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Biologia Celular - aula 5

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INSTITUTO DE ENSINO JOSÉ RODRIGUES DA SILVA pag 1 
 
Turma: 
Data: 
Nome: 
Professora Leilane Morais Lopes 
Aula 5 – Biologia Celular 
Nessa aula daremos continuidade ao estudo da membrana 
plasmática. Na aula anterior, estudamos as caracteristicas da membrana 
plasmática e seus componentes, o modelo que descreve perfeitamente como 
todos os componentes se encaixam e suas funções, no caso, o modelo do 
mosaico fluído. 
Agora veremos as propriedades da membrana plasmática, e porque 
ela é denominada como uma barreira seletiva! Agora saberemos como ela 
realiza a seleção do que deve passar por ela! Estavam curiosos não estavam? 
^_~ 
Então vamos começar observando sobre os transportes que a 
membrana plasmática realizada, são eles dois tipos de transporte bem 
caracteristicos, o transporte passivo e o transporte ativo. Vamos falar primeiro 
do passivo. 
Tranporte pela membrana 
O transporte passivo é um transporte que não utiliza energia para 
ser realizado, esse transporte pode ser de solvente (no caso água e outros 
líquidos) ou de solutos (que são os componentes que serão dissolvidos no 
solvente). Esse transporte é realizado com uma difusão simples, no caso os 
solventes ou os solutos passsam pela membrana plasmática seguindo o que é 
denominado Gradiente de Concentração. 
Sabem o que é o gradiente de concentração? Se não sabem, 
venham comigo! 
Gradiente de concentração 
Essa forma de difusão é considerada uma difusão simples e só é 
possível com moléculas pequenas, pois elas podem passar facilmente pelo 
meio da membrana plasmática. Essa difusão segue o esquema que os solutos 
sempre irão do lugar em que se encontram em maior concentração, para o 
local em que se encontram em menor concentração. No caso as pequenas 
moléculas irão passar do meio hipertônico para o meio hipotônico. Sabem o 
que quer dizer hipertônico e hipotônico? Não! Então não se preocupem, irei 
contar para vocês! 
 
 
Hipertônico é um meio com uma grande concentração de soluto, quando 
comparada ao interior da céula. O meio hipotônico é o meio que possui pouco 
soluto, quando comparada com o interior da celula, e temos também o meio 
isotônico, que possui a mesma concentração de soluto com o interior da celula. 
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Agora que já relembramos os termos, vamos ao que interessa! 
Vamos entender como ocorre a difusão simples! 
Difusão Simples. 
Essa difusão ocorre por conta dos ambientes externos e internos 
das células. Cada um deles possui uma concentração, lembra o que falei lá 
encima sobre os meios hipertônico, isotônico e hipotônico, então, para 
compreender essa difusão precisamos entender que o meio intracelular (no 
caso o meio dentro da célula) é constante, pois essa contância mantém um 
local ideal para as reações bioquímicas que acontecem lá. Mas o meio externo, 
extracelular, não é assim. Ele está sempre mudando, então ele pode passar de 
um meio hipertônico, para um hipotônico em pouco tempo. Para enteder como 
essas do meio afetam as celulas precisamos ver a figura 1. 
Figura 1. Na figura podemos observar no momento 1, temos dois meios que possuem 
concentrações diferentes de soluto. Onde o meio A tem uma concentração maior de soluto 
(hipertônico) do que o meio B (hipotônico). Assim pelo gradiente de concentração, a tendência 
é a ocorrência do que observamos no momento 2. Onde se igualou a quantidade de soluto nos 
dois meios. Para que isso ocorresse o soluto saiu do meio mais concentrado, para o meio 
menos concentrado, levando assim ao equilibrio. 
Agora que entendemos como funciona a difusão simples. Vamos 
observar um transporte passivo, mas agora de moléculas grandes. Agora 
iremos estudar a difusão facilitada! 
Difusão Facilitada 
Nesse transporte temos a presença de uma protéina de membrana, 
chamadad permease, que age como uma enzima, capaz de facilitar a entrada 
de moléculas grandes a passarem da parte externa, para o interior da celula. A 
ação da permease pode ser observada na figura 2. 
 
 
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Figura 2. Ação das permeases, onde vemos elas passando uma molécula do meio extracelular 
para o meio intracelular. 
Outro transporte passivo é o da água. A esse transporte chamamos 
de Osmose. 
Osmose 
A osmose e a passagem da água entre o meio extra e intracelular e 
vice versa. Lembrando que somos seres feitos 70% de água. A osmose segue 
um padrão contrario ao padrão da difusão simples, como podemos ver na 
figura 3. 
Figura 3. Aqui vemos o fluxo da entrada e saída da água das celulas, em meio hipertônico a 
tendencia da água é sair da célula, causando seu ressecamento, já no meio hipotônico a 
tendencia é que a água entre na celula, causando assim seu inchaço. 
Agora que já estudamos o transporte mais tranquilo, aquele que não 
gasta energia, vamos ao transporte que gasta energia! 
Transporte Ativo 
Esse transporte se caracteriza pelo gasto de energia química, nele, 
ocorre o gasto de ATP (adenosina trifosfato) que é a molécula energetica da 
celula. 
 
 
Cada vez que um ATP quebra sua molécula em ADP (adenosina difosfato) + 
Pi e AMP (adenosina monofosfato) + Pi, ele libera energia química que pode 
ser utilizado para realizar uma ação dentro da celula. 
 
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Então o transporte ativo, utiliza a energia dessa quebra para ocorrer! 
Como formas de transporte ativo na celula temos: 
Bomba de Sódio (Na+) e Potássio (K+). 
Essa forma de transporte, gasta energia para agir contra o gradiente 
de concentração. Lembra que o gradiente age do meio hipertônico para o meio 
hipertônico, então, gastando energia, podemos reverter isso, é assim fazer com 
que moléculas saiam do meio hipotônico para o meio hipertônico! E dessa 
forma que age a bomba de sódio e potássio. Como sabemos com relaçao aos 
meios intra e extra celular, o sódio iria entrar, pois o meio extra celular é 
hipertônico para o sódio em relação ao meio intracelular. E o potássio iria fazer 
o contrário, logo iria sair da célula. No entanto ao gastar ATP, a bomba, que 
nada mais é que uma protéina transmembrana é capaz de tirar o sódio, 
enquanto colocar um potássio para o interior da celular (Figura 4). Assim saem 
3 ions de sódio (Na+) e entram 2 ions de potássio (K+). 
Figura 4. Exemplificação de como ocorre a entrada de potássio e a sáide de sódio, realizada 
pela bomba de sódio e potássio. A energia presente na imagem é uma referência a energia do 
ATP. 
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Essa saída do sódio e a entrada do potássio auxilia a mudar as 
caracteristicas eletricas da membrana celular. Normalmente a membrana tem 
caracteristicas positivas, mas quando ocorre muita entrada de sódio, ocorre a 
mudança para caracteristicas negativas. Essa mudança de polaridade ajuda a 
celula dar comandos de liberação de substâncias, impulsos nervosos e é uma 
das caracteristicas dos neurônios a utilizaçao dessa polarização para a 
propagação de neurotransmissores e impulsos nervosos. (Figura 5) 
Figura 5. Exemplificação da importancia da entrada e saída de sódio e potássio para a 
polarização da membrana do neurônio. Podemos ver que a entrada de sódio na membrana 
causa a inversão da polarização de positiva para negativa, e que isso se restora com a saíde 
de sódio e entrada de potássio. 
Transporte em bloco 
Também chamados de Endocitose, que é a entrada de muitas substancias 
grandes, mas para isso ele utiliza a membrana plasmática diretamente. As 
formas de endocitose são, a fagocitose e a pinocitose. 
 A Fagocitose é quando a membrana plasmática se