108048131-APOSTILA-CLP-COM-EXERCICIOS-PARA-O-CLIC-DA-WEG
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Disciplina<strong>controle e Automação</strong> I28 materiais75 seguidores
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Automação Industrial 
Controlador Lógico e 
Programável 
 
Colégio Técnico de Campinas \u2013 COTUCA/UNICAMP 
WWW.corradi.junior.nom.br 
TÓPICOS 
 
1. Introdução 
 
2. Arquitetura básica de um CLP 
 
3. Esquema elétrico de ligação no PLC 
 
4. Linguagem Ladder 
 
 4.1. Programas básicos em Ladder 
 
 4.2. Principais programas de Intertravamento em Ladder 
 
 4.3. Programar em Ladder com o Automation Studio 
 
 4.4. Exercícios 
 
5. Temporizadores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLP 
 
1. Introdução 
 
 Na década de 60, o aumento da competitividade fez com que a indústria automotiva 
melhorasse o desempenho de suas linhas de produção, aumentando tanto a qualidade como a 
produtividade. Fazia-se necessário encontrar uma alternativa para os sistemas de controle a relés. 
Uma saída, possível, imaginada pela General Motors, seria um sistema baseado no computador. 
 Assim, em 1968, a divisão Hydramatic da GM determinou os critérios para projeto do PLC, 
sendo que o primeiro dispositivo a atender às especificações foi desenvolvido pela Gould Modicion 
em 1969. 
 As principais características desejadas nos novos equipamentos de estado sólido, com a 
flexibilidade dos computadores, eram: 
 
\u2022 Preço competitivo com o sistema a relés; 
\u2022 Dispositivos de entrada e de saída facilmente substituíveis; 
\u2022 Funcionamento em ambiente industrial (vibração, calor, poeira, ruído); 
\u2022 Facilidade de programação e manutenção por técnicos e engenheiros; 
\u2022 Repetibilidade de operação e uso. 
 
 Inicialmente, os PLCs eram chamados PCs \u2013 Programmable Contrllers, mas com o advento 
dos computadores pessoais (PCs \u2013 Personal Computers), convencionou-se PLCs para evitar 
conflitos de nomenclatura. Originalmente os PLCs foram usados em aplicações de controle discreto 
(on/off \u2013 liga/desliga), como os sistemas a relés, porém eram facilmente instalados, economizando 
espaço e energia, alem de possuírem indicadores de diagnósticos que facilitavam a manutenção. 
Uma eventual necessidade de alteração na lógica de controle da máquina era realizada em pouco 
tempo, apenas com mudanças no programa, sem necessidade de alteração nas ligações elétricas. 
 A década de 70 marca uma fase de grande aprimoramento dos PLCs. Com as inovações 
tecnológicas dos microprocessadores, maior flexibilidade e um grau também maior de inteligência, 
os Controladores Lógicos Programáveis incorporam: 
 
1972. Funções de temporização e contagem; 
 
1973. Operações aritméticas, manipulação de dados e comunicação com computadores; 
 
1974. Comunicação com Interfaces Homem - Maquina; 
 
1975. Maior capacidade de memória, controles analógicos e controles PID; 
 
1979/80. Módulos de I/O remotos, módulos inteligentes e controle de posicionamento. 
 
 Nos anos 80, aperfeiçoamentos foram atingidos, fazendo do PLC um dos equipamentos mais 
atraentes na Automação Industrial. A possibilidade de comunicação em rede (1981) é hoje uma 
característica indispensável na industria. Além dessa evolução tecnológica, foi atingido um alto grau 
de integração, tanto no numero de pontos como no tamanho físico, que possibilitou o fornecimento 
de mini e micros PLCs ( a partir de 1982). 
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 Atualmente, Os PLCs apresentam as seguintes características: 
\u2022 Módulos de I/O de alta densidade (grande numero de pontos I/O por módulo); 
\u2022 Módulos remotos controlados por uma mesma CPU; 
\u2022 Módulos inteligentes (co-processadores que permitem realização de tarefas complexas: 
Controle de PID, posicionamento de eixos, transmissão via radio ou modem, leitura de 
código de barras); 
\u2022 Softwares de programação em ambiente Windows (facilidade de programação); 
\u2022 E muitos outros mais. 
 
2. Arquitetura básica de um PLC 
 
O PLC, propriamente dito, significa program logic control. Traduzido para o português, o 
PLC significa Controlador Lógico Programável também chamado de CLP. 
 A CPU de um PLC compreende os elementos que formam a \u201cinteligência\u201d do sistema: O 
Processador e o Sistema de Memória por meio do Programa de Execução (desenvolvido pelo 
fabricante) interpretam e executam o Programa de Aplicação (desenvolvido pelo usuário), e gerencia 
todo o sistema. Os circuitos auxiliares de controle atuam sobre os barramentos de dados (data bus), 
de endereços (address bus) e de controle (control bus), conforme solicitado pelo processador, de 
forma similar a um sistema convencional baseado em microprocessador. 
 Abaixo, podemos ver a arquitetura básica de um PLC: 
 
 
 
 Entradas Digitais: São entradas que recebem sinais que assumem apenas 2 níveis, 0 e 1, 0v 
ou 5v, 0v ou 24v, 0v ou 220v. Estes sinais podem vir chaves fim de curso, botões de paines elétricos, 
sensores do tipo ON/OFF, etc. 
 Entradas Analógicas: São entradas que recebem sinais que podem assumir vários valores 
dentro de uma faixa determinada de tensão ou controle. Estes sinais podem vir de sensores de 
temperatura, velocidade, nível, e que sejam proporcionais, ou seja, enviam um sinal que varia de 0v 
a 10v, por exemplo, para informar a temperatura exata do processo naquele instante. 
 Saídas Digitais: São saídas que enviam sinais que podem assumir apenas 2 níveis de tensão, 
0v ou 24v, por exemplo, e podem ser utilizados para acionar um motor, uma bomba, etc. 
 Saídas Analógicas: São saídas que enviam sinais que podem assumir vários níveis de tensão 
dentro de uma determinada faixa, por exemplo 0v a 10v. Podem ser utilizados para controlar a 
velocidade do motor à abertura de uma válvula proporcional, etc. 
 
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Software: Existem vários fabricantes de PLC , e cada um tem o seu próprio software com 
suas particularidades , como por exemplo a forma de dar nomes a cada entrada que podem ser: 
I32.0 , I32.1 .... I32.7 , I33.0 ...I33.7 ( padrão Siemens ) 
E0.0 , E0.1... E0.7, E1.0 , ... E1.7 ( padrão Altus ) 
I0 , I1 , I2 ( padrão WEG ) 
%I0.0 , %I0.1 , %I0.2 ( padrão Telemecanique ) 
mas quando o assunto é programação existem 03 formas básicas de programar em PLC : Ladder 
(linguagem de contatos) , Blocos , Lista de instruções ( semelhante a Assembly ) , em todos os PLC 
modernos existem estas formas de programação , variando alguns recursos que alguns fabricantes 
tem a mais , a forma de programar é idêntica , portanto se você souber programar bem em um 
determinado fabricante , para programar em PLC´s de outros fabricantes não será difícil . Como a 
linguagem em Ladder é a mais utilizada, vamos durante o curso utilizá-la . 
 
3. Esquema elétrico de ligação no PLC 
 
 O esquema elétrico é quem irá informar o que está ligado em cada entrada e em cada saída do 
PLC , no desenho abaixo temos várias chaves ligadas nas entradas digitais ( que poderiam ser 
sensores do tipo ON OFF termostatos ou pressostatos ) , e lâmpadas ligadas nas saídas digitais ( que 
poderiam ser motores , bombas , travas ) 
 
 Dizemos que uma determinada entrada está atuada, quando o componente ligado a ela 
permite que a tensão de 24v chegue até esta entrada . E que uma determinada saída está atuada 
quando esta saída libera, permite que saia 24 v para alimentar o que estiver ligado a ela . 
 
4. Linguagem Ladder 
 
 Esta linguagem é baseada na linguagem de contatos de relés, que já era muito utilizada para 
automatizar máquinas antes da invenção dos PLC´s. 
 
 
 
Simbologia básica: 
 
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4.1. Programas básicos em Ladder 
 
 Circuito Liga: Ao pressionar B1 a entrada I1 será atuada (receberá 24 V) e, portanto onde 
tiver o contato de I1 no programa deverá mudar de estado , neste