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Higiene 
Ocupacional I
Gisele Cristina Justen
2018
Curitiba-PR
Higiene 
Ocupacional I
Gisele Cristina Justen
Catalogação na fonte pela Biblioteca do Instituto Federal do Paraná
Atribuição - Não Comercial - Compartilha Igual
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Este Caderno foi elaborado pelo Instituto Federal do Paraná para a rede e-Tec Brasil.
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
Odacir Antonio Zanatta
Reitor pro tempore
Marcos Paulo Rosa
Chefe de Gabinete
Amarildo Pinheiro Magalhães
Pró-Reitor de Ensino 
Carlos Eduardo Fonini Zanatta
Pró-Reitor de Administração
Marcelo Estevam
Pró-Reitor de Extensão, Pesquisa e 
Inovação 
Eliane Aparecida Mesquita
Pró-Reitora de Gestão de Pessoas 
Marcos Antonio Barbosa
Diretor Geral de Educação a Distância
Kriscie Kriscianne Venturi
Diretor de Ensino e Desenvolvimento de 
Recursos Educacionais
Gisleine Bovolim
Diretora de Planejamento e Administração
Vania Carla Camargo
Coordenadora de Ensino dos Cursos 
Técnicos
Patrícia Menezes de Oliveira
Coordenadora do Curso
Lucilene Fátima Baldissera
Coordenadora de Design Educacional
Lídia Emi Ogura Fujikawa
Kenedy Rufino
Designer Educacional
Luis Gabriel Venâncio Sousa
Designer Instrucional
Fabiola Penso
Cinthia Durigan
Diagramação
Paulo Pesinato
Linda Abou Rejeili de Marchi
Revisão
Melissa Anze 
Iconografia
Antonio Noboru
Ilustração
Ester dos Santos Oliveira
Lídia Emi Ogura Fujikawa
Projeto Instrucional
Diego Windmoller
Projeto Gráfico
Apresentação e-Tec Brasil
Prezado estudante,
Bem-vindo à Rede e-Tec Brasil!
Você faz parte de uma rede nacional de ensino, que por sua vez constitui uma das ações 
do Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. O Pronatec, 
instituído pela Lei nº 12.513/2011, tem como objetivo principal expandir, interiorizar e 
democratizar a oferta de cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a po-
pulação brasileira, propiciando um caminho de acesso mais rápido ao emprego.
É neste âmbito que as ações da Rede e-Tec Brasil promovem a parceria entre a Secretaria de 
Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e as instâncias promotoras de ensino técnico 
como os Institutos Federais, as Secretarias de Educação dos Estados, as Universidades, as 
Escolas e Colégios Tecnológicos e o Sistema S.
Assim, a Educação a Distância no nosso país, de dimensões continentais e grande 
diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pessoas ao garantir 
acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimento da formação de jovens 
moradores de regiões distantes, geograficamente ou economicamente, dos grandes 
centros.
A Rede e-Tec Brasil leva diversos cursos técnicos a todas as regiões do país, incentivando 
os estudantes a concluir o Ensino Médio e realizar uma formação e atualização contínuas. 
Os cursos são ofertados pelas instituições de educação profissional e o atendimento ao 
estudante é realizado tanto nas sedes das instituições quanto em suas unidades remotas, 
os polos. 
Os parceiros da Rede e-Tec Brasil acreditam em uma educação profissional qualificada – 
integradora do ensino médio e educação técnica, sendo capaz de promover o cidadão 
com capacidades para produzir, mas também com autonomia diante das diferentes 
dimensões da realidade: cultural, social, familiar, esportiva, política e ética.
Nós acreditamos em você!
Desejamos sucesso na sua formação profissional!
Ministério da Educação
Março de 2016
Nosso contato
etecbrasil@mec.gov.br
Indicação de ícones
Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas de 
linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.
Fique atento!
Indica o ponto de maior relevância no texto.
Pesquise!
Orienta ao estudante que desenvolva atividades de pesquisa, 
que complementem seus estudos em diferentes mídias: vídeos, 
filmes, jornais, livros e outras.
Glossário
Indica a definição de um termo, palavra ou expressão utilizada 
no texto.
Você sabia? 
Oferece novas informações que enriquecem o assunto ou “curio-
sidades” e notícias recentes relacionadas ao tema estudado.
Pratique!
Apresenta atividades em diferentes níveis de aprendizagem para 
que o estudante possa realizá-las e conferir o seu domínio do 
tema estudado. 
13 Conceituação de higiene ocupacional 
14 Breve histórico da higiene ocupacional
15 Definição de higiene ocupacional
16 A importância da higiene ocupacional
16 Etapas da higiene ocupacional 
 
Design do componente
Unidade
Unidade
Unidade
Unidade
Unidade
1
3
5
2
4
33 Limites de tolerância
34 Conceituação de limite de tolerância
33 Nível de Ação (NA)
34 Valor Teto (VT)
36 Nexo causal
39 Medidas de controle de exposição
51 Riscos físicos – Radiações 
52 Radiações
Riscos físicos – Pressões anormais
Os agentes de risco: contexto geral
Pressões anormais
43
44
45
Avaliação da exposição aos 
agentes ambientais
Classificação dos agentes ambientais e os riscos 
associados
Fatores determinantes de uma exposição
Tipos de avaliações ambientais
21
22
25
27
 Unidade
Unidade
Unidade
Unidade
Unidade
6
8
10
7
9 83 Riscos químicos 84 Agentes químicos 
67 Riscos físicos – Temperaturas extremas
68 Temperaturas extremas
Riscos biológicos
Agentes biológicos
Riscos físicos – Vibrações e umidade
Vibrações
Umidade
Riscos físicos –Ruídos
Ruídos
91
92
75
76
79
61
62
Palavra da autora
Caro(a) estudante,
Seja bem-vindo(a) à disciplina de Higiene Ocupacional I!
Essa é uma das disciplinas fundamentais do exercício profissional do técnico de 
segurança no trabalho. Ela dará embasamento ao reconhecimento e quantificação 
dos riscos ocupacionais, sendo possível diagnosticar condições insalubres de 
trabalhadores e a instrumentação necessária para minimizar os riscos laborais, 
contribuindo, assim, para melhorar o seu desempenho profissional.
Para tanto, além de utilizar-se deste livro, é essencial que você participe dos debates 
no ambiente virtual de aprendizagem e usufrua das várias mídias que o curso 
disponibiliza, inclusive acatando as sugestões de pesquisas indicadas no decorrer 
das unidades deste livro.
Desejo um excelente estudo e muito sucesso na sua futura carreira!
Prof.ª Gisele Cristina Justen.
Apresentação do 
componente curricular
Para orientar o estudo da disciplina de Higiene Ocupacional I, o livro foi divido em 10 
unidades.
Na unidade 1, você vai conhecer os aspectos básicos conceituais da higiene ocupacional, 
a importância e as etapas envolvidas nos processos de antecipação, o reconhecimento 
e a avaliação. Já na unidade 2, você vai aprender os métodos de avaliação da exposição 
aos agentes ambientais, a classificação e os fatores determinantes de uma exposição, 
como o tempo de exposição e a suscetibilidade individual. A unidade 3 traz o conceito 
de limites de tolerância de exposição aos agentes ambientais e apresenta as formas de 
intervenção associadas.
Da unidade 4 até a 8 são apresentados, sequencialmente, os conceitos de riscos físicos 
(pressões anormais, radiações, ruído, temperaturas extremas, vibrações e umidade), com 
suas legislações aplicáveis, ambientes mais suscetíveis à exposição e medidas de contro-
le. A unidade 9 aponta os principais aspectos relacionados aos agentes químicos, sua 
classificação, limites de tolerância, a legislação brasileira e internacional sobre o assunto 
e medidas de controle.
Para concluir, na unidade 10, você vai conhecer a classificação dos riscos biológicos en-
volvidos em um ambiente ocupacional, os meios de transmissão, além da regulamenta-
ção vigente da área e as medidas de controle que devem ser adotadas em caso de con-
taminação. Portanto, para que você tenha bom proveito durante o curso, é fundamental 
que planeje e crie estratégias de estudo, interaja com o ambiente virtual e administre 
bem seu tempo. Assim, será possível obter sucesso na aprendizagem. Participe conosco 
na construção, desenvolvimentoe aperfeiçoamento deste curso. Faça perguntas e expo-
nha suas dúvidas.
Bom estudo!
Fonte: CC0 Creative Commons/Pixabay
Conceituação de higiene 
ocupacional
Unidade
1
14 Higiene Ocupacional I
Preparado para começar? Nesta unidade você vai aprender os conceitos de higiene 
ocupacional e a importância dela na prevenção de acidentes e em um ambiente 
laboral.
Serão abordados os dados históricos da criação e evolução da higiene ocupacional, 
as etapas envolvidas nessa ciência. Conhecerá também a evolução das leis de prote-
ção ao trabalhador.
Breve histórico da higiene 
ocupacional
O grande marco para a segurança do 
trabalhador foi a criação da Organiza-
ção Internacional do Trabalho (OIT), 
em 1919, como parte do Tratado 
de Versalhes, que pôs fim à Primeira 
Guerra Mundial. Essa organização é responsável pela formulação e aplicação das normas 
internacionais do trabalho (convenções e recomendações). É composta por representan-
tes de governos e de organizações de empregadores e de trabalhadores.
Existem referências legais à inspeção do trabalho que remontam ao século XIX. Mas 
somente em 1943, com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) inicia-se no Brasil um 
processo mais efetivo, no que tange à higiene ocupacional.
Historicamente, outro marco da legislação trabalhista brasileira foi a Lei nº 5161, de 21 
de outubro de 1966, que autorizou a criação da Fundação Centro Nacional de Segu-
rança, Higiene e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO), cuja denominação foi alterada 
pela Lei nº 7133, de 26 de outubro de 1983, para Fundação Centro Nacional Jorge Du-
prat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho.
Em 1978, foi publicada a Portaria nº 3214 que aprova as Normas Regulamentadoras de 
Segurança e Medicina do Trabalho (NR). Essas normas têm sido alteradas nos últimos 
anos, tanto para fazer frente à evolução dos métodos produtivos quanto das relações do 
trabalho.
Acesse o link <https://www.youtube.com/
watch?v=ESmzLRUBA9M> e assista ao vídeo da 
Organização das Nações Unidas (ONU) apresentando 
uma linha do tempo sobre a OIT. Não deixe de assistir!
15Unidade 1 – Conceituação de higiene ocupacional
Definição de higiene ocupacional
Atualmente, existem diversas associações que promovem a proteção dos trabalhadores. 
E uma delas é a American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH), 
que define a higiene ocupacional como sendo “a ciência e a arte do reconhecimento, 
avaliação e controle dos fatores ou tensões ambientais originados do ou no local de 
trabalho e que podem causar doenças, prejuízos para a saúde e bem-estar, desconforto 
e ineficiência significativa entre os trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade”.
Para a Occupational Safety and Health Administration (OSHA – Segurança Ocupacional 
e Administração de Saúde, 2012), a higiene ocupacional é
a ciência da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle das condições de 
trabalho que podem causar lesão nos trabalhadores ou doença. Higienistas indus-
triais usam monitoramento ambiental e métodos analíticos para detectar o grau 
de exposição dos trabalhadores e empregam engenharia, controles de prática 
profissional e outros métodos para conter riscos potenciais à saúde.
Para saber mais sobre a OSHA, acesse: <http://www.osha.gov/dte/library/industrial_hygiene/industrial_hygiene.html>
No Brasil, a norma que regulamenta o programa de prevenção aos riscos ambientais, 
correlata à higiene ocupacional, é a Norma Regulamentadora NR 9 (BRASIL, 1978b), que 
apresenta como objeto, num sentido mais restrito (Art. 9.1.1.):
A obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregado-
res e instituições que admitem trabalhadores como empregados do Programa de Pre-
venção de Riscos Ambientais (PPRA), visam à preservação da saúde e da integridade 
dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente 
controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no 
ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos 
recursos naturais.
As definições de higiene podem conter uma ou outra variação conceitual, mas todas 
elas, essencialmente, têm o mesmo objetivo: proteger e promover a saúde, o bem-estar 
dos trabalhadores e a preservação do meio ambiente, por meio de ações preventivas no 
ambiente de trabalho.
16 Higiene Ocupacional I
A importância da higiene 
ocupacional
A falta de planejamento, estruturação e execução da higiene ocupacional geralmente 
implicam em doenças ocupacionais, as quais deixam sequelas, incapacitam ou até levam 
à morte de trabalhadores. 
Diversos são os agentes causadores de doenças, em ambientes de trabalho, como: arsê-
nio, benzeno, cádmio, formaldeído, níquel, entre outros; mas o que é preciso fazer para 
evitar as doenças ocupacionais?
Segundo Brevigliero et al. (2010), para reduzir os riscos associados às doenças ocupacio-
nais deve-se adotar a higiene ocupacional como medida preventiva, pois além de reduzir 
o risco de consequências graves, como incapacitação ou mesmo morte, ela auxilia no 
aumento da eficiência e produtividade do trabalhador, na medida em que elimina os fa-
tores causadores de indisposição, insatisfação e inadequação decorrentes de condições 
impróprias de trabalho.
Saber gerir a higiene ocupacional nas organizações e preservar a saúde e a integridade 
física dos trabalhadores, que laboram em ambientes onde existe potencial de exposição 
aos riscos ambientais, apresentam benefícios financeiros às organizações, bem como 
proteção jurídica, o que reduz ou elimina implicações trabalhistas e previdenciárias.
Etapas da higiene ocupacional
Considerando a definição da Occupational Safety and Health Administration (OSHA), 
anteriormente citada, a higiene ocupacional pode assumir as seguintes etapas: antecipa-
ção, reconhecimento, avaliação e controle.
A seguir vamos conhecer, detalhadamente, cada uma delas.
Antecipação
A antecipação envolve ações realizadas na análise de projetos de novas instalações, 
como: equipamentos, ferramentas, métodos ou processos de trabalho e matérias-pri-
mas. Visa identificar e eliminar riscos potenciais ainda na fase de planejamento e projeto 
(seleção de tecnologias mais seguras, menos poluentes, envolvendo, inclusive, o descarte 
17Unidade 1 – Conceituação de higiene ocupacional
dos efluentes e resíduos resultantes). Trata-se de normas, instruções e procedimentos 
para correto funcionamento dos processos, visando reduzir ou eliminar riscos que pos-
sam surgir, ou seja, assegurar que sejam tomadas medidas eficazes para evitá-los. Uma 
das técnicas de análise de riscos que pode ser utilizada é a Análise Preliminar de Riscos 
(APR), que consiste em um estudo antecipado e detalhado de todas as fases do trabalho, 
a fim de detectar os possíveis problemas que poderão acontecer durante a execução.
Para obter um modelo de APR, cortesia do blog Segurança do Trabalho, acesse: <https://sites.google.com/site/
segurancadotrabalhonwndownoads/down/Modelo%20de%20APR.rar?attredirects=0&d=1>.
Reconhecimento
O reconhecimento consiste em identificar qualitativamente a presença de agentes físi-
cos, químicos, biológicos, ergonômicos e/ou mecânicos, que possam prejudicar a saúde 
do trabalhador, estimando o grau de risco. Isso implica no conhecimento profundo do 
layout das instalações, dos produtos envolvidos no processo, operações, matérias-primas 
e subprodutos, dos métodos de trabalho, do número de trabalhadores expostos, com-
preendendo a natureza e extensão de seus efeitos no organismo dos trabalhadores e/ou 
meio ambiente.
O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA – NR 09) e o Mapa de Riscos Am-
bientais da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA – NR 05) são importantes 
ferramentas para o reconhecimento dos riscos envolvidos nessa etapa.
Figura 1.1: Agente Ambiental.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
18 Higiene Ocupacional I
AvaliaçãoNesta etapa é realizada a avaliação quantitativa e/ou qualitativa dos agentes físicos, quí-
micos, biológicos, ergonômicos e/ou mecânicos existentes nas instalações de trabalhos. 
Exigem-se conhecimentos técnicos de avaliação, com a interpretação dos resultados das 
medições representativas das exposições, de forma a subsidiar o equacionamento das 
medidas de controle. A avaliação quantitativa das fontes potenciais de exposição e a 
eficiência das medidas de controle são apresentadas em um plano de monitoramento 
(estratégia de amostragem).
Figura 1.2: Avaliação de um agente ambiental.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Controle
Esta etapa consiste em propor, projetar e/ou recomendar medidas eficientes e econômi-
cas para a minimização dos riscos, e integrá-las a programas de boa administração, que 
busquem a sustentabilidade. As medidas de controle consistem na adoção de medidas 
relativas ao ambiente e ao trabalhador. O controle dos riscos deve obedecer a uma orde-
nação, como segue:
a) Controle na fonte do risco – melhor forma de controle. Deve ser a primeira opção, 
pois envolve substituição de materiais e/ou produtos, manutenção, substituição ou 
modificação de processos e/ou equipamentos.
b) Controle no percurso do risco (entre a fonte e o receptor) – quando não for possível 
o controle na fonte, podemos utilizar barreiras na transmissão do agente, tais como: 
barreiras isolantes, refletoras, sistemas de exaustão, etc.
19Unidade 1 – Conceituação de higiene ocupacional
c) Controle no receptor (trabalhador) – as medidas de controle no trabalhador só de-
vem ser implantadas quando as medidas de controle na fonte e na trajetória forem 
inviáveis, ou em situações emergenciais. Como exemplo, podemos citar: educação, 
treinamento, equipamentos de proteção individual, higiene, limitação da exposição, 
rodízio de tarefas, etc.
Figura 1.3: Ordenamento nas medidas de controle de risco ambiental.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Nesta unidade, você viu o conceito, a importância e as principais instituições de estudo 
sobre higiene ocupacional. Foram apresentadas também as etapas envolvidas nessa ciên-
cia, a saber: antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ocupacionais.
20 Higiene Ocupacional I
Pratique
Cite duas medidas preventivas relacionadas ao processo e ao ambiente de trabalho, con-
forme a ordenação apresentada (controle na fonte, controle no percurso dos agentes de 
risco, medidas preventivas relativas ao trabalhador - controle no receptor).
Fonte: CC BY 2.0 U.S. Fish & Wildlife Service/Wikipédia
Avaliação da exposição aos 
agentes ambientais
Unidade
2
22 Higiene Ocupacional I
Nesta unidade, você vai conhecer os conceitos e as classificações de agentes ambien-
tais. Para isso, serão apresentados os fatores determinantes de uma exposição e os 
tipos de avaliação ambiental.
Classificação dos agentes 
ambientais e os riscos associados
Os agentes ambientais são um conjunto de elementos, substâncias, ou materiais gera-
dos em diversos ambientes e processos, que colocam em risco a saúde e a integridade 
física dos trabalhadores. Estes devem ser avaliados quanto a sua natureza, intensidade, 
concentração e tempo de exposição do trabalhador, para que se assegurem as condições 
ideais para o desenvolvimento das atividades.
Na higiene ocupacional, a avaliação e/ou quantificação desses agentes no ambiente de 
trabalho subsidia o estudo do risco a que se expõem os trabalhadores. Estes são divididos 
em cinco classes, de acordo com as suas características (físico-químicas, microbiológicas), 
intensidade do agente e sua ação e/ou consequências sobre o organismo humano. Co-
nheça-os a seguir:
Agentes físicos
Agentes químicos
Agentes biológicos
Agentes ergonômicos
Agentes mecânicos
Agentes 
ambientais
Riscos físicos
Riscos químicos
Riscos biológicos
Riscos ergonômicos
Riscos mecânicos
Riscos 
ambientais
• Agentes físicos: são formas de energia alteradas/anormais a que os trabalhadores 
podem estar expostos (ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, 
radiações ionizantes e não ionizantes, infrassom, ultrassom). Para se propagar exigem 
um meio de transmissão (como o ar).
• Agentes químicos: são substâncias que podem penetrar no organismo pela via res-
piratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, 
23Unidade 2 – Avaliação da exposição aos agentes ambientais
pela natureza da atividade de exposição, podem ter contato ou ser absorvidos pelo 
organismo, através da pele ou por ingestão.
• Agentes biológicos: em geral, são micro-organismos, como as bactérias, fungos, ba-
cilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros, introduzidos nos processos de traba-
lho ou decorrentes de má higienização do ambiente de trabalho.
• Agentes ergonômicos: são parâmetros 
(máquinas, métodos etc.) não adequados 
às características psicofisiológicas dos tra-
balhadores no ambiente de trabalho, de 
modo a proporcionar desconforto, de-
sempenho ineficiente e lesões.
•	 Agentes mecânicos ou de acidentes: são 
meios (materiais aquecidos que provocam queimaduras; materiais perfurocortantes 
que provocam cortes; partes móveis de máquinas ou materiais em movimento que 
provocam contusões; materiais ou instalações energizados que provocam choques 
etc.) que necessitam de contato físico direto com a vítima para manifestar a sua no-
cividade, ocasionando, geralmente, lesões agudas e imediatas.
O quadro 2.1 apresenta exemplos de agentes ocupacionais e riscos associados.
Quadro 2.1: Exemplos de agentes ocupacionais e riscos associados.
TIPO DE
RISCO Físico Químico Biológico Ergonômico Mecânico
COR Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul
Agentes 
causadores
Ruído e/ou som muito 
alto
Fumos metálicos e 
vapores
Micro-organismos 
(vírus, bactérias, 
protozoários)
Má postura do 
corpo em relação 
ao posto de 
trabalho
Equipamentos 
inadequados, 
defeituosos ou 
inexistentes
Oscilações e vibrações 
mecânicas
Gases asfixiantes H, 
He, N e CO2
Lixo hospitalar, 
doméstico e de 
animais
Trabalho estafante 
e/ou excessivo
Máquinas e 
equipamentos 
sem proteção e/ou 
manutenção
Ar rarefeito e/ou 
vácuo
Pinturas e névoas em 
geral
Esgoto, dejetos
Falta de orientação 
e treinamento
Risco de queda de 
nível, lesões por 
impacto de objetos
Pressões elevadas
Solventes (em 
especial os voláteis)
Objetos contaminados
Jornada dupla e/
ou trabalho sem 
pausas
Mau planejamento 
do layout e/ou do 
espaço físico
Frio e ou calor e 
radiação
Ácidos, bases, sais, 
alcoóis, éters, etc.
Contágio pelo ar e/ou 
insetos
Movimentos 
repetitivos
Cargas e transportes 
em geral
Ergonomia/Ergonômico:
É a ciência que visa estabelecer parâmetros 
que permitam a adaptação das condições de 
trabalho às características psicofisiológicas dos 
trabalhadores, de modo a proporcionar um 
máximo de conforto, segurança e desempenho 
eficiente (BRASIL, 1978c).
24 Higiene Ocupacional I
TIPO DE
RISCO Físico Químico Biológico Ergonômico Mecânico
COR Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul
Agentes 
causadores
Excesso de umidade, 
causando doenças 
respiratórias e outras
Reações químicas
Lixo em geral, fezes 
de animais, fezes e 
urina de animais, 
contaminação do solo 
e água
Equipamentos 
inadequados e não 
ergonômicos
Risco de fogo, 
detonação de 
explosivos, quedas 
de objetos
Iluminação (que 
pode provocar lesões 
oculares) 
Ingestão de produtos 
durante pipetagem
Alergias, intoxicações 
e queimaduras 
causadas por vegetais
Fatores psicológicos
(não gosta do 
trabalho, pressão 
do chefe, etc.)
Risco de choque 
elétrico (corrente 
contínua e 
alternada)
Fonte: AreaSeg - Segurança do Trabalho - adaptado. Disponível em: <http://www.areaseg.com/sinais/mapaderisco.html>. 
Acesso em: jul. 2017.
Por intermédio da Portaria nº 3214, de 09 de junho de 1978, o Ministério do Trabalho 
publicou as normas regulamentadoras (NRs) relativas à medicina, higiene e segurança do 
trabalho, como consequênciadas políticas públicas voltadas para a área do trabalho. Es-
sas normas dão um direcionamento para o desenvolvimento das ações e obrigações das 
empresas. Em especial as ações relativas às medidas de prevenção, controle e eliminação 
de riscos, inerentes ao trabalho e à proteção da saúde do trabalhador (BRASIL, 1978a).
Os agentes ambientais figuram em muitas normas regulamentadoras, principalmente, 
na elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacio-
nal (PCMSO), do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), do Programa de 
Gerenciamento de Riscos (PGR), entre outros. Na pirâmide a seguir, você vai conhecer um 
pouco mais sobre a relação dessas normas e o trabalhador.
NR-1
ORDEM DE SERVIÇO
NR-9
PPRA
NR-14 E NR-16
LTCAT
NR-7
PCMSO
NR-4
SESMT
NR-6
EPP’S
TRABALHADOR
NR-10
ELETRICIDADE
NR-33
CONFINAÇÃO
NR-35
ALTURA
NR-14
FORNOS
NR-21
TRABALHO A 
CÉU ABERTO
NR-11
TRANSPORTE 
DE CARGAS
NR-13
VASOS DE 
PRESSÃO
NR-19
EXPLOSIVOS
NR-5
CIPA
NR-17
ERGONOMIA
NR-24
CONDIÇÕES 
SANITÁRIAS
NR-26
SINALIZAÇÃO
NR-23
INCÊNDIOS
NR-12
MÁQUINAS
NR-18
PCMAT
CONSTRUÇÃO
NR-34
CONST.
NAVAL
NR-30
TRABALHOS
AGUAVIÁRIOS
NR-22
MINERAÇÃO
NR-36 INDÚS-
TRIA 
DA CARNE
NR-29
PORTOS
NR-31
AGRO
INDÚSTRIA
NR-32
SAÚDE
Gestão
Estruturação
Implantação
Figura 2.1 – Pirâmide de implantação das normas regulamentadoras (NRs).
Fonte: Segurança no Trabalho para Todos – Leonardo Fonseca (2016).
25Unidade 2 – Avaliação da exposição aos agentes ambientais
No ambiente ocupacional, a presença de agentes ambientais desencadeia riscos ambien-
tais, que podem ser representados em cada local, de acordo com a suscetibilidade, por 
meio do chamado “mapa de riscos”. Esse mapa mostra a representação gráfica dos ris-
cos de acidentes nos diversos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, 
por meio de círculos de cores e tamanhos diferentes (figura 2.1).
Simbologia das Cores
No mapa de riscos, os riscos são representa-
dos e indicados por círculos coloridos de três 
tamanhos diferentes, a saber:
Risco Químico Leve
Risco Mecânico 
Leve
Risco Químico 
Médio
Risco Mecânico 
Médio
Risco Químico 
Elevado
Risco Mecânico 
Elevado
Risco Biológico Leve
Risco Ergonômico 
Leve
Risco Físico Leve
Risco Biológico 
Médio
Risco Ergonômico 
Médio
Risco Físico Médio
Risco Biológico 
Elevado
Risco Ergonômico 
Elevado
Risco Físico Elevado
Figura 2.2: Mapa de riscos ocupacionais com as cores indicativas de cada risco.
Fonte: ÁreaSeg - Segurança do Trabalho. Disponível em: <http://www.areaseg.com/sinais/tabolas.gif>. Acesso em: jul. 2017.
O mapa de risco deve ser afixado em locais acessíveis e de fácil visualização no ambiente de trabalho, com a 
finalidade de informar e orientar os trabalhadores e outros que, eventualmente, transitem pelo local.
Fatores determinantes de uma 
exposição
Em diversos ambientes e processos, os resultados de avaliação da exposição são fre-
quentemente comparados com os limites de tolerância (LT) a determinado elemento, 
substância ou condição. Esses fornecem orientações para estabelecer níveis aceitáveis 
de exposição e seu controle. Exposição acima dos limites permitidos requer medidas cor-
retivas imediatas. Para os profissionais prevencionistas, a intervenção será no “nível de 
ação”, que geralmente é a metade do limite de tolerância.
26 Higiene Ocupacional I
Em virtude das dificuldades de se realizar uma avaliação representativa da exposi-
ção, recomenda-se, sempre, uma avaliação dos agentes envolvidos no processo.
Conhecer as características específicas de cada agente ambiental é fundamental na de-
finição de seu potencial de agressividade, assim como propor medidas técnicas para a 
sua neutralização ou eliminação. Cada agente tem características e efeitos específicos de 
acordo com sua natureza. O primeiro passo na avaliação de uma exposição é a identifica-
ção dos agentes presentes e as possíveis consequências desta exposição. A presença de 
um gás com propriedades físicas e químicas diferentes do ar, no ambiente, por exemplo, 
afeta a concentração do agente no ambiente.
Quanto maior for o tempo de exposição ocupacional, maiores serão as possibilidades de 
se produzir uma doença ocupacional. O tempo de exposição ocupacional (análise quan-
titativa) será determinado considerando-se uma análise minuciosa da tarefa desenvolvida 
pelo trabalhador (tipo de atividade e suas particularidades, movimento do trabalhador ao 
efetuar o seu serviço, jornada de trabalho e descanso).
Os riscos à saúde do trabalhador aumentam 
à medida que a concentração ou a intensida-
de dos agentes nocivos presentes no ambien-
te de trabalho aumentam. Estas devem ser 
avaliadas, mediante amostragem nos locais 
de trabalho, de maneira tal que elas sejam as 
mais representativas possíveis da exposição 
real do trabalhador a esses agentes.
Suscetibilidade individual
A suscetibilidade individual é um fator importante a ser determinado, pois a resposta 
do organismo a um determinado agente pode variar de indivíduo para indivíduo. Isso 
evidencia que os limites de tolerância não devem ser considerados como 100% seguros. 
Os controles fixados a 50% dos limites de tolerância devem ser prioritários.
Sinergismo
A exposição ocupacional simultânea a mais de um agente ambiental pode originar expo-
sições combinadas e interações entre eles, causando alterações na periculosidade desses 
Amostragem:
Processo ou técnica de escolha de amostra 
adequada, para análise de um todo. Uma 
amostragem representativa requer que a 
amostra seja extraída de acordo com critérios 
bem definidos (mediante a amostragem 
probabilística), para que o técnico possa 
oferecer conclusões válidas sobre a população.
27Unidade 2 – Avaliação da exposição aos agentes ambientais
agentes. A essa interação conjunta entre as substâncias é chamada de sinergismo. Por 
exemplo, duas ou mais substâncias perigosas com efeitos toxicológicos em um ambiente 
devem ser analisadas, prioritariamente, pelos seus efeitos combinados (se existir) e não 
os efeitos produzidos individualmente.
Tipos de avaliações ambientais
A avaliação ambiental deve ser planejada, e o planejamento requer o uso de ferramentas 
estatísticas, como a amostragem probabilística.
Para ficar mais claro, uma avaliação ambiental, por exemplo, pode ser realizada com 
muitos objetivos, como os descritos a seguir:
• Conhecer as causas de determinados sintomas de doença nos trabalhadores.
• Atender a uma reclamação trabalhista.
• Caracterizar a insalubridade do ponto de vista legal.
• Identificar as substâncias perigosas presentes em certo ambiente.
• Verificar a eficiência de uma medida de controle instalada.
• Realizar avaliação prevista no PPRA, entre outros.
Na avaliação ambiental, além do objetivo específico, há dois tipos de variáveis que devem 
ser consideradas, as qualitativas e as quantitativas. A seguir, você vai conhecer o funcio-
namento dessas duas avaliações. 
Avaliação qualitativa
Envolve as condições de trabalho. Visa coletar o maior número possível de informações 
e dados necessários das condições relacionadas aos trabalhadores e ao ambiente laboral, 
a fim de fixarem as diretrizes do levantamento qualitativo].
O reconhecimento qualitativo local inclui: estudo da planta, do fluxograma dos proces-
sos, dos agentes presentes, do número de trabalhadores, dos horários de trabalho, das 
atividades realizadas, das movimentações de trabalhadores e materiais, das matérias-pri-
mas, dos equipamentos e processos, dos ritmos de produção, das condições ambientais, 
28 Higiene Ocupacional I
do tipo de iluminação e estado das luminárias, da identificação dos riscos e ponto de 
origem da dispersão, do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) por parte dos 
trabalhadores, da existência ou não de equipamentos de proteção coletiva (EPC), do 
estado em que se encontram os equipamentos, entre outros. Essas informações devem 
compor uma documentação técnica.
Nasfiguras 2.2 e 2.3 estão os exemplos de EPI e de EPC.
1
2
3
4
1 CAPACETE DE PROTEÇÃO
2 PROTETOR AURICULAR
3 ÓCULOS DE PROTEÇÃO
4 LUVAS DE PROTEÇÃO
Figura 2.3: Exemplos de EPI.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Figura 2.4: Exemplos de EPC.
Fonte: CC BY 3.0 Andrevruas/Wikipédia.
Em atividades cujos riscos são conhecidos à saúde é óbvio que uma ação preventiva deve 
ser tomada de imediato, sem a necessidade de levantamento quantitativo prévio como, 
por exemplo, o uso de máscaras para proteção das vias respiratórias, jalecos, roupas, 
29Unidade 2 – Avaliação da exposição aos agentes ambientais
luvas, capelas e fluxos laminares em trabalhos como a fabricação e manipulação de com-
postos orgânicos de perigosos.
Veja no quadro 2.2 um exemplo de formulário de avaliação ambiental qualitativa, que 
contempla a vistoria nos ambientes de trabalho pelo profissional capacitado de higiene 
ocupacional. A ponderação dos resultados da avaliação qualitativa no formulário permite 
a classificação dos ambientes avaliados com base em um conjunto integrado de indica-
dores denominados de ‘índices de condição ambiental’ (ICA). Estes índices são percentu-
ais e têm a sua variação classificada em faixas de aceitabilidade ou adequabilidade.
Os indicadores ICA permitem comparar as condições ambientais de um ambiente de 
trabalho em diferentes momentos (variação temporal), como também comparar essas 
condições entre diferentes ambientes de trabalho (variação espacial). A avaliação qualita-
tiva também avalia as condições do microambiente no quesito existência de Risco Grave 
e Iminente (RGI).
Quadro 2.2: Descrição dos riscos ocupacionais
FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL QUALITATIVA.
HOLOAMBIENTE:
MACROAMBIENTE:
LOCAL:
MICROAMBIENTE:
RF - RISCOS FÍSICOS 1NOTA 2RGI
RF 01 Ruído contínuo
RF 02 Ruído de impacto
RF 03 Temperatura extrema (calor)
RF 04 Temperatura extrema (frio)
RF 05 Umidade
RF 06 Vibração
RF 07 Pressão anormal
RF 08 Radiação ionizante
RF 09 Radiação não ionizante
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS FÍSICOS
3ICA-RF = SOMA [(RF 01 a RF 09) / 9] x 10
RQ - RISCOS QUÍMICOS 1NOTA 2RGI
RQ 01 Armazenamento de produtos químicos
RQ 02 Manipulação de produtos químicos
RQ 03 Ventilação
RQ 04 Higienização do ambiente
RQ 05 Manutenção do ambiente
30 Higiene Ocupacional I
RQ 06 Gestão de resíduos químicos
RQ 07 Equipamentos de emergência
RQ 08 Equipamentos de proteção coletiva
RQ 09 Equipamentos de proteção individual
ÍNDICE DE CONDIÇÃO AMBIENTAL
RISCOS QUÍMICOS
3ICA-RQ = SOMA [(RQ 01 a RQ 09 / 9] x 10
1NOTA: deve ser um valor numérico entre 0,0 e 10,0. 2RGI: é a ocorrência de ‘Risco Grave e Iminente’. 3ICA: é a 
média aritmética apenas dos itens com notas atribuídas pelo avaliador.
Fonte: SEBRAE
Os resultados da avaliação qualitativa podem indicar necessidade da realização de avalia-
ções quantitativas no ambiente de trabalho e/ou a necessidade da execução/implantação 
de medidas de controle dos riscos (adequações no ambiente de trabalho).
As medidas de controle podem ser:
• instalação e/ou manutenção de equipamentos de proteção coletiva;
• alteração no layout do local de trabalho;
• alteração no posto de trabalho;
• alteração no processo de trabalho;
• capacitação dos funcionários;
• aquisição e/ou manutenção de equipamentos de proteção individual, etc.
Avaliação quantitativa
O resultado da avaliação quantitativa mostra as condições reais de um ambiente de tra-
balho. A partir desse conhecimento, seleciona-se o método de amostragem adequado à 
situação, que fornecerá informações quantitativas sobre os diferentes agentes ambien-
tais presentes nos locais, ou seja, a intensidade dos agentes físicos ou a concentração dos 
agentes químicos existentes no local analisado. Assim, uma vez realizado o levantamento 
quantitativo, há condições para traçar os planos de controle das exposições.
31Unidade 2 – Avaliação da exposição aos agentes ambientais
Portanto, para fixar bem a diferença das duas avaliações, anote:
Avaliação qualitativa: reconhecimento e identificação
Avaliação quantitativa: dimensionamento
Mas quais são, definitivamente, as principais etapas de uma avaliação ambiental (quali-
tativa + quantitativa)? A resposta está logo a seguir:
• Definição do objetivo da avaliação.
• Conhecimento dos locais de trabalho e atividades a avaliar.
• Identificação das substâncias presentes e reconhecimento do risco de exposição.
• Definição da estratégia de amostragem.
• Coleta de amostras.
• Análise do material coletado.
• Cálculos dos resultados e estimativa da exposição ocupacional.
• Comparação com limites de exposição ocupacional.
• Comparação com os dados da avaliação e monitorização biológica.
A avaliação quantitativa envolve uma perícia nos ambientes de trabalho pelo higienista ocupacional, com uma 
mensuração das exposições. Os formulários são padronizados, com campos específicos para cada tipo de agente 
ambiental avaliado. Isso permite uma melhor avaliação e comparação entre as exposições.
A avaliação quantitativa demanda a elaboração de uma estratégia de amostragem específica para cada item a 
ser avaliado. Esta estratégia considera uma amostragem espacial (avaliação em diferentes pontos de amostragem) 
e temporal (avaliação em diferentes momentos para cada ponto de amostragem). Os resultados da avaliação 
quantitativa são apresentados em laudo pericial conclusivo, que deve indicar a conformidade ou não conformidade 
do item avaliado no ambiente quanto aos limites estabelecidos em normas de segurança e saúde do trabalho.
A comprovação de uma não conformidade pode estabelecer a necessidade de execução/implantação de medidas de 
controle dos riscos (adequações no ambiente de trabalho). O detalhamento destas adequações deve ser realizado 
numa etapa denominada ‘Controle dos Riscos Ambientais (CRA)’ por profissionais qualificados.
32 Higiene Ocupacional I
Chegamos ao final de mais uma parte do nosso estudo, e nessa unidade você pôde co-
nhecer um pouco sobre a classificação dos agentes ambientais. Viu também os fatores 
determinantes de uma exposição ocupacional (natureza do agente ambiental, tempo 
de exposição ocupacional ao agente ambiental, concentração ou intensidade do agente 
ambiental, suscetibilidade individual, sinergismo) e os tipos de avaliação ambiental (qua-
litativa e quantitativa).
Pratique
1. Relacione as colunas.
(1) Agente físico ( ) Adoção de medidas corretivas imediatas
(2) Agente químico ( ) Resposta de cada indivíduo ao agente
(3) Sinergismo ( ) Concentração
(4) Suscetibilidade ( ) Efeito combinado de mais de um agente
(5) Concentração > LT ( ) Nível aceitável de exposição
(7) Concentração < LT ( ) Intensidade
2. Apresente alguns dos principais objetivos em realizar uma ‘avaliação ambiental’.
3. A presença de ruídos no ambiente de trabalho pode ser detectada facilmente pela 
audição humana. Qual o tipo de avaliação que deve ser feita para saber se os níveis 
de ruído estão dentro dos limites toleráveis pela legislação? Pesquise também qual o 
equipamento utilizado para esse tipo de medição.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Limites de tolerância
Unidade
3
34 Higiene Ocupacional I
Para continuar nosso estudo, você agora vai conhecer o conceito de limites de tole-
rância e as medidas de controle de exposição em um ambiente de trabalho.
Nesta unidade, serão abordadas definições correlatas, como nível de ação, valor teto 
e a importância da prevenção de riscos, de modo a manter as concentrações de 
qualquer agente ambiental nos níveis mais baixos possíveis.
Conceituação de limite de tolerância
Para a American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH) (2010), a 
definição de limites de exposição ou limites de tolerância é a seguinte:
Os limites de exposição referem-se a concentrações de substâncias químicas dispersas 
no ar (assim como a intensidade de agentes físicos de natureza acústica, eletromag-
nética, ergonômica, mecânica e térmica) e representamcondições às quais se acredita 
que a maioria dos trabalhadores possa estar exposta, repetidamente, dia após dia, 
sem sofrer efeitos adversos à saúde.
Já a NR 15 (BRASIL, 1978c) afirma que é “a concentração ou intensidade máxima ou 
mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará 
dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral”.
A definição da fronteira entre o que 
“causará dano ou não” é subjetiva, 
o que pode levar a uma imprecisão. 
Conforme já explicado nas unidades 
anteriores, há trabalhadores mais sus-
cetíveis à doença, pela própria nature-
za da variabilidade individual ou por fatores de suscetibilidade específica, como é o caso 
dos albinos em relação à radiação ultravioleta ou mesmo a sensibilidade auditiva.
Nesse caso, é preciso precaução quanto a considerar apenas os limites de exposição es-
tabelecidos pela legislação. Considerando a prevenção, deve-se manter as concentrações 
ou as intensidades de qualquer agente ambiental nos níveis mais baixos possíveis.
O limite de exposição é um conceito sujeito a contínua evolução. E, embora não haja 
garantia absoluta de que os agentes ambientais não produzirão efeito adverso à saúde, 
Outro exemplo de trabalhos suscetíveis à doença você 
pode conferir no link a seguir.
<http://www.infosolda.com.br/biblioteca-digital/livros-
senai/higiene-e-seguranca/6-limite-de-tolerancia-do-
agente-ambiental.html>.
35Unidade 3 – Limites de tolerância
são as melhores alternativas disponíveis, pois são determinados dentro de critérios cien-
tíficos e estão sujeitos à contínua evolução. Percebe-se que, com o decorrer do tempo 
e do aprimoramento do conhecimento, os limites de exposição vêm sendo reduzidos 
(raramente são aumentados).
No momento em que se avaliam os agentes físicos, químicos e biológicos, deve-se com-
parar os limites nacionais e internacionais, sendo estes últimos geralmente mais rígidos. 
O quadro 3.1 apresenta os principais limites de tolerância internacionais (ACGIH: Ame-
rican Conference of Governmental Industrial Hygienist; OSHA: Occupational Safety and 
Health Administration; NIOSH: National Institute for Occupational Safety and Health), 
que servem como base de avaliação e comparação nas atividades de avaliação ocupa-
cional.
Quadro 3.1. Limites de tolerância internacionais.
Órgão Aplicação
ACGIH
Threshold Limit Values (TLV)
(valor limite)
ACGIH
Biological Exposure Índice (BEI)
(índice de exposição biológica)
OSHA
Permissible Exposure Limit (PEL)
(limite de exposição permissível)
NIOSH
Recommended Exposure Limit
(limite de exposição recomendado)
Fonte: Adaptado de normas vigentes de exposição a riscos.
Nível de Ação (NA)
O nível de ação é definido pela NR 9 (BRASIL, 1978b) como “valor acima do qual devem 
ser iniciadas as ações preventivas, de forma a minimizar a probabilidade de que as expo-
sições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição”. Normalmente o nível 
de ação é estabelecido como metade do limite de tolerância.
O nível de ação é o valor de referência para a adoção de medidas de prevenção, com 
uma margem segura à exposição dos trabalhadores aos agentes ambientais. Uma vez 
adotadas essas medidas, as concentrações e intensidades dos agentes ambientais deve-
rão permanecer em níveis inferiores ao nível de ação.
A adoção do limite de tolerância propicia que a grande maioria dos trabalhadores ex-
postos não tenha efeitos nocivos em valores abaixo dos limites, mas há de se considerar 
ainda, a suscetibilidade individual já mencionada anteriormente. A adoção do nível de 
ação propicia uma proteção ainda maior.
36 Higiene Ocupacional I
Valor Teto (VT)
O valor teto é definido como ‘o valor que não pode ser ultrapassado, em hipótese algu-
ma, pois oferece risco iminente à saúde do trabalhador’. O quadro 1, da NR 15, Anexo 
XI, mostra a aplicação prática do valor teto para os limites de tolerância de agentes 
químicos. Neste quadro, quando houver um sinal “+” na coluna valor teto, significa que 
‘em nenhuma avaliação quantitativa do agente químico, este limite poderá ser ultrapas-
sado’, mesmo que seja apenas um pico. Caso esta coluna esteja em branco, significa que 
se deve utilizar o quadro 2, como referência à faixa de tolerância admitida. Isso deve ser 
feito observando o chamado “fator de desvio”, para cada faixa de limite de tolerância do 
quadro. Conhecendo o fator de desvio nessa faixa, deve-se multiplicar o “limite de tole-
rância” pelo “fator de desvio”, ou seja, LT x FD e será obtido o valor máximo que se pode 
ultrapassar, do limite de tolerância.
Após consultar a normativa acima su-
gerida, observe o exemplo aplicado ao 
quadro 1:
O acetaldeído tem LT de 78 ppm e o 
fator de desvio (FD) obtido no quadro 2, da NR 15, Anexo XI, é de 1,5, pois 78 está entre 
10 e 100 (terceira linha do corpo do quadro). Com estes valores deve-se multiplicar 78 
x 1,5 (LT x FD). O valor obtido é 117 ppm, que é o valor máximo que pode ser ultrapas-
sar ao limite de tolerância. Se no restante do tempo, os valores estão abaixo do LT e na 
média o valor fique abaixo do LT e, em nenhum momento 117 ppm seja ultrapassado, 
pode-se considerar que a situação é “aceitável”. Porém, mesmo que se tenha na média 
um valor inferior a 78 ppm e por um único momento, 117 ppm tenha sido ultrapassado, 
pode-se afirmar que o LT foi ultrapassado.
Nexo causal
O nexo causal é a comprovação de que o acidente de trabalho ou doença ocupacional 
foi a causa da incapacidade para o trabalho ou para a morte. De acordo com o art. 337 
do Decreto 3.048/99 que aprova o Regulamento da Previdência Social e dá outras pro-
vidências, o acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela perícia médica 
do INSS, mediante a identificação do nexo entre o trabalho e o agravo, apontando as 
seguintes conclusões:
Para saber mais sobre agentes químicos, limites de 
tolerância e valor teto no ambiente de trabalho, consulte 
a NR 15, em seu Anexo XI, disponível no site <http://
sislex.previdencia.gov.br/paginas/05/mtb/15.htm>.
37Unidade 3 – Limites de tolerância
• O acidente e a lesão
• A doença e o trabalho
• A causa mortis e o acidente
Conforme o Decreto nº 6.042, de 2007, considera-se agravo “a lesão, doença, transtor-
no de saúde, distúrbio, disfunção ou síndrome de evolução aguda, subaguda ou crôni-
ca, de natureza clínica ou subclínica, inclusive morte, independentemente do tempo de 
latência”.
A redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009 (BRASIL, 2009), remete que:
É estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo quando se verificar nexo técnico 
epidemiológico entre a atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da 
incapacidade, elencada na Classificação Internacional de Doenças (CID) em conformi-
dade com o disposto na Lista C do Anexo II do Regulamento.
INTERVALO CID-10 CNAE
A15-A19
0810 1091 1411 1412 1533 1540 2330 3011 3701 3702 3811 
3812 3821 3822 3839 3900 4120 4211 4213 4222 4223 4291 
4299 4312 4321 4391 4399 4687 4711 4713 4721 4741 4742 
4743 4744 4789 4921 4923 4924 4929 5611 7810 7820 7830 
8121 8122 8129 8610 9420 9601
NTERVALO CID-10 CNAE
E10-E14
1091 3600 3701 3702 3811 3812 3821 3822 3839 3900 4120 
4211 4213 4222 4223 4291 4292 4299 4313 4319 4329 4399 
4721 4921 4922 4923 4924 4929 4930 5030 5231 5239 8011 
8012 8020 8030 8121 8122 8129 8411 9420
INTERVALO CID-10 CNAE
F10-F19
0710 0990 1011 1012 1013 1220 1532 1622 1732 1733 2211 
2330 2342 2451 2511 2512 2531 2539 2542 2543 2593 2814 
2822 2840 2861 2866 2869 2920 2930 3101 3102 3329 3600 
3701 3702 3811 3812 3821 3822 3839 3900 4120 4211 4213 
4221 4292 4299 4313 4319 4321 4329 4399 4520 4912 4921 
5030 5212 5221 5222 5223 5229 5231 5232 5239 5250 5310 
6423 7810 7820 7830 8121 8122 8129 8411 8423 8424 9420 
F20-F29
0710 0990 1011 1012 1013 1031 1071 1321 14111412 2330 
2342 2511 2543 2592 2861 2866 2869 2942 3701 3702 3811 
3812 3821 3822 3839 3900 4120 4211 4213 4222 4223 4291 
4292 4299 4312 4391 4399 4921 4922 4923 4924 4929 5212 
5310 6423 7732 7810 7820 7830 8011 8012 8020 8030 8121 
8122 8129 8423 9420
No link a seguir, você vai encontrar 8 sugestões de filmes que abordam a segurança e 
prevenção de acidentes e doenças no trabalho.
Acesse <http://segurancadotrabalhobr.com.br/filmes-sobre-seguranca-do-trabalho/>.
38 Higiene Ocupacional I
INTERVALO CID-10 CNAE
F30-F39
0710 0892 0990 1011 1012 1013 1031 1220 1311 1313 1314 
1321 1330 1340 1351 1359 1411 1412 1413 1422 1531 1532 
1540 2091 2123 2511 2710 2751 2861 2930 2945 3299 3600 
4636 4711 4753 4756 4759 4762 4911 4912 4921 4922 4923 
4924 4929 5111 5120 5221 5222 5223 5229 5310 5620 6110 
6120 6130 6141 6142 6143 6190 6311 6422 6423 6431 6550 
8121 8122 8129 8411 8413 8423 8424 8610 8711 8720 8730 
8800
F40-F48
0710 0990 1311 1321 1351 1411 1412 1421 1532 2945 3600 
4711 4753 4756 4759 4762 4911 4912 4921 4922 4923 4924 
4929 5111 5120 5221 5222 5223 5229 5310 6110 6120 6130 
6141 6142 6143 6190 6311 6422 6423 8011 8012 8020 8030 
8121 8122 8129 8411 8423 8424 8610 
INTERVALO CID-10 CNAE
G40-G47
0113 0210 0220 0810 1011 1012 1013 1321 1411 1412 1610 
1621 1732 1733 1931 2330 2342 2511 2539 2861 3701 3702 
3811 3812 3821 3822 3839 3900 4120 4211 4213 4222 4223 
4291 4292 4299 4313 4319 4399 4921 4922 4923 4924 4929 
4930 5212 8011 8012 8020 8030 8121 8122 8129
G50-G59
0155 1011 1012 1013 1062 1093 1095 1313 1351 1411 1412 
1421 1529 1531 1532 1533 1539 1540 2063 2123 2211 2222 
2223 2229 2349 2542 2593 2640 2710 2759 2944 2945 3240 
3250 4711 5611 5612 5620 6110 6120 6130 6141 6142 6143 
6190 6422 6423 8121 8122 8129 8610
Figura 3.1: Ilustração – Lista C.
Fonte: BRASIL (2009).
O CID-10 foi conceituado para padronizar e catalogar as doenças e problemas relaciona-
dos à saúde, tendo como referência a Nomenclatura Internacional de Doenças, estabe-
lecida pela Organização Mundial de Saúde.
Para entender melhor a figura 3.1, analisemos, por exemplo, o CNAE 0810 e todas as 
suas subclasses:
Classe: 0810-0 EXTRAÇÃO DE PEDRA, AREIA E ARGILA
Esta classe contém a seguinte subclasse:
0810-0/01 EXTRAÇÃO DE ARDÓSIA E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/02 EXTRAÇÃO DE GRANITO E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/03 EXTRAÇÃO DE MÁRMORE E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
39Unidade 3 – Limites de tolerância
0810-0/04 EXTRAÇÃO DE CALCÁRIO E DOLOMITA E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/05 EXTRAÇÃO DE GESSO E CAULIM
0810-0/06 EXTRAÇÃO DE AREIA, CASCALHO OU PEDREGULHO E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/07 EXTRAÇÃO DE ARGILA E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/08 EXTRAÇÃO DE SAIBRO E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/09 EXTRAÇÃO DE BASALTO E BENEFICIAMENTO ASSOCIADO
0810-0/10 BENEFICIAMENTO DE GESSO E CAULIM ASSOCIADO À EXTRAÇÃO
0810-0/99
EXTRAÇÃO E BRITAMENTO DE PEDRAS E OUTROS MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO E BENEFICIAMENTO 
ASSOCIADO
Para trabalhadores nessa atividade, pode-se estabelecer nexo entre o trabalho e o agravo 
quando se verificar, nesse caso, que o trabalhador apresenta uma doença com código 
CID-10, no intervalo A15- A19. As doenças contempladas nessa classe são A15 (Tuber-
culose respiratória, com confirmação bacteriológica e histológica), A16 (Tuberculose das 
vias respiratórias, sem confirmação bacteriológica ou histológica), A17 (Tuberculose do 
sistema nervoso), A18 (Tuberculose de outros órgãos) e A19 (Tuberculose miliar).
Reconhecidos pela perícia médica do INSS a incapacidade para o trabalho e o nexo entre 
o trabalho e o agravo serão devidas as prestações acidentárias a que o beneficiário tenha 
direito.
Medidas de controle de exposição
Em um ambiente de trabalho podem ser implementadas várias medidas de controle de 
exposição, uma vez detectado algum índice de exposição elevado. Elas podem incluir:
• Limitação da utilização ou substituição do agente.
 Exemplo: a substituição, na indústria automobilística, de tintas a base de solventes 
por tintas a base de água ou com maiores teores de sólidos e, consequentemente, 
com menos solventes.
• Limitação da utilização ou substituição do processo.
 Exemplo: tampar recipientes que envolvam materiais que possam se dispersar no 
ambiente; substituir um processo de pintura à pistola por pintura spray eletrostática 
a pó; reduzir a temperatura de um processo para reduzir evaporação.
40 Higiene Ocupacional I
• Utilização de medidas técnicas preventivas.
 Exemplo: compra de produtos químicos já misturados, nas quantidades certas, para 
evitar manipulação desnecessária.
• Estabelecimento de valores limites, métodos de amostragem, medição e avaliação.
 Exemplo: utilização dos equipamentos portáteis de avaliação em ambientes que pos-
sam conter atmosferas perigosas (H2S em esgotos, CO2, gases combustíveis).
• Adoção de medidas de proteção que impliquem na aplicação de procedimentos e 
métodos de trabalho apropriados.
 Exemplo: evitar que o trabalhador se incline sobre uma fonte de contaminante volátil 
para não agravar a exposição.
• Medidas de proteção coletiva.
 Exemplo: ventilação local exaustora, barreiras na transmissão ou propagação.
• Medidas de proteção pessoal, quando não for possível evitar por outros meios.
 Exemplo: uso de equipamentos de proteção individual adequado.
• Medidas de higiene pessoal.
 Exemplo: alertar trabalhadores a lavar as mãos após manipulação de produtos noci-
vos.
• Informar aos trabalhadores sobre os riscos relativos à exposição a um agente, sobre as 
medidas técnicas de prevenção e, ainda, sobre as precauções a tomar.
 Exemplo: treinamento adequado.
• Sinalização de advertência e segurança.
 Exemplo: rotulagem e sinais de advertência para ajudar os trabalhadores nas práticas 
seguras.
41Unidade 3 – Limites de tolerância
• Vigilância da saúde dos trabalhadores através de exames periódicos.
 Exemplo: execução completa e adequada do Programa de Controle Médico e de 
Saúde Ocupacional (PCMSO) – NR 7 (BRASIL, 1978a).
• Registro de dados relativos a níveis de exposição, trabalhadores expostos e resultados 
de vigilância da saúde.
 Exemplo: elaboração de estatísticas de acidentes e incidentes.
• Planos de emergência em caso de exposições anormais.
 Exemplo: procedimentos de emergência, plano de evacuação, plano de ação e emer-
gência, plano de auxílio mútuo.
Você viu nesta unidade o conceito de limites de tolerância e outros fatores ligados a eles, 
em um ambiente de trabalho. Percebeu a importância de buscar preferencialmente, a 
prevenção de riscos. Mas, também, de observar as normas regulamentadoras, que apre-
sentam os agentes ocupacionais causadores de danos à saúde humana e, em casos de 
exposição excessiva já confirmada, aplicar as medidas de controle.
Pratique
1. Consulte a NR 15 (Anexos XI e XII) e explique a diferença entre ‘limite de tolerância’ 
e ‘valor-teto’. Busque cinco agentes químicos, com seus respectivos graus de insalu-
bridade, no quadro 1 - Anexo XI.
2. Assinale a alternativa correta considerada uma medida de controle de exposição, do 
tipo proteção coletiva.
a) Automatização da operação.
b) Treinamento.
c) Enclausuramento de equipamentos.
d) Ventilação de exaustão.
Fonte: CC0 Domínio Público/Pxhere
Riscos físicos –
Pressões anormais
Unidade
4
44 Higiene Ocupacional I
Nesta unidade, você vai aprender sobre os riscos físicos, além da definição de pres-
sões anormais (hipobáricas e hiperbáricas) em um ambiente de trabalho.
Além dos conceitos, serão abordadas as implicações legais para os trabalhadores que 
atuam em atividades com anormalidades de pressão, bem como os principais meios 
de prevenção e agravantes causados por este risco físico.
Os agentesde risco: contexto geral
Você já aprendeu que os agentes de risco são substâncias e/ou fatores, que, em altas 
concentrações, podem causar danos à saúde do trabalhador. Esses agentes podem não 
trazer consequências imediatas, porque depende muito de fatores como tempo de ex-
posição ao risco, intensidade, quantidade de agentes presentes no ambiente, e outros.
Os riscos físicos representam as formas de energia, que podem estar presentes 
em um ambiente de trabalho, em quantidades acima do limite de tolerância. En-
tre os mais importantes pode-se citar:
• Pressões anormais
• Radiações ionizantes: raios X, raios alfa (α), raios beta (β), raios gama (γ)
• Radiações não ionizantes: infravermelho, luz visível, ultravioleta, laser, micro-
-ondas
• Ruído
• Temperaturas extremas altas e baixas
• Vibrações
• Umidade
Os riscos físicos são encontrados na maioria dos ambientes de trabalho, sejam eles in-
dustriais, empresariais ou comerciais. Sendo assim, é importante para o profissional de 
45Unidade 4 – Riscos físicos – Pressões anormais
higiene ocupacional compreender o significado dessas condições, para delimitar padrões 
de normalidade e potencialidade de riscos.
4.1.a: Exemplo de risco físico.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Pressões anormais
São descritas como pressões acima (hiperbári-
ca) e abaixo (hipobárica) da pressão atmosférica 
normal, que podem prejudicar atividades labo-
rais. A legislação que deve ser obedecida é a NR 
15 – Atividades e Operações Insalubres do Ane-
xo VI (BRASIL, 1978c).
Vamos conhecer agora a diferença entre as baixas e as altas pressões.
Baixas pressões
Os trabalhadores que exercem atividades em grandes altitudes estão sujeitos a baixas 
pressões. No Brasil, raramente há trabalhadores submetidos a essa condição de risco. 
Quanto maior a altitude de um lugar, menor é a sua pressão atmosférica. Isso porque a 
Para saber mais sobre pressões anormais, 
consulte a NR 15, Anexo VI, disponível no 
site: <http://www.guiatrabalhista.com.br/
legislacao/nr/nr15_anexoVI.htm>.
46 Higiene Ocupacional I
quantidade absoluta de ar diminui proporcionalmente à altitude.
Figura 4.2: Trabalho em elevada altitude.
Fonte: CC BY-SA 4.0 Candra Firmansyah/Flickr.com.
A baixa oxigenação é resultado da diminuição do ar atmosférico como um todo, e não 
da porcentagem do oxigênio especificamente. Tanto é assim que o teor de oxigênio é de 
21% do ar atmosférico, seja ele ao nível do mar ou em elevadas altitudes. A diferença 
é que em altitudes maiores há menos ar do que ao nível do mar e, consequentemente, 
menos oxigênio.
Assim, uma baixa pressão parcial de oxigênio (pO2) produz uma diminuição no número 
de moléculas de oxigênio por unidade de volume, ou seja, se respira menos quantidade 
de oxigênio do que em condições de pressão normal. A falta de oxigênio pode levar a 
dores de cabeça, perda de clareza mental, dificuldades para movimentos, perda de co-
ordenação e equilíbrio.
E você sabe quais são os efeitos da altitude no corpo 
humano? Para descobrir, basta acessar o link a seguir.
<https://mundoestranho.abril.com.br/saude/quais-sao-
os-efeitos-da-altitude-no-corpo-humano/>.
O corpo humano é preparado para viver 
em condições normais de pressão, mas 
consegue se adaptar a extremos de 
altitude e profundidade.
Quadro 4.1: Efeito da altitude no ser humano
Altitude Efeitos no ser humano
47Unidade 4 – Riscos físicos – Pressões anormais
8.000 metros – Zona fatal
No topo do Monte Everest, o pico mais alto do mundo, o aventureiro consegue respirar 
apenas 30% do oxigênio necessário. Os poucos alpinistas que conseguiram chegar lá 
sem tubos de oxigênio aguentaram uma hora e meia, no máximo. Mais do que isso, é 
morte certa.
5.000 metros – Alerta vermelho
A capacidade de adaptação do organismo diminui muito. Aumenta o risco de edemas 
por acúmulo de líquidos no pulmão ou no cérebro.
3.600 metros – Sufoco andino
La Paz, na Bolívia, é a capital mais alta do mundo. Seus 700.000 habitantes estão 
acostumados ao ar rarefeito da Cordilheira dos Andes. Lá, é comum mascar folhas de 
coca para atenuar os efeitos da altitude.
2.800 metros – O corpo sofre
O organismo começa a responder à redução do oxigênio. No início, você passa a respirar 
mais depressa e mais profundamente. A frequência cardíaca também aumenta para 
distribuir o oxigênio a todas as células com mais eficiência. A partir do terceiro dia, 
nesta altitude, o corpo se adapta e começa a produzir mais hemoglobina, a molécula 
sanguínea que transporta o oxigênio.
Nível do mar
Aqui, você tem uma coluna de ar sobre a cabeça, que corresponde a 1 atmosfera, a 
unidade de medida da pressão atmosférica.
Fonte: Revista ‘Super Interessante’. Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/pressao-altos-e-baixos/>. Acesso em: agosto 2017.
Atletas brasileiros de futebol, por exemplo, sofrem quando precisam jogar em cidades muito altas, como em La Paz. 
Não deixe de assistir a interessante reportagem que aborda esse tema, inclusive a dificuldade de respirar. Acesse o 
link: 
<https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/10/05/altitude-deixa-tite-com-dor-de-cabeca-tecnico-
teve-dificuldade-para-gritar.htm>.
Altas pressões
São aquelas que se situam acima da pressão atmosférica normal. Ocorrem em trabalhos 
realizados em tubulações de ar comprimido, máquinas de perfuração, caixões pneumáti-
cos e trabalhos executados por mergulhadores. Para eles, por exemplo, a profundidade, 
o tempo de mergulho e a velocidade de subida são parâmetros de controle essenciais 
para evitar as doenças descompressivas e os acidentes como os barotraumas, embolias, 
embriaguez das profundidades (saturação por N2), afogamentos, intoxicação tanto pelo 
oxigênio quanto pelo gás carbônico. Portanto, o processo de descompressão é funda-
mental e essencial na atividade de mergulho.
Conforme avança no tempo de duração do mergulho e a profundidade é atingida, maior 
é o tempo necessário para que o corpo consiga eliminar as bolhas de nitrogênio que se 
formam no sangue, quando o ar é respirado sob pressão, e, portanto, maior será o tem-
po necessário de descompressão.
Para trabalhos que envolvam a atmosfera sob ar comprimido, de acordo com a NR 15 - 
48 Higiene Ocupacional I
Anexo VI, os empregados deverão satisfazer os 
seguintes requisitos:
a) ter mais de 18 (dezoito) e menos de 45 (qua-
renta e cinco) anos de idade;
b) ser submetido a exame médico obrigatório, 
pré-admissional e periódico, exigido pelas características e peculiaridades próprias do 
trabalho;
c) ser portador de placa de identificação, de acordo com o modelo (quadro 4.2), forne-
cida no ato da admissão, após a realização do exame médico.
Antes da jornada de trabalho, os trabalhadores deverão ser inspecionados pelo médico, 
não sendo permitida a entrada em serviço daqueles que apresentem sinais de afecções 
das vias respiratórias ou outras moléstias.
Para operações nas Campânulas ou Eclusas, são exigências da atividade que o operador 
anote, em registro adequado, o seguinte:
a) hora exata da entrada e saída da campânula ou eclusa;
b) pressão do trabalho;
c) hora exata do início e do término de descompressão.
Quadro 4.2: Modelo de placa de identificação para trabalho em ambiente sob ar comprimido
4 cm
FRENTE
EM CASO DE INCONSCIÊNCIA OU MAL DE CAUSA INDETERMINADA
TELEFONAR PARA O Nº____________
E ENCAMINHAR O PORTADOR DESTA PARA__________________
6 cm
4 cm
INCONSCIÊNCIA 
VERSO
NOME DA CIA
NOME DO TRABALHADOR
6 cm
Fonte: BRASIL (1978c).
Barotraumas:
Significa traumatismo provocado pela 
pressão como, por exemplo, a sensação 
de pressão dentro do ouvido (dor de 
ouvido).
49Unidade 4 – Riscos físicos – Pressões anormais
Mais uma parte do nosso estudo foi concluída. Aqui você aprendeu o conceito de riscos 
físicos de forma específica; conheceu a definição de pressões anormais (hipobáricas e 
hiperbáricas) em um ambiente de trabalho. Percebeu a importância da legislação que 
regulamenta e adota medidasde prevenção para os trabalhadores que atuam em ativi-
dades com anormalidades de pressão.
Pratique
1. Pesquise na NR 15, Anexo VI - Trabalho sob condições hiperbáricas:
Qual o período de tempo que os trabalhadores, após a descompressão, são obriga-
dos a permanecer no canteiro de obra, para observação médica?
Fonte: CC0 Creative Commons/Pixabay
Riscos físicos –
Radiações
Unidade
5
52 Higiene Ocupacional I
Nesta unidade, você vai conhecer os conceitos dos riscos físicos de forma específica, 
e também a definição de radiações (ionizantes e não ionizantes) em um ambiente de 
trabalho, e em quais fontes elas podem ser encontradas.
Depois de aprender os conceitos, você verá as implicações legais para os trabalha-
dores que atuam em atividades com exposição à radiação, bem como as principais 
formas de prevenção e lesões causadas por este risco físico.
Vamos lá? Veremos, primeiro, os conceitos de radiação.
Radiações
São formas de energia que se transmitem por ondas ou partículas. A absorção das ra-
diações pelo ser humano é responsável pelo aparecimento de diversos tipos de lesões, 
como anemia, leucemia, câncer e efeitos genéticos cumulativos e irreversíveis, que po-
dem causar mutações.
As radiações podem ser classificadas em dois grupos:
Radiações ionizantes: Os operadores de raios-X e radioterapia estão frequente-
mente expostos a esse tipo de radiação, que pode afetar o trabalhador ou se 
manifestar nos descendentes das pessoas expostas. São exemplos de radiações 
ionizantes as partículas alfa (α), beta (β) (elétrons e prótons), o nêutron, os raios-X 
e gama (γ). O perigo das radiações ionizantes é que o organismo não tem meca-
nismo de percepção dessas radiações.
Radiações não ionizantes: Os operadores de fornos e soldas estão frequente-
mente expostos a esse tipo de radiação, como a radiação infravermelha, de solda 
oxiacetilênica, radiação ultravioleta, ou ainda raios laser e micro-ondas.
Para saber mais sobre a pesquisa 
acima, consulte o artigo na íntegra em 
US National Library of Medicine 
National Institutes of Health. 
Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.
nih.gov/pmc/articles/PMC2509609/>
Os fumantes recebem uma dose de radiação 
equivalente a cerca de 300 radiografias de 
tórax por ano devido ao isótopo radioativo 
polônio-210 contido na fumaça do tabaco que 
vem dos ingredientes dos fertilizantes utilizados 
na sua produção.
53Unidade 4 – Riscos físicos – Radiações
Radiações ionizantes
As radiações eletromagnéticas do tipo raio-X e raio gama (γ) são mais penetrantes e, de-
pendendo de sua energia, podem atravessar vários centímetros do tecido humano (por 
isso são utilizadas em radiografias médicas).
Ao desligar uma máquina de raios-X, ela deixa de produzir radiação e não torna o ma-
terial radioativo, ou seja, os locais onde são realizadas as radiografias não ficam radioa-
tivos. O cuidado deve-se ao caráter acumulativo da radiação ionizante, por isso não se 
deve tirar radiografia sem necessidade.
As radiações beta (β) são pouco penetrantes em relação às anteriores. Dependendo de 
sua energia, podem atravessar milímetros e até centímetros de tecido humano (permite 
aplicações médicas em superfícies da pele para acelerar a cicatrização).
Já as partículas alfa (α) são inofensivas por possuírem um poder de penetração muito 
pequeno, não conseguindo atravessar a pele, podendo ser detidas, até mesmo, por uma 
folha de papel. Podem causar danos maiores em situações de contaminação, por inala-
ção ou ingestão, quando em grande quantidade, em função de sua toxicidade.
Os nêutrons são muito penetrantes devido à sua grande massa e à ausência de carga 
elétrica. Das radiações apresentadas, são as que produzem maior dano biológico aos 
seres humanos. Podem, inclusive, tornar materiais expostos radioativos. São produzidos 
em reatores nucleares.
Figura 5.1 - O poder de penetração das radiações.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
54 Higiene Ocupacional I
As radiações ionizantes podem ser avaliadas no ambiente ocupacional através de um 
aparelho chamado de ‘contador Geiger’, ou, individualmente, através dos dosímetros 
de filme de bolso.
Figura 5.2: Dosímetro de Radiação.
Fonte: CC0 Creative Commons/Pixabay.
Para avaliar a quantidade de exposição a radiações ionizantes é utilizado o coulomb/
quilograma (C/kg) ou o roentgen (R). Para avaliação da dose absorvida utilizamos o gray 
(Gy) ou o rad. que referem-se às unidades do Sistema Internacional (SI). 
O controle da ação das radiações para o trabalhador deve ser realizado de várias formas 
protetivas:
• Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor 
para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação (ex: pisos e paredes 
revestidas de chumbo em salas de raios-X).
• Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental, 
luva, perneira e mangote de raspa para soldador, óculos para operadores de forno).
• Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raios-X).
• Medida médica: exames periódicos.
55Unidade 4 – Riscos físicos – Radiações
Figura 5.3: Equipamento de proteção contra 
raios-X.
Fonte: Official United States Air Force Website.
O limite estabelecido para corpo inteiro do ser humano, ocupacionalmente exposto, é 
de uma dose efetiva de 20 mSv ao ano e para indivíduo público 0,1 mSv ao ano (CNEN, 
2011).
Você sabe o que acontece quando somos expostos à 
radiação? A resposta está no link a seguir! Confira!
<https://www.megacurioso.com.br/radiacao/27400-
o-que-acontece-conosco-quando-somos-expostos-a-
radiacao-htm>.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) é responsável pela legislação e regula-
mentação de segurança relativa ao uso da radiação ionizante. A legislação básica encon-
tra-se na NR 15, Anexo V (BRASIL, 1978c):
Sv: 
é chamada unidade Sievert. Compõe o 
Sistema Internacional de Unidades (SI), 
sendo usada para dar uma avaliação 
do impacto da radiação ionizante sobre 
os seres humanos. A mSv é chamada de 
micro Sievert, mil vezes menor que a Sv.
56 Higiene Ocupacional I
Nas atividades ou operações onde os trabalhadores possam ser expostos a radiações 
ionizantes, os limites de tolerância, os princípios, as obrigações e controles básicos 
para a proteção do homem e do seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos 
causados pela radiação ionizante, são os constantes da Norma CNEN-NE-3.01: “Dire-
trizes Básicas de Radioproteção”, de julho de 1988, aprovada, em caráter experimen-
tal, pela Resolução CNEN nº 12/88, ou daquela que venha a substituí-la.
Para saber mais sobre a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), acesse: <http://www.cnen.gov.
br/ensino/apostilas/rad_ion.pdf>.
Radiações não ionizantes
São radiações de natureza eletromagnética que, quando absorvidas, causam a excitação 
eletrônica dos átomos, aumentando sua energia interna. Produzem aquecimento do 
corpo, podendo conduzir a queimaduras, catarata, fadiga, efeitos carcinogênicos (câncer 
de pele), conforme seu comprimento de onda.
Os efeitos das radiações não ionizantes sobre o organismo humano dependem da in-
tensidade, duração da exposição e do comprimento da onda de radiação. Com base no 
comprimento e na frequência, pode-se organizar o espectro eletromagnético (Figura 
5.4).
Figura 5.4 - Espectro eletromagnético
Fonte: CC BY–SA 4.0/Wikipedia/Khemis
57Unidade 4 – Riscos físicos – Radiações
A legislação que regulamenta essas radiações é a NR 15, Anexo VII (BRASIL, 1978c). 
Confira:
1. Para os efeitos desta norma, são radiações não ionizantes as micro-ondas, ultravio-
letas e laser.
2. As operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não ioni-
zantes, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres, em decorrência de 
laudo de inspeção realizada no local de trabalho.
3. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores às radiações da luz negra 
(ultravioleta na faixa - 400- 320 nanômetros) não serão consideradas insalubres.Agora, confira as radiações não ionizantes mais importantes.
• Micro-ondas: sua radiação tem grande aplicação comercial, por ser uma forma mui-
to conveniente de aquecimento. Além de nossos fornos domésticos, a radiação de 
micro-ondas é utilizada em esterilização, vulcanização, radiodifusão FM, ressonân-
cia magnética, entre outros. Essas ondas causam aquecimento localizado na pele. A 
exposição às micro-ondas torna-se perigosa, principalmente, quando são emitidas 
elevadas densidades de radiação.
• Radiação ultravioleta: esta pode ser de origem natural (sol – UVA e UVB) ou artificial 
(soldagem a arco elétrico em operações de solda, lâmpadas ultravioletas). É uma radia-
ção pouco penetrante e causa efeitos como lesões de pele (até câncer de pele) e olhos.
Figura 5.5: Soldagem a arco elétrico com eletrodo revestido.
Fonte: Domínio Público/US Gov./Wikimedia Commons.
58 Higiene Ocupacional I
• Radiação a laser: o termo ‘laser’ é uma abreviação para a expressão light amplifica-
tion by stimulated emission of radiation, ou seja, amplificação da luz por emissão 
estimulada de radiação. A luz de uma fonte laser é coerente. A radiação laser pode 
ser gerada em diferentes faixas do espectro 
eletromagnético, como infravermelho, visível 
e ultravioleta. O laser tem como característica 
a grande quantidade de energia concentrada 
em uma área muito pequena (grande perigo 
de queimaduras graves). Quanto maior a po-
tência do laser, mais perigosa é sua radiação.
• Radiação infravermelha: não é mencionada de forma específica na NR 15, ela pode 
ser originada de fonte natural (sol) ou artificial (fornos, metais incandescentes, solda). 
Tem como característica ser pouco penetrante (alguns milímetros) e sua absorção 
causa, basicamente, o aquecimento superficial. Quanto maior a temperatura, maior 
será a quantidade irradiada.
• Radiofrequência: é encontrada em ondas de rádio, em radiodifusão AM, diatermia 
médica, solda de radiofrequência (RF), e outros Como principal risco associado, des-
taca-se o aquecimento induzido pela radiação. O principal dano, dependendo da 
intensidade, são abortos e má formação do sistema nervoso central de bebês, cujas 
mães desenvolveram hipertermia entre moderada e severa.
Segundo a publicação Safety in the Use of Radiofrequency Dieletric Heaters and 
Sealers, da OIT, os embriões e os fetos podem ser particularmente sensíveis ao calor induzido 
pela RF. Disponível em: http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---ed_protect/---protrav/---
safework/documents/publication/wcms_218599.pdf.
Nesta unidade, foi apresentada a definição de radiações ionizantes e radiações não ioni-
zantes e os locais de trabalho suscetíveis à exposição. Agora você já sabe que é de gran-
de importância conhecer a legislação que regulamenta esse risco e adotar medidas de 
prevenção para os trabalhadores que atuam em atividades com presença de radiação em 
níveis elevados, de modo a diminuir os efeitos adversos relacionados à saúde humana.
Fonte de luz coerente:
fonte de luz que vibra num único plano; 
se propaga em uma só direção; é 
monocromática (tem um só comprimento 
de onda).
59Unidade 4 – Riscos físicos – Radiações
Pratique
1. Relacione as radiações naturais (alfa, beta e gama) com suas respectivas características:
1. alfa (α)
1. beta (β)
1. gama (γ)
( ) Possuem alto poder de penetração, podendo causar danos irreparáveis ao ser 
humano.
( ) São partículas leves, com carga elétrica negativa e massa desprezível.
( ) São radiações eletromagnéticas semelhantes aos raios-X, não possuem carga 
elétrica nem massa.
( ) São partículas pesadas de carga elétrica positiva que, ao incidirem sobre o cor-
po humano, causam apenas queimaduras leves.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a) 1 – 2 – 3 – 2
b) 2 – 1 – 2 – 3
c) 1 – 3 – 1 – 2
d) 3 – 2 – 3 – 1
e) 3 – 1 – 2 – 1 
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Riscos físicos –
Ruídos
Unidade
6
62 Higiene Ocupacional I
Os objetivos desta unidade são conceituar os riscos físicos de forma específica, apre-
sentar a definição de ruídos em um ambiente de trabalho e mostrar em quais ativi-
dades há maior probabilidade de encontrá-los.
Além dos conceitos, serão abordadas as implicações legais para os trabalhadores que 
atuam em atividades expostos a ruídos, bem como as principais formas de prevenção 
e agravantes causados por este risco físico.
Ruídos
O ruído é um risco físico que pode ser explicado como um som indesejável e nocivo ao 
trabalhador, sua transmissão é feita pelo ar, através de ondas sonoras, também chamadas 
de pressão sonora, provocando uma série de problemas. Exemplos: perda auditiva (PAIR 
– Perda Auditiva Induzida Pelo Ruído), podendo ser temporária ou irreversível, fadiga 
nervosa, alterações mentais, perda de memória, irritabilidade, dificuldade em coordenar 
ideias, modificação do ritmo respira-
tório, perturbações gastrointestinais, 
entre outros.
Os ruídos estão presentes em muitos 
ambientes de trabalho atuais, como 
em pátios da construção civil, áreas 
de soldagem, oficinas mecânicas, extração de minérios, salas de aula, consultórios odon-
tológicos, palcos de ensaio musical, e tantos outros. Mas, os ruídos excessivos se mani-
festam especialmente em áreas industriais.
A perda auditiva pelo ruído, normalmente, é produzida pela exposição do trabalhador 
a ambientes ruidosos (de caráter progressivo) e, geralmente, manifesta-se após muito 
tempo de exposição. O primeiro sintoma costu-
ma ser a incapacidade de ouvir sons agudos e, 
geralmente, afetam os dois ouvidos. Os danos 
da perda de audição induzida pelo ruído são per-
manentes. Contudo, a perda de audição pode 
ocorrer sem exposição prolongada. A exposição 
breve a ruídos impulsivos (ou mesmo a um único 
impulso forte), como os produzidos pelo disparo 
Tinnitus (ou tinitus): 
é a sensação de ouvir um zumbido, um 
silvo ou um ruído atroador. A exposição 
excessiva ao ruído aumenta o risco de 
tinitus.
No link a seguir, você vai assistir a uma reportagem sobre 
os ruídos no ambiente de trabalho!
<https://www.youtube.com/watch?v=zw5Z00UWyoM>
63Unidade 4 – Riscos físicos – Ruídos
de uma arma de fogo, pelo impacto de um martelo ou de um martelo pneumático de 
rebitar, podem ter efeitos permanentes, incluindo a perda da audição e tinnitus.
Os ruídos são classificados em três:
a) Ruídos contínuos	– são aqueles cuja variação de nível de intensidade sonora é muito 
pequena em função do tempo. Exemplo: ventiladores.
b) Ruídos intermitentes – são aqueles que apresentam grandes variações de nível em 
função do tempo. São os tipos mais comuns. Exemplo: furadeira.
c) Ruídos de impacto – apresentam altos níveis de intensidade sonora, num intervalo de 
tempo muito pequeno. São os ruídos provenientes de explosões e impactos. Enten-
de-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de du-
ração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. Exemplo: 
rebitadeiras.
Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com um 
decibelímetro, instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compen-
sação “A” e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao 
ouvido do trabalhador.
Figura 6.1: Ilustração de um decibelímetro.
Fonte: CC B-SA 3.0 Sensidyne, LP/Wikimedia Commons
A NR 15, Anexo I, apresenta os limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente, 
onde os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tole-
rância fixados neste.
64 Higiene Ocupacional I
Quadro 6.1: Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente.
NÍVEL DE RUÍDO - dB (A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
Fonte: BRASIL (1978c).
No Brasil, o limite máximo permissível para uma jornada de 8 horas é de 85 dB(A). Um 
aumento no nível de pressão sonora (ruído) vai implicar na diminuição do tempo de ex-
posição.
Para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos não é permitida exposição 
a níveis de ruído acima de 115 dB(A). Se durante a jornada de trabalho ocorrer em dois 
ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os 
seus efeitos combinados, pela ponderação dos tempos totais de exposição ao ruído (Cn) 
e a máxima exposição diária permissível a este nível (Tn):
C1 + C2 + C3 + ... + Cn
T1 T2 T3 Tn
65Unidade 4 – Riscos físicos – Ruídos
Se a soma das frações exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância.
O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear). Nos intervalos entre 
os picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo.
Como medidas de controle para evitar ou diminuir os danos provocados pelo ruído no 
local de trabalho, tem-se o enclausuramento da fonte; as barreiras na transmissão, como 
medidas de proteção coletiva; o uso de EPIs, como medida preventiva; a diminuição da 
jornada de trabalho, como medidas de proteção individual (protetor auricular). É muito 
importante também a execução dos exames médicos periódicos de audiometria. Essas 
avaliações devem ser realizadas através do Programa de Controle Médico de Saúde Ocu-
pacional (PCMSO) da empresa, ou do serviço conveniado da empresa onde o empregado 
trabalha, ou na rede pública de saúde.
Os protetores auditivos podem ser subdivididos em quatro grupos:
• Protetores auditivos do tipo plugue (inserção ou semi-inserção) - onde parte do prote-
tor auditivo é inserida na entrada do canal auditivo com o objetivo de selar e bloquear 
a passagem do ruído.
• Abafador de ruído ou do tipo concha (circumaural) - que se encaixa sobre e ao redor 
da orelha com o objetivo de gerar uma vedação acústica contra a cabeça do usuário.
• Protetores auditivos que envolvem totalmente a cabeça do usuário.
• Protetores auditivos que possuem características especiais, como, por exemplo, filtros 
passivos (orifícios) e/ou ativos ou circuitos eletrônicos para cancelamento de ruído.
Figura 6.2 A: Tipo de protetor auricular.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR
Figura 6.2 B: Tipo de protetor auricular.
Fonte: CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons
• 
66 Higiene Ocupacional I
Nesta unidade foi apresentada a definição de ruídos e locais de trabalho suscetíveis à 
exposição. Você viu que é de grande importância conhecer a legislação que regulamenta 
este risco e adotar medidas de prevenção para os trabalhadores que atuam em ativida-
des com presença de ruídos, principalmente em níveis elevados, de modo a diminuir os 
efeitos nocivos à saúde humana.
Pratique
1. A utilização de equipamentos de proteção individual é obrigatória quando as me-
didas de proteção coletivas não são satisfatórias. Aos indivíduos que não estejam 
adequadamente protegidos, não é permitida à exposição a níveis de ruído acima de:
a) 100 db.
b) 115 db.
c) 120 db.
d) 125 db.
2. Em que consiste a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR)?
Fonte: Official United State Air Force Website 
Riscos físicos – 
Temperaturas extremas
Unidade
7
68 Higiene Ocupacional I
A partir de agora, você vai conhecer quais são os riscos físicos em temperaturas 
extremas em um ambiente de trabalho, mostrando em quais atividades há maior 
ocorrência deste risco.
Além dos conceitos, serão abordadas as ações de prevenção para os trabalhadores 
que atuam em atividades expostos a temperaturas extremas, bem como relatos agra-
vantes causados por este risco físico.
Temperaturas extremas 
Logo de início, é primordial que você saiba que a exposição ocupacional a temperaturas 
extremas ocorre na maioria dos ramos de atividades industriais: construção civil, indús-
trias metalúrgicas, siderúrgicas, fundições, usinas, fábricas de vidro, indústrias de papel, 
olarias, frigoríficos, entre outros. Nessas atividades, as temperaturas de calor ou de frio 
têm intensidades suficientes para causar desconforto e males à saúde dos trabalhadores.
Nas temperaturas altas, as principais fontes de calor ocupacional são o sol (trabalhos 
ao ar livre), caldeiras, fornos e estufas (trabalhos em ambientes industriais). Para avaliar 
as temperaturas extremas devem ser considerados fatores, como: temperatura do ar; 
velocidade do ar; umidade relativa do ar; calor radiante; calor gerado pelo metabolismo 
(atividade física).
A exposição ao calor é regida pelo equilíbrio térmico, ou seja, o organismo ganha ou 
perde calor para o meio ambiente, conforme a equação a seguir:
M ± C ± R - E = Q
M = calor produzido pelo metabolismo, sendo um calor sempre ganho (+)
C = calor ganho ou perdido por condução/convecção (+/-)
R = calor ganho ou perdido por radiação (+/-)
E = calor perdido por evaporação (-)
Q = calor acumulado no organismo
Se: Q > 0 acúmulo de calor (sobrecarga 
térmica)
Se: Q < 0 perda de calor (hipotermia)
69Unidade 7 – Riscos físicos - Temperaturas extremas 
Segundo a NR 15, Anexo III (BRASIL, 1978c), o limite de tolerância para exposição ao ca-
lor deve ser avaliado através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” (IBUTG), 
definido pelas equações que se seguem:
Ambientes internos ou externos sem carga solar:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg
Ambientes externos com carga solar:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
tbn = temperatura de bulbo úmido natural
tg = temperatura de globo
tbs = temperatura de bulbo seco.
Segundo a mesma norma, os aparelhos que devem ser usados na avaliação são: termô-
metro de bulbo úmido natural, termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. 
As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à altura da 
região do corpo mais atingida.
Em função do índice obtido, o regime de trabalho intermitente será definido nos quadros 
7.1 e 7.3, conforme o local de descanso e tipo de atividade exercida.
Quadro 7.1: Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho inter-
mitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.
REGIME DE TRABALHO INTERMITENTE COM DESCAN-
SO NO PRÓPRIO LOCAL DE TRABALHO (por hora)
TIPO DE ATIVIDADE
LEVE MODERADA PESADA
Trabalho contínuo até 30,0 até 26,7 até 25,0
45 minutos trabalho
15 minutos descanso
30,1 a 30,5 26,8 a 28,0 25,1 a 25,9
30 minutos trabalho
30 minutos descanso
 30,7 a 31,4 28,1 a 29,4 26,0 a 27,9
15 minutos trabalho
45 minutos descanso
31,5 a 32,2 29,5 a 31,1 28,0 a 30,0
Não é permitido o trabalho, sem a adoção 
de medidas adequadas de controle
acima de 32,2 acima de 31,1 acima de 30,0
Fonte: BRASIL (1978c) - (adaptado).
70 Higiene Ocupacional I
Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos 
legais. A determinação do tipo de atividade (leve, moderada ou pesada) é feita consul-
tando-se o quadro 7.2.
Quadro 7.2: Taxas de metabolismo por tipo de atividade
TIPO DE ATIVIDADE Kcal/h
SENTADO EM REPOUSO 100
TRABALHO LEVE
Sentado, movimentos moderados com braços e tronco (ex.: datilografia).
Sentado, movimentos moderados com braços e pernas (ex.: dirigir).
De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços.
125
150
150
TRABALHO MODERADO
Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas.
De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação.
De pé, trabalho moderado, em máquina ou bancada, com alguma movimentação.
Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar.
180
175
220
300
TRABALHO PESADO
Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoção com pá).
Trabalho fatigante
440
550
Fonte: BRASIL (1978c).
Para fins de aplicação do quadro 7.3, o local de descanso deveser um ambiente termi-
camente mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.
Quadro 7.3: Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho inter-
mitente com períodos de descanso em outro local (local de descanso)
M (Kcal/h) MÁXIMO IBUTG
175
200
250
300
350
400
450
500
30,5
30,0
28,5
27,5
26,5
26,0
25,5
25,0
A taxa de metabolismo média ponderada para uma hora é determinada pela seguinte 
fórmula:
M = Mt x Tt + Md x Td
60
M - taxa de metabolismo, média, ponderada para uma hora.
Mt - taxa de metabolismo no local de trabalho.
Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho.
Md - taxa de metabolismo no local de descanso.
Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso.
71Unidade 7 – Riscos físicos - Temperaturas extremas 
O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) é o valor IBUTG médio ponde-
rado para uma hora, determinado pela seguinte fórmula:
IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td
60
IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho
IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso
Tt e Td = como anteriormente definidos
Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho, 
sendo:
Tt + Td = 60 minutos corridos.
As taxas de metabolismo Mt e Md podem ser obtidas conforme está descrito no quadro 
7.2. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos 
legais.
Algumas consequências de calor excessivo, por exemplo, são insolação, esgotamento, 
câimbra, desmaio e urticária (erupções do calor).
Figura 7.1: Ilustração de tipos de erupções de calor em trabalhadores.
Fonte: CC BY-SA 3.0 Sentient Planet/Wikimedia.
72 Higiene Ocupacional I
A maioria dos agravos de saúde relacionados com o calor excessivo pode ser prevenida 
ou mesmo ter seus riscos reduzidos. As medidas preventivas incluem a instalação de 
equipamentos de controle, como a ventilação do ambiente, o resfriamento localizado 
sobre as fontes de calor; a ingestão de água ou líquidos isotônicos em abundância; perí-
odos de trabalho e descanso em ambientes bem ventilados; a aclimatação ao calor, por 
meio da exposição gradativa às altas temperaturas.
Você viu as consequências que as altas temperaturas podem causar. Agora, para prosse-
guirmos nosso estudo, serão apresentadas as causas das baixas temperaturas.
As baixas temperaturas são capazes de causar estresse ao organismo humano, como: 
ulcerações, problemas respiratórios, cardiovasculares e dificuldades na execução dos tra-
balhos. Uma grande diversidade de atividades pode levar a exposições ocupacionais ao 
frio, como: trabalho em áreas externas em regiões frias, mergulho, trabalho em câmaras 
frias ou navios frigoríficos, trabalhos industriais, como: linha de sorvetes e pescado.
A temperatura corpórea normal em seres humanos depende de alguns pontos como o 
local do corpo, o período do dia e o nível de atividade corporal. Entretanto, a tempera-
tura central praticamente não sofre alterações, permanecendo quase sempre constante, 
em 37 °C, variando em torno de 0,6° C, mesmo quando o organismo está exposto a va-
riações de frio ou calor, devido ao aparelho termorregulador. Se a temperatura corpórea 
estiver abaixo de 35 °C (em condições de frio 
extremo) ocorrerá uma diminuição das ativi-
dades fisiológicas (redução da pressão arte-
rial e frequência dos batimentos cardíacos). 
Os tremores são reações do organismo, na 
tentativa de gerar calor metabólico. É nessa 
fase que se inicia a hipotermia.
A temperatura corporal segue um ritmo 
circadiano, apresentando o seu pico mais 
elevado durante o anoitecer, entre 18 e 22 
horas, e sua maior baixa no começo da ma-
nhã, entre 2 e 4 horas.
A hipotermia pode ser classificada em três tipos: a aguda, subaguda e crônica. A aguda 
é a mais perigosa, onde há uma brusca queda da temperatura corporal (em segundos 
ou minutos), por exemplo, quando a pessoa cai em um lago com gelo. A subaguda já 
acontece em escala de horas, comumente por permanecer em ambientes frios por lon-
gos períodos de tempo. A crônica é comumente causada por uma enfermidade.
Hipotermia: é a temperatura corporal 
reduzida que acontece quando um corpo 
dissipa mais calor do que absorve. Nos seres 
humanos, é definida como uma temperatura 
padrão do corpo abaixo de 35.0 ºC (95.0 ºF). 
Os sintomas dependem da temperatura.
Ritmo circadiano ou ciclo circadiano: 
(do latim circa - cerca de + diem - dia) designa o 
período de aproximadamente 24 horas sobre o 
qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os 
seres vivos, sendo influenciado principalmente 
pela variação de luz, temperatura, marés e 
ventos entre o dia e a noite.
73Unidade 7 – Riscos físicos - Temperaturas extremas 
A legislação que trata do frio em ambientes de trabalho é a NR 15, Anexo IX (BRASIL, 
1978c), que estabelece uma caracterização qualitativa baseada apenas na temperatura:
As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em 
locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, 
sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de 
inspeção realizada no local de trabalho.
As medidas de controle à exposição ao frio incluem a aclimatização, o uso de vestimen-
tas adequadas, regimes de trabalho intercalados, exames médicos prévios e periódicos, 
educação e treinamento.
Nessa unidade pôde-se perceber a grande importância de se conhecer e cumprir a legis-
lação que regulamenta as temperaturas extremas em ambientes de trabalho. As medidas 
de prevenção e controle devem ser praticadas rotineiramente, pois o desconforto térmi-
co é um risco potencial para os trabalhadores.
Quadro 7.4: Sinais clínicos progressivos da hipotermia.
Temperatura interna
ºC ºF Sintomas clínicos
37,6
37
36
35
34
33
32
31
30
29
28
27
26
25
24
22
21
20
18
17
9
99,6
98,6
96,8
95
93,2
91,4
89,6
87,8
86,0
84,2
82,4
80,6
78,8
77
75,2
71,6
69,8
68
64,4
62,6
48,2
Temperatura retal normal
Temperatura oral normal
Taxa metabólica aumenta para compensar as perdas por calor
Calafrio máximo
Vítima consciente e com resposta, com pressão arterial normal
Hipotermia severa abaixo desta temperatura
Consciência diminuida; dificuldade de tomar a pressão 
sanguínea; dilatação da pupila, mas ainda reagindo à luz; Cessa 
o calafrio
Perda progressiva da consciência, aumento da rigidez muscular, 
pulso e pressão arterial difíceis de determinar; redução da 
frequência respiratória
Possível fibrilação ventricular, com irritabilidade miocárgica
Parada do movimento voluntário; as pupilas não reagem à luz; 
ausência de reflexos profundos e superficiais
Vítima raramente consciente
FIbrilação ventricular pode correr espontaneamente
Edema pulmonar
Risco máximo de fibrilação ventricular
Parada cardíaca 
Vítima de hipotermia acidental mais baixa de recuperar
Eletroencefalograma isoelétrico
Vítima de hipotermia por resfriamento artifical mais baixa de 
recuperar
 Fonte: ACGIH, ABHO (1999).
} }
} }
} }
74 Higiene Ocupacional I
 Pratique
Calcular o M e o IBUTG de um operador de forno de tratamento térmico que, a cada 
hora, abre o forno retira as peças de aço aquecidas, coloca-as no tanque de óleo e 
carrega o forno com outras peças, levando para isso 10 minutos; o restante do tempo 
permanece sentado fazendo anotações. O local não tem incidência de carga solar.
TRABALHO DESCANSO
Tg = 60,0°C
Tbn = 25,0ºC
Tg = 30,0°C
Tbn = 22,0°C
Fonte: CC0 Pixabay/Michele Maria. 
Riscos físicos – 
Vibrações e umidade
Unidade
8
76 Higiene Ocupacional I
Você vai conhecer, nesta unidade, a definição das palavras ‘vibração’ e ‘umidade’ em 
um ambiente de trabalho. Verá em quais atividades elas podem ser encontradas, e 
quais são as ações de prevenção para os trabalhadores que atuam expostos às vibra-
ções e a umidade. Conhecerá também quais os principais agravantes causados por 
esses riscos físicos (vibração e umidade).
Vibrações
A presençade vibrações é comum em diversas atividades, onde o contato com as 
mesmas faz parte do processo laboral. Até 1983, a perícia de trabalhadores expostos 
a vibrações era realizada somente de forma qualitativa, sem o uso de equipamento de 
medição. Com a publicação da Portaria 12, do Ministério do Trabalho, neste mesmo 
ano, foi incluída a avaliação quantitativa para caracterização da insalubridade por 
vibração, no Anexo VIII, da NR 15 (1978c). 
Somente em 2014, com a publicação da Portaria 
MTE 1.297/2014, foram incluídos parâmetros de 
medição, para determinar se uma atividade é 
insalubre ou não em decorrência das atividades 
com vibração.
Uma vibração é descrita como um ‘movimento oscilatório de um corpo produzido 
por forças desequilibradas de componentes de movimento rotativo ou alternativo de 
máquinas e equipamentos, sendo medida na unidade Hertz (Hz)’.
Figura 8.1: Ilustração de um traba-
lho vibratório.
Fonte: CC BY-SA 3.0 Baumeister 99/Wikimedia 
Commons
Portaria MTE 1.297/2014
http: / /www.normaslegais.com.br /
legislacao/Portaria-mte-1297-2014.htm
77Unidade 8 – Riscos físicos – Vibrações e umidade
Conforme a NR 15, Anexo VIII (BRASIL, 1978c), alterada pela Portaria MTE 1.297/2014, 
a caracterização de insalubridade em ambientes decorrentes da exposição às Vibrações 
de Mãos e Braços (VMB) e Vibrações de Corpo Inteiro (VCI), deve seguir alguns critérios:
1. Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de exposição ocu-
pacional diária a VMB correspondente a um valor de aceleração resultante de 
exposição normalizada (aren) de 5 m/s2.
2. Caracteriza-se a condição insalubre caso sejam superados quaisquer dos limites 
de exposição ocupacional diária a VCI: a) valor da aceleração resultante de expo-
sição normalizada (aren) de 1,1 m/s2; e b) valor da dose de vibração resultante 
(VDVR) de 21,0 m/s1,75.
As VCI ocorrem quando todo ou a maior parte do corpo está exposto a movimentos vi-
bratórios de baixa frequência. Equipamentos como retroescavadeira, caminhões, ônibus e 
tratores provocam esse tipo de vibração, causando os-
cilações de energia mecânica entrando pelo corpo do 
indivíduo. Os principais problemas causados estão loca-
lizados na coluna vertebral e lombar.
As VMB, também chamadas de vibrações de extremi-
dades, são vibrações localizadas transmitidas somente 
às mãos e aos braços por meio de martelos pneumáti-
cos, motosserras, furadeiras e lixadeiras.
Os procedimentos técnicos para a avaliação quantitativa das VCI e VMB são os estabele-
cidos nas normas de higiene ocupacional da FUNDACENTRO.
Importante! As situações 
de exposição à VMB e VCI 
superiores aos limites de 
exposição ocupacional são 
caracterizadas como insalubres 
em grau médio.
 
NHO 09- Procedimento Técnico - Avaliação da Exposição Ocupacional a Vibração de Corpo Inteiro. 
Disponível em: <file:///C:/Users/Gisele/Downloads/NHO_09_portal.pdf>.
NHO 10 - Procedimento Técnico - Avaliação da Exposição Ocupacional a Vibração em Mãos e 
Braços. Disponível em: <file:///C:/Users/Gisele/Downloads/NHO10_portal.pdf>.
78 Higiene Ocupacional I
A avaliação do nível de vibrações é feita através de acelerômetros (aceleração do movi-
mento – m/s2 e frequência – Hz).
Figura 8.2: Ilustração de um acelerômetro.
Fonte: Domínio Público/Wikipedia
Como medidas de controle, podemos citar o revezamento no trabalho, ou seja, a dimi-
nuição no tempo de exposição e medidas técnicas, como a melhoria dos equipamentos, 
nivelamento de pisos, uso de EPIs que reduzam a intensidade das vibrações.
79Unidade 8 – Riscos físicos – Vibrações e umidade
Umidade
Os trabalhadores expostos à umidade são aqueles que exercem suas atividades em luga-
res alagados, encharcados ou com umidade excessiva.
A legislação que trata das condições de insalubridade no trabalho pela presença de umi-
dade excessiva é a NR 15, Anexo X (BRASIL, 1978c), que de forma qualitativa, considera 
insalubres as atividades nas condições supracitadas, acompanhadas de laudo de inspe-
ção realizada no local de trabalho.
Como exemplo de atividades com umidade excessiva, pode-se citar:
• Lavanderias
• Lava carros
• Câmaras frias e frigoríficos
• Cozinhas industriais
• Piscinas
• Pesca e Indústrias de pescado
• Dragagem de areia
A umidade em presença de microrganismos patogênicos, ou outro agente agressivo, pode 
entrar no corpo humano por via cutânea (poros) e/ou via respiratória (quando um líquido é 
aquecido e evapora, fica disperso no ar, podendo carregar consigo agentes nocivos, sejam 
eles químicos ou biológicos).
A umidade excessiva pode produzir danos à saúde dos trabalhadores, como problemas 
respiratórios, quedas, doenças de pele, entre outros. Todos eles devem ter a atenção dos 
prevencionistas, por meio de verificações realizadas nesses locais para estudar a implan-
tação de medidas de controle, como o escoamento da água e uso correto dos EPIs.
Acesse <https://www.youtube.com/watch?v=nH5euYxRFTQ>, 
e assista a uma interessante reportagem sobre lavradores que 
trabalham em um ambiente excessivamente úmido.
80 Higiene Ocupacional I
Figura 8.3: Ilustração de uma atividade insalubre por excesso de umidade.
Fonte: CC BY 2.0 PoolSafely/Flickr.com.
As medidas preventivas e de controle incluem:
• Avaliação: o primeiro passo para prevenção é sempre o reconhecimento do risco. A 
avaliação depende das necessidades do ambiente. É preciso estar atento às tubula-
ções para perceber possíveis vazamentos e infiltrações nas edificações, pois além de 
doenças, as infiltrações podem causar danos severos à estrutura da edificação.
• Uso de EPIs: para evitar contato direto com a umidade pode ser eficiente se forem 
adotados, com critério. Exemplos de EPIs usados para limitar o contato com a umida-
de: luvas, aventais e roupas de PVC, botas.
• EPC: barreiras de contenção ou proteção podem ser criadas para evitar que o traba-
lhador tenha contato com a umidade.
Professor de natação infantil deve receber adicional de insalubridade por 
exposição excessiva à umidade, uma vez que permanece longos períodos 
dentro da piscina acompanhando as atividades das crianças. Disponível em: 
<https://consultor-juridico.jusbrasil.com.br/noticias/170946796/professor-de-
natacao-infantil-recebe-adicional-de-insalubridade-por-umidade>.
81Unidade 8 – Riscos físicos – Vibrações e umidade
• Administrativas: em alguns locais, o excesso de umidade é fruto da falta de luz solar 
e arejamento do ambiente. Em ambientes assim, a simples ação de prover formas 
de proporcionar a entrada de luz solar e circulação de ar no ambiente pode ser a 
solução. Em ambientes onde não for possível prover iluminação solar e circulação de 
ar natural, a colocação de exaustores e ar condicionados pode resolver o problema.
Nesta unidade você conheceu o significado de ‘vibração’ e de ‘umidade’ e os instrumen-
tos que causam danos à saúde do trabalhador. Viu a importância das legislações que 
regulamentam os riscos físicos e a adoção de medidas de prevenção para os que atuam 
em atividades com presença de vibrações e umidade excessiva, de modo a diminuir os 
efeitos nocivos à saúde deles.
 Pratique
1. A vibração é um agente físico ambiental que deve ser estudado conforme os parâ-
metros e procedimentos técnicos previstos nas normas de higiene ocupacional (NHO 
09 e NHO 10) da FUNDACENTRO, do Ministério do Trabalho e Emprego. Sobre a 
exposição ocupacional à vibração, é CORRETO afirmar que:
a) se utiliza um dispositivo denominado “almofada” para avaliação ocupacional de vi-
bração em mãos e braços.
b) a NHO 09 trata de avaliação ocupacional de vibração em mãos e braços e o limite 
de exposição ocupacional diária à vibração em mãos e braços adotado, nesta norma, 
corresponde a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 
5 m/s2.
c) a NHO 10 trata de avaliação ocupacional de vibração no corpo inteiro.
d) se utiliza sempre um acessório denominado de “luva” para avaliar vibração de corpo 
inteiro. 
e) a definição dociclo de exposição é uma variável fundamental no planejamento do 
plano estratégico de avaliação ocupacional de vibração de qualquer tipo.
2. Quais são os principais agentes físicos no ambiente de trabalho que podem afetar os 
trabalhadores?
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
Riscos químicos
Unidade
9
84 Higiene Ocupacional I
Nesta unidade, você verá o conceito sobre os riscos químicos mais comuns em ambien-
tes de trabalho, conhecerá as formas de prevenção e os principais males causados à 
saúde de trabalhadores que atuam em atividades que contêm agentes químicos.
Agentes químicos
Conforme a NR-9, no artigo 9.1.5, os agentes químicos são:
Substâncias, compostos ou produtos que podem penetrar no organismo pela via res-
piratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, 
pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo 
organismo pela pele ou por ingestão (BRASIL, 1978b).
No ambiente industrial, além da possibilidade da presença dos agentes físicos, podem 
existir, também, agentes químicos. Estes últimos se apresentam em milhares, que podem 
ou não apresentar efeito nocivo aos seres humanos, de acordo com sua especificidade 
(solubilidade, pH, concentração, propriedades, estado físico, volatilidade, reatividade e 
níveis de toxicidade).
Cada um, também pode ser dividido conforme o efeito causador de dano ao organismo 
humano. O tempo de exposição e as vias de acesso (inalação, ingestão, contato) com o 
trabalhador podem determinar os efeitos de cada agente químico no organismo.
Os agentes químicos são classificados de acordo com a sua estrutura física, como aero-
dispersoides (particulados na forma sólida ou líquida), gases e vapores. Conheça a seguir, 
detalhadamente, cada um deles.
Aerodispersoides
Os aerodispersoides, ou aerossóis, são partículas 
sólidas ou líquidas, que podem estar em suspen-
são no ar atmosférico. Apresentam, aproxima-
damente, tamanho inferior a 150 μm (a maioria 
deles não é possível visualizar a olho nu). Quanto 
maior for o tempo de permanência das partículas 
no ar, maior será a possibilidade de serem inala-
das pelos trabalhadores.
µm: 
Refere-se a uma unidade de medida de 
comprimento denominada de micrometro 
ou mícron. Amplamente usada para 
expressar distâncias extremamente 
pequenas. Esta pertence ao Sistema 
Internacional de Unidades, o valor de 1 
μm equivale a 0,001 mm.
85Unidade 9 – Riscos químicos
A classificação dos aerossóis pode ser realizada de acordo com o seu estado físico, assim 
como, pelos efeitos que provocam no organismo humano, em razão da natureza e da re-
atividade do material. O tempo para essas partículas permanecerem suspensas depende 
de sua densidade, tamanho e da velocidade de movimentação do ar.
Conforme a NBR 12.543 (1999), os aerodispersoides (que contaminam o ar) podem ser 
classificados em: poeiras, fumos, fumaças, fibras, neblinas e névoas. A seguir, vamos 
saber um pouco mais sobre cada um deles.
Poeiras
Podem ser entendidas como ‘conjunto de partículas geradas mecanicamente por procedi-
mento de ruptura ou rompimento, ou ainda, por uma desagregação de partículas maiores 
em menores, com diâmetros produzidos na faixa aproximada de 0,1 μm a 25 μm’. Quando 
expostos a um longo período de tempo, os trabalhadores podem adquirir doenças do gru-
po das pneumoconioses, pois partículas 
entre 0,5 μm a 10 μm têm a possibilidade 
de penetrar e se depositar além dos bron-
quíolos terminais. As poeiras podem ser 
encontradas na forma de poeira de sílica, 
carvão, talco, farinha etc., em operações 
como perfurações de rochas, construção 
civil, jateamento de areia, produção de 
tijolos refratários, fabricação de vidros, ce-
râmicas, entre outros.
Figura 9.1: Atividade insalubre por excesso de poeiras.
Fonte: CC0 Domínio Público/Pxhere.
Pneumoconioses:
São doenças que têm como causa, o acúmulo de 
poeiras nos pulmões e suas reações que ocorrem 
nos tecidos. Estas podem ser classificadas como 
fibrogênica e não fibrogênica. A primeira destrói os 
alvéolos pulmonares, com lesões permanentes para 
toda a vida. Na segunda, as reações provocadas 
nos pulmões são mínimas, não oferecendo lesões 
permanentes, não alterando os alvéolos pulmonares 
(SPINELLI, 2006, p. 95).
86 Higiene Ocupacional I
Para avaliação quantitativa das poeiras, a fim de estimar a exposição dos trabalhadores 
ao longo da jornada de trabalho, devem ser utilizados métodos desenvolvidos por órgãos 
de referência na área de higiene ocupacional, de trabalho. Os equipamentos de amostra-
gem de poeiras devem simular, da forma mais aproximada possível, o que acontece no 
trato respiratório, quando da inalação de partículas.
O método de filtração referente a “filtros de membrana” é muito utilizado para a análise 
quantitativa de poeiras. Nesse método, quando o objetivo é coletar a fração respirável, 
utiliza-se um separador tipo ciclone. Basicamente, o conjunto amostrador consiste nos 
seguintes componentes: sistema filtrante (figura 9.2), sistema separador de tama-
nho de partículas e a bomba de sucção com fluxo regulável.
Figura 9.2: Dispositivo de coleta para particulado respirável (Dorr-Oliver).
Fonte: FUNDACENTRO, Norma de Higiene Ocupacional, 2007, p. 35.
Fumos
Os fumos são aerodispersoides no estado sólido, que são produzidos por uma conden-
sação dos vapores emanados da fusão, podendo conter metais pesados no ar, também 
chamados de fumos metálicos. Esses fumos estão presentes em operações que envolvem 
fusão de metais, típica de indústrias onde se tem a presença de processos de fumos de 
soldagens e fundição e processos de spray metálico a quente. Os principais metais carre-
ados são o zinco, chumbo (Pb), cromo (Cr) e Níquel (Ni). A inalação desses fumos pode 
causar ulcerações do septo nasal.
87Unidade 9 – Riscos químicos
Fumaças
Assim como as poeiras, as fumaças são partículas que resultam de uma reação química 
de combustão incompleta. Essas são constituídas de carbono geradas pela queima de 
materiais orgânicos.
Fibras
São partículas sólidas produzidas por processos 
de rompimento mecânico, as quais apresentam 
como característica física um formato alongado, 
com um comprimento de 3 a 5 vezes superior 
ao seu diâmetro. Por exemplo, as fibras podem 
ser formadas na ruptura de fibras de lã, algodão, 
asbesto, vidro e de cerâmica. Em caso de exposi-
ção prolongada à fibra de asbesto, o trabalhador 
pode desenvolver uma ‘asbestose’ (doença que 
agride severamente os pulmões).
Neblinas
As neblinas são partículas líquidas produzidas por condensação de vapores de substân-
cias que são líquidas à temperatura normal. Nesse caso, se um líquido está submetido 
ao aquecimento, este tem facilidade de evaporar. Com isso, o vapor agrega-se ao ar até 
atingir a saturação. Nessa condição não se consegue agregar mais vapor ao ar, gerando 
excesso de vapor no ambiente. Ao mesmo tempo, há uma diminuição da temperatura do 
ar, ocasionando a mudança do estado físico de vapor para líquido, formando gotículas.
Névoas
As névoas são partículas líquidas em suspensão no ar, produzidas por atomização ou 
ruptura mecânica do líquido pressionado, na forma, por exemplo, de névoas de água, de 
ácido sulfúrico, alcalinas, de pintura, névoas de lagoas de aeração forçada no tratamento 
de efluentes.
Gases e vapores
Os gases são substâncias que a 25 ºC e pressão barométrica de 760 mm de Hg encon-
tram-se no estado gasoso. Apresentam-se espalhados no ar ambiente, com movimenta-
ção desordenada. Já o vapor é definido como uma substância líquida ou sólida a 25 ºC e 
760 mm de Hg, que ao sofrer mudanças de temperatura e/ou pressão passa para o estado 
Asbesto: 
Também denominado amianto, a forma 
fibrosa dos silicatos minerais pertencentes 
aos grupos de rochas metamórficas das 
serpentinas, isto é, a crisotila (asbesto 
branco), e dos anfibólios, isto é, a 
actinolita, a amosita (asbesto marrom), 
a antofilita, a crocidolita (asbestoazul), 
a tremolita ou qualquer mistura que 
contenha um ou vários destes minerais.
88 Higiene Ocupacional I
gasoso. Quando ocorrer 
o aumento da sua tem-
peratura, ocorrerá uma 
elevação da pressão de 
vapor e, por conseguin-
te, maior vaporização do 
produto no ar.
Do ponto de vista da higiene industrial, os gases e vapores são tratados juntos devido ao 
seu comportamento similar.
Segundo a ação dos gases e vapores sobre o organismo humano, eles são classificados 
em três importantes grupos: irritantes, anestésicos ou asfixiantes.
Uma substância classificada, em um dos grupos citados, pode ter também características 
de outros grupos. Por exemplo, o álcool, além de ter propriedades anestésicas, é uma 
substância irritante às vias respiratórias superiores.
Confira, no quadro 9.1, exemplos práticos de dimensão de partículas que podem cons-
tituir os agentes químicos.
Quadro 9.1: Exemplos de dimensão de partículas.
DESCRIÇÃO DIMENSÃO
POEIRAS
Partículas sólidas, geradas mecanicamente, resultantes de operações, como: serrarias, jateamento, 
perfuração e beneficiamento de rochas, etc. São irregulares, não floculam, depositam-se por 
gravidade. Subdivide-se em poeiras orgânicas (madeira, lã, algodão, cereais, etc.) e poeiras minerais 
(sílica, amianto, manganês, etc.).
1 a 25 mm
FUMOS 
METÁLICOS
Partículas sólidas de origem físico-química, resultantes da fusão, oxidação, evaporação e 
condensação dos metais de certas substâncias. São partículas esferoidais que se depositam com ar 
parado e com tendência a flocular. Estão presentes nos processos de soldagem. Ex: fumos de zinco, 
de chumbo, de cloreto de amônia, etc.
0,1 a 1 mm
NÉVOAS E 
NEBLINAS
Suspensão de partículas líquidas no ar, produzidas por ruptura mecânica de líquidos (névoas) e de 
partículas líquidas que são produzidas por condensação de vapores de substâncias que são líquidas 
à temperatura normal (neblinas). Ex: névoas ou neblinas de vapor d’água, de ácido crômico, etc.
0,01 a 10 mm
GASES
Substâncias que se difundem no ar e permanecem no estado gasoso em Condições Normais de 
Temperatura e Pressão (CNTP). Ex: CO2, CO, H2S, etc.
Molecular:
0,5 nm a 8 nm
VAPORES
Substâncias que, eventualmente, se encontram no estado gasoso, mas que em CNTP são líquidos. Ex: 
solventes, acetona, tetracloreto de carbono, etc.
Molecular:
0,05 nm a 8 nm
Fonte: Horta, Marcos Barbosa (Slide Player). Disponível em: <http://slideplayer.com.br/slide/5591984/2/images/14/DESCRI%C3%87%-
C3%83O.+DIMENS%C3%83O.+POEIRAS..jpg>. Acesso em: ago. 2017.
Pressão de vapor:
É a pressão exercida por um vapor quando este está em equilíbrio 
termodinâmico com o líquido que lhe deu origem, ou seja, a quantidade 
de líquido (solução) que evapora é a mesma que se condensa. A pressão de 
vapor é uma medida da tendência de evaporação de um líquido.
Em diversos processos e atividades laborais são utilizados solventes (substâncias químicas ou 
uma mistura delas) capazes de dissolver outros materiais. Os solventes têm facilidade para 
evaporar e misturar-se com o ar dos locais de trabalho, podendo atingir concentração bastante 
elevada. O problema é que a maioria das substâncias ou compostos são tóxicos e, em graus 
variados, causam algum prejuízo à saúde dos trabalhadores.
89Unidade 9 – Riscos químicos
De forma concomitante, considera-se como riscos químicos aqueles causados pelas subs-
tâncias químicas presentes no ambiente de trabalho, na condição de matéria-prima, 
produto intermediário, produto final ou como material auxiliar que, em contato com o 
corpo humano, causam malefícios diversos, desde uma irritação da pele até danos em 
órgãos, podendo levar a morte.
Nas atividades ou operações nas quais os trabalhadores ficam expostos a agentes quí-
micos, a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites 
de tolerância constantes do quadro 9.2. Os valores fixados nesse quadro são válidos para 
absorção apenas por via respiratória. Os valores fixados como “Asfixiantes Simples”, 
determinam que nos ambientes de trabalho, em presença destas substâncias, a concen-
tração mínima de oxigênio deverá ser 18% em volume. A avaliação das concentrações 
dos agentes químicos através de métodos de amostragem instantânea, de leitura direta 
ou não, deverá ser feita pelo menos em 10 amostragens, para cada ponto – ao nível 
respiratório do trabalhador. Entre cada uma das amostragens deverá haver um intervalo 
de, no mínimo, 20 minutos.
Quadro 9.2: Limites de tolerância a agentes químicos (trecho).
AGENTES QUÍMICOS
Valor 
teto
Absorção 
também 
pela pele
Até 48 horas/semana Grau de insalubridade a 
ser considerado no caso 
de sua caracterizaçãoppm* mg/m3**
Acetaldeído 78 140 Máximo
Acetato de cellosolve + 78 420 Médio
Acetato de éter monoetílico de etilenoglicol
(vide acetado de cellosolve)
- - -
Acetato de etila 310 1090 Mínimo
Acetato de 2-etóxi etila (vide acetato de 
cellosolve)
- - -
Acetileno Asfixiante simples -
Acetona 780 1870 Mínimo
Acetonitrila 30 55 Máximo
Ácido acético 8 20 Médio
Ácido cianídrico + 8 9 Máximo
Ácido clorídrico + 4 5,5 Máximo
Ácido crômico (névoa) - 0,04 Máximo
Ácido etanoico (vide ácido acético) - - -
Ácido fluorídrico 2,5 1,5 Máximo
Ácido fórmico 4 7 Médio
Ácido metanoico (vide ácido fórmico) - - -
Acrilato de metila + 8 27 Máximo
Acrilonitrila + 16 35 Máximo
Álcool isoamílico 78 280 Mínimo
Álcool n-butílico + + 40 115 Máximo
Fonte: Brasil (1978c). Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr15_anexoXI.htm>.
90 Higiene Ocupacional I
A partir da publicação da Portaria n° 14/2005, do Ministério do Trabalho, foi incluso o 
benzeno no Anexo XIII, da NR 15 e estabelecidos os procedimentos para a prevenção da 
exposição ocupacional a esta substância, bem como sua classificação como carcinogêni-
co ocupacional.
Nesta unidade foi apresentada a definição de agentes e riscos químicos, e discutido 
suas presenças em ambientes de trabalho. Percebeu-se que é de grande importância 
conhecer a legislação que regulamenta este risco e adotar medidas de prevenção para os 
trabalhadores que atuam em atividades com presença de agentes químicos perigosos, de 
modo a diminuir os efeitos nocivos à saúde do trabalhador.
 Pratique
1. Pesquise e responda: Que tipo de poeira é o “pó da madeira” e quais são os riscos 
que ele oferece ao trabalhador?
2. Exemplifique dois tipos de aerodispersoides que podem ser considerados de risco 
químico ao trabalhador, e escreva as principais atividades onde são encontrados esses 
agentes de exposição.
NR 15 - Atividades e operações insalubres - Anexo XIII. Disponível em: <http://
www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr15_anexoXIII_A.htm>.
Fonte: CC0 Creative Commons/Pixabay 
Riscos biológicos
Unidade
10
92 Higiene Ocupacional I
Chegamos a nossa última parte do estudo da disciplina de Higiene Ocupacional I. 
Nesta unidade, você vai conhecer os riscos biológicos mais comuns em ambientes de 
trabalho, e as formas de prevenção para os trabalhadores que atuam em atividades 
com presença de agentes biológicos, bem como os principais males causados à saú-
de do trabalhador.
Agentes biológicos
São os microrganismos geneticamente modifi-
cados ou não, as culturas de células, os parasi-
tas, as toxinas e os príons (BRASIL, 1978c). As 
culturas desses agentes podem crescer e multi-
plicar-se rapidamente, sob condições favoráveis, 
aumentando a probabilidade de contaminação. 
Desta classe, são exemplos os vírus, bactérias, 
parasitas, protozoários, fungos e bacilos.
A exposição ocupacional aos agentes biológicos decorre da presença desses agentes no 
ambiente de trabalho, podendo-se distinguir duas categorias de exposição:
• Atividade com intenção deliberada: é a exposição derivada da atividade laboral que 
implique a utilização ou manipulação do agente biológico, que constitui o objeto 
principal do trabalho. Nesses casos, na maioria das vezes, a presença do agente já 
está estabelecida e determinada.O reconhecimento dos riscos será relativamente 
simples, pois as características do agente são conhecidas e os procedimentos de ma-
nipulação estão bem determinados, assim como os riscos de exposição. Na área de 
saúde, alguns exemplos poderiam ser: atividades de pesquisa ou desenvolvimento 
que envolva a manipulação direta de agentes biológicos, atividades realizadas em 
laboratórios de diagnóstico microbiológico, atividades relacionadas à biotecnologia 
(desenvolvimento de antibióticos, enzimas e vacinas, entre outros).
• Atividade com intenção não deliberada: é a exposição que decorre da atividade la-
boral, sem que essa implique na manipulação direta deliberada do agente biológico 
como objeto principal do trabalho. Alguns exemplos de atividades: atendimento em 
saúde, laboratórios clínicos (com exceção do setor de microbiologia), consultórios 
médicos e odontológicos, limpeza e lavanderia em serviços de saúde.
Os microrganismos patogênicos podem entrar no corpo humano por meio da pele lesio-
nada, por picadas de insetos, inalação ou ingestão, sendo a exposição assim classificada:
Príons: 
São partículas compostas apenas 
por proteínas normais do organismo 
que, quando modificadas, tornam-se 
patogênicas (capaz de produzir doenças 
infecciosas aos seus hospedeiros). Exemplo: 
a forma bovina, vulgarmente conhecida por 
“mal da vaca louca”.
93Unidade 10 – Riscos biológicos
• Exposição por via cutânea: é a entrada do patógeno pela pele ou mucosas. Exemplo: 
vírus da hepatite C, o vírus HIV (human immunodeficiency virus) e a leptospirose.
• Exposição por via respiratória: é a entrada do patógeno pelo nariz, garganta, traqueia 
e brônquios. Exemplo: gripe H1N1.
• Ingestão: é a entrada do patógeno pela boca, com trânsito pelo esôfago, antes de 
atingir o estômago. Exemplo: contaminação por Salmonella ssp, no consumo de ali-
mentos conservados em condições não adequadas.
Figura 10.1: Vias de entrada dos agentes biológicos no corpo humano.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
São exemplos de atividades expostas a doenças por agentes biológicos: indústrias ali-
mentícias, farmacêuticas, hospitais, serviços de limpeza pública, vigilância sanitária, la-
boratórios, frigoríficos, perícia forense, e outros. As doenças infecciosas e parasitárias 
relacionadas com o trabalho estão listadas no quadro 10.1.
94 Higiene Ocupacional I
Quadro 10.1: Doenças infecciosas e parasitárias relacionadas com o trabalho.
Doenças do grupo A (com CID) Doenças do grupo B (com CID)
Grupo entre A00 e A09
Doenças infecciosas intestinais
Grupo entre A15 e A19
Tuberculose
Grupo entre A20 e A28
Algumas doenças bacterianas zoonóticas
Grupo entre A70 e A74
Outras doenças causadas por clamídias
Grupo entre A75 e A79
Rickettsioses
Grupo entre A80 e A89
Infecções virais do sistema nervoso central
Grupo entre A90 e A99
Febres por arbovírus e febres hemorrágicas virais
Grupo entre B00 e B09
Infecções virais caracterizadas por lesões de pele e mucosas
Grupo entre B15 e B19
Hepatite viral
Grupo entre B20 e B24
Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV]
Grupo entre B25 e B34
Outras doenças por vírus
Grupo entre B35 e B49
Micoses
Grupo entre B50 e B64
Doenças devidas a protozoários
Grupo entre B65 e B83
Helmintíases
Grupo entre B85 e B89
Pediculose, acaríase e outras infestações
Grupo entre B90 e B94
Sequelas de doenças infecciosas e parasitárias
Grupo entre B95 e B97
Agentes de infecções bacterianas, virais e outros agentes infecciosos
Grupo entre B99 e B99
Outras doenças infecciosas
 Fonte: Ninsaúde, adaptado. Disponível em: <http://cid.ninsaude.com/capitulo/i/#.WaQZw7KGPIU>.
A NR 32, que trata da segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde, apresenta 
os aspectos mais relevantes sobre a probabilidade da exposição ocupacional a agentes 
biológicos (riscos biológicos).
O PPRA, regulamentado pela NR 09, é um programa fundamental para as empresas e 
trabalhadores, que serve de base para decisões quanto às ações de prevenção, elimina-
ção ou controle dos riscos ambientais. A fim de preservar a saúde e a integridade dos 
trabalhadores, no âmbito da dos riscos biológicos, o PPRA deve conter (BRASIL, 2005):
1. Identificação dos riscos biológicos mais prováveis, em função da localização geográfi-
ca e da característica do serviço de saúde e seus setores, considerando:
a) fontes de exposição e 
reservatórios: a identifica-
ção da fonte de exposição 
e do reservatório é funda-
mental para se estabelecer 
as medidas de proteção a 
Fontes de exposição:
Incluem pessoas, animais, objetos ou substâncias que abrigam 
agentes biológicos, a partir dos quais se torna possível a transmissão 
a um hospedeiro ou a um reservatório.
Reservatório:
É a pessoa, animal, objeto ou substância no qual um agente 
biológico pode persistir, ou manter sua viabilidade, crescer ou 
multiplicar-se, de modo a ser transmitido a um hospedeiro.
95Unidade 10 – Riscos biológicos
serem adotadas. Exemplos: uso de máscara de proteção para doentes portadores de 
tuberculose pulmonar; higienização das mãos após procedimentos como a troca de 
fraldas em unidades neonatais, para diminuir o risco de transmissão de hepatite A.
b) vias de transmissão e de entrada: é o percurso feito pelo agente biológico a partir 
da fonte de exposição até o hospedeiro. A transmissão pode ocorrer quando houver 
contato direto ou indireto do trabalhador com os microrganismos nocivos (figura 
10.2):
• Contato direto – a transmissão se dá sem a intermediação de veículos ou vetores. 
Exemplos: transmissão por névoas e contato com a mucosa dos olhos.
• Contato indireto – a transmissão se dá através de veículos ou vetores. Exemplos: 
transmissão por meio das mãos, luvas, roupas, instrumentos, água, alimentos, super-
fícies etc.
Figura 10.2: Formas de risco biológico.
Fonte: Banco de Imagens EaD/IFPR.
96 Higiene Ocupacional I
c) transmissibilidade, patogenicidade e vi-
rulência do agente: a identificação da trans-
missibilidade, patogenicidade e virulência do 
agente no PPRA, determina, além das medidas 
de proteção adotadas, a prioridade das mes-
mas. Na possibilidade de exposição ao menin-
gococo, por exemplo, as medidas de proteção 
devem ser adotadas de forma emergencial de-
vido à alta transmissibilidade, alta patogenici-
dade e alta virulência desse agente. Por outro 
lado, na exposição ao vírus da influenza, as 
medidas de proteção são menos emergenciais 
devido à baixa virulência do agente.
d) persistência do agente biológico no ambiente: é a capacidade de o agente perma-
necer no ambiente, mantendo a possibilidade de causar doença. Exemplo: a persis-
tência prolongada do vírus da hepatite B quando comparada àquela do vírus HIV. A 
persistência é um fator importante na avaliação do risco de exposição e de proteção 
do trabalhador.
e) estudos epidemiológicos ou dados estatísticos: são dados anteriormente estudados e 
publicados sobre cada agente biológico, que podem auxiliar nas medidas de controle 
do mesmo.
f) outras informações científicas.
2. Avaliação do local de trabalho e do trabalhador, considerando:
• a finalidade e descrição do local de trabalho: conhecer e descrever a situação de tra-
balho (aspectos físicos, psicológicos e sociais) que pode influenciar na segurança, na 
saúde ou no bem-estar do trabalhador do serviço de saúde, bem como daqueles que 
exercem atividades de promoção e assistência à saúde.
• a organização e procedimentos de trabalho: é importante observar se existem pro-
cedimentos escritos e determinados para a realização das atividades; as pausas para 
o descanso e as refeições, o relacionamento entre os membros da equipe e a chefia, 
entre outros.
• a possibilidade de exposição: ocorre em função da situação de trabalho e das caracte-
rísticas de risco dos agentes biológicos mais prováveis em cada ambiente de trabalho.
• a descrição das atividades e funções de cada local de trabalho: essa etapa comple-
Transmissibilidade:
É a capacidade de transmissão de um 
agente aum hospedeiro. O período 
de transmissibilidade corresponde ao 
intervalo de tempo durante o qual um 
organismo pode transmitir um agente 
biológico.
Patogenicidade:
É a capacidade dos agentes biológicos 
causar doença em um hospedeiro 
suscetível.
Virulência: 
É o grau de agressividade de um agente 
biológico, isto é, uma alta virulência de 
um agente pode levar a uma forma grave 
ou fatal de uma doença.
97Unidade 10 – Riscos biológicos
menta as alíneas “a” e “b” deste item. Em um local de trabalho é possível que sejam 
desempenhadas várias atividades, sendo necessária a caracterização de cada uma, 
com suas peculiaridades.
• as medidas preventivas aplicáveis e seu acompanhamento: é importante analisar as 
medidas já adotadas, verificando a sua pertinência, eficiência e eficácia. Após essa 
análise e a dos demais dados coletados, devem ser determinadas as medidas de pre-
venção a serem implantadas.
O PPRA deve ser reavaliado uma vez ao ano e sempre que se produza uma mudança nas 
condições de trabalho, que possa alterar a exposição aos agentes biológicos; ou ainda, 
quando a análise dos acidentes e incidentes assim o determinar. Os documentos que 
compõem o PPRA deverão estar disponíveis aos trabalhadores.
Além do PPRA, todas as empresas, independente do nú-
mero de empregados ou do grau de risco de sua ativida-
de, estão obrigadas a elaborar e implementar o Progra-
ma de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). 
A elaboração e implementação do PCMSO devem estar 
embasadas na identificação dos riscos à saúde dos traba-
lhadores prevista no PPRA.
A classificação dos riscos biológicos é apresentada na NR 32 e exemplificada a 
seguir:
• Classe de risco 1: baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade, com 
baixa probabilidade de causar doença ao ser humano. Exemplo: Lactobacillus SP, 
utilizado pela indústria alimentícia.
• Classe de risco 2: risco individual moderado para o trabalhador e com baixa probabi-
lidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças ao ser humano, 
para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Exemplos: vírus 
da febre amarela (transmitida por mosquitos contaminados) e Schistosoma mansoni 
(platelminto causador da esquistossomose).
• Classe de risco 3: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade de 
disseminação para a coletividade. Podem causar doenças e infecções graves ao ser hu-
mano, para as quais nem sempre existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. 
Exemplos: Mycobacterium tuberculosis (bactéria que provoca a maioria dos casos de tu-
berculose), e Bacillus anthracis (bactéria que causa a doença denominada carbúnculo).
Maiores informações sobre o 
PCMSO podem ser obtidas na 
NR 07. Disponível em: <http://
www.guiatrabalhista.com.br/
legislacao/nr/nr7.htm>.
98 Higiene Ocupacional I
• Classe de risco 4: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade 
elevada de disseminação para a coletividade. Apresenta grande poder de transmissi-
bilidade de um indivíduo a outro. Podem causar doenças graves ao ser humano, para 
as quais não existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento. Exemplo: vírus Ebola 
(causa uma febre hemorrágica, com alto índice de mortalidade).
A NR 32, Anexo II (BRASIL, 2005), mostra informações adicionais à classificação dos 
agentes biológicos (classes de risco 2, 3 e 4) no cabeçalho “Notas” (ver quadro 10.2), 
para dar amplo conhecimento da periculosidade desses agentes. A notação da classifi-
cação segue:
• A (possíveis efeitos alérgicos)
• E (agente emergente e oportunista)
• O (agente oncogênico de baixo risco)
• O+ (agente oncogênico de risco moderado)
• T (produção de toxinas)
• V (vacina eficaz disponível)
Quadro 10.2: Tabela de classificação dos agentes biológicos (Trecho).
AGENTES BIOLÓGICOS
Classificação
(grupos)
Notas
Vírus
Herpes virus de cobaias
Shope fibroma vírus
Vírus da Doença hemorrágica de coelhos
Vírus da Enterite viral de patos, gansos e cisnes
Vírus da Febre catarral maligna de bovinos e cervos
Vírus da Hepatite viral do pato tipos 1, 2 e 3
Vírus da Leucemia de Hamsters
Vírus da Leucose Bovina Enzoótica
Vírus da lumpy skin
Vírus do Sarcoma Canino
Vírus do Tumor Mamário de camundongos
Vírus Lucke (vírus de rãs
Adenoviridae
Adenovirus 1 aviário - Vírus CELO
Adenovirus 2 - Vírus Símio 40 (Ad2-SV40)
Adenovirus 7 - Vírus Símio 40 (Ad7-SV40)
2
2
4
4
4
4
2
2
4
2
2
2
2
2
2
2
0
0
0
0
0
0
0
0
0+
0
Fonte: Ninsaúde, adaptado. Disponível em: <http://cid.ninsaude.com/capitulo/i/#.WaQZw7KGPIU>.
Oncogênico:
Que ocasiona ou contribui para o 
surgimento de tumor canceroso.
99Unidade 10 – Riscos biológicos
A NR 15, Anexo XIV, que trata dos graus de insalubridades das atividades por contato 
com agentes biológicos, considera:
• Insalubridade de grau máximo
• Pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como objetos de seu 
uso, não previamente esterilizados.
• Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pelos e dejeções de animais porta-
dores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose).
• Esgotos (galerias e tanques); e lixo urbano (coleta e industrialização). Insalubridade 
de grau médio
• Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com mate-
rial (infectocontagiante), em: hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambu-
latórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da 
saúde humana (aplica-se apenas ao pessoal que tem contato direto com os pacientes, 
bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente 
esterilizados).
• Hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados 
ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha 
contato com tais animais).
• Contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e ou-
tros produtos; laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se apenas ao 
pessoal técnico).
• Gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao 
pessoal técnico).
• Cemitérios (exumação de corpos); estábulos e cavalariças e resíduos de animais de-
teriorados.
Confira a tabela de classificação dos agentes biológicos, 
acessando o link a seguir. Disponível em: <http://www.
guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr32_anexoII.htm>.
100 Higiene Ocupacional I
A relação das atividades supracitadas, que envolvem agentes biológicos, é caracterizada 
pela avaliação qualitativa. As medidas de proteção contra esses grupos de riscos biológi-
cos incluem medidas de prevenção e medidas de controle. Vamos conhecê-las?
• Medidas de prevenção: cumprimento de exigências técnicas do ambiente de tra-
balho; informação sobre os riscos; capacitação quanto às normas e procedimentos 
padronizados; diminuição do número de trabalhadores expostos; uso de equipamen-
tos de proteção adequados para cada tipo de exposição; correta higienização de 
vestimentas e instrumentos; acompanhamento médico do trabalhador; programa de 
imunização.
• Medidas de controle: seleção de equipamento; substituição de microrganismos; mo-
dificação do processo; encerramento do processo; limpeza e desinfecção; controle de 
vetores; sinalização.
Figura 10.3: Processo de lavagem das mãos.
Fonte: CC BY-SA 2.0 Sebástian Freire/Flickr.com
Na última unidade do nosso estudo, foi apresentada a definição e a classificação de 
agentes e riscos biológicos, os tipos de atividades ocupacionais suscetíveis à exposição 
aos agentes biológicos, as formas de contaminação e doenças infecciosas e parasitárias. 
101Unidade 10 – Riscos biológicos
Além disso, foram mostrados os aspectos relevantes para a elaboração do PPRA, no 
âmbito dos riscos biológicos e medidas de proteção e controle dos mesmos. Percebeu-se 
que as ações de prevenção à saúde dos trabalhadores que atuam diante deste risco são 
extremamente importantes, para garantir um ambiente laboralsaudável.
 Pratique
1. De acordo com a NR 32, o PPRA, em serviços de saúde na fase de reconhecimento, 
deve conter identificação dos riscos biológicos mais prováveis, em função da locali-
zação geográfica e da característica do serviço de saúde e seus setores. Com base no 
que acabou de ler, coloque (V) se a afirmativa for verdadeira e (F) se for falsa. 
( ) Fontes de exposição e reservatórios.
( ) Vias de transmissão e de saída.
( ) Persistência do agente biológico no ambiente.
( ) Estudos micrológicos ou dados estatísticos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a) F – F – V – V
b) F – V – V – F
c) V – V – V – F
d) V – F – V – V
2. Os agentes biológicos são classificados em classes de risco, que leva em conta indi-
vidual para o trabalhador e para a coletividade. Assinale a alternativa que apresenta 
o agente que pode ser enquadrado como classe de risco 3, como expressa a Norma 
Regulamentadora 32:
a) Clostridium botulinum
b) Clostridium tetani
c) Neisseria meningitidis
d) Salmonella typhimurium
103
Referências
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105
Currículo da autora
Gisele Cristina Justen
Pós-doutora em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutora em 
Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mestre em Agronomia pela 
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Graduada em Engenharia Química pela 
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE).

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