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Revisao av1 e av2 de sociologia aplicada ao Direito

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Direito e da Filosofia Jurídica.
Importante apontar que sobre o sentido e as extensões da eficácia da lei,
entre sociólogos do direito há grandes controvérsias teóricas e terminológicas.
É possível encontrar os termos "eficácia", "eficácia social", "efetividade" e "eficiência" do direito, com várias definições, que sugerem as distintas percepções
do fenômeno.
De modo sintético, esse texto apresenta algumas dessas perspectivas trabalhadas na análise dos reflexos sociais de uma norma jurídica. 
Eficácia da norma jurídica
A eficácia é o nível de cumprimento da norma tendo em conta as relações sociais a elas referentes. Uma norma é considerada socialmente eficaz quando é
observada por seus destinatários, apresentando os efeitos esperados quando
de sua aplicação, seja porque impediu a instalação do conflito ou quando a sua
violação é efetivamente punida pelo Estado. Em ambos os casos a previsão normativa é respeitada: seja de forma espontânea, seja através de uma intervenção
coercitiva ou punitiva do Estado.
Denomina-se eficácia do preceito (ou primária) a que decorre do respeito
espontâneo à norma e como eficácia da sanção (ou secundária) a que resulta
da intervenção repressiva do Estado. Então imagine que, por exemplo, 30% dos
contribuintes sonega o imposto de renda, subtraindo informações em sua declaração anual. No caso de todos serem identificados e punidos, pode-se afirmar que a norma que regula a arrecadação do imposto de renda foi eficaz: o
preceito teve eficácia para 70% dos contribuintes e a sanção teve eficácia para
100% dos sonegadores.
Formas de resolução dos conflitos
Elencam-se como meios autocompositivos no Direito: a negociação individual
ou coletiva, a conciliação extrajudicial e a renúncia.
·	Conciliação: A conciliação constitui negócio jurídico por meio do qual se extingue um conflito entre as partes. Tem natureza contratual e pode ser judicial ou extrajudicial.
·	Renúncia: A renúncia configura meio de solução de conflitos coletivos, à medida que efetiva a pacificação do litígio. É ato unilateral e implica alguém abrir mão de um direito, dotado de certeza jurídica que lhe pertença.
A heterocomposição acontece quando o conflito se soluciona por meio da
intervenção de agente exterior à relação conflituosa original. As partes submetem a terceiro seu conflito, em busca de solução, a ser por ele resolvido.
Na heterocomposição, não há exercício de coerção pelos sujeitos participantes. Distingue-se das formas anteriores pelo fato de a decisão ser proferida
por um terceiro, enquanto na autodefesa (autotutela) e na autocomposição há
resultado alcançado pelas próprias partes.
Segundo lição de NASCIMENTO (1990, p.09), são técnicas heterocompositivas: mediação; arbitragem; jurisdição.
·	Mediação: técnica de composição de conflitos, caracterizada pela participação de terceiro, cuja função é ouvir as partes.
·	Arbitragem: forma de composição extrajudicial dos conflitos, considerada por alguns doutrinadores como um equivalente jurisdicional, na medida em que a decisão proferida pelo juiz arbitral vale como uma sentença judicial.
·	Jurisdição: Jurisdição vem do latim "juris" e "dicere", que significa “dizer direito”. Jurisdição é o poder/dever que o Estado tem para aplicar o direito a um determinado caso que lhe é submetido para apreciação pelas partes interessadas, com o objetivo de solucionar conflitos de interesses e com isso resguardar a ordem jurídica e a autoridade da lei, quando não há outra alternativa. Por isso deve ser considerado como forma secundária de resolução de conflitos.
Função	Social do Poder Judiciário:
Função do Poder Judiciário: 
1) Interpretação da lei no conflito de interesse (litígio); 
2) Restabelecer a harmonia jurídica. 
Não basta que existam normas boas e válidas. Para que essas normas consigam realizar sua função social, é necessário um número satisfatório de pessoas especializadas e uma estrutura material apropriada para a aplicação e a garantia da lei. Os profissionais que possibilitam isso são chamados de instrumentos humanos da realização social do Direito. 
·	O Poder Judiciário interpreta e aplica a lei nos litígios entre os cidadãos, e entre cidadãos e Estado;
·	O Judiciário afirma e restabelece os direitos contestados ou violados, mas não dispõe dos meios materiais para impor suas sentenças. 
Função jurisdicional: poder de tornar efetiva a norma concreta que deve regular determinada situação jurídica. É um poder, uma função e uma atividade. É um poder-dever. 
Etimologia: juris (direito) e dictio, dictionis (ação de dizer). Esse "dizer o direito" começa quando o Estado chama para si a responsabilidade de solucionar as lides. É um PODER – FUNÇÃO – PROCESSO 
·	Poder: Capacidade de decidir imperativamente e de impor decisões;
·	Função: Há um objetivo. É a promoção da pacificação dos conflitos de interesses entre os jurisdicionados por meio do Direito e do processo. 
·	Atividade: Complexo de atos jurídicos praticados no processo pelo juiz, que exerce o poder conferido a ele por lei e cumpre suas funções. 
Divisão do Judiciário: 
O Judiciário está dividido em dois grandes grupos: federal e estadual.
·	Poder Judiciário Federal: De acordo com os artigos 106 e 109 da constituição, ao Poder Judiciário Federal compete apreciar todas as causas de interesse da União ou de seus desdobramentos administrativos - autarquias e empresas publicas - como auroras, rés ou simples interessadas. Dele fazem parte dos tribunais federais, eleitorais, trabalhistas e militares.
·	Poder Judiciário Estadual: a ele compete apreciar todas as demandas envolvendo conflito de interesse entre particulares, bem como as causas em que há interesse dos próprios Estados, Municípios e seus desmembramentos administrativos – art. 126, CF/88.
Além disso, há as instâncias superiores, instaladas na capital do país:
·	Superior Tribunal de Justiça, cuja competência é a de zelar pela supremacia das leis federais e promover a uniformização de sua interpretação – art. 105, III, a, b, c, CF/88. Qualquer decisão dos Tribunais Estaduais ou Federais em que haja violação de lei federal poderá ser reexaminada pelo STJ, por meio de recurso especial; 
·	Supremo Tribunal Federal – órgão máximo do Judiciário, abaixo do qual se encontram todos os demais e que tem por competência atuar em hipóteses especiais, previstas pela Constituição (art. 102) e através do recurso devido (recurso ordinário – art. 102, II ou extraordinário – art. 102, III). 
Sistemas adotados para seleção da Magistratura:
·	Sistema Eletivo Vantagem: Este sistema é mais democrático, rápido e econômico. Nesse caso, há controle sobre o desempenho do juiz por parte da população
·	Sistema Eletivo Desvantagem: Os critérios políticos podem influir na votação e, nem sempre, os melhores candidatos são eleitos. 
·	Sistema de Nomeação Vantagem: Rapidez e economia. 
·	Sistema de Nomeação Desvantagem: Este sistema é antidemocrático, pois não dá oportunidades iguais a todos. 
·	Sistema de Concurso Público Vantagem: Este sistema é mais democrático. 
·	Sistema de Concurso Público Desvantagem: Este sistema é, porém, mais oneroso, pois exige uma comissão de alto nível para realizar o concurso, além de ser mais demorado. 
Garantias constitucionais da magistratura:
·	Institucionais – aquelas que repercutem funções atípicas e que servem para proteger a magistratura contra a pressão dos outros órgãos. Entre estas garantias, estão a autonomia orgânico-administrativa e a autonomia financeira.
·	Funcionais – aquelas conferidas aos juízes, que estão estabelecidas no Artigo 95 da Constituição. 
 Garantias Funcionais: 
·	Vitaliciedade – os magistrados não podem ser demitidos senão em virtude de sentença do próprio Judiciário (que no	primeiro grau será adquirida após dois anos de exercício); 
·	Inamovibilidade – o Executivo não pode remover o magistrado senão por motivo de promoção (salvo por motivo de	interesse público, mediante decisão do	 respectivo Tribunal ou do	Conselho Nacional de Justiça); 
·	Irredutibilidade

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