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Fundamentos do Controle 
de Ruído Industrial
Legislação e Programas de Segurança
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Fernanda Anraki Vieira
Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Legislação Trabalhista;
• Legislação Previdenciária;
• Legislação Ambiental. Fonte: iStock/Getty Im
ages
Objetivos
• Relacionar as exigências normativas trabalhistas, previdenciárias e ambientais;
• Instruir o aluno quanto à elaboração dos programas e documentos de segurança.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o 
último momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Legislação e Programas de Segurança
UNIDADE 
Legislação e Programas de Segurança
Contextualização
A palavra lei designa um comando ou uma determinação. Na esfera do Direito, trata-se 
de um preceito jurídico escrito, emanado de um poder estatal competente, com caracte-
rísticas da generalidade (igual a todos), da coercitividade (dever de conduta) e da duração 
(tempo de vigência).
No mundo do trabalho não é diferente. Existem leis e outros dispositivos legais para regu-
lamentar as relações de trabalho entre todos os entes envolvidos – empregado, empregador, 
Estado e meio ambiente. 
O ruído, por se tratar de um agente físico comumente encontrado na sociedade, princi-
palmente nos ambientes de trabalho, e, também, por causar danos à saúde do trabalhador 
ao longo de sua vida laboral, é abordado em diversos instrumentos legais que serão estuda-
dos nesta unidade. 
Uma empresa é responsável pela saúde e segurança de seus trabalhadores. Para fazer a 
gestão de saúde e segurança, a empresa deve elaborar, implementar e fazer cumprir diversos 
programas, tais como: PPRA, PCMSO, PCA etc. 
Trabalhadores expostos a níveis de ruído acima do limite de tolerância, sem a proteção 
adequada, têm direito ao adicional de insalubridade.
Trabalhadores que exerceram atividades por 25 anos sob ruídos elevados têm direito a 
aposentaria especial.
Uma empresa deve respeitar os limites de ruído ambiental estabelecidos pelas leis fede-
rais, estaduais e municipais.
Estes, dentre outros assuntos, serão vistos a seguir.
Agora que você já conhece o Napo, que tal assistir a mais um vídeo?
Assista e Reflita ao vídeo “Napo in Stop that Noise “ em: https://youtu.be/GGr64CY9uqY
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Legislação Trabalhista
A Constituição de 1937 estabelecia, em seu artigo 136, que “O trabalho é um dever 
social. ... A todos é garantido o direito de subsistir mediante o seu trabalho honesto e este, 
como meio de subsistência do indivíduo, constitui um bem que é dever do Estado proteger, 
assegurando-lhe condições favoráveis e meios de defesa” (BRASIL,1937. SOUTO, 2003). 
Até então, as leis trabalhistas brasileiras haviam sido publicadas de forma independente 
e fracionada, o que dificultava sua difusão e aplicação pelo judiciário. Dessa necessidade, 
em 1941 houve a criação da Justiça do Trabalho e, em 1943, a criação da Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT). Somente após a Constituição de 1946, a Justiça do Trabalho 
passou a integrar o Poder Judiciário. (SOUTO, 2003).
A última alteração do capítulo V do título II da Consolidação das Leis do Trabalho, re-
lativo à segurança e medicina do trabalho, ocorreu com a Lei 6.514/77, posteriormente 
regulamentada pelo Ministério do Trabalho, através da Portaria 3.214/78, hoje vigente 
(BRASIL, 1943, 1977, 1978).
A Portaria 3.214/78 aprova as Normas Regulamentadoras (NR), que são normas re-
lativas à segurança e medicina do trabalho, “de observância obrigatória pelas empresas 
privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como 
pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT” (BRASIL, 1978).
Dentre as NR existentes, com relação ao tema ruído, são de interesse:
• NR-6: Equipamentos de Proteção Individual - EPI;
• NR-7: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO;
• NR-9: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;
• NR-15: Atividades e Operações Insalubres.
Todas serão abordadas ao longo do curso.
NR-15: Atividades e Operações Insalubres
A NR-15 trata das atividades e operações insalubres, ou seja, atividades e operações 
com exposição a agentes nocivos capazes de causar danos à saúde. Dentre os agentes 
insalubres, estão classificados agentes quantitativos, que possuem limite de tolerância, ou 
qualitativos, onde basta a sua constatação para caracterização da insalubridade. São os 
agentes físicos, químicos e biológicos:
• Agentes físicos: ruído contínuo ou intermitente, ruído de impacto, calor, frio, radia-
ções ionizantes, radiações não ionizantes, condições hiperbáricas, vibração e umidade, 
listados nos anexos 1 a 10 da NR-15;
• Agentes químicos: podem se apresentar nas formas de poeiras, fumos, névoas, ne-
blinas, gases e vapores, listados nos anexos 11 e 13 da NR-15;
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UNIDADE 
Legislação e Programas de Segurança
• Agentes biológicos: contemplam os micro-organismos (vírus, bactérias, fungos e pro-
tozoários), geneticamente modificados ou não, culturas de células, parasitas, toxinas e 
príons, sendo as atividades com exposição às mesmas listadas no anexo 14 da NR-15 
(BRASIL, 1978).
Nesta disciplina nos interessa aprofundar nos anexos 1 e 2 da NR-15, que tratam res-
pectivamente do ruído contínuo ou intermitente e ruído de impacto. Ambos são de caráter 
quantitativo e conferem ao trabalhador a percepção do adicional de insalubridade, caso os 
limites de tolerância sejam ultrapassados sem que se tome as devidas medidas de proteção.
Ruído Contínuo e Intermitente
Considera-se ruído contínuo aquele cuja variação de nível de pressão sonora varia
± 3dB durante um período longo de observação (maior que 15 minutos). O ruído intermi-
tente possui variação igual ou maior que ± 3dB em curtos intervalos de tempo (menor que 
15 minutos) e superior a 0,2 segundos (SALIBA, 2018). Do ponto de vista ocupacional, 
não há diferenciação entre o ruído contínuo e o ruído intermitente. Portanto, considera-
-se ruído contínuo ou intermitente o ruído que não é de impacto (BRASIL, 1978). Diz o 
anexo 1 da NR-15:
Quadro 1 – NORMA REGULAMENTADORA 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES
INSALUBRES ANEXO I - LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
NÍVEL DE RUÍDO DB (A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
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1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente,