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O TABERNÁCULO O q u e e r a o T a b e r - n á c u l o ? O q u e h a v i a d e n t r o d e l e ? Q u e m e r a m o s s a - c e r d o t e s s e p a r a d o s p a r a e s s e s e r v i ç o ? O q u e e l e s i g n i f i - c a v a p a r a o p o v o d e I s r a e l ? O q u e e l e s i g n i f i c a p a r a n ó s h o j e ? O TABERNÁCULO Mencionada 138 vezes na Bíblia (118 no Antigo e 20 no Novo Testamento), a palavra Tabernáculo tem um grandioso significado na história do povo de Deus. Podendo ser definido como uma grande barra- ca aonde eram realizados os atos de adoração duran- te o tempo em que os israelitas andaram pelo deser- to depois da sua saída do Egito, o Tabernáculo conti- nuou a ser usado até que o Templo foi construído, no tempo do rei Salomão. Ele é cercado de mistérios e todas as peças existentes em seu interior têm um significado. Ele é uma grande prova da importância da adoração a Deus; Ele quer ser adorado, como está o teu tabernáculo? Encontre respostas para estas perguntas A Casa de Deus levada pelos homens através do deserto 2 O TABERNÁCULO ÍNDICE INTRODUÇÃO O povo de Israel havia acabado de sair do Egito e perambulava pelo deserto. A presença de Deus estava com eles; mas Ele queria que eles tives- sem um lugar para adorá-lo. Algo que o representasse: um santuário. Por is- so, ordenou à Moisés a construção do tabernáculo. Tabernáculo pode ser traduzido como habitação, tenda da congregação e tenda do testemu- nho (Nm 9:15; 18:2). Esta tenda não era uma mera barraca aonde o povo podia se proteger do sol ou da chuva enquanto prestava seu culto; era muito mais do que isso: ele era figura e sombra das coisas celestiais (Hb 8:5); e simbolizava também a obra redentora de Jesus Cristo (Hb 9:11,12). Dentro dele havia várias peças, cada uma com um grandioso significado. Muitas pas- sagens do Novo Testamento só podem ser entendidas com o conhecimento desse assunto, pois são cumprimentos de sua simbologia. Estudar sobre o tabernáculo não é simplesmente adquirir conhecimento histórico, mas en- tender coisas futuras que Deus revela subliminarmente através das Escrituras Sagradas àqueles que buscam conhecimento. Portanto, não ignoremos a im- portância dos ensinos teológicos (1ª Co 2:6-16)! INTRODUÇÃO 1. O TABERNÁCULO 2. OS SACERDOTES 3. A ARCA 4. O PROPICIATÓRIO 5. O ALTAR DE INCENSO 6. O CASTIÇAL 7. A MESA 8. A PIA 9. O ALTAR DE COBRE 10. URIM E TUMIM CONCLUSÃO/GLOSSÁRIO 3 O TABERNÁCULO 1 O Tabernáculo Esta foi a ordem que Deus deu à Moisés: que preparasse um lugar aon- de o seu povo pudesse adorá-lo. Vamos definir a forma e conhecer as medidas do Tabernáculo: Era uma tenda retangular, construída de modo que podia ser montada e desmontada a qualquer momento, pois eles es- tavam viajando pelo deserto. Suas medidas eram: 30 côvados de cum- primento por 10 de largura e 10 de altura (Êx 26:15-30); e seu pátio me- dia 100 côvados de comprimento por 50 de largura (Êx 27:9:19). Nas pá- ginas a seguir, faremos um breve resumo desse maravilhoso assunto. “E me farão um santuá- rio, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis.” (Êx 25:8,9) 13,50m 4 O TABERNÁCULO 2 Os sacerdotes Os capítulos 28 e 29 de Êxodo mostram como Deus escolheu, preparou e santificou os sacerdotes para ministrarem no seu santuário. Dentre to- do povo, Ele escolheu Arão e seus filhos. Somente eles podiam cuidar das coisas sagradas e oferecer sacrifícios, sendo assim mediadores entre Deus e o povo. Antes disso já havia o sacerdócio, como é o caso de Melquise- deque (Hb 7:1-3), mas foi apartir daí que Deus separou oficialmente ho- mens para exercerem essa função. Posteriormente, foram escolhidos os levitas para ajudarem em todo o serviço sacerdotal, e não somente para cantar, como muitos pensam (Nm 3:5-13; 8:5-26)! Hoje, nós somos sa- cerdotes a serviço do Reino de Deus (Ap 1.6; 5.10), e devemos parar pra pensar: “como estamos prestando nossos sacrifícios diante do altar?” “ Depois, tu farás che- gar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nada- be, Abiú, Eleazar e Ita- mar.” (Êx 28:1) 5 O TABERNÁCULO 3 A arca A arca aparece na Bíblia com vários nomes: Arca do testemunho, Arca do concerto ou aliança com Deus, Arca sagrada ou santa e Arca de teu poder ou tua força. Ela era uma caixa de madeira de cetim, coberta de ouro por dentro e por fora. Tinha 2 côvados e meio de comprimento, 1 e meio de largura e 1 e meio de altura. Havia sobre ela uma coroa de ouro, e 4 argolas também de ouro pelas quais passavam as varas de madeira de cetim cobertas com ouro que serviam para carregá-la (Êx 25:10-16). No interior da arca havia a vara de Arão, a tábua com os 10 mandamentos e o maná (Hb 9:4). Ninguém sabe o que aconteceu com a arca; segundo o livro apócrifo de 2º Macabeus 2:4-7, ela teria sido levada pelo profeta Je- remias e escondida numa caverna; imagina-se que ele teria feito isso para protegê-la, pois sabia que Jerusalém seria invadida. E a bíblia diz que João a viu no céu (Ap 11:19). Ela representava a presença de Deus, mas hoje nós temos o seu Espírito Santo! “Também farão uma arca de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio, e de um côvado e meio, a sua altura.” (Êx 25:10) 6 O TABERNÁCULO 4 O propiciatório Como nos mostram várias passagens bíblicas, a arca ficava escondida no Santo dos Santos, que era uma parte separada do Lugar Santo por uma grossa cortina também chamada de véu, dentro do tabernáculo. Alí, apenas o sumo sacerdote podia entrar, uma vez por ano (no dia da expiação - Lv 16),para fazer sacrifícios pelos seus pecados e pelos pecados do povo; ele entrava com uma corda amarrada à cintura, pois se perdesse os sentidos, ninguém poderia entrar para resgatá-lo, senão morreria. Algo tão especial, deveria ter também uma tampa especial, essa tampa se chamava Propiciatório (Êx 25:17-22), que pode ser traduzido como cobrir, coberta ou tampa; podemos assim definir a palavra propiciação como aquilo que leva alguém a perdoar uma ofensa, mas era necessário descobrir a tampa para ter acesso à graça de Deus; concluímos com isso que o Propiciatório é um tipo (uma comparação) de Jesus Cristo, pois com sua morte nós passamos a ter acesso a graça de Deus, tendo a sua maravilhosa presença conosco através do Espírito Santo. “Também farás um pro- piciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio.” (Êx 25:17)7 O TABERNÁCULO 5 O altar de incenso Esse altar era usado para queimar incenso de manhã e à tarde (Êx 30:7,8). Conforme está escrito em Êx 30.34,35, este incenso era composto por 5 substâncias: estoraque (colhido espontaneamente de uma árvore que destilava pequenas gotas perfumadas; significa que a adoração deve ser espontânea), onicha (extraída de um molusco do fundo do mar; representa que o clamor deve sair do fundo da alma), gálbano (tinha que ser moído e esmagado para produzir odor; nos mos- tra que Deus ouve a oração de que tem um coração quebrantado), in- censo puro (indica a pureza; Deus não ouve a pecadores (Jo 9:31)) e sal (somos o sal da terra (Mt 5:13); isso simboliza que o crente deve ser temperado para sua oração ser agradável). Quando nos colocamos dian- te de Deus para adorá-lo e levar nossas petições à Ele, temos que exami- nar a qualidade de nosso incenso espiritual, para que nosso clamor che- gue diante dEle com um cheiro suave (Ef 5:1). “E farás um altar para queimar o incenso; de ma- deira de cetim o farás. O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura, de um côvado; será quadra- do, e de dois côvados, a sua altura; e as suas pontas farão uma só peça com ele.” (Êx 30:1,2) 8 O TABERNÁCULO 6 O castiçal Conforme está relatado em Êx 25:41-40, o candelabro (castiçal), era uma peça só (sem encaixe ou emendas, simbolizando uma perfeita uni- ão); feita de ouro puro (o que representa o valor da glória de Deus e a sua divindade), pesava 30 quilos e tinha um suporte para 7 lâmpadas (7 é o número da perfeição, pois tudo o que Ele faz é perfeito) . Duas vezes por dia (de manhã e de tarde), o sumo sacerdote trocava os seus pavios e enchia as luminárias com puro azeite de oliva; sua luz iluminava a mesa dos pães da proposição e o altar de incenso, mantendo assim iluminada constantemente a glória do Santo Lugar. O castiçal tipifica Cristo como a Luz do mundo (Jo 8:12; 9:5). Isso nos faz parar para refletir: como a glória de Deus está brilhando sobre a nossa vida (Mt 5:14; 1ª Jo 1:7)? “ Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do mes- mo.” (Êx 25:31) 9 O TABERNÁCULO 7 A mesa Feita de madeira de acácia (cetim)e revestida de ouro, medindo 90cm de comprimento, 45 de largura e 68 de altura, essa mesa da ficava bem no meio do Lugar Santo, bem perto do castiçal. Sobre ela ficavam os pães da proposição, também chamados de pães asmos (12 pães, segundo o número das tribos de Israel que acampavam ao redor do Tabernáculo), que eram substituídos a cada 7 dias. A mesa representa união, pois é aonde as pessoas se juntam para comer e se confraternizar; os 12 pães simbolizavam a comunhão entre as 12 tribos. Estes pães podiam ser co- midos apenas pelos sacerdotes; hoje todos nós somos sacerdotes (1ª Pe 2:9) diante da mesa de Deus e podemos nos alimentar do Pão da Vida, que é Jesus Cristo (Jo 7:48-51). “Também farás uma me- sa de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio.” (Êx 25:23) 10 O TABERNÁCULO 8 A pia A pia de bronze, também chamada de bacia, era usada como lavatório para os sacerdotes lavarem as mãos e os pés antes de entrarem na tenda para acenderem o incenso logo após oferecerem sacrifícios. Ela ficava no átrio do Tabernáculo, entre o altar do holocausto e a tenda da congregação. A pia significa purificação, pois a ágüa representa a pureza, sendo ela o único elemento capaz de tirar qualquer impureza e, ao mesmo tempo, matar a sede (qualquer produto de limpeza pode tirar manchas, mas depende da ágüa; e qualquer refresco ou refrigerante podem matar a sede mas também dependem da ágüa); assim sendo, podemos concluir que ela é um tipo perfeito de Jesus e, como sabemos, Ele é a Ágüa Viva e quem for a Ele jamais sentirá sede (Jo 7:37-39). Isso nos mostra o quanto é importante nos preocuparmos com a nossa higiene espiritual, a qual obtemos através do conhecimento e da prática da Palavra de Deus (Jo 15:3). “Farás também uma pia de cobre com a sua base de co- bre, para lavar; e a porás entre a tenda da congrega- ção e o altar e deitarás água nela.” (Êx 30:18) 11 O TABERNÁCULO 9 O altar de cobre Originalmente, em hebraico, altar significa lugar de sacrifício. O altar de cobre (altar do holocausto) ficava do lado de fora da tenda e era usado para oferecer os sacrifícios do povo a Deus: Quando alguém pecava, escolhia um animal, conforme as suas posses (pois nossas ofertas devem ser voluntárias, de acordo com a nossas possibilidades); somente era necessário que esse animal fosse perfeito -sem manchas ou ferimentos- (pois mesmo que sejam pequenas, nossas ofertas devem ser perfeitas). Ele era levado aos sacerdotes que o matavam e o colocavam sobre o altar. Um detalhe muito importante é que esse altar deveri ser mantido sempre aceso, eles jamais poderiam deixar seu fogo se apagar (Lv 6:12,13). Como está a chama do teu coração diante do altar de Deus? “Farás também o altar de madeira de cetim; cinco côvados será o comprimen- to, e cinco côvados, a largu- ra (será quadrado o altar), e três côvados, a sua altu- ra.” (Êx 27:1) 12 O TABERNÁCULO 10 Urim e Tumim Na língua hebraica Urim significa luzes e Tumim significa perfeições, o que também se refere às duas naturezas de Jesus. Elas eram colocadas no peitoral do sacerdote (nesse peitoral haviam 12 pedras representando as doze tribos). Não há nenhuma imagem referente a essas duas peças, por- que ninguém sabe ao certo como elas eram; só o que sabemos é o seu significado e para que elas serviam. Colocadas sobre o coração de Arão, essas peças representavam o julgamento de Deus sobre seu povo; consi- derando isso como tipo de Cristo, concluímos que simboliza o amor que Ele tem por nós até mesmo quando nos julga. Como se trata de duas pe- ças que deveriam ser usadas apenas em julgamentos, podemos logica- mente dizer que uma significava ‘sim’ e a outra significava ‘não’. Mas in- dependente de sua forma material ou de seu significado lingüístico, o que interessa é a importância que isso tinha para os judeus; pois muitas deci- sões importantes foram tomadas através de Urim e Tumim (Ed 2:62,63). “ Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que este- jam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; as- sim, Arão levará o juí- zo dos filhos de Israel sobre o seu coração di- ante do Senhor conti- nuamente.” (Êx 28:30) 13 O TABERNÁCULO Conclusão Falar do Tabernáculo, ou de qualquer outra passagem bíblica, não é simplesmente contar uma história, mas simfalar de algo que representou o valor da comunhão de um povo com o único e ver- dadeiro Deus, e continua tendo o mesmo valor para nós hoje -pois a Bíblia não é somente um livro histórico, mas sim profético. Nesse trabalho que apresentamos aqui a nossa intenção foi mostrar re- sumidamente apenas um pouco do que era o Tabernáculo e o seu significado atual através de Jesus Cristo. As imagens das peças do Tabernáculo que expomos aqui são meras ilustrações criadas, ba- seadas nos relatos bíblicos, mas suas formas reais são desconheci- das, pois nenhuma delas foi encontrada pelos arqueólogos que pes- quisam a história bíblica. Não trouxemos o assunto mais aprofun- dadamente porque ele é complexamente extenso e necessitaria de mais espaço, mas mencionaremos outros detalhes em futuros tra- balhos, se o Senhor Deus assim nos permitir. Glossário Apócrifos: Livros retirados da Bíblia por serem considerados não inspirados. Cetim: Tecido de seda ou algodão, macio e lustroso. Côvado: Unidade de medida correspondente a quase 45 centímetros. Figura: Algo que represente numa lingüagem diferente o que se quer dizer. Mediador: Alguém na função de intermediar, reconciliar ou julgar um assunto Ministrar: Exercer um ministério; servir; exercitar seus próprios dons. Pães asmos: Pães sem fermento. Perambular: Andar a pé; vaguear. Petição: Pedido; oração. Posterior: O que vem depois. Proposição: Ato de expor algo. Redentor: Salvador. Simbologia: Algum objeto material representando verdades espirituais. Sombra: Vestígio ou sinal de coisas futuras. Subliminar: Uma mensagem oculta dentro de outra mensagem. Teologia: Estudo de Deus e das suas relações com o universo. Isso inclui uma interpreta- ção da fé, da experiência e da prática religiosas. Tipificar: Alguma pessoa, coisa ou cerimônia que se refere a eventos futuros. Obrigado por apreciar este trabalho! Que Deus o abençoe! 14 O TABERNÁCULO Jonas Martins Olímpio Fone: 9 5369-8546