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DisciplinaNeuropsicopedagogia728 materiais4.820 seguidores
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\uf0b7 A primeira unidade funcional é responsável para regular o tônus cortical, 
a vigília e os estados mentais, e é composta pela formação reticular e pelo 
tronco encefálico. 
\uf0b7 A segunda unidade funcional, que é responsável por receber, processar 
e armazenar as informações, que se compõe das partes posteriores do 
cérebro (lobo parietal, occipital e temporal). 
\uf0b7 A terceira é a unidade para programar, regular e verificar a atividade 
mental, constituindo-se pelas partes anteriores do cérebro (lobo frontal). 
 
 
9 
 
 
Fonte: http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=3340 
 
Dito isso, foi a partir daí que passou-se a perceber a grande contribuição 
de Luria para a área da educação. Nesse sentido: 
 
O cérebro é o órgão privilegiado da aprendizagem. Conhecer sua 
estrutura e funcionamento é fundamental na compreensão das 
relações dinâmicas e complexas da aprendizagem. Na busca pela 
compreensão dos processos de aprendizagem e seus distúrbios, é 
necessário considerar os aspectos neuropsicológicos, pois as 
manifestações são, em sua maioria, reflexo de funções alteradas. As 
disfunções podem ocorrer em áreas de input (recepção do estímulo), 
integração (processamento da informação) e output (expressão da 
resposta). O cérebro é o sistema integrador, coordenador e regulador 
entre o meio ambiente e o organismo, entre o comportamento e a 
aprendizagem (TABAQUIM, 2003, p. 91). 
 
Além de Luria, Vygotsky também se debruçou no funcionamento cognitivo 
do cérebro humano, trazendo grandes contribuições para a Neuropsicologia e 
consequentemente para a educação. Ambos abordaram o funcionamento 
cognitivo, afirmando que as funções cerebrais estão organizadas em sistemas 
funcionais. 
Marins (2005, s/p) afirma que: 
 
[...] as funções psíquicas superiores formam sistemas funcionais 
complexos que precisam da ação combinada de todo o córtex 
cerebral, embora a sua base esteja situada em grupos de células 
dispersas que atuam em conjunto, interagindo entre si. Assim, as 
funções mentais superiores dependem do cérebro como um todo, 
atuando de maneira especializada, com funções específicas, 
entretanto dependentes do todo para que cada função seja executada. 
 
 
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Dito isso, ressalta-se a importância da Neuropsicologia para os estudos 
comportamentais e ligados a dificuldades de aprendizagem. Para Damásio 
(1994, p. 78): 
 
A finalidade da abordagem neuropsicológica é, pois, a de explicar a 
forma como certas operações cognitivas e seus componentes estão 
relacionados com os sistemas neurais e seus componentes. 
 
Lembrando que a Neuropsicologia é uma ciência multidisciplinar, que 
envolve múltiplas especialidades que se complementam, como: a neurologia, a 
fonoaudiologia e a psicologia. 
Os rumos que a Neurociência e a Neuropsicologia vem tomando, trazem 
grandes esperanças de entender uma infinidade de distúrbios que envolvem a 
mente humana. Nesse sentido, Bear (2008, p. 21) afirma: 
 
[...] Apesar dos progressos durante a última década e os séculos que 
a precederam, ainda existe um longo caminho a percorrer antes que 
possamos compreender completamente como o encéfalo realiza suas 
impressionantes façanhas. Entretanto, essa é a graça em ser um 
neurocientista: nossa ignorância acerca da função cerebral é tão vasta 
que descobertas excitantes nos esperam a qualquer momento. 
 
Amplie Seus Estudos 
SUGESTÃO DE LEITURA 
Para aprofundar seus estudos, leia 
o livro intitulado Princípios de 
Neurociências (2014) de Eric 
Kandel. Nele se terá um panora-
ma de como a Neurociências se 
desenvolveu ao longo dos anos. 
 
 
 
 
 
A Neuropsicologia é uma grande aliada à complexidade que existe na 
educação/aprendizagem, sendo um conhecimento imprescindível para 
psicólogos e profissionais da educação, visto que são ampliados os 
 
11 
 
conhecimentos sobre como todo o processo de aprendizagem se desenvolve, 
assim como maneiras de aperfeiçoar ainda mais a forma como ensinar. 
 
1.2 O Sistema Nervoso 
 
As relações entre as funções do sistema nervoso e o comportamento 
humano são objeto de estudo da neuropsicologia, a qual tem o intuito de 
relacionar a psicologia cognitiva com as neurociências, desvendar a 
fisiopatologia do transtorno e encarar racionalmente a estratégia de tratamento. 
Alterações nos processos neurais que regem a aprendizagem levam aos 
chamados transtornos de aprendizagem, acarretando um prejuízo para o futuro 
social da criança, já que perturbam a conduta pedagógica esperada de acordo 
com sua inteligência normal. 
A aprendizagem é um processo contínuo, que dependente 
essencialmente, da memória e da atenção. A capacidade de especialização 
cerebral em armazenar dados para a sua utilização posterior permite, mediante 
a memória, codificar e decodificar informação. 
 
Ví deo 
Assista ao vídeo Neurociências e Aprendizagem: Como o 
Cérebro Aprende, e compreenda como ocorre a aprendizagem, 
e fatores que influenciam a mesma. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=23I4yU-
jCGM 
 
 
 
1.3 Circuitos Frontoestriatais 
 
Circuitos frontoestriatais são um sistema que liga diversas regiões do 
lobo frontal aos gânglios da base, participando, com outras áreas cerebrais, 
no controle do movimento, cognição e comportamento. 
 
 
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Fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2014/09/tdah-e-
controle-inibitorio-relevancia.html 
 
Até bem pouco tempo atrás, o sistema motor era dividido erroneamente, 
em apenas dois componentes: Piramidal e Extra-piramidal. 
 
Piramidal, constituído pelos neurônios motores corticais e os tratos 
constituídos por seus axônios até os neurônios motores da medula 
espinhal \u2013 o trato córtico-espinhal que passa pelas pirâmides bulbares 
(daí o termo piramidal) \u2013 ou até os neurônios motores do tronco 
encefálico - o trato córtico-nuclear (ou córtico-bulbar, pois se estende 
apenas até o bulbo). Extra-piramidal, composto por outros neurônios 
motores corticais, situados em áreas diferentes dos neurônios 
piramidais e estruturas sub-corticais que incluem os NB, o cerebelo, o 
tálamo e alguns núcleos do tronco encefálico, todos eles, direta ou 
indiretamente, conectados entre si (HAINES, 1997, apud NETO, 2013, 
s/p). 
 
De acordo com Neto, citando Haines (1997), nos últimos anos tem se 
valorizado muito as funções não motoras dos Núcleos de Base (NB). Conforme 
o autor, diferentes trabalhos designaram cinco circuitos paralelos frontoestriatais 
que ligam o córtex frontal ao estriado, ao tálamo e ao globo pálido. Dois deles 
possuem função motora e três deles possuem funções comportamentais e 
cognitivas. A esse respeito: 
 
Ressalte-se que funções cognitivas, classicamente atribuídas ao 
córtex frontal pela neuropsicologia (função executiva, memória de 
trabalho e atenção seletiva), estão, na realidade, associadas aos 
circuitos iniciados nesta área e que se dirigem a estruturas 
subcorticais. Portanto síndromes neuropsicopatológicas associadas 
originalmente a disfunções dos lobos frontais podem também ser 
determinadas por lesões e/ou alterações em outros pontos 
 
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subcorticais do circuito, como estriado, putâmen e tálamo 
(TRIPICCHIO, 2007, s/p.). 
 
A respeito dos cinco circuitos frontoestriados é importante dizer que 
possuem uma organização básica semelhante, embora possuam diferenças 
funcionais e anatômicas. Ambos originam-se no córtex frontal, mas em áreas 
diferentes. 
Já os circuitos orbitofrontal, dorsolateral e do cíngulo anterior 
originam-se nas áreas que correspondem ao córtex pré-frontal. Os circuitos 
oculomotor e motor surgem na área motora suplementar e no campo visual 
frontal. O circuito motor dos NB auxilia