PAPP COMPLETO MOVIMENTOS SOCIAIS
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PAPP COMPLETO MOVIMENTOS SOCIAIS


Disciplina<strong>avaliação</strong> <strong>educacional</strong>8 materiais18 seguidores
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UNIVERSIDADE PAULISTA
ALESSANDRA SANTOS DA SILVA - R.A.: R.A.: D281FJ-4
GEOVANA CARLA DO NASCIMENTO \u2013 R.A.: D26032-4
ISABEL DOS SANTOS LOPES ALVES \u2013 R.A.: C152IB-2
MIRELLA SOUZA PINTO \u2013 R.A.: A4482D-0
POLLYANNA MARGARIDA PINHEIRO DE MENEZES \u2013 R.A.: N12759-7
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA: LUTAS E CONQUISTAS EM PROL DO DIREITO SOCIAL À MORADIA E À EDUCAÇÃO
SANTOS
2019
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	03
1.1 JUSTIFICATIVA	08
1.2 OBJETIVOS	08
2. MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST)	09
2.1 HISTÓRICO	09
2.2 FINALIDADES E CONQUISTAS REALIZADAS 	11
2.3 PEDAGOGIA SOCIAL E A INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO DA CIDADANIA	14
CONCLUSÃO	17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	18
ANEXOS	20
1 INTRODUÇÃO
	Movimentos sociais existem desde os tempos mais remotos da humanidade e têm o objetivo único de causar mobilização em prol de uma determinada mudança em algo que não esteja agradando a sociedade. Em outras palavras, a criação de um movimento social está associada à comoção de uma reinvindicação de direitos.
	Para Dias (2005), o conceito de movimento social está atrelado a uma reunião de um grupo de pessoas para o mesmo objetivo de alcançar um propósito determinado ou causar uma grande mudança na sociedade da qual fazem parte. Assim, afirma-se que movimento social é uma espécie de mobilização coletiva voltada à resolver assuntos polêmicos de modo solidário, no qual pessoas que se consideram prejudicadas em seus direitos, conquistam aos poucos outras massas e enfim, o movimento ganha força e passa a ser conhecido por todos.
	Sendo assim, a mídia é um excelente meio de divulgação dos movimentos sociais, pois todos passam a conhecê-lo numa proporção gigantesca. Além do mais, as redes sociais, atualmente, são um verdadeiro gatilho para intensificar ainda mais os ideais esses movimentos.
	À exemplo de movimento social, cita-se a década de 80 no Brasil, que foi marcada por dificuldades na questão de desigualdades sociais enfrentadas pela maioria das pessoas. Nisso, a organização dos trabalhadores metalúrgicos do ABC paulista sofreu em relação às péssimas condições de trabalho e supressão de direitos, em decorrência da ditadura militar, porém, o que deu ensejo às mudanças, foi exatamente a mobilização buscada por essa classe, isto é, o desejo de alcançar liberdade, democracia e igualdade de direitos entre todas as pessoas da sociedade.
	Dessa forma, em decorrência de tantas mobilizações por melhores condições de trabalho e igualdade de direitos nas relações trabalhistas, a Constituição Federal de 1988 foi promulgada no objetivo de estabelecer tais garantias fundamentais e consequentemente, assegurar ao povo direitos trabalhistas, sociais e políticos.
	Além do mais, não só direitos trabalhistas foram reivindicados, mas também, sociais, como a liberdade de expressão, de locomoção em território nacional, associação, bem como vedações à violação da imagem da pessoa sob pena de indenização, proibição de penas crueis, de morte, tortura, violação de correspondências e registros telefônicos (BRASIL, 1988).
	Percebe-se, com isso, que as conquistas estabelecidas na Constituição Federal de 1988, foram um reflexo das mobilizações realizadas durante a década de 80, que buscavam flexibilidade dos direitos sociais e políticos, uma vez que nesse período, o Brasil sofreu violentamente com as imposições do governo militar. Sendo assim, como forma de vedação ao retrocesso, ficaram proibidas alguns aspectos anteriormente permitidos e aceitos pela sociedade.
	Não obstante, reforça-se o conceito de movimento social, que tem a finalidade de fazer com se reconheça alguns direitos violados de um determinado grupo da sociedade que foi afetado por decisões contraditória às leis, costumes e princípios de uma ordem jurídica interna. Logo, a partir do momento que tais direitos são reconhecidos por uma parcela maior de pessoas, ele passa da esfera individual para o coletivo, uma vez que não só uma pessoa se sente lesada, mas sim, muitas outras e, isso, gera uma comoção e solidariedade geral (BOCAYUVA, 2000).
	Depois de tantas lutas pela reinvindicação de direitos e conquistas para mudar a realidade que vinha prejudicando milhões de pessoas, finalmente, a voz do povo foi reconhecida e no período da década de 90, as mobilizações em prol de direitos sociais passou a ser ouvida e cumprida com mais força. Desse modo, foi estabelecida a democracia e liberdade de expressão aos grupos da sociedade brasileira. 
	No entanto, outros assuntos começaram a surgir na sociedade brasileira recentemente, e esses fatos são considerados como movimentos sociais contemporâneos que regem o modo de pensar de uma determinada parcela da sociedade. Sendo assim, alguns movimentos famosos e bem conhecidos passaram a conquistar a atenção de muitas pessoas, independentemente da ligação de interesse delas, mas sim, como uma forma de justiça social (GOHN, 2011).
	Dessa forma, diante de acontecimentos em que o poder público aparentemente agiu com negligência em relação a um fato, ou então, devido ao surgimento de alguma questão envolvendo a violação de direitos e princípios previstos na Constituição Federal de 1988, surgiram os movimentos contemporâneos atuais e também, algumas idealizações acerca de assuntos de interesse social. Alguns deles são: Movimento dos atingidos por barragens, Movimento dos Pequenos Agricultores, promoção da igualdade racial, bem como a questão das cotas em universidades, Movimento Feminista, Economia Solidária, além das constantes lutas pelos Direitos Humanos flagrantemente violados. Ora, é justo observar cada um desses movimentos e idealizações, a fim de que a compreensão acerca do tema dessa pesquisa seja a melhor possível.
	O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) foi criado há aproximadamente vinte anos, justamente para atender as pessoas que sofreram prejuízos materiais e morais em decorrência de desastres pelo rompimento de barragens. Um dos principais objetivos dessa mobilização é incentivar o poder público a criar projetos com base na defesa da água e energia, de modo que venha a evitar ao máximo o acometimento de acidentes. Em relação aos seus membros, qualquer pessoa pode se afiliar a esse movimento, independentemente de gênero, partido político, raça, religião, grau de instrução e entre outros (AGÊNCIA BRASIL, 2012).
	Já o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) foi criado há aproximadamente 22 anos com presença em 17 estados do Brasil. Seu principal objetivo é o de promover a cultura do campo bem como a sua diversidade, e idealizar a construção de um projeto capaz de preservar os valores de uma sociedade justa. Sendo assim, esse movimento envolve mais do que a luta por seus territórios, pois visam reivindicar os direitos sociais de moradia e incentivar o poder público a reconhecer e estabelecer seus limites territoriais, igualmente ao objetivo do movimento que será tratado com maior detalhes nessa pesquisa (SANTOS, 2016).
	Outro movimento que tem acontecido com bastante intensidade, é o da promoção da igualdade racial e a polêmica das cotas para negros e pardos em universidades públicas, pois questiona-se justamente a violação do direito fundamental à igualdade independentemente de raça e cor da pele. Além disso, outro motivo ensejador desse movimento, é o fato de que muitos alunos cotistas em universidades de renome, enfrentavam preconceito e discriminação devido a sua cor de pele. Logo, isso causou maior comoção. 
	Ora, apenas dois anos antes da edição da lei de cotas para negros ser criada, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, editou o estatuto da igualdade racial (Lei 12.288 de 2010) que teve por finalidade assegurar direitos para as pessoas, dentre eles, a igualdade racial. Por outro lado, a lei 12.711 de 2012 violou, praticamente, o direito à igualdade estabelecido em lei e até mesmo na Constituição Federal.
	Assim, a criação dessa lei sobre cotas raciais, foi o espelho de um modelo anteriormente adotado pelos Estados Unidos na década de 60,