do mundo que cerca o aluno.
Para que o professor evite propor situações de nível muito acima do que o aluno já conhece e tem condições de aprender, o professor pode propor situações que sejam adaptadas ao estado de conhecimento do aluno, ou seja, ele parte dos conhecimentos prévios do aluno acerca de determinado tema. Para isso, o professor precisa conhecer o nível cognitivo do aluno, que está ligado aos seus conhecimentos anteriores sobre o tema a ser discutido. Quando se retoma temas trabalhados anteriormente e se incorpora novos conceitos a ele, aumentando seu campo de aplicação, estamos falando de um trabalho em espiral. Na prática, pegando o sistema monetário como exemplo, no primeiro ano o aluno pode ter contato com tal sistema usando apenas conhecimentos acessíveis a esse nível, e pouco a pouco ir estabelecendo ligações entre ele e o sistema de numeração decimal, e à medida que se avança o trabalho com os números, se avança também o trabalho com as moedas.
A resolução de problemas no Ensino Fundamental sempre aparece como um \u201cmotor\u201d de propostas inovadoras na Educação Matemática. Porém, deve-se pensar: O que é um problema? Alguns livros didáticos trazem questões com \u201ctextinhos\u201d no enunciado, que nos levam a pensar que são problemas, mas deve-se questionar: é possível resolver facilmente usando somente a memória para seguir modelos algorítmicos previamente fornecidos? Se a resposta for sim, se trata de um exercício, não se configuram em desafio.
Por se tratar de educação infantil, fica evidente que as disciplinas precisam ser trabalhadas de forma mais lúdica, através de brincadeiras e jogos. Assim, os materiais concretos, como por exemplo: o tangran, o material dourado, blocos retangulares, ábaco, sólidos geométricos, dados, entre outros, são \u201ccartas na manga\u201d na hora de ensinar Matemática. O intuito é que através de manipulações do material, o aluno construa seu conhecimento. Sendo assim, fazendo uma analogia, o uso do material concreto pode ser comparado ao uso de gesso quando ocorre uma fratura, ele é muito útil em determinadas situações, mas deve ser retirado no momento adequado. O material não é o principal na aprendizagem da matemática. Então, o professor precisa planejar situações onde terá que trabalhar o abstrato. Pois, caso contrário, a criança acaba ficando dependente de uma situação concreta e quando se deparar com uma situação abstrata não saberá como agir. 
A vida em sociedade exige que os indivíduos respeitem regras e convenções. Nesse sentido, os jogos e as brincadeiras são instrumentos importantes para que elas conheçam seus limites, os dos outros e o seu ambiente social. Além disso, os jogos permitem ao professor analisar e avaliar os seguintes aspectos: compreensão (facilidade para entender o processo do jogo assim como o autocontrole e respeito a si próprio), facilidade (possibilidade de construir uma estratégia), possibilidade de descrição (capacidade de comunicar o procedimento seguido e a maneira de atuar), estratégia utilizada (capacidade de comparar com as previsões ou hipóteses). O jogo apesar de ser uma atividade lúdica, pode ser utilizado para aprender matemática, pois é eficaz em aumentar a concentração e a atividade mental, dessa forma facilita o envolvimento das crianças em atividades matemáticas. Ainda mais, ajuda no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. 
Um dos principais papéis da escola é contribuir com a formação do cidadão, pois a sociedade necessita de cidadãos críticos e criativos, capazes de produzir conhecimento. Para isso, o aluno deve ser estimulado a realizar pesquisas, analisar os dados e interpretá-los desde o primeiro ano do Ensino Fundamental. Por exemplo, eles podem levantar uma pesquisa sobre algum tema comum a eles na escola, como o tempo que os alunos passam assistindo televisão. Esse processo de coleta de dados, de análise dos dados e exposição dos dados é de grande valia no processo de aprendizagem. 
Um aprendizado satisfatório da criança nos anos iniciais, depende de vários fatores, como o espaço de sala de aula, o tempo, os materiais disponíveis e a preparação do professor em trabalhar com diferentes metodologias, além do fundamental, o domínio sobre o conteúdo trabalhado.
Ao final de toda essa abordagem, discutiremos em sala a respeito da realidade enfrentada em sala de aula, utilizando como apoio o questionário anexado abaixo, que foi respondido previamente por Pedagogos e formandos em Pedagogia do nosso campus. 
Referência
BITTAR, Marilena; FREITAS, José Luiz Magalhães de. Fundamentos e Metodologia de Matemática para os ciclos iniciais do Ensino Fundamental. 2ª edição. Campo Grande: UFMS, 2005.