HISTÓRIA DA AMÉRICA
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a critério desta, eleito ou deposto. Essa chefia com o 
correr dos tempos, transformou-se em hereditária e, por força do luxo e 
respeito de que era cercada, deu aos conquistadores espanhóis a impressão 
de ser exercida por um rei. De qualquer modo, entretanto, o seu ocupante 
acabou por se tornar o centro de toda a vida política, administrativa e 
religiosa do país. [...] O Estado asteca [...] era uma oligarquia militar e 
aristocrática. AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, 
termos e conceitos históricos. 
 
 
 
Astecas-sociedade, religião e cultura 
 
 
Os aspectos da civilização asteca, sob o prisma da formação e da política. 
Discutir a sociedade, religião e a cultura, peças fundamentais para 
conhecermos quaisquer grupos humanos. 
A sociedade asteca era formada por diferentes camadas sociais: nobreza, 
sacerdotes, comerciantes e escravos. Entretanto, havia certa mobilidade social. 
Alguns membros livres das camadas baixas poderiam ascender à categoria de 
dignitários graças à bravura nos combates. Era possível galgar postos militares 
e chegar a fazer parte da aristocracia militar. Poderiam também, dedicar-se aos 
serviços religiosos e até, mesmo ascender à posição de supremo sacerdote. 
A sociedade possuía uma feição tribal. Os clãs - calpullis - eram a unidade 
fundamental da sociedade. As terras eram distribuídas aos grandes chefes de 
famílias. Essas propriedades possuíam administração própria e dentro dela 
conviviam os escravos, os servos e os comuns \u2014 que trabalhavam as terras 
comunitárias. Vale ressaltar que a propriedade privada só existia para o 
imperador e para a nobreza. O restante das terras pertencia ao Estado. 
Pode-se dizer que a nobreza era a classe governante, uma vez que, os 
burocratas ou funcionários dos Estados eram oriundos de suas fileiras. 
Membros da nobreza formavam o Conselho do imperador. 
 
 
 
 
 
 
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Entre os povos do México os Astecas foram os que mais cultuaram seus deuses. À 
época da chegada dos Espanhóis, a religião Asteca era uma síntese de 
crenças e cultos. Os deuses agrários dos povos da região central fundiram-se 
aos deuses astrais dos povos guerreiros bárbaros. 
Todavia, o aspecto que mais tem chamado a atenção dos estudiosos ou 
interessados na história religiosa dos astecas é a existência dos sacrifícios 
humanos. Entre as cerimônias de sacrifício humano havia a morte anual de um 
prisioneiro de guerra, escolhido entre os mais bravos. No dia de sua morte, ele 
tocava flauta no cortejo. Sacerdotes e quatro belas moças acompanhavam-no. 
Curioso notar que nenhum sacrifício humano era oferecido a Quetzalcoatl, a 
principal divindade, considerado deus do vento. 
 
 
Sendo herdeiros culturais de outras grandes civilizações, os astecas 
desenvolveram técnicas e conhecimentos bastante elevados. 
Na arquitetura se sobressaiu a construção de monumentos, diques e 
aquedutos. Eram mestres também na arte da ourivesaria. Os sacerdotes, 
astrônomos e astrólogos se dedicavam à observação do céu e ao estudo do 
movimento dos astros. Existiam escolas, onde as crianças nobres estudavam 
matemática e astronomia. 
Em algumas cidades havia bibliotecas, mas poucas resistiram à destruição 
deflagrada pelos espanhóis. O Povo Asteca possuía uma escrita original, um tanto 
complicada. Tratava-se de uma pictografia, isto é, escrevia-se com imagens que 
de alguma forma lembravam o que se queria registrar. Com o decorrer do tempo 
o sistema evoluiu para uma escrita que usava símbolos que pouco tinha a ver 
com a ideia representada. 
\uf0b7 [...]Por não possuir um alfabeto, o povo Asteca representava seus 
pensamentos e suas ideias através de desenhos grifos, assim da mesma 
maneira como escrevemos uma palavra, eles desenhavam uma figura 
sempre da mesma maneira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Astecas- Calendário e agricultura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Calendário asteca. Museu Nacional de Antropologia do 
México 
 
 
A pedra do Sol foi encontrada em 1790, com um diâmetro de 5 metros. Ao 
centro está o sol, com seu movimento. O desenvolvimento de um sistema 
matemático de precisão que contribuiu para a exatidão do calendário asteca 
está relacionado ao ciclo agrícola do milho. 
Os astecas acreditavam todos os seres, incluindo animais e plantas, possuíam 
alma. Algumas divindades estavam associadas ao milho: Cinteotl \u2014 deus do 
milho, Xilonen/Chicomecoatl \u2014 deus do cultivo do milho. 
Na época pré-hispânica os alimentos eram considerados cálidos ou frios, isto 
não tinha nada ver com a temperatura, senão com as características de cada 
alimento. Seus alimentos básicos eram: milho, feijão, abóbora, pimenta, 
melão, tomate, peixes, crustáceos, batráquios e até insetos aquáticos. 
Criavam perus e cães, mas de modo limitado. Os grãos de amaranto e 
sálvia 
eram usados em mingaus. O calendário asteca era muito semelhante ao dos 
maias. O ano começava no solstício de inverno, com um ciclo de 18 meses 
de 
20 dias cada e mais um curto período de 5 dias, chamados de dias vazios, 
totalizando,um ano de 365 dias. 
\uf0b7 Soustelle (1962:153) acrescenta que o calendário estava ligado não só 
ao registro dos movimentos dos astros, mas também, a fenômenos naturais, 
para os 
quais eram adaptados rituais necessários à manutenção de seus cursos regulares. 
Por fim, estava o caráter divinatório, responsável por presságios sobre a sorte 
dos indivíduos e empreendimentos da vida social. 
 
 
O Calendário Asteca dividia o ano dependendo das atividades 
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agrícolas: 
 
 
 
 
A primavera significava o cuidado com a plantação, com a terra, com o 
crescimento dos vegetais. Estava relacionada com o amanhecer ou o 
nascimento representada graficamente por uma espiga de milho. 
 
 
O verão significava plenitude, a força jovem como a força do sol do meio dia. As 
plantações de milho eram grandes nesta estação, considerada também a época 
em que os jovens procriavam. 
O outono era a tarde, representava o descanso dos velhinhos e dos seres 
humanos que viviam das colheitas. Considerado tempo de morte da vegetação 
(mês de novembro é celebrado dia dos mortos), tempo em que os homens se 
preparam para a nova plantação. 
Finalmente, o inverno era representado com o nascimento de um novo ser. 
O calendário demonstra que os astecas possuíam uma cultura elaborada e, em 
vários aspectos, sofisticada. 
 
 
 
 
 
INCAS \u2013 Periodização 
 
 
O nome \u201cinca\u201d indica uma dinastia de soberanos do povo quíchua, do antigo 
Peru e, por extensão, passou a designar todos os indivíduos sujeitos à dominação 
dessa dinastia. Vamos expor a cronologia histórica da região do antigo Peru. 
 
 
20.000 - 100 a .C 
 
 
Há cerca de 20.000 anos atrás, tribos de caçadores que atravessaram o estreito 
de Bering, dirigiam-se para o sul atingindo as terras que, atualmente, 
chamamos de América do Sul. Por volta do ano 5.000 a.C., esses habitantes das 
regiões montanhosas começaram a cultivar alimentos formando povoados 
permanentes. 
 
 
Por volta do ano 2.000 a.C., os pescadores que habitavam a costa começaram, 
igualmente, a construir habitações permanentes. Mais ou menos no ano 1.200 
a.C., os habitantes da zona costeira já cultivavam o milho, teciam roupas de 
boa qualidade e faziam cerâmicas. Nessa época surgiu na zona montanhosa a 
primeira civilização importante denominada Chavin. Por volta do ano 100 a.C., a 
costa nordeste era um reino, cuja a capital era Moche, e no sul existia outro 
reino com capital emNazca. 
 
 
 
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100 a.C. - 1.100 d.C. 
 
 
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