A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
73 pág.
243 QUESTOES COMENTADAS DE SERVIÇO SOCIAL PELOS PROFESSORES DO QC

Pré-visualização | Página 8 de 26

que atestem a compatibilidade da postulante à adoção com a natureza da medida;
 e)
suspende os procedimentos relativos à entrega da criança e orienta a adotante a procurar a Defensoria Pública, já que a Lei Nacional de Adoção (Lei nº 12.010/09) é omissa quanto a mudanças na configuração familiar que foi objeto das avaliações realizadas durante o processo de habilitação para adoção.
A separação de um casal que deu início ao processo de adoção, por si só, não constitui medida para que um deles ou mesmo o casal, não continuem o processo. Na lei 12.010, em seu Art. 42, § 4º, está esclarecido que os casais divorciados e separados podem, inclusive, adotar conjuntamente caso o estágio de convivência já tenha sido iniciado antes da separação; haja consenso entre o casal sobre a guarda e o regime de visitas, e que seja comprovada que há ligação afetiva e de afinidade entre aquele não detentor da guarda e o adotando, visto ser essa medida excepcional e a adoção irrevogável. Na situação descrita na questão, considerando que a adotante manifestou vontade de continuar com o processo, cabe ao assistente social informar ao juiz a nova situação em que se encontra a adotante para que seus dados sejam atualizados e verificar junto à equipe técnica e também a adotante se essa nova situação realmente não interfere no interesse de prosseguir com a adoção. Deve-se compreender que a adoção é medida irrevogável e o interesse superior será sempre o da criança e adolescente envolvido no processo. Destarte, qualquer informação referente aos interessados na adoção deve ser considerado e analisado, de modo a verificar se isto pode ou não implicar negativamente na vida do adotando, se permanece o interesse em adotar, prevalecendo sempre os interesses e direitos do adotando.
TEXTO 2 - Existe, atualmente, uma ampla e variada literatura sobre análise e avaliação de políticas, programas e projetos sociais.
No Serviço Social, esse debate tem início nos anos 1980, com a incorporação da Teoria Social Crítica pela profissão, e adensa-se após a promulgação da Constituição Federal de 1988, que aporta uma nova lógica para a elaboração e implementação de políticas sociais públicas. 
Nessa perspectiva, as políticas sociais “(...) devem ser entendidas e avaliadas como um conjunto de programas, projetos e ações que devem universalizar direitos” (Boschetti, 2009: 577). 
A partir do texto 2, a avaliação de políticas, programas ou projetos sociais deve priorizar:
Parte superior do formulário
 a)
os instrumentos e técnicas utilizados para instituir metas e objetivos a serem alcançados;
 b)
a identificação da concepção de Estado e de política social que determina seu resultado;
 c)
a política econômica que determina a relação custo-benefício para cada programa;
 d)
os elementos constitutivos e determinantes de sua real necessidade;
 e)
o estabelecimento de metas e a formação de equipes para monitorá-las.
Para Ivanete Boschetti (Avaliação de políticas, programas e projetos sociais. In: Serviço Social: Direitos Sociais e Competências Profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009), no que concerne à avaliação de políticas sociais (e programas e projetos), esta não deve enfatizar o conjunto de técnicas e métodos de avaliação que serão utilizados, nem a relação custo-benefício, que objetiva atender o maior número de pessoas com menor gasto de recursos possível, visto que isto não condiz com os objetivos da política social. Esse tipo de avaliação visa somente medir a intervenção do Estado, sem de fato buscar conhecer o que é o mais fundamental, de que forma tais políticas, programas ou projetos têm realmente impactado na realidade da população, se estão cumprindo com o seus objetivos de ampliar e universalizar direitos, minimizar a desigualdade social e possibilitar a equidade. Além disso, este tipo de avaliação tecnicista resulta na falta de análise crítica da função e concepção de Estado e da política social e o cumprimento de sua real finalidade. Portanto, conforme a autora, a avaliação de políticas, programas e projetos sociais deve priorizar a compreensão do papel do Estado e da política social em cada momento histórico e político, visando uma análise crítica e uma avaliação qualitativa destes, e não meramente pautar-se na verificação da efetividade, eficácia e eficiência e de visões unilaterais acerca da constituição dessas políticas.
Ao propor um projeto de trabalho profissional, o assistente social deve possuir os seguintes conhecimentos: 
I – as políticas sociais transversais que incidem sobre o seu trabalho; 
II – que demandas lhe são colocadas pelos usuários; 
III – como se conforma a instituição na qual trabalha. 
Está correto o que se afirma em:
Parte superior do formulário
 a)
somente I;
 b)
somente III;
 c)
somente I e III;
 d)
somente II e III;
 e)
I, II e III.
O projeto de trabalho do assistente social deve considerar diversos elementos, entre eles a análise institucional, compreendendo como se configuram as relações de poder e força dentro da instituição em que atua; que tipo de instituição é essa (pública, privada, com interferência de segmentos religiosos, confessionais, etc); quais os recursos financeiros, materiais e humanos disponíveis; de onde são obtidos os recursos financeiros, dentre outros fatores que devem ser conhecidos para que seja elaborado um projeto de trabalho viável naquele espaço. Outra consideração importante que o profissional deve buscar apreender e agregar ao seu projeto é qual o público alvo daquela instituição, suas demandas e suas necessidades bem como seus espaços de organização, visando corroborar para a luta da classe trabalhadora e construir um projeto direcionado para o atendimento das reais necessidades da população usuária do serviço. Ademais, é imprescindível ao profissional ao elaborar seu projeto o conhecimento acerca das políticas sociais e de outros profissionais que de modo positivo ou negativo interferem no seu trabalho. Identificando as políticas sociais que atravessam seu trabalho e podem contribuir no atendimento das demandas de seus usuários bem como o projeto de outros profissionais que atuam no mesmo espaço que o assistente social, este último pode vir a agregar forças com outros projetos profissionais que possuam a mesma direção que o seu ou reconhecer quais serão seus entraves na execução de seu projeto, quando os outros profissionais apresentarem propostas antagônicas às suas.
No final dos anos 1930, a primeira iniciativa no âmbito público de formação técnica especializada na assistência no Rio de Janeiro, que demandará a formação de assistentes sociais, virá:
Parte superior do formulário
 a)
do Centro de Estudos e Ação Social;
 b)
dos Centros Operários;
 c)
da Fundação Leão XIII;
 d)
do Juízo de Menores;
 e)
das indústrias do Distrito Federal.
No âmbito público, o Juízo de Menores do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério da Justiça federal, é o primeiro setor que demanda a formação de profissionais especializados em "assistência", ainda na década de 1930. Como o próprio nome já sugere, esse setor requisitava assistentes sociais para atuar juntamente aos "menores" "carentes" e "delinquentes", buscando minimizar esse "problema" que se multiplicava pela cidade do Rio de Janeiro, a então capital da República. Desse modo, profissionais ligados ao Juízo de Menores passam a se unir e em 1936 é realizado um curso de curta duração em Serviço Social, com foco na "infância abandonada", e em 1938 é fundada a Escola Técnica de Serviço Social no Rio de Janeiro (IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 41 ed. São Paulo: Cortez, 2014).
Uma das características da assessoria em Serviço Social é:
Parte superior do formulário
 a)
emitir opinião técnica sobre determinado tema para o assessorado, que a acatará ou não;
 b)
decidir sobre a situação analisada e informar ao assessorado a decisão tomada;
 c)
fiscalizar as ações e intervenções do sujeito