Esclerose lateral amiantrófica 3 semestre
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Esclerose lateral amiantrófica 3 semestre


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CURSO NUTRIÇÃO, ENFERMAGEM E FISIOTERAPIA.
ERILEIA
GABRIEL
RENATO ESQUIVEL
TAINA
VIVIANE RODRIGUES NASCIMENTO
ESCLEROSE LATERAL AMIANTRÓFICA
Salvador 
 2019
Esclerose lateral amiantrófica
O que é?
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa fatal de causa desconhecida que acomete os neurônios motores, responsáveis pelos movimentos voluntários. É caracterizada pela perda progressiva da força muscular, que afeta os movimentos, a fala e a deglutição, causando paralisia.
Trata-se de uma doença rara, que atinge cerca de 0,002% da população mundial, e faz parte de um grupo de doenças chamadas doenças do neurônio motor (MDN).
Os neurônios motores são os responsáveis pelos movimentos voluntários, ou seja, aqueles que são feitos por vontade própria do indivíduo. Existem dois tipos de neurônios motores: o superior e os inferiores. No cérebro, o neurônio motor superior envia impulsos elétricos que viajam até os neurônios motores inferiores (localizados ao longo da medula espinhal). Esses impulsos são conduzidos até os músculos, que os transformam em movimentos.
A doença ganhou bastante notoriedade na mídia em 2014, com a campanha do "Desafio Balde de Gelo" nas redes sociais, onde famosos e anônimos derrubavam um balde água gelada no corpo para divulgar e arrecadar fundos para pesquisa e ajudar pacientes com a doença. O físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018, foi um dos portadores mais conhecidos mundialmente da ELA.
Desde 2009, o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferece assistência e medicamentos gratuitos, de forma integral, aos pacientes com essa doença, com base no que está cientificamente comprovado
 É mais frequente em homens a partir dos 40 anos, mas após os 70 anos atinge homens e mulheres com a mesma frequência.
Principais sintomas:
Em cerca de 10% dos casos, a ELA é causada por um defeito genético. Nos demais casos, a causa é desconhecida.
Na ELA, os neurônios se desgastam ou morrem e já não conseguem mais mandar mensagens aos músculos. Isso finalmente gera enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo. A doença piora lentamente. Quando os músculos do peito param de trabalhar, fica muito difícil respirar por conta própria.
Não existem fatores de risco conhecidos, exceto ter um membro da família que tenha a forma hereditária da doença, já que fatores genéticos parecem estar envolvidos nas causas de Esclerose lateral amiotrófica.
Os sintomas geralmente não se desenvolvem até depois dos 50 anos, mas podem começar em pessoas mais novas também. As pessoas com ELA têm uma perda gradual de força e coordenação muscular que finalmente piora e impossibilita a realização de tarefas rotineiras, como subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou engolir.
Os músculos da respiração e da deglutição podem ser os primeiros a serem afetados. Conforme a doença piora, mais grupos musculares podem manifestar problemas.
A ELA não afeta os sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato). Ela raramente afeta o funcionamento da bexiga, dos intestinos, ou a capacidade de pensamento e raciocínio de uma pessoa.
Os sintomas incluem:
Dificuldade para respirar
Engasgar com facilidade
Babar
Gagueira (disfemia)
Cabeça caída devido à debilidade dos músculos do pescoço
Cãibras musculares
Contrações musculares
Normalmente afeta primeiro uma parte do corpo, como o braço ou a mão
Posteriormente resulta na dificuldade de levantar objetos, subir escadas e caminhar
Paralisia
Problemas de dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras)
Alterações da voz, rouquidão
Perda de peso.
Como fazer diagnostico?
Especialistas que podem diagnosticar Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) são:
Clínico geral
Neurologista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como: 
Quando os sintomas começaram?
Quais sintomas estão lhe causando maior preocupação?
Qual a intensidade de seus sintomas?
Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas?
Você tem histórico familiar de ELA?.
O exame físico mostrará algumas deficiências físicas que podem estar relacionadas à ELA. Pode haver tremores, espasmos e contrações musculares, ou perda de tecido muscular (atrofia). Atrofia e contrações involuntárias da língua são comuns.
A pessoa pode ter um jeito de andar rígido ou desajeitado. Os reflexos são anormais. Há mais reflexos nas articulações, mas pode haver perda do reflexo faríngeo. Alguns pacientes têm problemas para controlar o choro ou o riso. Isso às vezes é chamado de "incontinência emocional".
Como tratar? 
Não há cura conhecida para ELA. O tratamento para a doença começa com um medicamento chamado riluzol. O riluzol reduz a velocidade de progressão da doença e prolonga a vida do paciente.
Fisioterapia, reabilitação, uso de órteses ou de uma cadeira de rodas ou outras medidas ortopédicas podem ser necessárias para maximizar a função muscular e o estado de saúde geral.
A participação de um nutricionista é muito importante, pois os pacientes com ELA tendem a perder peso. A própria doença aumenta a necessidade de ingestão de alimentos e calorias. Ao mesmo tempo, os problemas de deglutição podem fazer com que seja difícil comer o suficiente.
Os dispositivos respiratórios incluem máquinas usadas somente durante a noite e ventilação mecânica constante.
Os medicamentos mais usados para o tratamento de esclerose lateral amiotrófica são: 
Baclofen
Baclofeno
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
 Com o tempo, as pessoas com ELA perdem progressivamente a capacidade funcional e de cuidar de si mesmas. O óbito em geral ocorre dentro de três a cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois do diagnóstico.
Terapia multidisciplinar com profissionais de saúde.
Na Fisioterapia
Fisioterapia Motora na Esclerose Lateral Amiotrófica
O tratamento destes pacientes exige uma atenção formada por um grupo de profissionais de saúde que trabalham em conjunto a fim de contribuir na melhora da qualidade de vida. O tratamento fisioterápico é essencial para o portador de ELA.
E o tratamento será durante toda a evolução da doença. O procedimento é baseado na prevenção e no quadro clínico atual do paciente.
E, apesar do tratamento ser específico e individualizado, é possível estabelecer orientações gerais para a reabilitação. O fisioterapeuta busca avaliar e prescrever exercícios para a manutenção da extensão dos movimentos, para criar condições mais favoráveis a função muscular que ainda existente e para prevenir as complicações decorrentes da ausência e da lesão, para a manutenção do tônus muscular, e prevenção de possíveis quadros de dores e edemas.
 São propostas duas a três sessões semanais com duração aproximadas de 45 minutos cada, realizadas por um profissional, com um programa de exercícios diários realizados pelos cuidadores ou familiares. 
São indicados exercícios moderados e de baixa resistência onde a prescrição é feita de acordo com o quadro que o paciente apresenta , determinando intensidade, duração e repetições apropriadas para cada situação, buscando evitar quadros