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Seitas e Heresias

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usa enfeites de contas, pinto d’água, espada e “abebê” (leque) brancos ou prateados, com uma sereia recortada no centro, além da coroa, que chamam de “adê”.
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
4.1. A questão histórica: verdade ou mito?
a) Nos cultos afros.
Há impossibilidade de se fazer uma avaliação objetiva da origem dos orixás.
Existem muitas lendas que tentam explicar o surgimento dos deuses do panteão africano, e essas histórias variam de um terreiro para outro e até de um pai-de-santo para o outro.
Não	há	possibilidade	de	se	fazer	uma	verificação científica ou arqueológica.
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
b) No cristianismo
A	Bíblia	Sagrada	resiste	a	qualquer	teste	ou	crítica, sendo sua autenticidade comprovada pela arqueologia;
pela	avaliação	e	análise	comparativa
de	seus
etc.	toda
manuscritos;		pela	geografia;	 história informação	relevante	para	a	fé	no
cristianismo
concorda com as Escrituras.
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
4.2. Relacionamento com Deus
a) Nos cultos afros
Os orixás nos cultos afros são intermediários entre o deus supremo (Olorum) e os homens (no catolicismo romano, Maria também é chamada de intermediária). Além disso, os filhos-de-santo, uma vez comprometidos com os orixás, vivem em constante medo de represálias.
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
b) No cristianismo
Paulo declara: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”(1 Tm 2.5). É somente pela obra redentora do Calvário que somos reconciliados com Deus (Ef 2.11-22). Temos um Pai amável que conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Sl 103.14). Deus não nos deu o espírito de medo (2 Tm 1.7), e o cristão não é forçado a seguir Cristo, algo que faz espontaneamente.
Ainda que haja fracassos na vida do cristão, ele não precisa ter medo de Deus, pois é grandioso em perdoar (Is 55.7); temos um Sumo Sacerdote que se compadece de nós (Hb 4.15). Este é o perfil do Deus da Bíblia – bem diferente dos orixás, que na maioria das vezes, são vingativos e cruéis com seus “cavalos”.
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
4.3. O sacrifício aceitável
a) Nos cultos afros
Nestes cultos há o ebó, que é a oferenda ou sacrifício animal feito a qualquer orixá, vulgarmente chamada de “despacho”. Este último termo é mais comumente empregado para as oferendas a Exu (um dos orixás, identificado com o diabo da teologia cristã), buscando- se o bem ou o mal de alguém.
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
b) No cristianismo
O apóstolo Paulo afirma o seguinte: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Co 10.20-21). Os sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam para o sacrifício perfeito e aceitável de Jesus Cristo na cruz. O autor aos Hebreus afirma: “Porque é impossível que o sangue de touros e dos bodes tire os pecados”. Somente Jesus pode fazê-lo, pois Ele é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
4.4. Encarando a morte
a) Nos cultos afros
Ao conversar com os adeptos dos cultos afros – principalmente do Candomblé – percebe-se que os orixás têm medo da morte (uns menos, como Iansã). Quando um filho-de-santo está perto da morte, seu orixá praticamente o abandona e ele não fica mais possesso.
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
b) No cristianismo
O Deus da Bíblia jamais abandona os seus filhos. As suas promessas são firmes: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb 13.15). O rei Davi também expressa essa confiança ao afirmar: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Sl 23.4). Nosso Deus não nos abandona em nenhum momento das nossas vidas, muito menos na hora da morte.
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4.5. Salvação e vida após a morte
a) Nos cultos afros
Nestas religiões, o assunto da vida após a morte não é bem definido.
Na umbanda, por influência kardecista, ensina-se a reencarnação. Já o candomblé não oferece qualquer esperança depois da morte, pois é uma religião para ser praticada somente em vida, segundo os seus defensores.
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b) No cristianismo
A Bíblia refuta claramente a doutrina da reencarnação (Hb 9.27; Lc 16.19-31). Ela ensina que, para o cristão, estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (1 Co 5.6). A cidade dos crentes está nos céus (Fp 3.20), e para eles há um reino preparado desde a fundação do mundo (MT 25.34).
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4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
4.6. A verdadeira liberdade
a) Nos cultos afros
Freqüentemente, as pessoas têm medo de deixar os cultos afros em busca de alternativas. É-lhes dito que se abandonarem seus orixás (ou outros “guias”) e não cumprirem suas obrigações, terão conseqüências desastrosas.
CULTOS AFRO-BRASILEIROS
4. CONSIDERAÇOES À LUZ DA BÍBLIA
b) No cristianismo
As pessoas envolvidas nos cultos afros podem sair, tornarem-se livres e obter nova vida em Cristo, como já aconteceu a milhares. As Escrituras afirmam que “para isto se manifestou o Filho de Deus para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3.8; cf. Lc 10.19; Jo 8.32-36; 1 Jo 4.4; 5.18).
MORMONISMO
1. HISTÓRIA
A história do mormonismo tem início com a pessoa de Joseph Smith.
1.1. A Primeira Visão de Smith
Joseph Smith na primavera de 1820 diz ter recebido a sua primeira visão, segundo a qual apareceram-lhe Deus Pai, em forma de pessoa humana, e Jesus Cristo, denunciando a falsidade de todas as igrejas.
MORMONISMO
1. HISTÓRIA
1.2. A Segunda Visão de Smith
Segundo relato do próprio Smith, apareceu-lhe o “anjo” Moroni em 21 de setembro de 1823, que, segundo fez crer, havia vivido naquela mesma região há uns 1400 anos. Ainda conforme o relato de Smith, Mórmon, o pai de Moroni, um profeta, havia gravado a história do seu povo num livro escrito sobre placas de ouro, informando também sobre a plenitude do evangelho eterno. Moroni teria enterrado essas placas ao pé dum monte chamado Cumora próximo do local onde hoje é Palmyra.
MORMONISMO
1. HISTÓRIA
Em setembro de 1827, ao fazer uma escavação, Smith desenterrou as placas de ouro escritas em hieróglifos do “egípcio reformado” (um idioma inexistente). Uma vez traduzida, a obra foi publicada pela primeira vez em 1830, recebendo o título de O Livro de Mórmon.
MORMONISMO
1. HISTÓRIA
1.3. Fundação da Igreja Mórmon
No dia 6 de abril de 1830, Joseph Smith e cinco outras pessoas reuniram-se para organizar a “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.
Joseph Smith concorreu à presidência dos Estados Unidos da América. Foi preso por traição, sendo levado à prisão em Carthage, Illinois, onde no dia 27 de junho de 1844, uma multidão furiosa invadiu e arrebentou as portas, matando-o, juntamente com seu irmão Hyrum. Joseph Smith teve 64 filhos e 27 esposas.
MORMONISMO
1. HISTÓRIA
1.4. A Divisão da Igreja Mórmon
Depois	da	morte	de	Joseph	Smith,	a
sua	igreja	se
dividiu. A primeira facção seguiu a liderança de Brigham Young, fiel discípulo do “profeta” Smith, presidente do “Quorum dos Doze Apóstolos”. Young e aqueles a quem liderava, após penosa peregrinação, em julho de 1847, chegaram ao Estado de Utah e, aí, onde hoje é a cidade de Sal Lake Sity, fundaram a sede da igreja.
MORMONISMO
1. HISTÓRIA
A maioria, no entanto, decidiu ficar sob a liderança de Joseph Smith III, filho do fundador. Reorganizaram a igreja e estabeleceram sua sede em Independence, Missouri, chamando-a “Igreja