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Biologia Celular - aula 6

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INSTITUTO DE ENSINO JOSÉ RODRIGUES DA SILVA pag 1 
 
Turma: 
Data: 
Nome: 
Professora Leilane Morais Lopes 
Aula 6 – Biologia Celular 
 
Estamos chegando ao final do nosso módulo! Infelizmente né gente? 
Mas não desanimem!! Mais coisas boas virão! Mas agora vamos a 
ultima parte do nosso módulo de Biologia Celular! 
Nessa parte, iremos falar sobre o núcleo da celula! E sua função na 
celula! 
O Núcleo 
O núcleo é formado pela carioteca, também chamada de membrana 
nuclear; o DNA (ácido dexorribonucleíco); e as protéinas auxiliares tais como 
as histonas, e as enzimas auxiliares, como as polimerases. 
Vamos falar primeiro da membrana nuclear, essa membrana possui 
como principal função separar o material genético do citoplasma da celula. 
Essa membrana possuiu poros, chamados poros nucleares, por onde enzimas 
e proteínas com função nuclear podem entrar e sair, quando necessário.Então 
essa membrana, assim com o a membrana celular, age como uma membrana 
seletiva, selecionando quem entra e quem sai do núcleo! Muito exigente ele 
né? 
Mas existe um motivo para toda essa proteção! Quando estudarmos 
mais a frente na aula a importancia do DNA e do RNA iremos entender porque 
ele não pode sofrer danos! 
Então vamos as proteínas auxiliares! Essas proteínas são as 
histonas, elas sãso as responsáveis por enrolar o DNA, de forma que ele 
consiga estar denso dentro do nucleo, assim como é o responsável pela forma 
observada no momento da divisão celular. Mas a histona também possui papel 
importante na regulação dos genes, e na parte da trasncrição e tradução desse 
código genético ( mas isso veremos mais a frente, então não se preocupem! ^-
~), influenciando assim na epigenética, pois libera ou impede uma parte do 
DNA para ser transcrito. 
 
 
 
Epigenética - definida como modificações do genoma que são herdadas pelas 
próximas gerações, mas que não alteram a sequência do DNA. No caso isso 
ocorre de forma a bloquear parte do DNA para que eles não estejam 
disponíveis para serem trasnscritos. Essas modificações podem ser passadas 
para as próximas gerações, assim como podem ser modificados por padrões 
hormonais e ambientais externos ao ser vivo. 
 
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Agora sim iremos falar sobre o material genético. Essa parte é bem 
interessante, e vocês irão aprender sobre um pouquinho do que temos dentro 
de todos nós! 
Código Genético 
O código genético principal do nosso corpo é o DNA (ácido 
dexorribonucleíco) e seu auxiliar o RNA (ácido ribonucleíco). Os dois estão 
sempre juntos, mas eles são um pouco diferentes, então vamos ver suas 
composições e suas diferenças. 
O DNA é formado por 4 pares de bases, que são a guanina (G), 
Citosina (C), adenina (A) e timina (T), ligadas a um açúcar e um grupamento 
fosfato (Figura 1). 
 
Figura 1 – Esquema das bases e sua organização como fita de DNA e dupla fita. 
O DNA se encontra em dupla fita, onde as fitas em si são 
complementares, tendo cada uma um sentido, denominados 3’ para 5’ e 5’ e 3’ 
(Figura 2). Sendo que entre a Guanina e a Citosina temos uma tripla ligaçao 
por pontes de hidrogênio, e entre a Adenina e a Timina temos duas ligações 
por pontes de hidrogênio, e isso se deve as propriedades químicas dessas 
bases nucleares. Esse sentido é importante na parte que veremos a seguir na 
aula. 
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Figura 2 – Organização nos sentidos da dupla fita de DNA, onde se observa as ligações de 
pontes de hidrogênio, que são ligações fracas entre um hidrogênio e um oxigênio. Podemos 
ver 3 ligações entre guanina e citosina e duas entre adenina e timina. 
Ele é uma molécula incrívelmente grande, mas que está bem 
empacotadinha, com a ajuda das histonas e por isso consegue caber dentro do 
núcleo. Agora temos o RNA, ele é um auxiliar do DNA, e se encontra no nucleo 
de duas formas. Uma forma como o RNA mensageiro, e outra como RNA 
transportador. 
Primeiro vamos a diferença do RNA para o DNA. O RNA possuiu 
uma base diferente do DNA. No RNA, no lugar da Timina (T), temos a Uracila 
(U). E temos uma outra diferença, enquanto o DNA é em dupla fita, o RNA está 
sempre em fita simples, no sentido 3’ para 5’. Mas agora temos o pulo do gato! 
O RNA é sempre uma transcrição do DNA fita principal! Sabe quando vocês 
copiam o trabalho do amiguinho, e ele fala – “Copia, mas não faz igual!”, então 
é mais ou menos isso que o RNA faz do DNA, mas a diferença está que no 
lugar de timina, temos a uracila! Mas ele é uma copia complementar do DNA. 
(Figura 3). 
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Figura 3 – Observe a presença da Uracila (U), no local da timina (T), no RNA. 
Já o RNA transportador, ele possiu forma fixa, e sua função é levar o 
RNA mensageiro para fora do núcleo, mas precisamente até os ribossomos e o 
Reticulo endoplasmático. (Figura 4) 
 
Figura 4 – Esquema mostrando o formato do RNA transportador, no caso tRNA. Ele é colocado 
como em forma de clips. 
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Então agora que já sabemos como é qual a função dos principais 
atores, vamos a função conjuda deles, e como isso transforma nossas vidas! 
Transcrição do DNA 
O DNA precisa ser lido, e quem realiza essa leitura é a RNA 
polimerase, pois somente ler, não é o bastante, então ele lê e transcreve o 
DNA, em uma linguagem que o ribossomo possa entender e traduzir, essa 
linguagem é o RNA. O RNA com a transcrição do DNA, realizado pela RNA 
polimerase, é levado para fora do nucleo, com a ajuda do RNA transportador, e 
assim se dirige para o ribossomo, esse que já está junto ao retículo 
endoplasmático. (Figura 5) 
Figura 5 – Esquema mostrando como age a RNA polimerase, que lê o DNA e faz a transcrição 
para uma fita de RNA. 
Tradução do DNA 
Agora esse RNA, ele que pode ser lido pelo ribossomo, é traduzido 
em vários compostos celulares, entre eles proteínas, enzimas, lípideos e se 
necessários hormônios. ( Figura 6) 
Figura 6 – Mostrando como o RNA mensageiro é lido pelo ribossomo e como ocorre a tradução 
para proteínas. 
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Essa tradução se dá, pois a cada 3 bases (que chamamos de 
códon) temos a tradução de um aminoácido que irá compor a proteína/enzima. 
(Figura 7) 
Figura 7 – Aqui podemos ver os passos da transcrição e da tradução até o aminoácido que irá 
fazer parte da proteína. Temos os códon CGG, que irá traduzir o aminoácido arginina e do 
outro lado do códon UGG, que traduz o aminoácido triptofano. Como podem observar, apenas 
uma diferença entre uma base, no caso a troca do C pelo U, já temos um outro aminoácido na 
protéina, o que pode causar muito problemas. 
Exatamente por que o DNA precisa estar correto, pois se existe um 
erro no códon, poderá acarretar um erro no RNA e consequentemente, teremos 
um erro na proteína gerada, o que pode induzir a morte celular, ou mesmo o 
surgimento de uma neoplasia. Por isso a membrana nuclear é tão seletiva, 
para evitar que entre algo, que possa danificar o DNA! 
Os hormônios podem agir interferindo em parte do DNA, assim 
sendo, alguns hormônios, como os cortisóis, interagem a nível genetico, 
fazendo com que parte do DNA da celula sejam transcritas! 
Quando a celula vai se duplicar, seja na mitose ou na meiose, todo o 
DNA é transcrito, mas ele não é traduzido! E quem realiza essa transcrição é a 
DNA polimerase. Ela vai ler o DNA e fazer uma copia exata dele! Nesse 
momento também temos a ação da topoisomerase, que alinha o DNA, depois a 
helicase que abre a dupla helice e a primase que organiza as bases para