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Direito e Globalização 1 (Direito UNIP)

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Direito e Globalização 1 (Direito 6 semestre UNIP) 
Organismos Internacionais 
 
- OIT- Organização Internacional do Trabalho fundada em 1919 
 
A ​Organização Internacional do Trabalho (OIT)​, ou ​International Labour Organization (ILO), é 
um organismo internacional fundado em 1919 em atendimento ao ​Tratado de Versalhes​. A 
princípio, a organização atuou como uma agência ligada à ​Liga das Nações​, entretanto, após o 
final da ​Segunda Guerra Mundial​, com a dissolução da Liga das Nações, a partir de 1945 a OIT 
passou a integrar o Sistema ONU. 
Diferente de outros organismos, onde as decisões são tomadas por representantes dos 
Estados-Membros, na OIT possui estrutura tripartite onde representantes do governo, das 
organizações de empregadores e das organizações de trabalhadores participam em situação 
de igualdade 
 
 – ONU: 
Em 1945, com a vitória dos aliados, introduziu-se uma nova ordem, com importantes 
transformações no Direito Internacional, simbolizadas pela Carta das Nações e pelas suas 
Organizações. (A Carta das Nações foi assinada, em São Francisco, EUA, em 26 de junho de 
1945. O Brasil a ratificou, em 21 de setembro de 1945). 
Para o alcance destes objetivos, as Nações Unidas foram organizadas em diversos 
órgãos. Os principais órgãos das Nações Unidas são a Assembleia Geral, o Conselho de 
Segurança, a Corte Internacional de Justiça, o Conselho Econômico e Social, o Conselho de 
Tutela e o Secretariado, nos termos do art. 7º da Carta da ONU. 
A Carta das Nações Unidas de 1945 consolida, de forma decisiva, o movimento de 
internacionalização dos direitos do homem, a partir do consenso de Estados que elevam a 
promoção desses direitos a propósitos e finalidades das Nações Unidas. 
 – Declaração dos Direitos Humanos 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada em 10 de dezembro de 
1948, aprovada pela Resolução n.217 A (III), pela aprovação unânime de 48 Estados, com 8 
abstenções. Os oito Estados que se abstiveram foram: Bielorussia, Checoslováquia, Polônia, 
Arábia Saudita, Ucrânia, URSS, África do Sul e Iugoslávia. Observa-se que em Helsinki, em 
1975, no Ato Final da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa, os Estados 
Comunistas da Europa aderiram expressamente à Declaração Universal. 
A Declaração Universal de 1948 tinha como objetivo delinear uma ordem pública 
mundial fundada no respeito à dignidade humana, ao consagrar valores básicos e universais. 
Introduziu, ainda, a ideia utópica de indivisibilidade dos direitos do homem, e tentou conjugar 
direitos civis e políticos; e direitos econômicos, sociais e culturais 
 
 
 
Direito e Globalização 
Capítulo 2 : O surgimento do desenvolvimento sustentável 
O desenvolvimento sustentável é fruto de um processo de maturação de parte do pensamento 
econômico que se constituiu e evoluiu ao longo do século XX. Esse processo fruto de eventos 
históricos precisos permitiu ampliar o horizonte acerca da necessidade da melhoria das 
condições materiais da população. Vejamos, pois, quais seriam esses antecedentes. 
 Antecedentes do desenvolvimento sustentável 
Como procuramos demonstrar no primeiro capitulo, o impulso econômico ocorrido no 
Brasil foi socialmente injusto e ambientalmente degradante. Também assinalemos que esse 
impulso econômico esteve ligado, desde o início, com o modo de produção existente nos 
países centrais ( inicialmente Europa e depois E.U.A.) e que a participação do Brasil nesse 
modelo de produção, se manifestou de maneira periférica, limitada e incompleta. 
No entanto, o modo de produção capitalista que teve por base a livre iniciativa 
econômica, a apropriação privada dos meios de produção e o aumento contínuo do consumo, 
não alterou apenas as relações sócio-econômicas. Operou também mudanças políticas e 
disseminou de novas orientações filosóficas, ou seja, forjou o nascimento de um novo 
paradigma. 
Esse paradigma oriundo do sistema capitalista estabeleceu como idéia-força a noção de 
que a melhoria das condições de vida da população estaria vinculada ao intenso e constante 
crescimento econômico e que essa melhoria só poderia ser mensurável com noções objetivas 1
vinculadas ao aumento dos bens e serviços. 
A economia viu-se aprisionada à idéia da necessidade de crescimento como resposta ao 
enfrentamento dos desafios sociais existentes. Capra sintetiza essa concepção da seguinte 
maneira: 
 
Há três dimensões do crescimento que estão intimamente interligadas na grande maioria das 
sociedades industriais. São elas: a dimensão econômica, a tecnológica e 
a institucional. O crescimento econômico contínuo é aceito como um 
dogma pela maioria dos economistas, quando supõem, de acordo com o 
pensamento de Keynes, ser esse o único caminho para assegurar às 
classes pobres que ‘escorra o fio’ de riqueza material em seu benefício. 
Está provado há muito tempo que esse modelo de crescimento é 
irrealista. Taxas elevadas de crescimento concorrem muito pouco para 
aliviar problemas sociais e humanos urgentes; em muitos países foram 
1 Cf.​ ​CAPRA, Fritjof.​ O ponto de mutação. ​Trad. Álvaro Cabral. São Paulo: Cultrix, 2006, p.35. 
acompanhadas de um desemprego crescente e uma deterioração geral 
das condições sociais.​ 2
 
Assim, fora desenvolvido pelos especialistas uma medida de grandeza capaz de 
dimensionar a economia dos países, o Produto Interno Bruto – PIB – cuja finalidade era 
calcular o valor integral das riquezas e serviços produzidos por uma determinada nação. Em 
conseqüência, se projetou uma classificação dos países lastreada no PIB ​per capita, com o 3
escopo de sinalizar quais seriam as nações mais prósperas, quais seriam as nações 
intermediárias e finalmente quais seriam as classificadas como pobres. 
Esse mecanismo, ainda hoje muito utilizado, também fora utilizado para dimensionar a 
riqueza de regiões ou municípios, estabelecendo fatores comparativos entre eles. 
Por outro lado, o paradigma capitalista convolou a noção das coisas, objetos e relações 
sociais, em bens apreciáveis economicamente. A natureza, não permaneceu infensa a essa 
apropriação. Os bens naturais foram destituídos de sua forma transcendental, como eram 
vistos na cultura pré-capitalista, e foram apropriados pelo novo paradigma tornando-se bens 
econômicos. 
Esse paradigma, no entanto, começa a entrar em crise a partir de meados do século XX. 
A apropriação acelerada dos recursos naturais começa a demonstrar sinais de colapso. Os 
primeiros sinais visíveis são sentidos nos países centrais. Fenômenos como a chuva ácida, a 
poluição das águas e do ar, contaminação de alimentos pelo uso excessivo ou inadequado de 
agrotóxicos começam a trazer conseqüências para as populações urbanas daqueles países. 
Esses sinais de colapso começam a tomar um padrão que se multiplicará com 
freqüência em outras partes do planeta. Os reflexos diretos dos danos ao meio ambiente se 
fariam sentir, freqüentemente, em grupos ou classes distintos daqueles que seriam os 
verdadeiros responsáveis pela deflagração

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