A Equacao do Casamento - Luiz Hannz
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A Equacao do Casamento - Luiz Hannz


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&quot;Quando	o	mundo	estiver	unido	na	busca	do	conhecimento,	e	não	mais
lutando	por	dinheiro	e	poder,	então	nossa	sociedade	poderá	enfim
evoluir	a	um	novo	nível.&quot;
	
A	meus	pacientes,
que	há	vinte	anos
vêm	me	permitindo	ver	mais
do	que	eu	seria
capaz	vivendo	apenas
minha	própria	vida.
	
A	minha	parceira	de	vida,	Daniela,
e	a	Antonia	e	Julia,
que	ainda	estão	começando
suas	jornadas.
	
	
E,	eternamente,	a
Gunther	e	Eva,
por	todo	apoio	e	confiança.
Sumário
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Para	ler	este	livro
Introdução:	O	que	você	deveria	saber	antes	de	se	casar
	
PARTE	I	\u2014	A	EQUAÇÃO	DO	CASAMENTO
	
Por	que	construir	uma	Equação	do	Casamento
1.	Compatibilidade	psicológica
2.	Saber	conviver	a	dois
3.	Graus	de	consenso
4.	Atração	e	vida	sexual
5.	Ciclos	de	vida,	pressões	e	frustrações	externas
6.	Vantagens	de	permanecer	casado
7.	A	sua	Equação	do	Casamento
	
PARTE	II	\u2014	SOBRE	A	ARTE	DE	CONVIVER	A	DOIS
	
Por	que	desenvolver	a	arte	de	conviver	a	dois
8.	Explorando	os	botões	verdes	e	vermelhos
9.	Comunicações	destrutivas
10.	Lidar	com	divergências	e	impor	limites
11.	Etiqueta	de	casal	ou	como	apertar	botões	verdes
12.	Viver	em	conexão	com	seu	parceiro
	
PARTE	III	\u2014	AUTOCONHECIMENTO	E	ESCOLHAS	DE	CASAMENTO
	
O	que	fazer	com	a	sua	Equação
13.	Resgatar	um	casamento	em	crise
14.	Conviver	com	um	parceiro	difícil
15.	Incrementar	uma	relação	sem	afinidades	e	encanto
16.	Buscar	mais	sintonia	sexual
17.	Lidar	com	um	caso	extraconjugal
18.	Breves	palavras	sobre	separação
19.	E	agora?
	
APÊNDICES
	
Apêndice	A.	Tabela	da	Equação	do	Casamento:
Como	montar	a	sua	Equação?
Apêndice	B.	Sobre	o	casamento	de	terapeutas
(e	sobre	o	meu	próprio	casamento)
Apêndice	C.	Atuais	conhecimentos	sobre	terapia	de	casal	e	a	contribuição	deste	livro
	
Agradecimentos
Notas
Bibliografia
Para	ler	este	livro
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Este	 livro	 foi	 concebido	para	 permitir	 uma	 leitura	 em	módulos.	Portanto,	 você	pode	 lê-lo	 de	modo
linear,	tradicional,	ou	escolher	os	capítulos	de	seu	interesse.
A	Introdução,	\u201cO	que	você	deveria	saber	antes	de	se	casar\u201d,	descreve	o	contexto	atual	do	casamento.
A	Parte	 I,	\u201cA	Equação	do	Casamento\u201d,	apresenta	os	 fatores	que	as	pesquisas	 indicam	ser	essenciais
para	 a	 satisfação	 matrimonial.	 Cada	 capítulo	 é	 dedicado	 a	 um	 fator.	 No	 final	 da	 Parte	 I,	 você	 pode
construir	 sua	 própria	 Equação	 do	 Casamento	 e	 ter	 uma	 visão	 mais	 detalhada	 da	 arquitetura	 de	 seu
relacionamento	e	de	suas	fortalezas	e	vulnerabilidades.
A	Parte	II,	\u201cSobre	a	arte	de	conviver	a	dois\u201d,	trata	de	cinco	competências	que,	além	de	favorecerem	a
atmosfera	matrimonial,	 serão	 úteis	 para	 você	 explorar	 as	 possibilidades	 de	mudanças	 na	 sua	 relação,
tema	da	Parte	III,	\u201cAutoconhecimento	e	escolhas	de	casamento\u201d.
Cada	capítulo	da	Parte	III	refere-se	a	uma	situação	distinta:	resgatar	um	casamento	em	crise,	conviver
com	um	parceiro	difícil,	incrementar	uma	relação	sem	afinidades	e	encanto,	buscar	mais	sintonia	sexual,
lidar	com	um	caso	extraconjugal	ou	separar-se.	Cada	uma	dessas	situações	enfatiza	diferentes	questões
do	 casamento,	 e	 a	 ideia	 é	 que	 você	 possa	 ler	 sobre	 o	 tema	 que	 corresponde	 ao	 seu	 interesse	 atual,
testando	algumas	possibilidades	de	mudança.
Nos	Apêndices,	 você	 encontrará	 uma	 breve	 descrição	 dos	 \u201cAtuais	 conhecimentos	 sobre	 terapia	 de
casal	 e	 a	 contribuição	 deste	 livro\u201d,	 além	 de	 algumas	 páginas	 que	 escrevi	 respondendo	 às	 inevitáveis
perguntas	que	durante	palestras	sempre	me	fazem	sobre	meu	próprio	casamento.
Ainda	dois	esclarecimentos:
O	termo	\u201ccasamento\u201d	está	sendo	utilizado	na	acepção	de	\u201crelação	de	compromisso\u201d.	Portanto,	também
se	refere	a	parceiros	não	casados,	que	assumiram	o	compromisso	de	viver	uma	relação	de	longo	prazo.
No	decorrer	deste	livro	serão	apresentadas	histórias	de	diversos	casais	que	já	atendi	em	terapia.	Não
se	 preocupe	 se	 não	 lembrar	 de	 cada	 personagem	 \u2014	 as	 cenas	 de	 casamento	 valem	 por	 si,
independentemente	do	casal	citado.	As	histórias	foram	devidamente	alteradas	e	fundidas	com	outras,	de
modo	a	preservar	a	privacidade	de	cada	casal,	mas	todas	são	reais.	Elas	ilustram	diferentes	formas	de
como	é	possível	estar	casado	e	modos	de	explorar	o	que	pode	ou	não	ser	mudado	nas	relações.
INTRODUÇÃO
O	que	você	deveria	saber
antes	de	se	casar
	
	
	
	
	
	
	
	
Juliana,	 sempre	 tensa,	 não	 tem	 vontade	 de	 fazer	 sexo	 em	 casa,	 algo	 que	 seu	 marido,	 André,	 não
entende.	 Penélope	 e	 Ricardo	 vivem	 entre	 tapas	 e	 beijos.	 Pedro,	 dono	 de	 casa,	 pai	 dedicado,	 era
sustentado	por	Silvana,	executiva,	que	não	conseguia	concluir	 se	era	 feliz	com	ele	ou	não.	Lembro-me
também	das	sessões	com	Letícia,	monossilábica,	e	Alfredo,	um	excelente	parceiro	em	vários	quesitos,
mas	que	gostava	de	fazer	sexo	vestido	de	mulher	(o	que	incomodava	muito	sua	esposa).	Todos	tiveram	de
fazer	ajustes	em	seus	casamentos.
	
	
Nossos	bisavós	e	avós	tinham	menos	acertos	de	casal	a	fazer	e,	se	não	eram	mais	felizes,	estavam	em
média	mais	 satisfeitos	 ou	 conformados.	Em	 sua	 época,	 havia	 uma	hierarquia	 de	 valores	 em	nome	dos
quais	 alguns	desejos	 teriam	de	 ser	deixados	de	 lado.	A	 resposta	 aos	 impasses	 fundamentais	da	vida	a
dois	\u2014	que	em	essência	são	insolúveis	\u2014	não	era	resolvê-los,	mas	regulá-los.
Eles	contavam	com	quatro	condições	favoráveis	à	manutenção	do	casamento.
	
1.	Os	deveres	se	sobrepunham	à	busca	da	felicidade.	Nossos	avós	tinham	uma	lista	de	obrigações	a
cumprir	com	os	pais,	a	religião,	a	pátria	e	assim	por	diante.	Priorizar	o	amor	e	a	realização	pessoal
era	um	egoísmo	 inadmissível,	 sobretudo	por	parte	da	mulher.	Hoje,	ainda	que	nos	disponhamos	a
fazer	algum	sacrifício	pelos	filhos,	a	meta	de	cada	um	é	buscar	a	felicidade	pessoal.	Se	o	casamento
se	mostra	inadequado,	você	não	se	conforma	facilmente.	Talvez	tente	mudá-lo	ou	queira	sair	dele.
2.	Os	parceiros	seguiam	tradições,	usos	e	costumes.	Não	tinham	dúvidas	sobre	como	agir	na	maior
parte	das	ocasiões	e	havia	menos	divergências	de	opinião.	Hoje	não	acreditamos	mais	nos	usos	e
costumes	que	nos	poupariam	de	tantas	dúvidas.	Não	sabemos	mais	o	que	é	\u201ccerto	e	errado\u201d	e	a	que
temos	direito	ou	não.
3.	Não	se	negociava.	Se	você	 fosse	homem,	 seria	o	chefe	da	 família	e	 teria	autoridade	decisória;
como	mulher,	você	deveria	obedecer.	Com	a	 igualdade	de	gêneros,	passamos	a	 ter	um	sócio	com
50%	dos	votos	para	discutir	e	negociar	todos	os	aspectos	da	vida.	Não	é	à	toa	que	empresas	evitam
montar	estruturas	societárias	com	apenas	50%	do	controle.	No	casamento	atual,	as	divergências	de
opinião	tendem	a	virar	impasses.
4.	 O	 casamento	 dos	 nossos	 avós	 era	 quase	 indissolúvel.	 Uma	 eventual	 separação	 seria	 trágica,
portanto	os	cônjuges	tinham	muita	disposição	para	fazer	o	casamento	perdurar.	Hoje,	separar-se	não
é	mais	tabu.	Embora	desgastante,	é	um	ajuste	comum	na	vida	das	pessoas.
	
Havia	 clareza	 sobre	 expectativas,	 havia	 regras	 nítidas	 e	 havia	 o	 consenso	 de	 que	 \u201cas	 coisas	 são
assim\u201d.	Hoje,	graças	ao	avanço	da	liberdade