Ciclo mestrual e anticoncepção
6 pág.

Ciclo mestrual e anticoncepção


DisciplinaEmbriologia10.547 materiais253.913 seguidores
Pré-visualização2 páginas
NEUROTRANSMISSORES (monoaminas)
· Produzidas por neurônios diencefálicos
· Dopamina
· Noradrenalina
· Serotonina
· Melatonina
· Histamina, ácido gama-aminobutírico(GABA), catecolestrogênios e a acetilcolina
O sistema monoaminérgico regula a intensidade da sintese hipofisiotrófica dos neurônios peptidérgicos, através de neurotransmissores.
Ação do neurotransmissor na secreção hipotalamica
· Contato célula a célula: o neurotransmissor despolariza o receptor do neurônio peptidérgico e ativa a síntese protéica
· Inibição de outro neurotransmissor inibidor (a noradrenalina inibe o GABA ou a encefalina que, por sua vez, estava inibindo o hormônio de liberaçao do GnRH
· Liberação direta, pelo sistema portal, junto com os neuro-hormônios: assim, o neurotransmissor atinge as células hipofisárias, funcionando como verdadeiro amplificador ou inibidor da resposta hipofisária
Neurotransmissores
· Noradrenalina: aumento da liberação do GnRH, TRH, CRH e queda da prolactina
· Dopamina: é sintetizada no núcleo arqueado e paraventricular; atinge a circulação hipofisária e inibe a liberação de prolactina, além disso, à nível central, os neurônios dopaminérgicos podem suprimir a atividade do GnRH no núcleo arqueado, ocasionando nítida diminuição nos níveis de gonadotrofinas
· Serotonina: diminui a liberação do GnRH e aumenta a do TRH e, em consequência, a Prolactina
· Melatonina: diminui a secreção do GnRH
· Outros peptídeos: neurotensina, colecistoquinina, peptídeo vasoativo intestinal(VIP), somatostatina
· Colecistoquinina:hormônio intestinal, também detectado no cérebro. Relacionado com a regulação do comportamento, da saciedade e da ingestão de líquidos.
· Somatostatina: inibe a liberação hipofisária de GH, prolactina e de TSH.
Resumo da regulação do ciclo menstrual
 A seguir, é apresentado um resumo da	regulação do ciclo menstrual: 
1.	O GnRH é produzido no núcleo	arqueado do hipotálamo e secretado de modo	pulsátil	para dentro da	circulação porta, por onde viaja para a	hipófise anterior 
2.	O desenvolvimento folicular ovariano	passa	de um	período	de independência	para uma fase de dependência	de FSH 
3.	Enquanto o corpo lúteo do ciclo anterior definha, diminui a produção	lútea	de	progesterona	e inibina-A, possibilitando, assim, a elevação dos níveis	de FSH 
4.	Em resposta ao	estímulo de	FSH, o folículo	cresce,	diferencia-se	e secreta	quantidades aumentadas de	estrogênio e inibina-B 
5. O estrogênio estimula o crescimento e a	diferenciação	da camada funcional	do	endométrio, que se prepara para a implantação. O estrogênio	trabalha concomitante	com	o FSH	ao estimular o desenvolvimento folicular 
	A teoria da dupla célula, determina que, com	a estimulação	de LH,	as células	ovarianas da camada da teca	produzam androgênios	que serão convertidos em estrogênios pelas células da camada granulosa	sob o estímulo de FSH 
7.	A elevação dos	níveis de estrogênio e	inibina	retroalimenta	negativamente	a	hipófise e o hipotálamo, além	de reduzir a secreção de FSH
O único folículo	 destinado a ovular a cada ciclo é chamado folículo dominante. Possui relativamente mais receptores de FSH e produz uma concentração	maior	de estrogênios que os folículos que sofrerão atresia. É capaz de continuar a crescer apesar dos níveis diminuídos de FSH 
9.	Altos	e sustentados	níveis	de estrogênio causam	o aumento repentino	da	secreção de LH hipofisária, que	desencadeia a ovulação, a produção de	progesterona	e a evolução	para a fase secretora	ou lútea 
	A função lútea	o depende da presença de LH. O corpo	lúteo secreta	estrogênio,	progesterona	e inibina-A, que	servem	para	manter	a supressão das	gonadotrofinas.	Sem a	secreção continuada de	LH, o corpo lúteo regredirá após um período de 12 a 16 dias. A diminuição resultante de secreção de progesterona resulta na menstruação. Se a gravidez	ocorre,	o embrião secreta hCG,	que mimetiza	a ação	de LH ao sustentar o corpo lúteo. Este,	por sua	vez, continua secretar progesterona e sustenta o endométrio secretor , possibilitando que a gravidez continue a se desenvolver .
ENDORFINAS
· Os níveis endógenos de endorfinas têm papel importante na regulação do ciclo menstrual: Durante o fluxo menstrual, os valores são mínimos; aumentam ligeiramente durante a primeira fase, atingindo níveis máximos durante a fase lútea. Importante para que ocorra a ciclicidade normal
POSTURA OVULAR
· Pico do LH= é precedido de um aumento acelerado de estradiol sérico. A ovulação ocorre 10 a 12 horas após o pico e 36 horas após o início da onda de LH
· Esse evento garante o prosseguimento da meiose, com extrusão do primeiro corpúsculo polar, tornando o oócito apto a ser fertilizado
PROGESTERONA E LIBERAÇAO DE LH E FSH
· A progesterona em pequenas quantidades provoca retrocontrole positivo sobre LH e FSH; é o que ocorre no momento pré-ovulatório, quando reforça a ação do estradiol no gonadótropo (elevação pré-ovulatória de progesterona)
· Quando em altos teores, diminui a frequência dos pulsos de LH.
· Esse efeito da progesterona se faz sobre o centro opióide hipotalâmico, ou seja, aumenta beta-endorfina, e esta modula a pulsatilidade do GnRH
DINAMICA HORMONAL DO CICLO MESTRUAL
GONADOTROFINAS
· LH:baixos níveis durante o fluxo menstruale, depois, elevação lenta e progressiva. Verifica-se, no meio do ciclo, subida rápida. A partir desse momento cai, no princípio de forma aguda, e depois, vagarosamente, até o novo fluxo
ESTROGENIOS
· Na primeira metade da fase folicular, o nível é constante e relativamente baixo. Na segunda, há progressivo aumento, de início lento e depois rápido, atingindo seu máximo um dia antes do pico ovulatório de LH
· A relação estradiol/estrona é baixa na primeira metade, para subir na segunda
PROGESTERONA
· Encontra-se em níveis baixos na fase folicular e eleva-se a partir do pico do LH, até atingir um máximo ao redor do oitavo dia após ovulação. Depois declina progressivamente até alcançar valores um pouco mais elevados do que os observados no início da fase pré-ovulatória
ANDROGENIOS
· A androstenediona, a deidroepiandrosterona e a testosterona, aumentam na segunda metade da primeira fase e atingem o máximo na periovulação; diminuem no início da fase lútea e, por fim, aumentam no meio desta
PLANEJAMENTO FAMILIAR 
MÉTODO DE TABELA
Existem várias maneiras de se calcular o período em que se deve evitar as relações sexuais; o que vamos mostrar a seguir é, porém, suficiente. 
· Anotar os ciclos menstruais por 6 meses 
· O primeiro dia do ciclo é o primeiro dia da menstruação
· Subtrair 18 do número de dias do ciclo mais curto e 11 do ciclo mais longo.
 Exemplo: 
 Ciclo mais curto => 26 dias
 Ciclo mais longo => 30 dias
 Assim: 26 \u2013 18 = 8 e 30 \u2013 11 = 19
 Nesse exemplo, a mulher deverá evitar relações entre o 8º. E 19º. dia do ciclo.
PILULAS COMBINADAS
São aquelas que possuem dois hormônios sintéticos (estrógeno e progestágeno) em todas as pílulas ativas.
		Desenvolvidas na década de 60, as chamadas "pílulas" passaram por uma evolução muito grande nas últimas décadas, desde a diminuição acentuada da dosagem do componente estrogênico, até a criação de novos progestágenos mais fisiológicos. Toda esta evolução visou tanto a diminuição dos  riscos quanto dos efeitos colaterais.
		As pílulas combinadas podem ser divididas em três tipos:
- Monofásicas - possuem os dois hormônios em doses fixas em todas as pílulas. A maioria das cartelas contém 21 pílulas ativas. Algumas formulações contém 28 pílulas, destinadas a mulheres que optam pelo uso contínuo da pílula combinada monofásica. Atualmente existe também a pílula monofásica de micro-dosagem, contendo 24 pílulas ativas. 
· Bifásicas - possuem duas séries de pílulas com dosagens diferentes. Cada cartela contém 22 pílulas. 
· Trifásicas - possuem três dosagens de hormônios. Cada cartela contém 21 pílulas.
Mecanismo de ação
O mecanismo de ação principal das pílulas combinadas é o efeito inibitório sobre o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, reduzindo os níveis de gonadotropinas