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Testes Especiais Fisioterapia 04

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Curso de Testes Especiais em 
Fisioterapia 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
A postura ideal envolve uma quantidade mínima de esforço e sobrecarga, 
conduzindo a um melhor aproveitamento do corpo. No momento do profissional 
verificar e analisar a postura de um paciente, uma importante atitude é ser 
extremamente ético, cuidadoso e detalhista. 
O profissional procederá à avaliação postural em um ambiente claro e 
tranqüilo e, deverá permitir que o paciente fique o mais calmo e relaxado para 
colaborar com a avaliação. 
Cada indivíduo apresenta características individuais de postura, que podem 
vir a ser influenciadas por vários fatores tais como: anomalias congênitas e/ou 
adquiridas, má postura do dia-a-dia, obesidade, atividade física inadequada e sem 
orientação, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar 
e doenças psicossomáticas. 
O terapeuta deverá ser prático e objetivo para não deixar o paciente muito 
tempo exposto, o que poderá gerar cansaço e não colaboração. A utilização de um 
posturógramo ou simetrógrafo será muito útil no momento da avaliação postural, 
além de imagens radiológicas, que poderão auxiliar o terapeuta na análise e na 
posterior orientação postural de cada indivíduo. 
O terapeuta ficará atento aos desequilíbrios posturais, que jamais se 
apresentam isoladamente, pois adaptações morfológicas e funcionais sempre 
ocorrerão. Os segmentos que não estiverem compatíveis com o eixo perpendicular 
ao solo estarão em desequilíbrio. 
Reconhecemos que ninguém é perfeitamente simétrico, portanto, pequenas 
variações são consideradas normais. 
Inicialmente o terapeuta instrui ao paciente para permanecer em uma 
postura o mais natural possível, olhando para um ponto fixo no horizonte, com o 
mínimo de vestimenta e de preferência descalço. O terapeuta começa a analisar, de 
forma sistemática e organizada, toda a estrutura musculoesquelética, procurando 
 
 
 
 
 
anotar os desvios existentes, lesões, atrofias, edemas e outras alterações tróficas 
visíveis. 
Para avaliar determinadas estruturas, o terapeuta poderá requisitar ao 
paciente para realizar movimentos que possibilitarão identificar as relações 
harmônicas entre as partes como, por exemplo, quando estamos avaliando a cintura 
escapular do paciente. 
Ao final deste módulo, apresentaremos uma sugestão de ficha de avaliação 
postural e uma ficha de avaliação fisioterápica em ortopedia. 
 
VISTA ANTERIOR 
 
 
 
Fonte: (Gross, Fetto e Rosen, 2000) 
 
 
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Em uma visão anterior, o terapeuta estará atento aos desequilíbrios no plano 
frontal, separando o corpo em dois dimídios corporais, por meio de uma linha 
imaginária que recairá entre as sobrancelhas, entre os mamilos, passando pelo 
púbis e terminando entre os maléolos mediais. 
Para uma melhor análise, o terapeuta poderá optar em começar a avaliação 
pela cabeça ou pelos pés do paciente. 
Começando pela análise da cabeça, devemos imaginar uma linha horizontal 
que perpassa os olhos e outra linha ao final do queixo do paciente para verificarmos 
se há alguma inclinação ou rotação da cabeça. Em situações como espasmo, 
contratura ou torcicolo do músculo esternocleidomastóide é comum à presença de 
uma inclinação da cabeça para o lado da contratura e uma rotação no sentido 
oposto ao músculo contraturado conforme a figura demonstrada abaixo: 
 
 
 
 
Espasmo do músculo Esternocleidomastóide 
Fonte: (Gross, Fetto e Rosen, 2000) 
 
 
Continuando a avaliação, olhamos para uma linha imaginária que recai 
sobre os ombros do paciente. Vamos verificar se há simetria na altura dos ombros, 
caso ocorra alguma assimetria (direito ou esquerdo mais elevado) é provável que o 
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paciente seja portador de alguma escoliose ou que esteja assumindo uma postura 
viciosa decorrente de uma atividade laboral ou de lazer. 
Seguindo a linha da gravidade que divide o corpo, analisaremos a linha alba, 
que estará alinhada ou seguindo o lado da curvatura da escoliose, assim como a 
cicatriz umbilical que poderá estar desviada ou alinhada. 
Na visão ântero-posterior o terapeuta analisará o triângulo de Talles formado 
entre o tórax e o antebraço. Caso esse triângulo apresente-se maior em um dos 
lados poderá significar uma escoliose com a concavidade voltada para o mesmo, ou 
um valgo acentuado do cotovelo o chamado “cubitus valgus”. 
Abaixo, visualizaremos o Triângulo formado entre o braço e o tronco do 
paciente, o qual se apresenta maior à esquerda. 
 
 
 
 
Triângulo de Talles maior à E 
Fonte: (Barros Filho & Lech, 2001) 
 
 
Devemos lembrar que no caso de uma translação do tronco, o triângulo de 
Talles apresentar-se-á diminuído do lado da translação. 
O terapeuta verificará a caída dos braços do paciente e a altura das mãos e 
sua orientação. Caso apresente alguma assimetria na caída dos braços, poderá ser 
sinal de uma escoliose ou um encurtamento da cadeia muscular anterior do braço. 
Em caso da mão estar voltada posteriormente, poderá ser indicação de alguma 
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contratura ou encurtamento da cadeia ântero-interna do ombro (postura de ombros 
enrolados). 
Alinhando os olhos na altura da crista ilíaca do paciente, o terapeuta irá 
verificar se há alguma assimetria quanto à altura. Em caso afirmativo, será uma 
possível escoliose com báscula da pelve ou ainda, uma discrepância de membros 
inferiores. Seguindo a crista ilíaca, palpe com os seus polegares as espinhas ilíacas 
ântero-superiores para verificar o seu possível desnível que, certamente será um 
sinal de uma anteriorização ou posteriorização de uma hemipelve. 
Descendo os olhos, vamos verificar se há presença de varismo ou valgismo 
dos joelhos. No plano frontal o ângulo formado entre a diáfise femoral e a diáfise da 
tíbia está em torno de 170º, caso esse ângulo fique inferior a 170º chamamos de 
genu valgum ou simplesmente joelho em valgo, e caso o ângulo seja superior a 170º 
denomina-se genu varum, ou seja, joelho em varo. No varismo, o paciente ao 
aproximar os membros inferiores não conseguirá encostar os côndilos femorais e, no 
valgismo, o paciente toca os joelhos e não encosta os maléolos mediais. Não 
devemos esquecer-nos de observar se as patelas estão convergentes ou 
divergentes ou normais. Nos pés, deve-se ainda verificar a presença de pés planos, 
achatados ou cavos como veremos nas páginas seguintes. 
 
 
 
 
 
 
VISTA LATERAL 
 
 
Fonte: (Gross, Fetto e Rosen, 2000) 
 
 
Na vista lateral o terapeuta imaginará uma linha de referência vertical, que 
dividirá o corpo em secções anterior e posterior de igual peso. O ponto de referência 
fixo é levemente anterior ao maléolo externo e representa o ponto básico do plano 
médio-coronal do corpo em alinhamento ideal. 
Iniciando