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Revisao av1 e av2 de sociologia aplicada ao Direito

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– relativa a subsídio. 
Ministério Público: 
·	Defender a sociedade fiscal da lei – custus legis; Promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e dos interesses difusos e coletivos; 
·	Promover a ação de inconstitucionalidade; 
·	Exercer o controle externo da atividade policial; 
·	Defender os direitos humanos. 
Defensoria Pública: Funções essenciais à jurisdição. 
·	Orientação jurídica e defesa, em todos os graus, dos necessitados –aqueles que comprovarem insuficiência de recursos; 
·	Isenção ao preparo de pareceres e consultoria. 
Advocacia: A Advocacia é atividade essencial para a administração da Justiça. O advogado possui a capacidade de postular os interesses das pessoas em juízo ou fora dele, além de prestar assessoria e consultoria. 
Monismo, pluralismo jurídico 
Nas sociedades de tipo complexo como as atuais que se distinguem seja pela
desigualdade e exclusão social e econômica (como é o caso do Brasil), seja porque existem diferentes grupos sociais com identidade étnica, cultural, religiosa, etc, coexiste um grande dilema sobre como ser tratado legalmente e sobre os sistemas de autoridade, políticas e procedimentos, que estejam à disposição ou não dos indivíduos para requisitar e regular a vida social. Nesse sentido, há dois pontos de vista que enfrentam doutrinariamente estas questões:
a) Escola Monista - entende que somente o grupo político está apto a
criar as normas de direito. Esta doutrina tem como base a ciência do direito,
razão pela qual diverge da ótica da Sociologia Jurídica que entende que mesmo
antes de existir o Estado já havia prescrições jurídicas.
Para os monistas somente o Estado possui tanto o monopólio da violência
legal, quanto o monopólio da produção do direito (direito positivo). Inexistindo
outra fonte de produção do direito que não a estatal. Esta é a posição dos positivistas e dos marxistas.
Hans Kelsen defendia que o Direito é o Estado, e o Estado é o direito.
Essa concepção, expoente máximo do monismo jurídico contemporâneo no
Ocidente, vai coincidir com um período marcado por duas guerras mundiais,
pela depressão econômica, crises, e pelos tremendos avanços da ligação entre a
ciência e a técnica que produzirá o crescimento organizado das forças produtivas sob o intervencionismo estatal.
Nos fins do século XX, a cultura jurídica, marcada pelos princípios do
Monismo entra em um processo de esgotamento.
b) Escola Pluralista - o Pluralismo jurídico surge com uma alternativa em
virtude da insuficiência da crítica jurídica tradicional. Levanta a possibilidade
da existência de uma pluralidade de ordenamentos em um mesmo espaço temporal e geográfico.
A crítica do Direito de acordo com a tradição se preocupou em mostrar os
efeitos do Direito como instrumento de dominação. O Pluralismo considera
que todo grupo social de certa consistência ou expressão pode criar normas 
capítulo de funcionamento, as quais ultrapassando o caráter de simples regulamentos adquirem o alcance de verdadeiras regras jurídicas. O advento do Direito
Alternativo busca resgatar a possibilidade transformadora do jurídico, colocando-a a serviço da libertação, naquelas sociedades marcadas pela desigualdade
e pela exclusão social.
A Função Social Do Poder Judiciário.
Ultrapassada a fase da justiça privada, a sociedade organizada política e juridicamente resolveu assumir essa função, que após a separação dos poderes foi
conferida ao Poder Judiciário, constituindo a chamada função jurisdicional.
A principal função é julgar, dizer o direito, tornar efetiva a norma objetiva,
solucionando conflitos e promovendo a paz social, valendo-se para tanto de
uma estrutura complexa e integrada regulada pelas normas de Organização
Judiciária.
A Função Social do Poder Judiciário, considerado como o terceiro poder do
Estado Democrático de Direito, consiste na garantia, manutenção e principalmente na efetivação dos direitos conferidos pela cidadania.
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CASO CONCRETO 
Ana Maria é moradora da comunidade Arraial da Felicidade, nos arredores do centro da c idade de Pirapojanga d o Agreste. Desde a se mana passa da mudou a rotina de seus horários. Isto aconteceu porque depois que foi o chefe da ?boca? implantou o toque de recolher, ela só pode chegar em casa até as 10 da noite. Mas n ão r eclama. T odo mês r ecebe cest a básica e v agabundo não se cria mais na comuni dade. Percebe-se que na comunidade em que vive Ana Maria há um ?poder paralelo? ao do Est ado i mpondo suas regras. Explique esse fenômeno c om base na teoria pluralista do direito. 
R: Resposta: O grupo minoritário em desvantagem faz com que surja este poder paralelo nas favelas do nosso Brasil. Em quanto o estado não dá a devida atenção, sem a sua assistência com seu direito positivo, a lei da favela se destaca para os moradores daquela comunidade, fortalecendo este poder, já que o estado não faz, o grupo de marginais faz pela sua comunidade com norma próprias. Assim ocorrendo o pluralismo jurídico.
R2: Isso acontece porque o Estado torna-se ausente, suas leis positivadas, não alcançam esta comunidade. Surgem então leis paralelas, como as do caso em tela, onde bandidos criam regras de circulação na comunidade, impondo aos moradores o seu cumprimento. Em troca dão "proteção", não deixando que crimes sejam praticados contra os moradores, além de distribuírem algumas benesses, como cestas básicas, em forma de um pseudo assistencialismo, mas nada impede que em dado momento estes bandidos se voltem novamente contra a população. A este fenômeno damos o nome de pluralismo jurídico, que  se dá pela ausência ou falha do monismo estatal.
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CASO CONCRETO 
O professor Eduardo Ambrosio foi ao quadro e escreveu a seguinte frase do autor Lyra Filho: ?...a sociologia, ao encontrar o Direito no processo histórico, diz o Direito em sua essência. Aplicando-se ao Direito uma abordagem sociológica será então possível esquematizar os pontos de integração do fenômeno jurídico na vida social, bem como perceber a sua peculiaridade distintiva, a sua ?essência? verdadeira." (Lyra Filho, 1999: 52). A seguir Eduardo Ambrosio se dirigiu aos seus alunos e formulou a seguinte questão: - A partir do entendimento das palavras de Lyra Filho é possível considerar que o Direito não é determinado por si próprio ou a partir de normas ou princípios superiores abstratos, mas por sua referência à sociedade como fenômeno social que o produz? Concorde ou discorde justificadamente e forneça um exemplo. 
R: Sim. É possível. 
O Direito tem suas origens nos fatos sociais, entendendo-se como tais acontecimentos da vida em sociedade, práticas e condutas que refletem o s seus co stumes, valores, tradições, sentimentos e cultura, cuja elaboração é lenta e espontânea da vida social, com uma relação dialét ica com a realidade social. Costumes diferentes implicam fatos sociais diferentes, razão pela qual cada povo tem sua história e seus fatos sociais; e o Direito não pode formar-se alheio a esses fatos por ser um fenômeno recorrente do próprio convívio do homem em sociedade. Segundo Miguel Reale, o Direito não existe senão na sociedade e não pode ser concebido fora dela. 
Ex.: O reconhecimento da união estável entre indivíduos de mesmo sexo. 
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CASO CONCRETO 
Em vigor há 10 anos, a Lei nº 4597 /2005, a Lei do Pitbull virou um gatinho manso nas mãos dos donos de cães ferozes. A lei permite que cães das raças pitbull, fila,

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