KEYNESIANOS

KEYNESIANOS


DisciplinaHistória do Pensamento Econômico1.039 materiais8.746 seguidores
Pré-visualização1 página
1- Introdução: ...
1- Josefh Stiglitz: Os estudos de Stiglitz revelaram que determinadas intervenções (governamentais) nos mercados poderiam beneficiar a economia como um todo e, por consequência, todos os indivíduos nela envolvidos. Stiglitz demonstrou que a aquisição de informação está longe de ser perfeita, bem como demonstrou que a maior parte dos ganhos obtidos através da obtenção de informação é composto por "rents", ou seja, ganhos de uns às custas de outros, o que não beneficia a economia como um todo. Um dos argumentos mais usados para justificar a existência de mercados financeiros liberados é que isso favoreceria a competição para a obtenção de melhores informações; se alguém descobrir, por exemplo, que uma ação é mais valiosa do que sua cotação indica, poderia comprá-la antes que os demais descobrissem essa informação relevante, e realizar assim um ganho de capital. Mas a questão fundamental aqui não é saber se um investidor individual, por descobrir uma informação valiosa um nano-segundo antes dos demais, vai ficar mais rico.
2- Paul Krugmaun: Krugman diz que existem outros fatores que influenciam para criação de uma economia de escala. Ele argumenta que, em um país, a posição geográfica das empresas está associada com a oposição da economia de escala com o transporte dos produtos. Dessa forma, empresas localizadas em áreas mais povoadas, onde as distâncias para transporte são mais amenas, têm maior vantagem, pois, ao mesmo tempo que diminuem seus custos, elas oferecem preços mais baixos para seus consumidores.
Além disso, é necessário para o bom funcionamento da economia de escala uma alta demanda e a especialização de produção de uma determinada mercadoria. Em um cenário mundial, cada país ou região teria a sua especialização e ocorreria trocas entre eles, configurando um comércio Inter Industrial. Logo, para uma economia fechada é impossível a existência de uma economia de escala, uma vez que não é factível a especialização em todos os setores.
3- Keynes: O nível de emprego é determinado não pelos preços do trabalho como na economia neoclássica, mas pelos gastos em dinheiro (demanda agregada). Ele argumenta que é errado assumir que mercados competitivos irão, no longo prazo, levar ao pleno emprego ou que o pleno emprego é o estado de equilíbrio natural de uma economia monetária. Pelo contrário, sub-emprego e sub-investimento são provavelmente um estado natural a menos que medidas ativas sejam tomadas. Uma implicação de A Grande Teoria é que a falta de competição não é o problema fundamental e que medidas para reduzir o desemprego pelo corte de salários não são apenas insensíveis mas também ineficazes.
O FMI surgiu para trazer mais estabilidade ao câmbio dos países capitalistas e para levantar fundos que auxiliassem as nações com dificuldades financeiras. \u201cSeu objetivo era reduzir a freqüência e a gravidade de déficits na balança de pagamentos dos países\u201d.
3- Kalecki: Quando Kalecki formulou o princípio da demanda efetiva, ele implicitamente rejeitou o critério de eficiência, oculto em uma concepção que vê o desemprego em massa de pessoas e máquinas como consequência da falta de valor econômico dos recursos não utilizados. Ao contrário, ele considerava que recursos ociosos constituem um desperdício, resultante de uma falha sistêmica. Então, para um dado nível de consumo e investimento capitalistas, a demanda efetiva e o produto final serão muito menores; e a redução do emprego será maior
Kalecki defende que no capitalismo as flutuações econômicas seriam em gerais cíclicas. O chamado ciclo econômico refere-se às flutuações recorrentes e periódicas da atividade econômica a longo prazo, determinadas pela variação do nível de lucro dos empresários e de investimento na expansão ou reposição do estoque de capital. Isto é, nível de investimento, produto nacional e desenvolvimento das forças produtivas.
4- Jeffrey Sachs: Para Sachs, as nações mais pobres precisam, basicamente, de cinco modalidades de capital: capital humano (saúde, nutrição e treinamento), capital empresarial (máquinas, instalações, transporte), infra-estrutura (estradas, energia, água, saneamento), capital natural (terras cultiváveis, solos saudáveis), capital público institucional (leis comerciais, sistemas judiciais, serviços públicos) e capital de conhecimento (know-how científico e tecnológico). Para que isso se viabilize, o diagnóstico diferencial precisa, necessariamente, estar acompanhado por planos de investimento financeiro, de doadores e de gestão pública, do cancelamento das dívidas externas dos miseráveis e do indispensável esforço interno de combate à corrupção e melhoria da governança nacional.
4- Michael Spence: o empregado adquire credenciais sobre si, como educação, para sinalizar ao diretor que é qualificado para o cargo. O valor da informação vem do fato do empregador acreditar que a credencial está correlacionada com maior habilidade do candidato, reduzindo assim o risco de empregados com baixa habilidade. Portanto, a credencial permite o empregador distinguir empregados de baixa e alta habilidade.  Os vendedores de bens duráveis emitem sinais para os consumidores a respeito de seus produtos para criar uma impressão favorável ou, mais precisamente para atingir as crenças probabilísticas sobre a qualidade de seus produtos.
Outro bom exemplo que onde os agentes precisam emitir sinais de credibilidade é o caso de produtores de novos bens. Existe a necessidade de induzir os consumidores a experimentar o novo produto. Baixos preços iniciais, ou elevados gastos de propaganda no lançamento do produto são métodos geralmente utilizados para introduzir novas mercadorias em mercados já consolidados.