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243 QUESTOES COMENTADAS DE SERVIÇO SOCIAL PELOS PROFESSORES DO QC

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utilizados pelo profissional do Serviço Social, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda. 
1. Perícia Social 
2. Estudo Social 
3. Parecer Social 
4. Laudo Social
( ) É um processo metodológico específicodoServiçoSocial, que tem por finalidade co nhecer com profundidade, e de forma crítica, uma deter minada situação ou expres são da questão social, objeto daintervençãoprofissional.
( ) Pode ser considerada como um processo através do qual um especialista, no caso o Assistente Social, realiza um exame das situações sociais com a finalidade de emitir um parecer sobre elas. 
( ) Documento resultante da Perícia Social, apresenta in formações mais significati vas e relevantes do estudo e da análise realizada.
( ) É uma opinião fundamenta da que o Assistente Social emite sobre a situação estu dada.
Assinale a alternativa que apresenta, de cima para baixo, a sequência numérica correta:
Parte superior do formulário
 a)
2 – 3 – 1 – 4
 b)
2 – 1 – 4 – 3
 c)
4 – 1 – 2 – 3
 d)
3 – 1 – 4 – 2
 e)
1 – 2 – 3 – 4
Com base em Eunice T. Fávero (O estudo social - fundamentos e particularidades de sua construção na Área Jurídica. In: O estudo social em perícia, laudos e pareceres técnicos: debates atuais no judiciário, no penitenciário e na previdência social. Orgs: CFESS. 11ª edição. São Paulo: Cortez, 2014), o estudo social se caracteriza por ser um processo metodológico no qual o Serviço Social por meio de seus conhecimentos específicos irá conhecer determinada realidade social e econômica e, provavelmente, uma expressão da questão social, a qual é o objeto de intervenção dessa profissão. Assim, através da compreensão detalhada e investigação aprofundada de uma situação específica, a partir de uma perspectiva crítica, o assistente social poderá contribuir com o juiz de modo a muni-lo de informações para subsidiar sua decisão.
O estudo social possibilita a realização da perícia social, através da qual é possível emitir o parecer social e o laudo social. Normalmente, a perícia social é solicitada ao assistente social para auxiliar o juiz numa determinada decisão. O assistente social, dotado de suas competências teórico-metodológicas, ético-políticas e técnico-operativas, realiza a perícia, podendo ser utilizados vários instrumentos e técnicas, como  entrevistas, visitas domiciliares e institucionais, pesquisas bibliográficas e documentais, dentre outros que ele julgar necessário para aprofundar seu conhecimento acerca da situação estudada.
O laudo social, conforme apontado, é elaborado a partir da perícia social e vai apresentar ao juiz as informações mais importantes acerca do estudo realizado, como se fosse uma síntese composta pelas constatações mais relevantes da situação examinada.
O parecer social é uma opinião fundamentada e conclusiva acerca daquilo que foi estudado, daquela realidade social. O parecer pode vir na estrutura do laudo social, como a sua conclusão ou vir a parte, quando é solicitado ao assistente social, que já acompanha determinado caso, resposta técnica a respeito de alguma questão. Nessa perspectiva, o parecer não visa definir qual a medida legal ou a decisão a ser tomada, cabendo o mérito da decisão ao magistrado, mas indicar qual a posição do profissional diante da situação analisada.
Em suma: o estudo social é o mais amplo, profundo. A perícia realiza um exame, verifica. Por meio da perícia tem-se o laudo social, que possui as informações mais pertinentes e relevantes; e o parecer social, que é conclusivo e possui uma opinião e manifestação do profissional a respeito da situação analisada.
A orientação neoliberal assumida pelos Governos no Brasil nos últimos 25 anos repercutiu sobre as políticas sociais (notadamente aquelas vinculadas à Seguridade Social) e também sobre o exercício profissional do assistente social no âmbito dessas políticas. A partir da análise deste contexto, muitos autores vinculados à teoria crítica avaliam que há uma tendência à redefinição no próprio trabalho profissional do assistente social, que passa a ser requisitado para:
Parte superior do formulário
 a)
gerir a pobreza através de critérios de elegibilidade para benefícios seletivos;
 b)
combater a desigualdade social por meio de políticas universais;
 c)
elaborar projetos de intervenção que visem a emancipação das populações carentes;
 d)
atuar junto aos movimentos sociais a fim de capacitá-los para o exercício da cidadania plena;
 e)
mobilizar entidades classistas para análise da conjuntura e reivindicação de direitos coletivos.
A orientação neoliberal assumida pelos Governos no Brasil nos últimos 25 anos repercutiu sobre as políticas sociais (notadamente aquelas vinculadas à Seguridade Social) e também sobre o exercício profissional do assistente social no âmbito dessas políticas. A partir da análise deste contexto, muitos autores vinculados à teoria crítica avaliam que há uma tendência à redefinição no próprio trabalho profissional do assistente social, que passa a ser requisitado para:
Parte superior do formulário
 a)
gerir a pobreza através de critérios de elegibilidade para benefícios seletivos;
 b)
combater a desigualdade social por meio de políticas universais;
 c)
elaborar projetos de intervenção que visem a emancipação das populações carentes;
 d)
atuar junto aos movimentos sociais a fim de capacitá-los para o exercício da cidadania plena;
 e)
mobilizar entidades classistas para análise da conjuntura e reivindicação de direitos coletivos.
As transformações societárias rebatem sobre todas as categorias profissionais, entre elas a dos assistentes sociais, que possuem nas políticas sociais umlócus privilegiado de atuação. A partir da adoção ao neoliberalismo pelo Brasil na década de 1990, constata-se um retraimento do Estado em suas funções sociais, implicando na redução dos investimentos em políticas sociais universais e no retrocesso dos direitos sociais. O neoliberalismo propõe políticas sociais seletivas, focalizadas e pontuais, de "alívio" a pobreza extrema, pois não se tem a pretensão de erradicar a pobreza, apenas minimizá-la. Fato é que os assistentes sociais são demandados pela esfera estatal para atuar junto à essas políticas, realizando atividades de administração de recursos e implementação de serviços. Tais políticas possuem critérios rígidos de elegibilidade, já que a tônica neoliberal está em concordância com a exclusão e não com a inclusão. Desse modo, os assistentes sociais têm sido requisitados para administrar a pobreza por meio de políticas excludentes, paliativas e emergenciais.
Portanto, a letra A está correta, pois é a única alternativa que aponta as requisições feitas pelas políticas neoliberais ao assistente social. As demais alternativas (B, C, D, E) indicam estratégias de atuação que os assistentes sociais podem tecer diante desse contexto.
Cada vez mais o assistente social tem sido chamado a atuar em processos de planejamento, avaliação e gestão em âmbito federal, estadual e municipal. No entanto, não se deve confundir planejamento com plano, que se caracteriza por:
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 a)
compor um sistema integrado de benefícios, direitos, políticas e serviços destinados à cobertura das necessidades das populações;
 b)
ser um documento que indica um conjunto de projetos, cujos resultados permitem alcançar o objetivo maior de uma política pública;
 c)
empreender ações interventivas cotidianas, no sentido de promover a cidadania em populações mais carentes, a fim de proporcionar seu empoderamento;
 d)
conter estudos, análises situacionais ou diagnósticos necessários à identificação de pontos a serem contemplados, bem como objetivos, estratégias e metas;
 e)
constituir em instrumento de execução de empreendimentos específicos, destinados para as mais variadas atividades e pesquisa no espaço público e privado.
O processo de Planejamento possui distintas etapas, e entre elas tem-se a da planificação, conforme nos aponta Myrian Veras Baptista