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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

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Psicologia
Modelos epistemológicos em educação:
O que é epistemologia? Episteme conhecimento Logia estudo.
Epistemologia é uma parte da filosofia que estuda o conhecimento organizado, racional – “científico”.
Epistemólogos filósofos.
Sujeito epistêmico sujeito do conhecimento.
Origens do conhecimento:
Inatismo: O conhecimento é inato, endógeno: determinismo biológico → apriorismo.
O conhecimento está dentro do aluno (sujeito): “revelação”. S O - Desenvolvimento/maturação. Ditado popular: “Pau que nasce torto morre torto.”
Sócrates: Conhecimento: provém da introspecção (olhar para o sujeito, olhar interno). O mestre desperta o processo interno.
Empirismo: O conhecimento é adquirido/transmitido, exógeno: positivismo lógico. O conhecimento está fora do aluno (sujeito): “descoberta”. S O Aprendizagem/meio. Ditado popular: “Diga-me com quem andas e te direi quem és.”
Aristóteles: Conhecimento: provém da dedução baseada na experiência sensível. Impulsionou o desenvolvimento da ciência. Contrário a toda forma de inatismo.
Interacionismo: O conhecimento depende tanto de fatores externos como internos (sujeito + objeto): “construção”. S O. Desenvolvimento Aprendizagem. O conhecimento não é predeterminado; é fruto da interação de cada sujeito (aluno) com os objetos.
Kant: Conhecimento: Categorias e juízos prévios + categorias e juízos constituídos pela experiência. É o próprio espírito humano que constrói – com os dados do conhecimento sensível – o objeto do seu saber.
Modelos pedagógicos em educação (Becker)
1. Pedagogia diretiva: A P Epistemologia – Empirismo: S O Teorias psicológicas: Abordagem tradicional – Snyders. Abordagem comportamental – Skinner.
2. Pedagogia não diretiva: A P Epistemologia – Inatismo: S O Teorias psicológicas: abordagem: Humanismo – Rogers. Abordagem: Psicanálise – Freud.
3. Pedagogia relacional: A P Epistemologia – Interacionismo: S O Teorias psicológicas Abordagem: Construtivismo – Piaget. Abordagem: Intelig. múltiplas – Gardner. Abordagem: Intelig. emocional – Goleman
Pedagogias diretivas: (EMPIRISTA) O professor fala/ensina → o aluno escuta/aprende. Independentes, não complementares. Transmissão do conhecimento. Foco no prof., aluno passivo - Conhecimento transmitido como forma e não apenas como conteúdo. Ex.: decorar a tabuada, repetição mecânica exercícios mecânica, exercícios.
Desdobramentos sociais: 0 Regimes autoritários.
Pedagogias não diretivas: O professor intervém o mínimo possível: laissez faire, renuncia à autoridade explícita, mas pode exercê-la de modo subliminar Foco no aluno, sem intervenção. Mais presente nas concepções do que nas práticas Valorização das ações espontâneas e da aprendizagem.
Desdobramentos sociais: Ideia de “dom” e “déficit”. Teoria da carência cultural.
Pedagogias relacionais: Atividade e interação entre os alunos. O professor problematiza, desequilibra, desafia o aluno a explorar e a pensar. Conhecimento: assimilação e acomodação; conservação e transformação. Importância dos conhecimentos prévios. Sujeito e objeto não existem antes da ação do sujeito. A consciência é construída. Desdobramentos sociais: Indivíduos críticos e autônomos. Não se trata da anomia (ausência de regras).
Avaliação da inteligência
Inatismo: Dom. Testes, objetividade, avaliação diagno
Empirismo: Transmissão. Quantidade de informação, avaliação certificadora.
Interacionismo: Processo. Qualidade das respostas, avaliação formativa.
Para refletir: obesidade infantil Visão inatista: O problema é genético → solução = remédios. Visão empirista: O problema são os hábitos O problema são os hábitos → solução solução = controle familiar. Visão interacionista: O problema é uma combinação de fatores internos e externos → solução = conscientização do indivíduo; reeducação de hábitos; remédio.
Abordagem tradicional:
Baseia-se em diversas tendências, concepções e práticas educativas aplicadas em um contexto escolar que foram transmitidas ao longo do tempo. Transmissão de modelos. Snyders - Pedagogia diretiva: A ← P Empirismo: S ← O
Eixos centrais: Educação com ênfase no produto.
0 professor-aluno: verbalista e assimétrica.
O professor: “Dono do saber” O ensino volta-se para o que é externo ao aluno: os conhecimentos instituídos, as disciplinas, o professor. O conhecimento é humano é cumulativo e adquirido por meio da transmissão. Ensino intelectualista (abstrato), verbalista e formal. 
Foco no professor: castigos físicos e morais.
O aluno: Tabula rasa = um receptor passivo em relação a informações já definidas. Aluno dependente do professor- autoridade exterior. Alunos vistos de forma homogênea: a classe. “Educação bancária” – Paulo Freire:
“Dar” aula + “tomar” a lição.
Relação professor-aluno: foco no professor. Classe: justaposição das relações individuais de cada aluno com o professor (relações duais). Sem interações entre alunos. Autoridade. Heteronomia. Punição.
Educação: Preocupação com o produto: Quantidade de informação. Avaliação: Provas em que o critério é a memorização e repetição. A relação social: Vertical e assimétrica.
Exemplos Carteiras dos alunos: alinhadas de maneira fixa. Silêncio e separação total
Consequência Ênfase na cópia de modelos e na transmissão padronizada. Formação de alunos com reações estereotipadas e automatizadas, com pouca criatividade. Compreensão parcial dos fenômenos. Educação seletiva x educação inclusiva.
Abordagem comportamental
O conhecimento é uma cópia da realidade exterior. Sua apropriação se dá a partir da experimentação planejada e das contingências reforçadoras do meio. Skinner: Empirismo: S ← O Pedagogia diretiva: A ← P
Eixos centrais
Educação como sistema de condicionamentos. Relação professor-aluno: controle e planejamento.
Burrhus Frederic Skinner (1904-1990)
Psicologia comportamental ou Behaviorista
 Behavior = comportamento. Comportamento humano é modelado e reforçado a partir da a partir da recompensa: Condicionamento reflexo x condicionamento operante.
Reforço positivo: aumento da ocorrência de uma resposta em função do seu efeito de uma resposta em função do seu efeito.(agradar-efeito)
 Contra o uso da punição: leva à paralisação do comportamento e não à aprendizagem.
Educação
Controle e planejamento como base da aprendizagem do aluno. Modelagem do comportamento humano a partir da manipulação das contingências de reforço, desprezando-se qualquer fator não observável (interno). A educação tem como objetivos: Controle do comportamento. Experimentação. Transmissão cultural.
O professor
Engenheiro comportamental Papel técnico: elaboração de programas disciplinares. Avaliação baseada em objetivos definidos de aprendizagem. Preocupação com o controle do comportamento observável, porque entende o conhecimento como resultado da experiência.
O aluno Papel passivo e respondente ao que é esperado dele. Reforçadores diretos: elogios, graus, notas, prêmios. Reforçadores remotos: diploma, aprovação, status, ascensão social. Aprende com base em feedback.
Relação professor-aluno
Aprendizagem: uma mudança relativamente permanente no comportamento ou na mente do indivíduo, resultante de uma prática reforçada. Controle aversivo do comportamento: mais fácil de ocorrer, porém não leva à aprendizagem. Ambos como peças numa máquina planejada e controlada, desempenhando suas funções de forma eficiente.
Skinner e suas bases educacionais
Bases da educação: autocontrole e equilíbrio entre razão e emoção. O papel da frustração: aprendizagem como um sistema de vacinação (apresentação gradual). Liberdade: menos importante do que a coesão ou a harmonia social.
Instrução programada
Especificação de objetivos. Controle de contingências: feedback constante quanto ao domínio de uma determinada habilidade. Apresentação do material em pequenos passos e complexidade crescente. Respeito ao ritmo individual de cada aluno. Envolvimento e autocontrole do aluno. Hoje em dia: softwares educacionais.
A máquina de ensinar
A máquina propriamente dita não ensina É semelhante a um professor