Questões Étnicas-AD2-Juliana
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Questões Étnicas-AD2-Juliana

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES
FAC ULDADE DE EDUCAÇÃO
FUNDAÇÃO CECIERJ /Consórcio CEDERJ / UAB
Curso de Licenciatura em Pedagogia modalidade EAD
AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA 2 2019.1
Disciplina: Questões Étnicas e de Gênero
Coordenador (a): Prof. M aria Alice Rezende Gonçalves
Tut ores: H enrique, Fernando, Ra phael e Vinícius
Aluna : Juliana Gomes Beze rra.
Matrícula: 17212080427.
Polo: Paracambi.
1) A força da tradição das religiões de matriz africana é fonte de re sistências e
ressignificações em muitos campos da cultura nac ional. O Candomblé e a Umbanda são
religiões afro-brasileiras categorizadas pelo censo, portanto, presentes na população brasi lei ra.
Criado em 2005, um bloc o de Carnaval reúne cerca de 450 mulheres na bateria e trabalha ,
justamente, com as c ulturas de ma triz a fricana e af ro-brasileira. Veja o link a seguir e
responda:
Caracterize os festivais brasileiros que se inspiram na c ultura afro -brasileira e as
festas sagradas que obedecem a um calendá rio que se repete a nualmente e ci te doi s exemplos
dessas festas sagradas. (4 pontos)
Os festi vais brasileiros institue m uma quebra de rotinas, são ac ontecimentos
notáveis. Sendo a festa e a rotina modos a qual a sociedade te m de se revelar como é.
Os festi vais podem ser concebidos, c omo: uma fe sta de gr andes propor çõe s;
eventos/espetáculos culturais que se repetem de an o em an o.
As festas sagra das, representada pel as datas religiosas m como carac terística
princi pal o sincretismo reli gioso, em es pecial o que une as tradições afro-brasile iras com
os rituais e a liturgia católica. Dentre tantas destaco dois e xemplos dessas fe stas
sagradas:
São Jorge/Ogu m, comemorado no dia 23 de abril- Santo este que está
presente nas igrejas católicas, na umban da, nas casas e n os
estabeleci mentos comerciais. São J orge (fé católica) e Ogum (orixá
guerreiro) sendo viável pelo s urgimento de várias histórias s obre a vi da do
santo que se aproximava da narrativa dos orixás.
Festa de o C osme e Damião, comemorado no dia 27 de sete mbr o- N o
Brasil é come morado a fe sta de São Cos me e Da m o (a fe sta aos santos
meos), no candomblé é associado a os ibejis. As igrejas e templ os das
religiões afro-brasile iras são enfeita da s e abertas a recebere m crianças
com festa (bolo, guaraná, bri nquedos e tc.) , Devotos costu mam a di stribuir
sacos de doces para cu mpri mento de pr omessas.
2) Discrimi nação e preconceit o são termos usados para designar as prátic as racistas
que ocorrem nas escol as, principalmente no que tange a c onstrução de estereótipos, a pesar de
condenadas pela constituição brasileira . Na escola, a discriminação e o preconceito racial
podem material izar nas práticas racistas e na ausência de ma teriais didáticos que conte mplem
a históri a e a cultura negra. Veja, a seguir, o docume ntário “Das raízes às pontas” e
caracterize pelo menos quatro maneiras de uma E ducação Anti-Racista. (4 pontos)
Características de uma Educação Anti- Racista:
Constante reflexão s obre o racis mo e seus derivados n o c oti di ano escolar;
Utilizar da diversi dade para se tra balhar a igualda de e o respeito;
Atentar para que as relações entre adultos e crianças, negros e branco s
sejam de for ma respeit osa;
Enjeitar qualquer ti po de preconceito e discriminação na escol a e na
socie dade e m que se vive.
3) É importante problematizar e pesquisar out ras possibilidades pedagógicas que
contemplem a diversidade étnico -racial da socie dade brasileira. As explicações tradicionais
sobre desigualdades raciais nos indicadores de escolaridade costumam destacar que, por
serem mais pobres, as pessoas negras t enderiam a apresentar dados piores que o das pessoas
brancas. Leia a matéria do po rtal Geledés, a seguir, e busque exempl os de reforço de
estereótipos atribuídos ao negro que acabam por inci dir c omo um estigma sobre as c rianças
negras. (3 pontos)
Exemplos de reforço de e stereótipos atri b dos a o negro, incidindo assi m c omo
estigma às crianças negras:
Sistema de classificação de cores ;
Livros infantis com predominância de princesas clar as;
Leis de cota s;
Discriminação c ontra os c ortes de ca belo ou penteados af ro, a c or negra
sendo sempre referenci ada ao cabelo crespo;
Intolerância religiosa, quan do praticada c ontra reli giões de orige m
africana;
Livros didáticos, com pouca pre domi nância da população negra e os pouco
existentes ain da são uma representação pervers a: papéis subalternos
estereotipa dos, imagens de feições geralmente animaliz adas e distorcidas ;
Referências negativas à cor da pele e ao cheiro, as sociam a c or pre ta à
sujeira e as usam principalmente c omo uma ar ma e m situações de dis puta ,
de c onflito;
E no c aso da mídia, e m que os negros aparece m como s ubalternos e em
subempre gos (emprega da doméstica, motoristas etc.);
Concluindo muito são os estereótipos a tribuídos a população negra pre sentes em
livros, revistas, brin quedos, bonecas, imagens e objet os reli giosos usados se m
reflexão pode m oferecer i magens distorcida s, muitas ve zes preconceituosas e
estereotipa das dos diferentes grupos ra ciais, entre outras coisas.
Referências:
RIBEIRO, Ana Paula Alves. Questões étnicas e de gê nero. V. únic o. Rio de
Janeiro: Fundação CECIERJ, 2014.
Links disponíveis na AD: https ://www.geledes.org.br/criei -um-exercito-de-armas-
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