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Resumo de Micologia Clínica

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Natalia Petry
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Grupo bem di versificado de fungos
que pro voca lesão no tecido subcutâneo.
Para o fungo entrar no endotélio é necessário
que o tecido esteja lesado. (Inoculação por
traumatismo espi nho s e materiai s
contami nados). Fungos estão presen tes em
matéri a orgâni ca, homens são mais
acometi dos.
Esporotricose
Infecção crônica subcutânea ou
sistê mica.
Causada por Spor othrix schenkii
(Fungo comple xo constituindo de
várias espé ci es S. albicans, S.
brasiliensis, S. globosa, etc).
Distri buição cosmopoli ta, comum no
Brasil.
Inoculação do fungo na pele por
traumatismo co m vegetai s ou objetos
contami nados.
Pode causar infecção por inalação dos
conídios.
Fungo Sporothrix Spp. É
termodi mórfi co (Fase infectante 25°
filamentosa; Fase parasitária
leve dura 37º).
Zoonose: transmissão d e gato para
humano. S. brasiliens is pode ser
transmitido por arranhadura de felinos.
Diagnóstico: Micológico direto Corpos
ovai s e redondos (Célula leveduriforme e m
forma de ch aruto).
Cultura: Cresci mento rápido (5 dias) 25°
forma fi l amentosa. Colônia acastanhada e
enegre ci da nas bordas devido à síntese de
melani na . Hifas hialinas, septadas. Conídios
assemelh ando -se a margarida.
T ratamento: Iodeto de potássio, Itraconazol
e Anfotericina B.
Cromoblastomicose
Infecção da pele e tecido subcutâneo,
resultante da implanta ção
transcutânea de propágulos de
espécies de fungos pigmentados.
Distri buição mundial (mais fr equente
na Amazôni a).
Popula ção rural, ho mens.
Agentes envolvidos: fungos geofíli cos
da fa míli a Dermatiaceae presentes no
solo , plantas e troncos ( Fonsecaea
pedroso i, Fonsecaea compacta,
Phialophor a verruco sa,
Cladosporiumm carrionii,
Rhinocladiella a quaspersa).
Evoluçã o len ta, lesões couve fl or,
corpos escle róticos (camadas mai s
profundas).
Lesões: nodula r, placa , anular,
cutânea difusa.
Diagnóstico: Exame micol ógi co direto:
Escamas dos pontos ene grecidos, KOH 20%,
célul as acastanhadas ( Corpos escler óticos
ou fumagóides).
Cultura: 4 semanas de crescimento, col ônia
escura. A esporulação permite a ID de
gênero e espé cie. Quando a frutificação é do
tip o Cladosporium (cad eia s origi nando de
uma célula do conidiófor o) a espécie é
Fonsecaea pedrosoi. Quan do o conidi óforo
está em forma de vaso, e os esporos em
formado “vaso de flor es” a espécie é

Natalia Petry
Phialophor a verr ucosa. E a frutificação com
esporos ao longo e na extremidade do
coni dióforo representa a espécie
Rhinocladiella a quaspersa.
Prognóstico: Incapacidade funcional do
membro a fetado, cronicidade da doença.
T ratamento: Cura apenas em casos
brandos, o uso de Itra conazol, termoterapia,
cri oterapia, cauterização, l aser de CO² e
excisão cirúrgica. Em casos mais gr aves
podem ser utilizados derivados azólicos,
Anfotericina B e 5-flu orocito sina.
Micetoma
Infecção crônica da pele e do tecido
causada pela inoculação direta do
agente por trauma.
Tríade: aumento do volume, fístul as,
drenagem de grã os.
Geralmente r estrito aos pés, podendo
ser vistos em outras regiões como
mãos e nádeg as.
Eumicetomas: gr ãos negros
(Madurella sp., Exophiala jeanselm ei,
Curvularia lunata) ou branco s
(Acremonium falciforme, Fusarium
moniliforme, Aspergillus nidulans,
Pseudoallescheria boydii)
Diagnóstico: Acremonium recifei Cul tura
25° - colô nia branca ou rósea. Mi crocultura
com conídi os clavifo rmes, hi fas septadas.
Madur ella mycetomatis: Conidiófo ros
simples, conídios ovais ou piriformes,
conídios em forma de boti ja globosos.
Madur ella grisea: Cultu ra 25º com micélio
aéreo cinza, hifas largas acastanhadas
estéreis.
Pseudoallescheria boydii: Cul tur a 30-37º,
conídio unicelular piriforme, agl omerados d e
hifa s formando corênio.
T ratamento: Resposta terapêutica r uim,
fibrose dificulta biodisponibilidade,
Anfotericina B, Itraconazol, cetoconazol.
Trata mento cirúrgi co por exérese total da
lesã o com margens.
Lacaziose ou doença do lobo
Micose profunda, crôni ca, causada por
Lacazia lobo i, decorren te da
implantação traumática do fungo nos
teci dos cutâneo e subcutâneo,
produzindo queloides (lesão nodular),
nas orelhas e me mbros.
Sexo mascul ino atividade
relacionada com agri cultura e caça.
Apareci mento de u ma peq uena
verrug a com progressão lenta que
ati nge pel e e tecid o subcutâneo.
Necessário realizar diagnóstico
diferencial semelhança co m
hanseníase e leishmani ose.
Diagnóstico: Exame mi col ógico di reto e
histopatológico: células leveduriformes
glo bosas isol adas, em ca dei a e gemul an tes.

Natalia Petry
T ratamento: Cirurgia, Sulfadimetoxina, 5-
flu orocito sina, Anfotericina B, i odeto de
potássio. Apresenta recidivas frequentes.
            
São mi coses a dquiridas por inalação
de propágulos do agente, podendo
disse mi nar-se para diferentes regi ões a parti r
de um foco pu lmonar primári o. Acometem
órgãos internos.
É bem mai s frequente no sexo
mascu li no, são causadas por fungos
dimórficos e anemófilos, e mai s endêmi cas
em zo nas tro picais com cli ma quente e
úmi do .
A fase de latê ncia pode ati ngir até 20
anos, e normal me nte está li gada com certa s
ati vidades de risco.
São cla ssi ficadas em pr ofundas
causadas por fungos dimórfi cos
verdadeiramente pa togênicos e
oportuni stas causadas por fungos
anemófi lo s em paci entes
imunoco mpro metidos.
Micoses profundas por fungos
patogênico s Paracoccidioidomi cose,
Histopl asmo se, Blasto mi cose ,
Coccidioi domico se, T aralomyces
marne ffei, Emer gomyces.
Micoses profundas sistêmi cas p or
fungos oportunistas: candidíase,
aspergilose, Pneum ocytis,
cri ptococose, Mu cormi cose, Feo -
hifo mi cose , Hialo-hifomico se.
Fungos patogênicos dimórfi cos
causam u ma doença co m d ifí cil
tratamento e custo elevado.
Paracoccidioidomicose
Doença infecciosa de evolução aguda,
subaguda ou crôni ca, causada pelo fungo
dimórfico Paracoccidiodes brasiliens is e
P. lutzii.
90% dos casos ho men s.
Reservatório: solo s ácidos e úmi dos,
tatus.
Sintomas: febre, tosse, sudorese,
granuloma, neuroparacoccidioidomi cose
(folhetos do SNC), insuficiência
respiratória.
Manifestação clinica fibrose, óbi to 40%
casos sem trata men to.