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Marcos Vinícius Tosin de Araújo 
201200184 
RESENHA CIENTÍFICA DO CAPITULO 3: 
Análise crítica do livro Introduction to Ore Forming Processes abordando os 
seguintes tópicos do capitulo 3 Hydrothermal processes: Intem 3.1 ao 3.5.1. 
Autor: 
Laurence Robb é professor de geologia econômica da Universidade de Witwatersrand, 
Johanesburgo, África do Sul, e também diretor de seu instituto de pesquisa em geologia 
econômica. Trabalha há mais de 20 anos em muitos dos grandes distritos minerais do 
continente africano e vem ensinando geologia da economia a um longo tempo. 
Resenha: 
O capitulo 3 é de extrema relevância e um capitulo muito satisfatório, no qual é 
destinado a estudantes de graduação e pós-graduação. Na Introdução (3.1), o autor 
estende-se o conceito de mineralização hidrotérmica para depósitos relacionados a 
fluídos derivados de outras fontes que não as soluções magmáticas, nos quais incluem 
os formados a partir de reações de desidratação física, a partir da expulsão de fluídos 
porosos durante a compactação de sedimentos, e das águas meteóricas. 
No subcapitulo (3.2), no qual fala sobre os Outros fluídos na crosta terrestres e suas 
origens, o autor menciona que existem outros 4 tipos principais de água na superfície 
da Terra (água do mar, água meteórica, água conata e água metamórfica), além das 
águas mistas e dos fluídos magmáticos. A água do mar circula extensivamente através 
da crosta oceânica e é responsável pela disseminação, alteração e redistribuição de 
metal nesta porção da crosta. A retirada de água do mar em grandes falhas associadas 
ao meio de cristas oceânicas e seu subsequente surgimento de exalações e aberturas de 
ventilação ou “fumante negros” é uma das principais descobertas gráficas que 
revolucionou a compreensão do sulfeto maciço vulcanogênico (Depósitos VMS). Esses 
depósitos ocorrem em muitas partes diferentes do mundo, e em rochas de todas as 
idades, confirmando a importância da água do mar como fluído hidrotérmico fonte. A 
água meteórica tem sua origem imediata dentro do ciclo hidrológico. Em um contexto 
geológico a água meteórica refere-se as águas subterrâneas que se infiltraram na crosta 
superior, através das chuvas. A água conata, é uma água retida nos poros e fissuras da 
rocha desde a sua formação sedimentar ou Vulcano – sedimentar. 
No subcapitulo (3.3), o autor aborda o assunto sobre o Movimento de Fluídos 
Hidrotérmicos na Crosta da Terra, no qual ele relata que os fluídos mineralizantes 
hidrotérmicos precisam circular através da crosta terrestre para que possam ser eficazes 
como agente mineralizante. A principal razão para isso é que eles precisam interagir com 
grandes volumes de rocha para dissolver e transportar os metais necessários para 
formar depósitos hidrotermais de minério, vale ressaltar que o fluxo de um fluído de 
minério deve preferencialmente ser focado para que os constituintes dissolvidos 
possam ser concentrados e distribuídos em uma porção acessível da Crosta Terrestre 
com dimensões consistentes com as de um potencial corpo de minério. Existem também 
fatores que afetam o fluxo de fluídos, uma delas seria a deformação, no qual as rochas 
sofrem uma intensa variação de estresse e tensão e acabam por sofrendo uma 
deformação. 
O Subcapitulo (3.4), está relacionado a outros fatores que afetam a solubilidade do 
metal. De acordo com Wood e Samson (1988), a solubilidade é definida como o “limite 
superior da quantidade de metal dissolvido que um fluído hidrotermal pode 
transportar”. Laurence Robb cita um experimento de Holland (1972), no qual este 
experimento consiste na solubilidade dos metais Pb, Zn, Mn e Fe em que variavam 
conforme uma função exponencial do íon de Cloreto (Cl) na concentração do fluído. 
Sendo assim este trabalho enfatizou o fato de que o transporte eficiente de metais por 
fluídos hidrotermais da crosta terrestre pode ser somente se as soluções aquosas 
contiverem outros ingredientes dissolvidos com os quais os metais podem se relacionar, 
promovendo assim uma dissolução do metal. 
O Subcapitulo (3.5) trata-se dos mecanismos de recepção de metais em solução. 
Quando um metal está em solução, como sempre, ele precisa ser extraído desse fluído 
e concentrado em uma porção da crosta terrestre suficientemente restrito e acessível 
para tornar um corpo de minério economicamente viável. É obvio que é provável que 
haja uma ampla variedade de mecanismos de precipitação, já que qualquer mecanismo 
que desestabiliza um complexo metal-ligante e, portanto, reduzir a solubilidade do 
metal, fará com que seja posicionado na rocha hospedeira através da qual a solução 
térmica está passando. Os fatores físico-químicos que afetam a precipitação de metais 
são: temperatura, pressão, separação de fases (ebulição e efervência),mistura e diluição 
de fluídos. 
Em geral o texto do livro encontra-se de uma forma muito bem escrita. O autor descreve 
de forma adequada e pacientemente todos os recursos importantes dos processos 
específicos, para que o leitor possa acompanhar com facilidade os seus argumentos. As 
explicações incluem referências aos criadores de vários conceitos importantes. A 
profundidade do tratamento está de acordo com as intenções do autor no qual permite 
que os alunos e outros leitores possam entender a maioria das pesquisas cientificas 
atuais e discussões relacionados a geologia econômica, ou seja, o livro é de extrema 
utilidade a todos os geólogos em formação e que desejam aprender e compreender 
mais sobre os processos de formação de minério.

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