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Aula 06

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AULA 6
APRENDIZAGEM DO ALUNO
ADULTO IMPLICAÇÕES PARA
A PRÁTICA DOCENTE
Prof.ª Elisane Fank de Paiva

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CONVERSA INICIAL
Reflexões sobre as tecnologias como mediadores da aprendizagem na
perspectiva da abordagem “complexa”
Nesta aula, pretendemos suscitar reflexões que podem muito mais ser
respondidas pela própria empiria do que por muitas teorias. Isso porque, mais uma
vez, lidamos com nossa própria realidade. Claro que as nossas vivências também
devem ser fundamentadas; a isso damos o nome de “práxis”. Concebemos
também que essa fundamentação não se esgota numa aula sobre o tema, m as
suscitam-se problematizações que nos permitem buscar outros referenciais.
Podemos começa r refletindo, na atual conjuntura, sobre a dimensão social,
econômica, política e pedagógica do uso das tecnologias na educação e , em
especial, na formação do aluno adulto. Em que m edida o uso das tecnologias é
um recurso, uma ferramenta, um meio de aprendizagem , e não um fim em si
mesmo? Neste sentido, mais que refletir sobre a dimensão m ediadora d as
tecnologias, cabe-nos contextualizar o uso das tecnologias como ferramenta
numa abordagem epistemológica que nos permita caminhar para mais lon ge que
os recursos tecnológicos; uma vez que não pretendemos abordar, de forma
teórica, exatamente, o uso d as tecnologias (isso seria o objeto de ou tro curso),
mas o modo pelo qual os recursos tecnológicos ou os ambientes de aprendizagem
virtuais (AVA) podem encontrar ressonância num a concepção de conhecimento e
de currículo pautadas na perspectiva de totalidade o u, como diria Edgar Morin, na
complexidade.
CONTEXTUALIZANDO
Acerca das reflexões acima, podemos começar contextualizando a
intrínseca relação que e xiste e ntre a ferramenta e o currículo. Vindo do latim , o
termo Curriculum signif ica trajetória, p ercurso de corrida. No dicionário significa
ato de correr; corrida, curso, pequeno atalho, desvio em um caminho”.
Concebendo como um caminho a ser percorrido, o currículo, ou seja, este trajeto,
traz conhecimentos, os quais são sempre somados e em nenhum momento
deduzidos de nós. Em síntese, o currículo é a e xpressão das concepções (de
homem, de mundo, de en sino e aprendizagem, de método e de educação), das
aspirações sobre a aprendizagem e seu papel social, das práticas pedagógicas e

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das relações ne las vividas. É, como consequência dis so, a seleção intencional de
conteúdos, saberes e conhecimentos. O currículo, portanto, expressa um caminho
de seleção de conteúdos que traz consigo, inexoravelmente, intencionalidades e
metodologias. Conteúdo e método, do ponto de vista f ilosófico, não se separam.
Portanto, quando temos a p erspectiva de p romover o acesso ao conhecimento,
invariavelmente, uma intencionalidade que definiu a escolha des se conteúdo
ou conhecimento, bem como a forma como poderá ser apropriado. Claro é que
existe uma diferença conceitual e ntre conteúdo e conhecimento, concebendo que
o co nteúdo é o recorte histórico, geográfico, f ilos ófico, m atemático, entre outros
recortes das ciências de referência que, n a totalidade, no s dão a co mplexidade
do conhecimento. Para este momento, contudo, vale destacar que o acesso à
complexidade do conhecimento pode ser oportunizado pe lo uso das tecnolo gias
como instrumento de pesquisa e de referenciais que possibilite problematizações
acerca dos saberes que adquirimos sobre um ou outro campo de conhecimento.
Portanto, se estudamos a aqui o contexto da formação do aluno
trabalhador, vale ainda ressa ltar que as tecnologias como recu rso d e fo rmação
presencial, semipresencial ou a distância são ferramentas pedagógicas
fundamentais do p onto de vista social. Is so porque milhares de adultos, cujo
acesso e oportunidades lhes dificultaram a continuidade dos estudos, foram
beneficiados com esta ferramenta. Portanto, nesta perspectiva, vale destacar que,
dentro de nossas problematizações, o uso da s tecnologias deve ser co ncebido
indo ao encontro das necessidades fundamentais de quem procura uma fo rmação
inicial ou continuada. A fim de ir ao encontro des sa abordagem conceitual,
problematizadora, emancipadora de ace sso ao conhecimento, tendo no uso da s
tecnologias um recurso peda gógico, um meio não um fim , optamos por
caminhar no sentido de que o acesso ao conhecimento se de forma complexa,
não linear, sobretudo, na perspectiva interdisciplinar. Isto posto, os temas das
aulas trarão aspectos conceituais da abordagem do conteúdo e d o con hecimento,
bem como abordagens metodológicas, referenciando elementos da Metodologia
Ativa.
TEMA 1 POR QUE PARTIR DA AB ORDAGEM “COMPLEXA”? QUAL SUA
RELAÇÃO (OU NÃO) COM AS METODOLOGIAS ATIVAS?
Na med ida em que o título se apresenta como perguntas, podemos inferir
que a abordagem da complexidade nos apresenta a perspectiva da

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