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Livro - Gestão Tributária

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deseja saldar junto ao Fisco, ficando suspensa a exigibili-
dade do crédito tributário com a sua proposição e o depó-
sito integral.
É utilizada quando o credor se recusa ou dificulta o 
recebimento.
Se procedente, converte o depósito em renda; se impro-
cedente, cabe ao Fisco utilizar os meios cabíveis para rea-
ver seus créditos.
Repetição de indébito – 
CTN, art. 165, e súmula 546 do STF
Ajuizamento: domicílio do autor a ser restituído do que foi 
recolhido indevidamente.
Se procedente: expedição de precatória. Como consta 
na Constituição Federal de 1988,
Art. 100. À exceção dos créditos de natureza alimentí-
cia, os pagamentos devidos pela Fazenda Federal, Estadual 
ou Municipal, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão 
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos 
precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a 
designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentá-
rias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
Prescreve em cinco (5) anos.
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Mandado de segurança – Lei n° 1.533/51, CF, art. 5º, 
LXIX e LXX, e CTN, art. 151, IV
O mandado de segurança é o remédio jurídico utilizado 
para resguardar direito líquido e certo que não seja objeto 
de habeas corpus ou habeas data, e que tenha sido ofendido 
ou ameaçado por autoridade pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício de função pública.
Possui rito sumário especial.
O objeto do mandado de segurança será sempre corre-
ção de ato ou omissão de autoridade, desde que seja ilegal 
e ofenda direito líquido e certo.
Prazo: 120 dias (Lei n° 1.533/1951, art. 18). O prazo é 
decadencial; não se suspende nem se interrompe o prazo.
Competência: autoridade coatora.
O mandado de segurança preventivo em matéria tri-
butária tem como pressuposto uma situação que fornece 
justo e fundado receio de que a administração venha a 
impor ao contribuinte determinada obrigação.
Para o mandado de segurança contra ato consumado, 
deve-se demonstrar o direito líquido e certo.
Quando julgado procedente, o mandado de segurança 
sempre irá para reexame necessário.
atividades
Assinale a alternativa correta no que diz respeito à consig-1. 
nação em pagamento.
É utilizada para pagar o montante devido.a. 
É o meio pelo qual se protela pagamento.b. 
Quando se sabe a quem pagar.c. 
Não suspende a exigibilidade com o depósito integral.d. 
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Assinale a alternativa correta.2. 
O mandado de segurança é o remédio jurídico utilizado a. 
para resguardar direito líquido e certo.
O mandado de segurança é uma ação.b. 
O mandado de segurança somente é utilizado quando c. 
couber habeas corpus.
O mandado de segurança somente é utilizado quando d. 
couber habeas data.
Assinale a alternativa correta sobre a ação de repetição de 3. 
indébito.
Pode ser ajuizada para realizar declaração de direito.a. 
É um remédio jurídico constitucional.b. 
Serve para rever valores pagos indevidamente.c. 
Não pode ser judicial.d. 
( 10 )
execução fiscal e 
procedimento cautelar
( )
estudaremos, neste capítulo, duas ações relevan-
tes: a execução fiscal e o procedimento cautelar fiscal. A 
execução fiscal é regulada pela Lei n° 6.830/1980, Lei de 
Execução Fiscal (LEF), que dispõe sobre a forma de busca 
forçada do crédito tributário inadimplido. Por meio da exe-
cução fiscal, o Estado busca do Judiciário os meios expro-
priatórios hábeis para o cumprimento da obrigação tribu-
tária, sendo a ação o meio mais efetivo.
O procedimento cautelar, por sua vez, busca meios efe-
tivos de garantia, por parte do Estado, quando o devedor 
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pratica atos que possam prejudicar o cumprimento da 
obrigação, como a alienação antecipada de seus bens com 
o objetivo de inadimplir seu débito, ou se ausenta sem dei-
xar paradeiro certo. Assim, é por meio da medida cautelar 
que o Fisco irá proteger seu crédito do contribuinte que 
se esquiva da obrigação, com a arrecadação antecipada do 
patrimônio deste.
(10.1)
execução fiscal – 
lei n° 6.830/1980
É o meio pelo qual a Fazenda Pública se utiliza para cobrar 
os seus créditos, sejam tributários ou não, desde que ins-
critos na dívida ativa.
Pode ser baseada tanto em títulos executivos judiciais 
quanto em títulos executivos extrajudiciais.
Citado, o executado terá o prazo de cinco (5) dias 
para pagar, ou garantir o juízo, ou ainda indicar bens à 
penhora.
Os seguintes procedimentos devem ser observados:
Embargos à execução: valor de penhora inferior ▪ 
pede-se a suspensão da execução.
Exceção de pré-executividade: prescrição ▪ a notifica-
ção interrompe a prescrição.
A seguir, analisaremos os principais institutos da exe-
cução fiscal.
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133Ação de execução tributária
É regulada pela LEF – Lei n° 6.830/1980, aplicando-se, sub-
sidiariamente, o CPC.
Embargos do devedor
Os embargos opostos pelo devedor são uma ação inci-
dente do executado, não se confundindo com a própria 
execução.
Embargos de terceiro
Essa ação visa à proteção da posse ou propriedade de um 
sujeito que, não sendo parte no feito, possui um bem apre-
endido por ato judiciário. Não há discussão sobre o título 
executivo, somente sobre o bem constrito.
Depósito judicial do tributo em discussão
O depósito judicial está regulado pelo art. 151 do CTN, que 
suspende a exigibilidade do crédito com o depósito inte-
gral do montante devido.
(10.2)
ação cautelar fiscal
A Lei n° 8.397/1992 disciplina a instauração, pela Fazenda 
Pública e respectivas autarquias, de procedimento cautelar 
fiscal para garantir seus créditos, tributários ou não, contra 
o sujeito passivo da relação jurídica.
A medida cautelar fiscal poderá ser requerida con-
tra o contribuinte de crédito tributário ou não tributário, 
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considerando-se este como o crédito decorrente das rela-
ções jurídicas privadas em que o Estado é parte, como as 
locações de espaços públicos ou a compra e venda de bens 
do Estado. A Lei n° 8.397/1992 dispõe, em seu artigo 2o, as 
situações passíveis de concessão da medida cautelar como 
forma de garantia do cumprimento do crédito tributário, 
caso o contribuinte, de forma voluntária, não o faça.
Portanto, caberá a medida cautelar nos seguintes 
casos:
Art. 2º A medida cautelar fiscal poderá ser requerida con-
tra o sujeito passivo de crédito tributário ou não tributário, 
quando o devedor:
I – sem domicílio certo, intenta ausentar-se ou alienar bens 
que possui ou deixa de pagar a obrigação no prazo fixado;
II – tendo domicílio certo, ausenta-se ou tenta se ausentar, 
visando a elidir o adimplemento da obrigação;
III – caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens;
IV – contrai ou tenta contrair dívidas que comprometam a 
liquidez do seu patrimônio;
V – notificado pela Fazenda Pública para que proceda ao 
recolhimento do crédito fiscal:
a) deixa de pagá-lo no prazo legal, salvo se suspensa sua 
exigibilidade;
b) põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros;
VI – possui débitos, inscritos ou não em dívida ativa, que 
somados ultrapassem trinta por cento do seu patrimônio 
conhecido;
VII – aliena bens ou direitos sem proceder à devida comuni-
cação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exi-
gível em virtude de lei;
VIII – tem sua inscrição no cadastro de contribuintes decla-
rada inapta, pelo órgão fazendário;
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IX – pratica outros atos que dificultem ou impeçam a satis-
fação do