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Acne - Acidos

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1. Pós-graduanda em Fisioterapia Dermato-funcional – Faculdade Cambury 
2. Doutorando da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP, São José do Rio Preto, São 
Paulo, Brasil. 
 
Princípios Fisiológicos da ACNE e a utilização de diferentes tipos 
de ácidos como forma de Tratamento 
Ellen Jaime Dos Santos Sudo¹ 
e-mail: ej_sudo@hotmail.com 
Luís Ferreira Filho² 
e-mail: lula.fisio@hotmail.com 
Pós-Graduação em Fisioterapia Dermato-Funcional – Faculdade Cambury 
 
 
Resumo 
A acne é a mais comum das doenças do folículo pilossebáceo da pele humana, causada 
por múltiplos fatores e que leva ao aparecimento de algumas lesões características. É 
uma doença extremamente comum que geralmente tem início na puberdade. Torna-se 
menos evidente no final da adolescência. Segundo dados americanos o acne afeta 80-
85% dos indivíduos com idades compreendidas entre os 12 e os 25 anos, caindo este 
número para 8% nos indivíduos entre os 25 e os 34 anos, e para 3% entre os 35 e os 44 
anos. Atinge ambos os sexos, sendo geralmente mais grave nos homens e mais 
persistente nas mulheres. Apresenta uma menor incidência em asiáticos e negros. A 
acne tem habitualmente um efeito psicológico de curto prazo mais com potencialidade 
de se manter e que pode tornar-se grave. Não tratada a acne severa ou nódulo-quística 
pode dar origem a cicatrizes inestéticas ou mesmo desfigurantes, as quais são, por si 
próprias, difíceis de tratar. A utilização dos ácidos nas alterações estéticas tem 
tornado-se cada vez mais eficazes. Os Peelings químicos geram uma destruição 
controlada da epiderme, através da aplicação de agente cáusticos que tem função de 
posteriormente regenerar os tecidos. Diversos são as formas para o tratamento da 
acne, este trabalho enfatiza a utilização dos diversos tipos de ácidos responsáveis por 
esta renovação celular e a eficácia de cada um por suas extremas eficácias na 
eliminação das bactérias responsáveis pelas infecções cutâneas. 
Palavras-chave: Acne ; Tratamento; Peeling. 
 
1.Introdução 
 
A acne é uma afecção dermatológica que atinge as unidades pilossebáceas de 
algumas áreas do corpo, sendo bastante frequente entre os adolescentes (80%) 
(MANFRINATO, 2009). 
A acne é a mais comum das doenças crônicas do folículo pilossebáceo da pele humana, 
causada por múltiplos fatores e que leva ao aparecimento de vários tipos de lesões. No 
entanto, Ribeiro (2010) sugere que apenas 10 a 20% dos portadores de acne precisam de 
tratamento medicamentoso, que divide-se em interno (via oral) e externo(via tópica). 
São vários os tipos de acne, entre elas destaca-se a acne da mulher adulta (tardia), acne 
cosmética, acne medicamentosa, sendo a mais comum é a acne vulgar que acomete 
jovens na idade da puberdade (BORELLI, 2004). 
Para Baumann (2004), a puberdade é caracterizada por ser uma fase que ocorrem picos 
hormonais intensos, com isso o corpo muda significativamente, podendo surgir lesões 
podendo surgir lesões de acne em algumas regiões do corpo, especialmente na face. 
De causa etiológica multifatorial a acne é uma afecção dermatológica que provoca 
alterações físicas e emocionais nos indivíduos acometidos em consequência do aspecto 
inestético que a pele passa apresentar em virtude da formação de comendões, pápulas, 
cisto, nódulos e pústulas que tendem a gerar cicatrizes escavadas, deprimidas e 
hipertróficas na pele (LIMA, 2006; MANFRINATO, 2009). 
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Clinicamente a acne é classificada conforme a sua tipologia em vulgar, 
hiperandrogênica, iatrogênica, cosmética, escoriado, neonatal, conglobata, fulminante, 
comendônica, pápulo-pustuloso grave, nódulo-quisto e da mulher adulta (GIACHETTI, 
2008; MANFRINATO, 2009). 
Conforme o seu grau de acometimento ou evolução clínica os diferentes tipos de acne 
podem ser classificados em acne não inflamatória ou comendoniana, de grau leve, 
moderado ou grave (MANFRINATO, 2009). 
A acne é a doença de pele mais observada pelos dermatologistas, atua nas glândulas 
sebáceas e folículos pilosos gerando inflamação crônica. Em geral a acne acaba 
quando a puberdade chega ao fim, mas também pode estender-se até a quarta década de 
vida e em certos casos ter início na idade adulta (GARTNER, 2007). Pode acometer 
regiões da face, tórax, pescoço e braços em razão da localização das glândulas sebáceas 
(RIBEIRO, 2006). É uma alteração cutânea não contagiosa, benigna que inicia na 
unidade pilossebáceas. As glândulas sebáceas estão localizadas na derme, 
desembocando no folículo piloso através de ductos (DAL GOBBO, 2007). A acne é 
classificada de duas formas: acne não inflamatória e a acne inflamatória. A acne não 
inflamatória tem presença de comendões, sem quadro inflamatório, já a acne 
inflamatória é classificada em cinco graus, de acordo com a intensidade, quantidade e 
características das lesões: Grau I – Acne Comedogênica; Grau II – Acne Papúlo-
pustulosa; Grau III – Acne Nódulo-cística; Grau IV – Acne Conglobata; Grau V–Acne 
fulminans (PIMENTEL, 2011). 
Segundo Padova & Varottui (2007), o ácido salicílico é pouco solúvel em água e, 
em solução alcoólica pode ser utilizado como peeling de forma superficial, em 
concentração de 20% e 30%, sendo que, quando associado a outros tipos de ácidos 
promove um melhor resultado. Apresenta ação queratolítica resultando em um rápido 
rejuvenescimento do extrato germinativo da pele, não ocorrendo qualquer tipo de 
inflamação ou degeneração do local tratado. Sua indicação para tratamento de acnes 
comendônicas e pápulo-pastosas é frequente devido à grande capacidade em promover 
turnover celular e ser de fácil uso. 
Os estudos de Teixeira (2012)apontam que pacientes que estão em tratamento com 
isotretinoína oral podem ser submetidos, concomitantemente, a procedimentos tópicos, 
como Peelings físicos superficiais e químicos de baixa concentração, com bons 
resultados terapêuticos. 
Os Peelings químicos geram uma destruição controlada da epiderme e, ou derme, 
através da aplicação de agentes cáusticos, com posterior regeneração dos tecidos 
(BAGATIN, TEIXEIRA, 2008). Realizam uma renovação celular, obtendo-se assim um 
refinamento na pele, agindo em diversas alterações estéticas dentre elas, atenuando 
rugas superficiais, removendo comendões e reduzindo discromias (CARVALHO, 
2006). O ácido mandélico é um Alfa-hidroxiácido (AHA) derivado do extrato de 
amêndoas amargas e utilizado farmacologicamente em tratamentos de acne e 
hiperpigmentações. Age no processo infeccioso da acne, combatendo e prevenindo a 
formação de novas bactérias e acelerando o processo de cicatrização, cooperando para o 
tratamento de sequelas eventuais (PIMENTEL, 2011). Dentre os Alfa-hidroxiácido 
(AHA’S) é o que tem maior peso molecular, promove um efeito uniforme para a pele e 
também atenua transtornos decorrentes da aplicação de ácidos. É benéfico para 
tratamentos de hiperpigmentações, acne inflamatória não cística e no envelhecimento da 
pele. Atua no processo infeccioso da acne, combatendo as bactérias, auxiliando na 
prevenção de novas lesões e sendo um adjuvante no tratamento de possíveis sequelas 
(JAHARA,2006). 
O ácido salicílico é um ceratolítico e ajuda a reduzir os comendões. É usado em loções e 
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sabonetes, geralmente em associação com outras terapias. Contudo pode ser irritante 
causando eritema e descamação. 
O ácido azelaíco tem efeito clareador nas hiper-pigmentações residuais em 
concentrações de 15% a 20%, e tem eficácia comparável a alguns antibióticos (com 
ação contra Streptococcus epidermidis e P. acnes); está indicado para acne 
comendoniana e nas formas leves pápulo-pustulosas e pode ser usado