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�PAGE \* MERGEFORMAT�3� SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO serviço social Girlaine Keucilene Silva A PRÁXIS PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL no enfreNtamento ao suicídio Palmares 2019 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 04 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 05 3. OBJETIVOS 06 3.1 Objetivo Geral 06 3.2 Objetivos Específicos 06 4. JUSTIFICATIVA 07 5. METODOLOGIA 08 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 09 7. CRONOGRAMA DE PESQUISA 12 8. ORÇAMENTO 13 9. RESULTADOS ESPERADOS 14 10. REFERÊNCIAS 15 1. INTRODUÇÃO O presente Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem por tema A PRÁXIS PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO ENFRENTAMENTO AO SUICÍDIO O contexto contemporâneo da sociedade capitalista, na qual a lógica neoliberal, a flexibilização e a precarização das relações trabalhista fazer surgir e potencializam as diversas expressões da questão social, fazem surgir novas demandas que possibilitam o exercício profissional do assistente social, exigindo cada vez mais deste profissional uma reflexão crítica, sob o ponto de vista teórico, ético, político e operativo, de sua práxis profissional. Por isso, o presente trabalho pretende analisar o exercício profissional do assistente social na saúde mental e no enfrentamento ao suicídio. Assim sendo, pretende-se elencar o suicídio como uma demanda significativa, isto é, uma expressão da questão social contemporânea que precisa receber um olhar crítico, compromissado e ético dos profissionais da saúde mental e, particularmente, dos assistentes sociais. Destarte, o interesse da autora em realizar a presente pesquisa encontra justificativa nas leituras e discussões que emergiram no âmbito de trabalho vivenciado pela mesma, haja vista, sua inserção profissional no âmbito das políticas de saúde mental, sobretudo, das políticas que se relacionam com a questão social do suicídio. Assim, pois, o presente trabalho tem o interesse de colocar o suicídio como uma demanda de enorme significado para o exercício profissional do assistente social, requerendo dos mesmo um olhar crítico e uma conduta racional e ética. 2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Este projeto de Trabalho de Conclusão de Curso tem por objetivo analisar o exercício profissional do assistente social na saúde mental e no enfrentamento ao suicídio. Assim sendo, pretende-se elencar o suicídio como uma demanda significativa, isto é, uma expressão da questão social contemporânea que precisa receber um olhar crítico, compromissado e ético dos profissionais da saúde mental e, particularmente, dos assistentes sociais. Uma vez que, o presente trabalho tem por interesse colocar o suicídio como uma demanda de enorme significado para o exercício profissional do assistente social, requerendo dos mesmo um olhar crítico e uma conduta racional e ética, buscar-se-á responder a seguinte indagação: Como o Assistente Social pode contribuir no enfrentamento ao suicídio no âmbito da saúde mental? 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral Analisar o exercício profissional do assistente social na saúde mental e no enfrentamento ao suicídio.. Objetivos Específicos Avaliar como os dispositivos legais brasileiros, entre os quais, reguardam os direitos da pessoa com transtorno mentais; Refletir sobre a Reforma Manicomial; Discutir o papel do Assistente Social na elaboração de estratégias teórico-práticos no Serviço Social que busquem o enfrentamento ao sucídio. 4. JUSTIFICATIVA O presente projeto de Trabalho de Conclusão de Curso foi definido no decorrer de minhas leituras enquanto acadêmica do curso de Serviço Social e do trabalho que exerço no Centro de Assistência Psicosocial do Município de Palmares - PE, pois, a partir das observações realizadas nesta unidade, puder perceber os inúmeros casos de usuários que conheciam algué que havia cometido suicidio, tentaram suícidio ou que sofria com pensamento suicida. Portanto, tendo em vista tais observações, este projeto justifica-se, haja vista que, a igualdade e a dignidade da pessoa humana, são princípios inalienáveis e a mais clara expressão da “questão social” a contemporaneidade, base de minha práxis profissional, ou seja, tenho nela o elemento central para intervir direta e/ou indiretamente nas relações sociais que me cercam, visando à ampliação e consolidação da cidadania na garantia dos direitos civis, políticos e sociais aos segmentos desfavorecidos e vulnerabilíssimos socialmente como, por exemplo, o objeto desse estudo. 5. METODOLOGIA Preocupada com as constantes lacunas registradas em resultados de pesquisas, advindas da impossibilidade de uma técnica única que viesse a responder questões colocadas por pesquisadores sobre determinado tema em estudo, a pesquisadora Aspásia Camargo (1982) construiu um procedimento o qual denominou “Complementaridade de Métodos”, argumentando que toda pesquisa, sofre na sua incursão, de deficiências crônicas por não realizar sua plenitude a partir da adoção de um único método. Assim, no sentido de minimizar os efeitos dessa prática recorrente, utilizaremos a complementaridade de métodos (pesquisa bibliográfica e o o uso dos dados secundários) conforme recomendado por Aspásia Camargo (1982). Logo, a presente pesquisa tem a pesquisa bibliográfica como metodologia a ser empregada na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso. 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Em consonância com Organização Mundial da Saúde (OMS), pode-se conceituar saúde como sendo não somente a ausência de doença, mas, também a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. Entretanto, com o Movimento de Reforma Sanitária brasileiro, o conceito de saúde foi ampliado e difundido e discutido amplamente, não somente, como sendo, a ausência de doenças, mas, como um conjunto de elementos inter-relacionados, capazes de determinar a realidade social vigente (IAMAMOTO E CARVALHO, 2009) Nesse sentido, a concepção de saúde começa a ser entendida como [...] resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde (ESCOREL,1989, p.182). Deste modo, a saúde passa a ter uma magnitude bem maior que o mero e vulgar recebimento de medicamentos de atendimento hospitalar. A saúde passa então a ser avaliada por meio da qualidade de vida que o indivíduo leva e o acesso direto a bens de cunho material e imaterial. Assim, depois da sucinta conceituação sobre saúde, tem igual importância, abordar a questão da saúde, no âmbito da saúde mental, haja vista que, pois, para que exista um conceito sobre saúde, é necessário, que se exista um conceito sobre doença. Logo, torna-se necessário rememorar como a loucura e a doença mental foram tratadas no decorrer da história sobre saúde mental (AMARANTE; TORRES, 2001). Antes do conceito de saúde mental ser estabelecido, o conceito de alienação era comumente empregado pela medicina nos séculos XVIII e XIX, significando erro e/ou desordem da razão (AMARANTE; TORRES, 2001). De acordo as pesquisas elaboradas pelo Amarante e Torres (2001, p. 67), foi nesse período histórico que, […] que surge e é consolidado o sujeito do conhecimento cartesiano, ou seja, o sujeito que estabelece a hegemonia da racionalidade científica como método de produção de conhecimento. Com isso, forma-se a partir desse período um pensamento mecanicista fundamentado na simples previsibilidade e causalidade das coisas, concebendo-se assim um sujeito racional. Logo, ao existir um sujeito da razão, em descompasso, existiria também um sujeito da “desrazão”, sendo esse último associado à ideia de loucura (TORRES; AMARANTE, 2001). Feitas essas considerações preliminares, podemos então, explicar o social e histórico da política de saúde mental com destaque para o contexto brasileiro. O italiano Franco Basaglia, médico psiquiatra que se acabou por se tornar o precursor do movimento de reforma psiquiátrica italiana e que ficou conhecida em todo mundo como Psiquiatria Democrática, influenciou, com por meios de seus pensamentos e ideias, a luta antimanicomial brasileira. Basaglia, além de fazer uma crítica radical aos manicômios, defende a ideia de desintitucionalização dos hospitais hospitalares (AMARANTE, 1996) Pode-se assim, afirmar que o movimento de reforma psiquiátrica defendido por Basaglia exerce fortíssima influência sobre o Movimento dos Trabalhadores da Saúde MentaL (MTSM), criado no Brasil com a intenção de mostrar que o rompimento com os antigos paradigmas que definem a institucionalização de pessoas com problemas de saúde mental pode ser viável e eficaz (AMARANTE; TORRES, 2001). […]por meio da influência exercida por Basaglia e pelo MTSM, começa a surgir de maneira efetiva, as primeiras propostas e ações afim de favorecer uma reorientação da assistência à saúde, tais como: o II Congresso Nacional do MTSM em Bauru, São Paulo no ano de 1987, que adota o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, e neste mesmo ano, é realizada no Rio de Janeiro, a I Conferência Nacional de Saúde Mental. Ainda em 1987 surge o primeiro Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no Brasil na cidade de São Paulo (AMARANTE; TORRES, 2001, p. 45). A década de 1990 é torna-se de grande importância para o fortalecimento das políticas de saúde mental no Brasil, uma vez que foi marcada pelas consequências decorrentes da assinatura da Declaração de Caracas, na qual o Brasil se comprometeu, juntamente, com outros países das Américas, a superar o modelo vigente de hospital psiquiátrico, lutando contra toda e qualquer forma de de exclusão e abuso de pessoas com transtornos mentais. Em 2002, a Lei Paulo Delgado (Lei Federal 10.216) é sancionada no país, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental dando prioridade à oferta de tratamento em serviços de base comunitária. Com a promulgação da Lei nº. 10.216 em 6 de abril de 2001 e com a realização da III Conferência Nacional de Saúde Mental de 2001 forma-se um novo ritmo para o processo da Reforma Psiquiátrica no Brasil (PUENTE, 2008, 12). É sob essa contextura que a política de saúde mental brasileira, entre em concordância com os objetivos defendidos instituídos pela Reforma Psiquiátrica, conseguindo com isso, uma maior visibilidade e consistência (AMARANTE; TORRES, 2001). Bem assim, é de grande importância esclarecer o papel que o Serviço Social tem na saúde mental, sendo imprescindível problematizar que se este campo é uma esfera de atuação profissional, é preciso ser levado em conta que a subjetividade é um predicado acentuado desta política, haja vista que por seu público-alvo ser vítima de transtornos que lhes causam sofrimento psicológico, torna-se importante de se elabore estratégias diferenciadas de intervenção profissional, para, então, poder ser problematizado, à luz do projeto profissional crítico. “O assistente social na saúde mental deve intervir sobre as múltiplas expressões da questão social presentes na vida do usuário com sofrimento mental, de modo a assegurar unidade e reabilitação psicológica e social das demandas” (PUENTE, 2008, p. 43). Desta forma, a desconhecimento do assistente social face a complexa relação de especificidade de seu trabalho no âmbito da saúde mental corrobora para a desenvolvimento de correntes conservadoras psicologizantes, prejudicando desta forma, a dimensão social da reforma psiquiátrica brasileira. 7. CRONOGRAMA DE PESQUISA Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Elaboração do projeto X X Revisão de literatura X X X X X X Apresentação do projeto X Coleta de dados X X Conclusão e redação X X Correção X Entrega X 8. ORÇAMENTO DESCRIÇÃO QUANT. CUSTO UNIT. CUSTO TOTAL Notebook 01 R$ 2.000,00 R$ 2.000,,00 Resma Papel A4 02 R$ 18,00 R$ 36,00 Impressora 01 R$ 600,00 R$ 600,00 TOTAL R$ 2.636,00 9. RESULTADOS ESPERADOS Espera-se que após a conclusão deste Trabalho de Conclusão de Curso reúna-se um arcabouço de dados estruturais e teórico-prático que possa favorecer os operadores da área socioassistencial na promoção, resguardo, efetivação e enfrentamento do suicídio. 10. REFERÊNCIAS AMARANTE, P. O homem e a serpente: outras histórias para a loucura e a psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996. AMARANTE, P.; TORRES, E. H. G.. Protagonismo e subjetividade: a construção coletiva no campo da saúde mental. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 6, n.1, 2001. BRASIL, CapacitaSUAS Caderno 2 (2013). Proteção de Assistência Social: Segurança de Acesso a Benefícios e Serviços de Qualidade / Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Centro de Estudos e Desenvolvimento de Projetos Especiais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – 1 ed. Brasília: MDS, 2013,108 p. _________. Lei nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993. LEI ORGANICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL – LOAS. Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Brasília, DF. Reimpressão 2012. 52 p. _________. Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009. Tipificaçao Nacional de Serviços Socioassistenciais. Aprova a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Brasília, DF. Reimpresso 2012. 45 p.. BURGESS, Robert G. Personal documents, oral and life histories. In: Field research a souceboock and field manual. Chicago: Chicago Press, 1982. CAMARGO, Aspásia. The uses of oral and life history: working wiht the political elite. IV Encontro da ANPOCS, 1982. mimeo. ESCOREL. S. Saúde: uma questão nacional. In: TEIXEIRA, S. F. Reforma Sanitária em busca de uma teoria. São Paulo: Cortez/ABRASCO,1989. IAMAMOTO, Marilda Villela; CARVALHO, Raul de. Relações sociais e serviço social no Brasil: esboço de interpretação histórico-metodológica. São Paulo: Cortez, 1982. MELO, Ronidalva de Andrade. Os desafios contemporâneos para os direitos humanos. Org. por Ronidalva Melo. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2005. PUENTE. Fernando Rey. Os filósofos e o suicídio. 1ª ed. Belo Horizonte, MG: Editora UFMG, 2008. Palmares 2019 Girlaine Keucilene Silva A PRÁXIS PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL no enfreNtamento ao suicídio Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) como requisito de aprovação na disciplina de Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso. Orientador: Profª Palmares 2018