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Resumo 2 Enfermagem na Saúde do Adulto I

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Prova 2
44
Saúde do adulto I
Alterações gastrointestinais e geniturinárias
Estomas intestinais
A colostomia é a exteriorização do cólon justaposta à pele da parede abdominal anterior. De acordo com a localização, pode ser caracterizada como ascendente, transversa, descendente ou sigmoide. A consistência das fezes altera-se de acordo com a exteriorização do cólon.
	Colostomia
	Consistência das fezes
	pH
	Ascendente
	Eliminação é liquida ou semilíquida. Eflui quase continuamente podendo ser muito irritante para a pele periestoma.
	Alcalino (>8)
	Transversa
	Eliminação é semilíquida, podendo ocasionalmente ser semissólida.
	-
	Descendente
	Eliminação é mais consistente.
	-
	Sigmoide
	Eliminação consistente com fezes completamente formadas.
	Neutro (5 a 6)
*Como a pele tem pH levemente ácido, a diferença de pH causa lesão.
A ileostomia é uma estomia de eliminação intestinal, geralmente localizada à direita, com protusão de aproximadamente 25-35mm. É formada com a exteriorização do íleo na superfície da parede abdominal. As eliminações são de consistência líquida ou semilíquida, altamente irritantes para a pele periestoma em razão do teor elevado de enzimas proteolíticas e pH alcalino.
Formas de estomia intestinal
Quando à forma, a estomia intestinal é classificada em terminal, em alça e em duas bocas. As quais poderão estar localizadas no intestino grosso (colostomia) ou no intestino delgado (ileostomia).
A estomia terminal é constituída por apenas uma boca ou abertura. Em geral, é definitiva, exceto nos casos de colostomia de Hartmann, que se apresenta na mesma forma, mas tem possibilidade de reconstrução do trânsito intestinal.
A estomia em alça é constituída por duas bocas unidas parcialmente e exteriorizadas pelo mesmo orifício, formando uma estomia com segmento proximal (funcionante) e distal (não funcionante). Em geral, localiza-se no cólon transverso.
A estomia em alça é realizada com previsão de restabelecimento do transito intestinal. Temporariamente poderá ter uma haste de sustentação, sob a alça intestinal, para impedir seu deslocamento. Para isso, utiliza-se um cateter plástico ou de borracha, que será retirado entre 7 e 10 dias após o procedimento cirúrgico.
A estomia em duas bocas ou canal duplo é constituído por duas ostomias completamente separadas, os quais são exteriorizadas justapostas no mesmo orifício na forma de cano de escopeta ou exteriorizadas no abdome em locais distantes e o segmento distal denominado de fistula mucosa.
*Os estomas devem ficar no musculo reto abdominal ou haverá prolapso da estomia.
*Esforço físico abdominal não deve ser realizado nos 3 primeiros meses.
Complicações nas estomias e pele periestomia
	Complicações imediatas: ocorrem até 24 horas do PO, alguns exemplos são necrose de alça, hemorragia e edema.
	Complicações precoces: ocorrem entre o 1º e o 7º dia de PO, se destacam o descolamento mucocutâneo, a fístula e a retração da estomia.
	Complicações tardias: ocorrem desde a alta hospitalar até meses após a cirurgia, alguns exemplos são hérnias paraestomais, prolapso de alça, retração da estomia, estenose, lesões pseudoverrucosas e dermatite periestomia.
	*estenose: a diminuição da luz intestinal pode causar morte em casos graves!
	Complicações específicas das ileostomias: déficit de nutrientes (vitamina B12, magnésio e potássio), diarreia e dermatite.
Manutenção da pele periestomia
	A pele íntegra desempenha papel fundamental no funcionamento de todo o equipamento coletor, pois é onde a placa adesiva fica fixada. Quando a região periestomia está lesionada, a consequência imediata é a redução da capacidade do dispositivo de manter-se fixo à pele.
	No PO, a estomia se apresenta edemaciada e a diminuição de tamanho ocorre em algumas semanas: por isso é importante manter uma mensuração frequente.
	A pele periestomia deve ser avaliada a cada troca do dispositivo coletor, quanto:
Turgor: pode ser normal com boa elasticidade, flácida ou muito firme;
Cor: pode ser normal, pele com eritema ou ainda pele com lesão (podendo variar de amarelada à arroxeada);
Integridade: alterações manifestam-se, principalmente, pela ocorrência de maceração, erosão, erupção cutânea e ulcerações;
Área para aplicação da placa: considerar pontos anatômicos importantes para a fixação da bolsa. Alguns problemas que dificultam a aderência da placa são a fragilidade da pele periestomia devido à idade e as condições cutâneas, a proximidade da estomia a depressões, pregas cutâneas, dobra abdominal ou contorno na pele periestomia irregular e proeminências ósseas; Também para uma melhor avaliação da área de aplicação da placa, deve-se avaliar a pessoa deitada E sentada.
Além disso, para a manutenção da integridade da pele periestomia são necessários os seguintes cuidados:
Limpeza da pele: feita delicadamente com agua e sabão ou soluções específicos;
Pelos da pele: aparados com tesoura de ponta curva. Não deve-se utilizar lâminas para evitar lesões e inflamação da raiz do pelo;
Substancias proibidas: álcool, benzina, colônias, tintura de benjoim, mercúrio e mertiolate não devem ser utilizados. Ressecam a pele, causando lesões e reações alérgicas. Podem impedir a adaptação do coletor, causando descolamento e/ou vazamento;
Proteger a estomia: proteger a estomia com gaze umedecida e expor a pele periestomia ao sol da manhã (por 15-20 minutos) – essa exposição é contraindicada para pacientes que façam QT ou radio.
Troca das bolsas
Com da bolsa cheia é o momento ideal para troca, principalmente pois ela vai “caindo”;
O tempo ideal da troca é quando não há infiltração de conteúdos para baixo da placa (risco de dermatite);
A retirada da bolsa é feita de cima para baixo – CUIDADO! Dermatite por trauma mecânico, a bolsa deve ser retirada calmamente;
Quando existir dermatite com umidade: utilizar pó e pasta;
Quando existir dermatite sem umidade: somente a pasta;
*A utilização de bolsas com placas convexas é para estomas retraídos.
Incontinências urinárias
	Músculo detrusor da bexiga e o trígonos vesical: responsáveis pela continência urinária;
Enchimento da bexiga: inibição do parassimpático (n. pélvico) pelo simpático (n. hipogástrico);
Resistência uretral: reflexo somático (n. pudendo);
Esvaziamento da bexiga: inibição do reflexo somático e ativação do parassimpático;
Contração da musculatura lisa induzida pelo SNP;
Pressão de perda >40cm H2O podem levar a infecções do TU = refluxo = pielonefrite = perda da função renal.
Bexiga neurogênica = qualquer lesão de origem neurológica.
Lesão do tronco cerebral = hiperatividade detrusora (AVE, Parkinson, paralisia cerebral, tumor cerebral, demências);
Lesão entre T6 e L2 = hiperatividade detrusora, obstrução por dissinergia e hiperreflexia autonômica do esfíncter;
Lesão abaixo de S2 = arreflexia do detrusor e < da complacência (trauma, EM, lesão sacral, hiperreflexia autonômica).
Tipos de incontinências urinária
Esforço: devido ao aumento da pressão intra-abdominal;
Como tratamento se realiza o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (FMAP).
Urgência: falta da musculatura externa de “segurar” a urina;
Tto comportamental: tentar segurar a urina dentro da bexiga por um tempo antes de ir ao banheiro;
[ ] da urina: ingesta hídrica;
Diário miccional: 3 dias controlando o horário em que urinou e a quantidade de água que bebe;
Treino – 4/4 horas;
Anticolinérgicos;
Trânsito intestinal;
Estimulantes/irritantes;
FMAP;
Hiperplasia prostática
Processo obstrutivo da uretra prostática;
Retenção que pode levar a incontinência de urgência;
CIL com cateter hidrofílico;
No PO de prostatectomia – incontinência de esforço;
Tto com FMAP;
Diurese
Masculina: 200-500mLpor micção
Feminina: 150-400mL
Resíduo pós-miccional: aceitável até 100mL quando não houver infecção recorrente;
Oligúria = excreção de diurese inferior a 400mL/dia ou 20mL/hora;
Anúria = diurese inferior a 100mL/dia;
Poliúria = excreção de volume urinário superior a 2500mL/dia;
Disúria

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