MEDRESUMOS 2016 - BIOÉTICA 06 - Reprodução assistida
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MEDRESUMOS 2016 - BIOÉTICA 06 - Reprodução assistida


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Arlindo Ugulino Netto \u25cf MEDRESUMOS 2016 \u25cf BIOÉTICA / ÉTICA MÉDICA 
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www.medresumos.com.br 
 
 
REPRODUÇÃO ASSISTIDA 
 
Ao conjunto de técnicas que auxiliam o processo de reprodução humana foi dado o nome de técnicas de 
reprodução assistida (TRA). Para essas técnicas, há métodos de baixa complexidade, como o coito programado e a 
inseminação intrauterina (IIU, que consiste na aplicação do sêmen no aparelho genial feminino). Já um método de alta 
complexidade é a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), em que há uma seleção do espermatozoide e 
sua aplicação direta, por meio de uma pipeta, no óvulo, para só depois ser implantado no útero materno. 
 
 
CONCEITOS 
\uf0b7 Definição de infertilidade: ausência de gravidez após 1 ano de tentativas sem a utilização de métodos 
anticoncepcionais. 
\uf0b7 Principais causas: 
\uf0fc Fator masculino (35%) 
\uf0fc Fator tuboperitoneal (35%) 
\uf0fc Anovulação (15%) 
 
 
LEGISLAÇÃO 
RESOLUÇÃO DO CFM Nº 1.358 DE 1992 
Resolve: 
\uf0d8 Art. 1º - Adotar as NORMAS ÉTICAS PARA A UTILIZAÇÃO DAS TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO 
ASSISTIDA, anexas à presente Resolução, como dispositivo deontológico a ser seguido pelos médicos. 
\uf0d8 Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação. 
 
I - PRINCÍPIOS GERAIS 
\uf0d8 1 - As técnicas de Reprodução Assistida (RA) têm o papel de auxiliar na resolução dos problemas de 
infertilidade humana, facilitando o processo de procriação quando outras terapêuticas tenham sido ineficazes ou 
ineficientes para a solução da situação atual de infertilidade. [Logo, as técnicas devem ser utilizadas apenas em 
pessoas com problemas de infertilidade] 
\uf0d8 2 - As técnicas de RA podem ser utilizadas desde que exista probabilidade efetiva de sucesso e não se incorra 
em risco grave de saúde para a paciente ou o possível descendente. 
\uf0d8 3 - O consentimento informado será obrigatório e extensivo aos pacientes inférteis e doadores. Os aspectos 
médicos envolvendo todas as circunstâncias da aplicação de uma técnica de RA serão detalhadamente 
expostos, assim como os resultados já obtidos naquela unidade de tratamento com a técnica proposta. As 
informações devem também atingir dados de caráter biológico, jurídico, ético e econômico. O documento de 
consentimento informado será em formulário especial, e estará completo com a concordância, por escrito, da 
paciente ou do casal infértil. [Tanto os doadores quanto o casal infértil têm que consentir quanto a utilização da 
Técnica RA, isso por um consentimento livre e esclarecido pautado na autonomia do paciente, de modo claro e 
suficiente, ou seja: deve conhecer a técnica, seus riscos e complicações, bem como as chances de insucesso 
da técnica]. 
\uf0d8 4 - As técnicas de RA não devem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo ou qualquer outra 
característica biológica do futuro filho, exceto quando se trate de evitar doenças ligadas ao sexo do filho que 
venha a nascer. 
\uf0d8 5 - É proibido a fecundação de o ócitos humanos, com qualquer outra finalidade que não seja a procriação 
humana. [Visa evitar a multiparidade que é um risco potencial para a mãe. Caso haja uma multiparidade de 
risco, há a chamada cirurgia de redução, que no Brasil, é considerado aborto criminoso, por tanto, trata-se de 
uma prática vedada. Essa prática não é considerada aborto legal pois a mãe não está em um quadro de perigo 
de vida, mas sim, risco] 
\uf0d8 6 - O número ideal de oócitos e pré-embriões a serem transferidos para a receptora não deve ser superior a 
quatro, com o intuito de não aumentar os riscos já existentes de multiparidade. 
\uf0d8 7 - Em caso de gravidez múltipla, decorrente do uso de técnicas de RA, é proibida a utilização de 
procedimentos que visem a redução embrionária. 
 
Arlindo Ugulino Netto. 
BIOÉTICA / ÉTICA MÉDICA 2016