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PSICOLOGIA-DA-EDUCAÇÃO

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que a criança espere e exija seu carinho. Esta ligação carinhosa e afetiva 
entre mãe e filho (ou entre pai e filha) é que irá propiciar a caracterização do famoso 
complexo de Édipo. 
Com esse percurso, demonstra-se que a sexualidade aparece no ser humano 
desde muito cedo, e que as suas primeiras manifestações não têm caráter genital, 
 
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mas trata-se mais da organização do impulso da libido, que, mais tarde, será 
fundamental na busca do prazer sexual. 
A possibilidade de uma sexualidade que corresponda aos nossos desejos 
(mesmo considerando que, para haver civilização, deva haver um nível de controle e 
repressão) dependerá de uma luta que o jovem deve enfrentar por uma nova moral 
sexual, que supere o poder castrador e passe para uma fase do encontro entre o 
prazer e a responsabilidade. 
17.8 Homossexualidade 
É o processo de identificação invertido (a forma de inversão não é muito 
conhecida e se dá de forma inconsciente) que ocorre durante a formação do Complexo 
de Édipo, portanto, por volta dos três anos. Nesse processo, o menino escolhe o pai 
como objeto de amor e a mãe como objeto de identificação, o que explica a escolha 
homossexual (com a menina, ocorre o inverso: ela escolhe a mãe como objeto de 
amor e o pai como objeto de identificação). 
Assim, do ponto de vista psicológico, o homo erotismo é uma escolha realizada 
pela criança que não tem sentido patológico (não é considerada doença ou desvio de 
comportamento) e, muito menos, moral (uma escolha influenciada por maus 
costumes). Se, por um lado, não sabemos claramente o que determina essa “escolha” 
— aqui colocada entre aspas porque, rigorosamente, não a percebemos como uma 
escolha consciente, na qual a criança opta por alternativas previamente conhecidas 
—, por outro, sabemos que não se trata de nenhum desvio comportamental ou doença 
adquirida, ou mesmo de disfunção neurológica. A própria Organização Mundial de 
Saúde (organismo ligado à ONU) reconhece isso. Neste caso, podemos afirmar, 
categoricamente, que se trata de uma opção legítima de investimento de afeto e que, 
na sociedade atual, só enfrenta a intransigência e a intolerância de grupos 
conservadores que, por motivos morais, não conseguem aceitar uma escolha sexual 
diferente da considerada padrão. 
 
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17.9 Sexualidade: Comportamentos 
Heterossexualidade: atração por pessoas do sexo oposto; culturalmente 
aceita; influencia cultura, valores e normas sociais da sociedade ocidental; 
Homossexualidade; atração por pessoas do mesmo sexo; gay e lésbica; 
estima-se que de 3 a 10% da população americana seja homossexual; existem 
variações entre os estudos uma vez que a orientação sexual pode ser temporária; 
aspectos psicológico e sexual; 
Bissexualidade: atração por ambos os sexos; é o indivíduo que relacionou-se 
tanto com homens quanto com mulheres nos últimos três anos; pode ser transitório; 
são mais ousados sexualmente e experimentam um nível de orgasmo maior e maior 
incidência de prazer com a masturbação; sofrem um duplo preconceito; 
Travestismo: uso de roupas do sexo oposto; geralmente são homens casados; 
não desejam mudança de sexo; 
Transexualismo: implica simplesmente a passagem de um sexo a outro; 
acreditam que pertencem ao sexo oposto; difere da homossexualidade pelo fato de 
haver insatisfação. 
17.10 Envelhecência 
A cultura é uma influência importante na experiência do envelhecimento. Ela 
afeta as percepções da velhice, os sentimentos de papéis, direitos e 
responsabilidades, assim, como os sistemas de cuidados e apoio dos idosos. 
Nos países orientais, os idosos permanecem ativos e desempenham papéis 
centrais e muito respeitados, exemplo, Japão. Da mesma forma que são respeitados, 
são ativos. Participam dos assuntos comunitários, dos negócios da família, do trabalho 
doméstico e da criação das crianças ou cuidam do jardim. São rotineiramente 
consultados sobre decisões importantes. 
Em países orientais para a juventude, como os EUA, envelhecer costuma ser 
atemorizante porque significa perder as qualidades valorizadas da juventude. Como a 
beleza, a agilidade e a força, declinam os papeis desempenhados, a renda financeira 
e o respeito. Muitos declaram sentir-se inúteis, não atraentes e indesejáveis. Embora 
as mudanças de humor possam estar ligadas a aspectos bioquímicos do processo de 
 
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envelhecimento, incluindo doenças, acredita-se que o clima social frequentemente 
desfavorável exerça importante influencia. 
Envelhecimento uma série de alterações que vão ocorrendo no organismo ao 
longo do tempo vivido. 
Da mesma maneira que na adolescência o sujeito se percebe diante de um 
futuro desconhecido e assustador, na envelhescência ele se surpreende pensando na 
proximidade da morte, a inseparável companheira da vida. O sujeito se vê, então, 
muitas vezes na contingência de recriar sua rotina diária e repensar seu trabalho, 
adaptando-os às exigências corporais. 
Todos os seus antepassados já não existem e ele percebe, entre horrorizado e 
conformado, que os que falecem são cada vez mais jovens, com idades casa vez mais 
próximas da sua. 
Ele se descobre mais sozinho do que nunca, inda que possa estar rodeado de 
uma grande número de pessoas com quem interage cotidianamente. Esse ser sozinho 
resulta do reconhecimento de que seus antepassados já não existem e que seus filhos 
se afastaram porque se tornaram adultos. 
O envelhecer é considerando, na nossa sociedade, como um estágio da vida 
que é desprezível. Os velhos são considerados uma espécie de praga que ataca as 
contas da previdência social encarece o seguro saúde, pesa na vida dos mais jovens. 
Ministério da saúde em PORTARIA Nº 2.528 DE 19 de outubro de 2006 integra 
nas políticas de saúde a saúde do idoso, onde são diretrizes importantes para a 
atenção integral à saúde do idoso: 
1) promoção do envelhecimento ativo e saudável; 
2) manutenção e reabilitação da capacidade funcional; 
3) apoio ao desenvolvimento de cuidados informais. 
18 A PSICOLOGIA E A ESCOLA 
O cotidiano da escola se apresenta à (o) psicóloga (o) povoado de fatos a 
serem explicados e contradições que permeiam o ensinar e aprender, interferindo na 
forma como o profissional executa seu trabalho. Quase sempre escutamos que as(os) 
psicólogas (os) vêm se deparando com muitos impedimentos para desenvolver ações 
 
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nas escolas, principalmente, quando se trata da rede pública de ensino por sua 
amplitude e complexidade. Frente à demanda de resolução imediata de questões, 
qualquer proposição de pensar o que se passa nas salas de aula, nos conselhos de 
classe, nas reuniões com professores e familiares, nas atividades rotineiras 
implicadas com a formação, pode gerar um olhar de descrédito, o que vem 
fomentando nas (os) psicólogas (os) a percepção da escola como uma instituição 
fechada a mudanças. Como acessar a dimensão de complexidade da escola, a qual 
não se constitui somente em um edifício, mas sim em um território existencial em que 
a diversidade de vínculos e de ações faz diferença facultando múltiplas 
possibilidades? Como analisar as contradições presentes em uma escola que se 
propõe a ensinar ao mesmo tempo que, objetivamente, nem sempre tem condições 
para cumprir tal tarefa? 
No período contemporâneo, as instituições sofrem mudanças e entram em crise 
e a escola não está longe das tensões sociais que apontam para um mundo de fluidez, 
instantaneidade e consumo. Qual a importância da escola em meio a tantas 
tecnologias de informação e de comunicação? A criança quer estar na escola? 
Apostamos que sim, porém é importante criar indagações que nos remetam às 
polêmicas e conflitos de nossa sociedade presentes na escola. 
Não é muito difícil encontrarmos certo saudosismo em relação às escolas de 
meados do século passado, quer em relação à formação moral, quer à qualidade do 
ensino de conteúdo, pois nelas a inquietação com o aprendizado, as mudanças 
aceleradas