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Formações não Florestais

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Formações não florestais
O que é uma floresta?(IBGE, 2012)
Termo semelhante à mata no sentido popular, tem conceituação bastante diversificada, mas firmada cientificamente como sendo um conjunto de sinúsias* dominado por fanerófitos de alto porte, com quatro estratos bem-definidos (herbáceo, arbustivo, arvoreta/arbóreo baixo e arbóreo). Porém, além destes parâmetros, acrescenta-se o sentido de altura para diferenciá-la das outras formações lenhosas campestres. 
Assim, então, uma formação florestal apresenta dominância de duas subformas de vida de fanerófitos: macrofanerófitos, com alturas variando entre 30 e 50 m, e mesofanerófitos, cujo porte situa-se entre 20 e 30 m de altura. As florestas caracterizam-se pelo adensamento de árvores altas, com redução da quantidade de luz que chega ao solo, o que limita o desenvolvimento das sinúsias herbácea e arbustiva.
*Conjunto de plantas de estrutura semelhante, integrado por espécies com uma mesma forma de vida, e necessidades ecológicas similares (DU RIETZ, 1954). Como exemplos: sinúsia arbórea de uma floresta, sinúsia herbácea de uma savana etc.
O que é uma savana?
Termo criado por Fernández de Oviedo y Valdés (1851-1955) para designar os lhanos arbolados da Venezuela, foi introduzido na África pelos naturalistas espanhóis como Savannah e no Brasil por Campos (1926). As savanas caracterizam-se pela dominância compartilhada das sinúsias arbórea e herbácea. A sinúsia arbórea apresenta árvores de porte médio ou baixo (de 3 a 10 m), em geral espaçadas e com copas amplas, de esgalhamento baixo. A sinúsia herbácea é praticamente contínua, formando um tapete entre as árvores e arbustos. Na sinúsia herbácea predominam caméfitos, hemicriptófitos, geófitos e terófitos.
Savanas
Clima Continental- dualidade de estações, principalmente, quanto a água.
Terrenos com solos lixiviados e fortemente aluminizados.
Solos oligotróficos.
Plantas tortuosas e de pequeno porte.
Altura: 2 a 10 m de altura.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Savanas
Predominam hemicriptófitos, geófitos e caméfitos.
Vegetação xeromorfa.
Incêndios.
Fisionomia:
Tapete de gramíneas e ciperáceas sob uma cobertura de árvores baixas.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
5
Savanas
Árvores-Arbustos-Herbáceas
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
6
Savanas
Savanas Florestadas (Cerradão).
Fisionomia florestal.
Altura entre 10 a 15 m.
Fanerófitos apresentam grande importância.
Caméfitas são pouco representativas.
Hemicriptófitas presentes.
Solos profundos.
Solos com maior saturação de bases.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
7
Savanas Florestadas
Savanas
Savanas Arborizadas.
Fanerófitos ocorrem de forma esparsa.
Altura entre 5 a 7 m.
Estrato graminoso contínuo → Ganho de importância de caméfitas e hemicriptófitas.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
9
Espécies comuns
Caryocar brasiliense Cambess. (Caryocaraceae – pequi);
Salvertia convallariodora A. St. Hil. (Vochysiaceae – pau-de-colher);
Bowdichia virgilioides Kunth (Fabaceae Papilionoideae – sucupira-preta);
Dimorphandra mollis Benth. (Fabaceae Mimosoideae – faveiro);
Qualea grandiflora Mart. (Vochysiaceae – pau-terra-de-folhas-grandes);
Qualea parviflora Mart. (Vochysiaceae – pau-terra-de-folhas-pequenas);
Anadenanthera peregrina (L.) Speg. (Fabaceae Mimosoideae – angico-preto); e
Kielmeyera coriacea Mart. e Zucc. (Calophyllaceae – pau-santo).
Savanas Arborizadas
Foto 39 - Savana Arborizada com indivíduos de grande porte de Caryocar
brasiliense Cambess. (pequizeiro) (Mambaí-GO, 2010). Fonte IBGE (2012)
Savana Arborizada com três estratos bem-definidos (herbáceo- subarbustivo, arbustivo e arbóreo). Reserva Ecológica do IBGE (Brasília-DF, 2009) 
Savana Arborizada, com ocorrência de lixeira, murici, sucupira e baru, nas planícies e pantanais do Alto Guaporé (1979)
Savanas
Savana Parque (Parque Cerrado).
Fanerófitos ocorrem de forma pontual.
Geralmente com altura inferior a 5 m.
Predominam hemicriptófitos e geófitos.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Parque (IBGE, 2012)
Termo empregado por Tansley e Chipp (1926) como um tipo de vegetação (Parkland) e sinônimo de "savana arborizada". Foi adotado para designar uma fisionomia dos subgrupos de formações campestres brasileiras, sejam naturais ou antrópicos.
Sua fisionomia é caracterizada pela presença de árvores baixas, espaçadas (isoladas), em meio a um estrato herbáceo contínuo.
15
Paratudal – Tabebuia aurea 
Savana Parque
(Campo-Sujo-de-Cerrado, Cerrado-de-Pantanal, Campo- de-Murundus ou Covoal e Campo Rupestre) 
Foto 40 - Aspecto da Savana Parque natural, característica de planícies e depressões temporariamente alagáveis, onde árvores e arbustos concentram-se em pequenas elevações. Destaque para a presença de lixeira (Curatella americana L.) e murici (Byrsonima sp) (Lagoa da Confusão-TO, 1994)
Savanas
Savana Gramíneo-Lenhosa (Campos).
Estrato herbáceo dominante.
Arbustos esparsos e pouco desenvolvidos.
Predominam hemicriptófitos.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
18
Savana Gramíneo-Lenhosa (Campos).
Savanas
Savana Gramíneo-Lenhosa com muitos indivíduos de Vellozia sp.
(canela-de-ema) (Chapada Diamantina-BA, 1980)
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Savana Gramíneo-Lenhosa com muitos indivíduos de Vellozia sp.
(canela-de-ema) (Chapada Diamantina-BA, 1980)
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Veredas
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Campo rupestre
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Perfil esquemático do Cerrado
Caatinga (Savana Estépica)
Binômio criado por Trochain (1955) para designar uma formação africana tropical próxima à Zona Holártica. No dizer do mesmo naturalista, a denominação estépica deveria ser precedida do termo Savana por ser fisionomia tropical na qual árvores, arbustos e ervas estão presentes de forma relevante, sem uma clara dominância fi- sionômica das árvores. Esta fisionomia foi extrapolada como sinônimo universalizado do termo indígena tupi guarani “Caatinga” que, no dizer do botânico Dárdano de Andrade-Lima (1982), caracteriza muito bem os tipos de vegetação das áreas áridas nordestinas, interplanálticas arrasadas (Sertão), as áreas planálticas do Alto Surumu, em Roraima, as áreas da Depressão Mato-Grossense-do-Sul, situadas entre a Serra da Bodoquena e o Rio Paraguai (Chaco) e a área da Barra do Rio Quaraí com o Rio Uruguai, no Estado do Rio Grande do Sul. 
33
Caatinga (Savana Estépica)
Clima semi-árido a árido.
Chuva anual (400-900 mm)
Grande irregularidade interanual na precipitação
Compartilha algumas espécies com a região Chaco (Argentina e Paraguai). 
Flora: Cactaceae.
Cereus, Pilosocereus, Pereskia, Quiabentia.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
34
Savana Estépica (Caatinga)
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
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Aspecto de Savana-Estépica Florestada, apresentando no centro Celtis sp. e, em segundo plano, Aspidosperma quebracho-blanco Schltdl. (quebracho branco) (Região Centro-Oeste, 1980) 
Detalhe da Savana-Estépica Arborizada (Região Nordeste, 2006) Foto: RadambRasil, incorporado ao IBGE pelo Decreto no 91.295, de 31 de maio de 1985. Foto: E. da S. Santos. Foto 55 
Savana-Estépica Parque (Parque de Espinilho). Disjunção que ocorre próximo à Foz do Rio Itaqui. Em destaque, indivíduos de Prosopis affinis Spreng. (inhanduvá) e Acassia caven (espinilho) (Uruguaiana-RS, 1996) 
Savana-Estépica Parque com palmeiras (Região Nordeste, 2006) 
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
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Clima
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Estepe (IBGE, 2012)
O termo Estepe, que procede da palavra russa cmene (DRUDE, 1897), empregado originalmente na Zona Holártica, foi extrapolado por apresentar homologia ecológica para outras áreas mundiais, inclusive a Neotropical Brasileira. As estepes neotropicais caracterizam-se como áreas de relevo plano ou suave ondulado, recobertas por vegetação herbácea contínua. A Campanha gaúcha e os Pampas argentinos são exemplos de estepes neotropicais.
Estepes (Campos ou Pampas)
Vegetaçãoque ocorre principalmente no extremo sul do país.
1- Mata Atlântica.
2- Pampas.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Estepes (Campos ou Pampas)
Caracterizada pela predominância de gramíneas (Poaceae e Cyperaceae).
Pode apresentar nanofanerófitos (Lithraea, Schinus e Astronium).
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Estepes e subtipos:
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Problemas Terminológicos
Estepes????
Condições de semi-árido.
< 500 mm.
Clima temperado frio.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Mongólia 
Ásia Central
Brasil: RS
Origem dos Campos:
Florestas x Campos
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Origem dos Campos
Palinologia.
Fogo.
Pastejo.
Desmatamento.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Florística
Características ambientais locais:
Solos.
Microclimas.
Topografia.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
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Sistema Edáfico de Primeira Ocupação (Áreas das Formações Pioneiras)
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Vegetação com influência fluvial (comunidades aluviais)
Vegetação com influência marinha (Restingas) 
Vegetação com influência fluvio marinha (Mangues) 
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Manguezais:
Transição entre biomas continentais e marinhos em áreas costeiras tropicais sob forte influência de estuários.
Mudanças constantes do nível das águas e salinidade devido às marés e à vazão dos rios.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
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Baixa estatura (10-20m) 
Muito pobre em espécies
Adaptações muito especializadas.
Características:
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
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Muito pobre em espécies arbóreas (3)
Adaptações muito especializadas.
Características:
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
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Restinga:
Transição entre biomas continentais e marinhos nos cordões arenosos costeiros, sob ventos fortes, alternância entre excesso e falta de água e instabilidade do substrato.
A fisionomia é muito variável, com cobertura rasteira próximo da praia e de arbustos densos ou nas áreas menos expostas aos ventos e instabilidade da areia, chegando à fisionomia florestal, principalmente em áreas paludosas
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Figura 24 - Perfis esquemáticos das Formações Pioneiras
sob Influência Marinha, Fluviomarinha E Fluvial
Florestas ripárias (Formações Aluviais):
Constitui a vegetação arbórea associada a corpos d’água.
A vegetação responde:
Intensidade e freqüência das cheias.
Alterações na fisionomia do subosque.
Características peculiares do componente arbóreo.
Composição de espécies arbóreas associada.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Florestas ripárias (Formações Aluviais):
Mata ciliar: vegetação do interlúvio é florestal
Mata de galeria: vegetação cerrado, caatinga.
Estrutura e composição:
Perfilhadas
Estruturas de suporte
Lenticelas
Estratégias reprodutivas
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Diferentes termos!
Guanandi (Calophyllum brasiliense); 
Pinha-do-brejo (Magnolia ovata)
Serra do Cipó
Serra de Ibitipoca
Nascentes do Rio Grande
Rios de montanha:
Rios de vale:
Rio Ingaí
Rio Capivari
Rio Doce
Várzeas de Rios ‘Brancos’
(Floresta de Várzea)
Várzeas de rios ‘pretos’ (Florestas de igapó)
Planícies de
Inundação:
Pantanal na Bolívia
Pantanal de Nhecolândia
Campinarana (heath forest)
Abundante oferta de água, mas com substrato de areia branca extremamente distrófica. A decomposição de matéria orgânica é deficiente.
Dependendo do regime de água subterrânea, a fisionomia pode variar de campo a floresta alta. O encontro com os rios (pretos) forma o ‘igapó’.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Campinarana (heath forest)
Ocorre em área de elevada precipitação (> 3.000).
Solos deficientes em armazenar água.
Comunidade arbórea com altura de 20 m.
Emergentes = 30 m.
Composição de espécies com endemismo.
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Campinarana (heath forest)
Bacia do rio Negro
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Igarapé da bacia do rio Negro
Complexo vegetacional que se refere a uma fisionomia e estrutura de vegetação dominante na paisagem, mas que contém pontuações distintas de comunidades em seu interior (como o Cerrado)
GEF 103 – CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO
Ecótonos
Foto 66 - Área de Tensão Ecológica. Contato Floresta Ombrófila/Savana na forma de ecótono. Destaque para indivíduos de babaçu (Orbignya speciosa Mart. ex Spreng.) misturados com plantas arbóreas da Savana (Cerrado), tal como a sucupira preta
(Bowdichia virgilioides Kunth) (Tocantins-TO, 1973)
Vegetação disjunta
Figura 30 - Perfil esquemático da Serra da Mantiqueira (Campos Do Jordão - SP)
Pag 134-135: Tabela comparativa

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