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Aula 14

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e 
desfavorável quando o líder não tem poder de atendê-las).
A liderança orientada para a 
tarefa é eficaz nas situações que são muito 
favoráveis ou muito desfavoráveis para o líder. 
A liderança orientada para as pessoas é eficaz nas 
situações de dificuldade intermediária.
!!
Paul Hersey e Kenneth Blanchard (1986), ao discutir conceitos de 
liderança na Ohio State University, em Michigan (EUA), identificaram 
quatro estilos de liderança aplicáveis em situações diversas. São eles:
• comando (alta ênfase na tarefa e pouca ênfase no relacionamento);
• venda (alta ênfase na tarefa e no relacionamento);
• participação (pouca ênfase na tarefa e alta ênfase no relaciona-
mento);
• delegação (pouca ênfase na tarefa e no relacionamento).
O determinante na escolha eficaz dos estilos de liderança é, 
segundo os autores, o nível de maturidade, experiência e conhecimento 
do grupo.
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Quando o líder se defronta com um grupo constituído de pessoas 
com baixo nível de maturidade, experiência e conhecimento, o estilo mais 
eficaz é o comando. Quando as pessoas têm condições e desejam assumir 
responsabilidades e apresentam alto nível de maturidade, experiência e 
conhecimento, a situação demanda o estilo do tipo delegação. 
Quando o líder se defronta com um grupo de pessoas com 
elevada vontade de assumir responsabilidades e, portanto, alto nível 
de maturidade, mas pouca experiência ou conhecimento, o estilo mais 
recomendável é venda. 
E, finalmente, o estilo participação é o mais adequado 
para as situações nas quais o líder se defronta com pessoas com 
grande competência e experiência, mas pouco interesse em assumir 
responsabilidades devido a sentimentos de insegurança ou motivação 
(baixo nível de maturidade).
Estilo de liderança 
Imagine algumas situações nas quais você deverá determinar o estilo de liderança mais 
adequado. Veja os casos a seguir:
a. Na condição de professor de faculdade, lecionando uma disciplina de 1º período em 
um curso de Administração matutino, cuja faixa etária de alunos é de 17 a 20 anos, 
você tem o desafio de ser o condutor da turma; seu líder, em última instância, posto 
que há um objetivo a cumprir (aprender) e que você deverá motivar seus comandados. 
Entretanto, são poucos os alunos que estudam e prestam atenção às aulas. Um deles 
disse, no 1º dia de aula: “sua aula é muito cedo, não consigo acordar”.
Que estilo de liderança você deve adotar? Justifique:
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b. E se fosse um curso de pós-graduação em que você fosse o orientador de um grupo de 
alunos do mestrado? Seria o mesmo tipo de liderança? Note que, em uma pós-graduação, 
há uma fase inicial com ênfase na preparação para a pesquisa; e outra, final, com ênfase 
na produção da pesquisa. 
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A EFICÁCIA DO LÍDER
A partir de estudos e pesquisas realizados por professores das 
universidades norte-americanas, em especial Michigan, Ohio e Harvard, 
surgiu uma nova abordagem na análise da liderança: a visão da liderança 
bidimensional.
Trata-se do exercício da liderança analisado com base em dois 
vetores: a liderança orientada para a tarefa e a liderança orientada para 
as pessoas, como demonstra o gráfico a seguir:
Figura 14.4: A liderança bidimensional.
O líder pode ser orientado para a tarefa (ênfase na produção, 
nas metas, nos resultados do trabalho) ou para as pessoas (ênfase no 
relacionamento com os subordinados), ou ainda para ambos (líder que 
motiva os subordinados e também monitora seu desempenho, controla 
e avalia resultados).
Resposta Comentada
Diante de uma turma de alunos com baixo nível de maturidade (cujo melhor 
exemplo é o aluno que não assiste à aula porque não gosta de acordar cedo), 
nenhuma experiência e conhecimento sobre a matéria, o que fazer senão ser 
um líder-professor com ênfase no comando? Contudo, não se descuidar em 
demonstrar competência, sabedoria, conhecimento e, com isso, ganhar a estima, 
confiança e admiração, até evoluir para o estilo venda.
Já no segundo caso, o estilo mais adequado seria a venda, inicialmente, e a 
delegação, já na fase final do curso.
Orientação para 
as pessoas Comportamento 
do líder
Orientação 
para as tarefas
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Com base nesses dois 
vetores do comportamento do 
líder, uma nova abordagem da liderança 
emergiu nos estudos de Robert Blake, Jane 
Mouton e Reddin. O grid gerencial utiliza os dois 
vetores e define cinco estilos de liderança: 
• 9,1 (ênfase nas tarefas/produção e nenhuma ênfase nas 
pessoas);
• 1,9 (ênfase nas pessoas e pouca ênfase nas tarefas/produção);
• 1,1 (nenhuma ênfase nas tarefas e nas pessoas);
• 5,5 (é o meio-termo, média ênfase nas tarefas e pessoas);
• 9,9 (identificado como o estilo ideal, grande ênfase nas tarefas e pessoas).
Reddin elabora um modelo tridimensional de estilos de 
liderança e questiona a existência de um estilo ideal 
(9,9), como definiram R. Blake e J. Mouton. 
Em seu modelo, qualquer desses estilos 
pode ser eficaz, dependendo da 
situação existente.
!!
Alta
Preocupação 
com as pessoas
Baixa Alta
9
1 9
1,9 9,9
1,1 9,1
Preocupação com a produção/tarefa
A TEORIA DE LIDERANÇA DE BENNIS
Para WARREN BENNIS, os líderes de hoje são instrutores, microadmi-
nistradores, exigem mais compromisso do que submissão e são focados 
no cliente.
Os líderes de outrora eram controladores, feitores, enfatizavam a 
disciplina e eram mais focados em si mesmos e nos seus seguidores.
Para Bennis, as ações do verdadeiro líder devem apoiar-se no tripé:
• ambição/drive (ou direcionamento); 
• conhecimento/especialização; e 
• integridade.
WA R RE N 
BE N N I S 
É professor e 
consultor de 
empresas. Atuou no 
Michigan Institute of 
Technology (MIT) e 
na Universidade do 
Sul da Califórnia. 
Em 1985, criou 
o University 
Leadership Institute, 
em Los Angeles 
(Califórnia, EUA).
5,5
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Cada um dos elementos-chave que caracteriza o processo é 
determinante para um tipo de liderança: a ambição/drive (liderança 
realizadora), o conhecimento/especialização (liderança competente) e a 
integridade (liderança ética).
O ideal de liderança é o somatório dos três elementos: ambição 
+ conhecimento + integridade = liderança realizadora, competente e 
ética.
Bennis analisa o desempenho da liderança através do que ele 
denomina “atitudes facilitadoras e promotoras”, como você vê a 
seguir:
resistência abertura
rejeição receptividade