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Princípios de Sistemática

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Princípios de Sistemática 
Zoológica 
Apostila do I Curso de Verão em Sistemática Zoológica 
Belo Horizonte, 2018 
I 
 
 
Princípios de Sistemática 
Zoológica 
 
 
 
 
Caroline Batistim Oswald, 
Cayo Augusto Rocha Dias, 
Guilherme Siniciato Terra Garbino, 
Jean Carlo Pedroso de Oliveira 
(Editores) 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte, 2018 
II 
 
Índice 
 
Prefácio ....................................................................................................................................... II 
Capítulo 1. Evolução e Processos evolutivos ............................................................................. 1 
Rafael Félix de Magalhães 
Capítulo 2. Introdução à Sistemática Filogenética e Análise de Dados Morfológicos ............. 11 
Daniel M. Casali & Larissa C. C. S Dumbá 
Capítulo 3. Sistemática Molecular .............................................................................................. 41 
Cayo Augusto Rocha Dias & José Eustáquio dos Santos Junior 
Capítulo 4. Taxonomia, Classificação e Nomenclatura ............................................................ 67 
Guilherme S. T. Garbino & Alessandro Rodrigues Lima 
Capítulo 5. Métodos Comparativos Filogenéticos ..................................................................... 79 
Rafaela V. Missagia & Daniel M. Casali 
Capítulo 6. Aplicabilidade da Sistemática Molecular ................................................................ 89 
Daniela Nuñez 
Capítulo 7. Chaves Taxonômicas Interativas ............................................................................ 97 
Bárbara Teixeira Faleiro 
Capítulo 8. Métodos de Coleta e Preparação de Material Biológico ......................................... 101 
Leonardo Sousa Carvalho 
Capítulo 9. Coleções Biológicas ................................................................................................. 112 
Alessandro Rodrigues Lima & Bárbara Teixeira Faleiro 
 
 
 
 
III 
 
Prefácio 
A sistemática é a área mais fundamental e a mais inclusiva das ciências biológicas. Mais fundamental 
porque é pré-requisito para uma comunicação clara e objetiva entre as demais áreas. Mais inclusiva 
porque o sistemata frequentemente compara e sintetiza conhecimentos de muitas áreas, de ecologia à 
genética, para produzir classificações. Apesar da óbvia importância, ainda estamos longe de um 
conhecimento adequado e sistematizado da biota terrestre. Esse déficit de conhecimento sobre a real 
diversidade das espécies do planeta, conhecido como déficit lineano, é particularmente pronunciado 
num país megadiverso como o Brasil. Em 2006, existiam 22 programas de pós-graduação em Zoologia 
no Brasil, a maioria em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Em 2011 inicia-se o programa de pós-
graduação em Zoologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que ao longo de sete anos 
de existência vem contribuindo para a formação de zoólogos e consequentemente para a mitigação do 
déficit lineano. 
Com o objetivo de apresentar os fundamentos teóricos e práticos da sistemática zoológica, 
organizamos o I Curso de Verão em Sistemática Zoológica da UFMG. Esta apostila, “Princípios de 
Sistemática Zoológica” é oferecida como material suplementar aos alunos do curso e também será 
disponibilizada online para qualquer interessado no assunto. Nosso intuito com esse material é fornecer 
as bases teóricas da taxonomia e sistemática zoológica e também rudimentos em alguns programas 
analíticos. Os primeiros capítulos (1 a 4) apresentam princípios de sistemática filogenética (morfológica 
e molecular), taxonomia, e nomenclatura zoológica, assim como um breve histórico do 
desenvolvimento dessas áreas. Os capítulos 5 e 6 tratam das inúmeras aplicações de filogenias, tanto na 
sistemática como fora dela. Finalmente, os capítulos de 7 a 9 apresentam métodos de coleta, 
identificação e depósito de material zoológico. 
Tanto a realização do curso como a confecção da apostila só foram possíveis graças ao 
incentivo da professora Dra. Kirsten Lica Haseyama e do esforço conjunto de inúmero alunos e ex-
alunos do programa de pós-graduação da UFMG. Estendemos nossos agradecimentos à Fundação de 
Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), pelo valoroso auxílio na organização desse evento. 
 
Referências 
BRITO, Daniel. Overcoming the Linnean shortfall: data deficiency and biological survey priorities. Basic and 
Applied Ecology, v. 11, n. 8, p. 709-713, 2010. 
MARQUES, Antonio Carlos; LAMAS, Carlos José Einicker. Taxonomia zoológica no Brasil: estado da arte, 
expectativas e sugestões de ações futuras. Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo), v. 46, n. 13, p. 139-
174, 2006. 
IV 
 
Lista de figuras 
Capítulo 1. Evolução e Processos evolutivos 
Figura 1. Esboço da inter-relação entre os seres vivos desenhado por Darwin ..................................................... 4 
Figura 2. Fósseis de A. Tiktaalik roseae e B. Archaeopteryx litographica ........................................................................ 5 
Figura 3. Genealogia gênica hipotética representado o pedigree de um gene durante 20 gerações .................... 9 
Capítulo 2. Introdução à Sistemática Filogenética e Análise de Dados Morfológicos 
Figura 4. Cladograma representando as relações filogenéticas entre as linhagens de Tetrapoda ......................... 16 
Figura 5. Um exemplo de cladograma e a terminologia utilizada para se referir aos seus elementos ................. 18 
Figura 6. Esquema demonstrando que é possível rodar todos os nós de um cladograma sem alterar os 
padrões de relacionamento entre os táxons. .................................................................................................................. 18 
Figura 7. Critério da máxima parcimônia aplicado aos caracteres individualmente e o cladograma final, 
considerando a interação e conflito entre os caracteres ............................................................................................... 22 
Figura 8. Cladogramas igualmente parcimoniosos e seus consensos, estrito e de maioria (>50%) .................... 23 
Capítulo 3. Sistemática Molecular 
Figura 9. Exemplo de um registro do Genbank com o número de acesso e as anotações ................................... 45 
Figura 10. Exemplo da página do GenBank. Exemplificando como as buscas pelo organismo e os 
genes de interesse podem ser realizadas ......................................................................................................................... 46 
Figura 11. Estrutura de um arquivo FASTA ................................................................................................................ 47 
Figura 12. Estrutura de um arquivo Nexus .................................................................................................................. 48 
Figura 13. Exemplo de um alinhamento múltiplo do gene mitocondrial ND4 de primatas ................................ 49 
Figura 14. Matriz de taxas instantâneas (Q) ................................................................................................................. 52 
Figura 15. Eletroferograma contendo erros de sequenciamento .............................................................................. 56 
Figura 16. BioEdit – “Biological sequence alignment editor” ............................................................................................... 57 
Figura 17. Programa MEGA – “Molecular Evolutionary Genetics Analysis” ................................................................. 58 
Figura 18. MAFFT – Programa de alinhamento múltiplo de sequências ................................................................ 58 
Figura 19. Exemplos de como reconhecer

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