Programação 2019 2
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Programação 2019 2


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Ciclo da Assistência Farmacêutica
A compra compartilhada de medicamentos, 
insumos e equipamentos é uma iniciativa 
que possibilita ao poder público fazer 
aquisições a custos muito mais baixos. Este 
é um dos assuntos que o secretário 
estadual de Saúde Geraldo Resende 
discute na tarde desta quarta-feira (29) em 
Brasília, juntamente com os outros entes 
federativos (além de Mato Grosso do Sul, 
Distrito Federal, Rondônia, Tocantins, 
Goiás, Maranhão e Mato Grosso) que 
compõem o Consórcio Interestadual de 
Desenvolvimento do Brasil Central (BrC).
CICLO DA ASSISTÊNCIA 
FARMACÊUTICA
PROGRAMAÇÃO
Programação 
garantir a disponibilidade dos 
medicamentos previamente 
selecionados, nas quantidades 
adequadas e no tempo
oportuno para atender as 
necessidades locais da 
população
Em uma dada comunidade, a maior parte da 
população, incluindo crianças, mulheres e 
homens, vive da coleta seletiva do lixo. 
É uma atividade altamente insalubre. 
Selecionar medicamentos para essa população 
resolverá o seu problema sanitário? 
É preciso tomar medidas de 
prevenção para garantir o 
desempenho de atividade econômica 
que não comprometa a saúde. 
Redirecionar à escola, os indivíduos 
em idade escolar, afastando-os do 
trabalho; treinar em métodos de 
coleta e fornecer equipamentos de 
proteção individual aos adultos 
envolvidos na atividade; fornecer 
educação básica e moradia 
adequada em local seguro e com 
saneamento.
Outra comunidade, por questões 
geográficas ou econômicas, pode 
estar especialmente sujeita a 
grandes ondas migratórias. 
Uma região de garimpo, por 
exemplo. 
Pode ser que nessa comunidade se 
detecte aumento de prevalência 
das ISTs. 
Seria suficiente selecionar 
medicamentos?
É claro que não. O 
encaminhamento da situação 
sanitária estaria muito ligada a 
propostas educativas, de prevenção 
e de serviços estruturados para o 
diagnóstico e o tratamento.
Uma terceira comunidade 
vive à margem do 
desenvolvimento econômico e 
em grande miséria. É grande a 
população infantil, alto o 
índice de desnutrição, como 
também altas as mortalidades 
infantil e materna. 
Resolveríamos esse 
problema com 
medicamentos?
Logicamente não. Ao promover o 
desenvolvimento humano da 
localidade, contornando a miséria 
e a fome e, com isso, a desnutrição 
e as doenças relacionadas, 
estaríamos afastando as condições 
para um reaparecimento das 
doenças tratadas.
O FARMACÊUTICO 
PRECISA SE ENVOLVER 
COM A SAÚDE 
PÚBLICA?
Importância
\u2022Atender necessidades
\u2022relação direta entre
\u2022nível de acesso aos medicamentos
\u2022nível de perdas desses produtos
\u2022Estimativa deve ser feita com o 
PERFIL DE MORBIMORTALIDADE
Viabilidade
utilização adequada de informações
análise situacional (LOGÍSTICA)
conhecimento sobre os medicamentos
modo a atender à demanda sanitária
Dispor de informações 
como:
\u2022 consumo de medicamentos
\u2022 seu perfil demográfico e 
epidemiológico
\u2022 recursos humanos capacitados
\u2022 disponibilidade financeira para a 
execução
\u201cSomente 
identificando as 
necessidades locais 
pode-se determinar a 
quantidade adequada 
de medicamentos a 
serem adquiridos.\u201d
\u2022Programação realizada 
com base na SELEÇÃO
\u2022Seleção baseada na 
RENAME
\u2022Guias e protocolos 
terapêuticos (FTN; 
PCDTs)
Critérios
O QUE PRECISO 
PENSAR?
Princípio Ativo Forma 
farmacêutica
Conteúdo esperado 
por unidade de 
dispensação
Apresentação
Embalagens
Fatores que comprometem
Falta de critérios técnicos
Deficiência no sistema de informação e 
epidemiologia
Despreparo dos recursos humanos
Insuficiência dos recursos financeiros
AVALIAÇÃOConsumo X Necessidade
Necessidade X recursos
Programado X adquirido
Programado X consumido
Custos da programação
Apenas medicamentos?
Existe programação para cursos 
de reciclagem para 
farmacêuticos e dispensadores 
de medicamentos?
Métodos
A. Perfil epidemiológico
B. Oferta de serviços
C. Consumo histórico
D. Consumo ajustado
A. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
Baseado na 
incidência e 
prevalência de 
doenças
A. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
Considerar 
\u2022 perfil demográfico
\u2022 Esquema terapêutico
\u2022 Serviços à população
\u2022 sazonalidade
A. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO
O que compromete os 
serviços em saúde?
Situações como ....
\u2022O mau uso dos dados epidemiológicos
\u2022Falta de notificação de doenças
\u2022Erros de diagnósticos
\u2022Insuficiência de recursos tecnológicos 
\u2022Deficiência de pessoal
EXEMPLO MÉTODO DE PROGRAMAÇÃO PELO PERFIL 
EPIDEMIOLÓGICO
Calcule a necessidade anual de métodos 
contraceptivos para o Programa de Saúde 
Reprodutiva
\u2022DADOS:
\u2022Pop. geral = 10.000.000 habitantes.
\u2022Cobertura dos serviços: 54% (2004)
\u2022Percentual de mulheres na população = 52%
\u2022= 3.120.000 mulheres
\u2022Percentual de mulheres, idade fértil (14 a 49 anos) = 
49%
\u2022= 1.528.800 mulheres
Das mulheres em idade fértil, desconsiderar os 
seguintes grupos (não necessitarem contraceptivos).
\u2022 Mulheres esterilizadas = 20% 
\u2022 Mulheres grávidas= 6%
\u2022 Mulheres querendo engravidar= 6,2%
\u2022 Mulheres estéreis= 2,3%
mulheres em condições de participar do programa 
\u2022 = 527.436 mulheres.
Dessas mulheres, estima-se que 
\u2022 54% serão atendidas pelo Serviço Público de Saúde
\u2022 = 284.815 mulheres.
305.760
91.728
94.785,5
35.162,5
\u2022 Quadro de Métodos contraceptivos (% de utilização 
dentre as mulheres atendidas):
B. OFERTA DE SERVIÇOS
\u2022PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
\u2022registros dos atendimentos nas UBS 
\u2022diagnósticos mais comuns e a frequência de 
ocorrência de doenças 
\u2022esquemas terapêuticos
PROGRAMAÇÃO DE MEDICAMENTOS PARA DIABÉTICOS 
EM ATENDIMENTO EM UNIDADE DE SAÚDE ESPECÍFICA
1) levantamento fichas dos pacientes em tratamento (n=34);
2) classificação dos mesmos por regime terapêutico;
3) cálculos de demanda por tratamentos unitários/mês;
Classificação A: hipoglicemiante oral Z (2 comp/dia)
Classificação B: hipoglicemiante oral Z (2 comp/dia)+ 
hipoglicemiante oral W (3 comp/dia)
Classificação C: insulina Y (3 frascos mês)
4) multiplicação pelo número estimado de tratamentos em 
cada classe para o período
24 pacientes em A = 2 x 24 = 48/mês de Z
4 em B = 4 x 2 = 8/mês de Z
4 x 3 = 12/mês de W
6 pacientes em C = 6 x 3 = 18 frascos/mês de insulina Y
DEMANDA ESTIMADA
total de Z = 48 + 8 = 56/mês ou 672/ano
total de W =12/mês ou 144/ano
total de insulina Y = 18 frascos/mês ou 216/ano
Como no caso anterior, os estoques existentes devem ser 
considerados.
CALCULAR
CALCULAR
C. CONSUMO HISTÓRICO
método tende a falhar em:
\u2022 casos de falta de dados fidedignos
\u2022 nos casos de longos períodos em 
desabastecimento
\u2022 quando torna-se impossível estimar os 
parâmetros de cálculo
\u2022 em especial o consumo médio mensal
C. CONSUMO HISTÓRICO
\u2022PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
\u2022Levantar um histórico de 
consumo de medicamentos
representativo no tempo.
Quanto maioro tempo 
maior será a precisão do cálculo
C. CONSUMO HISTÓRICO
\u2022Calcular o CMM
\u2022ajustado pela demanda não atendida 
\u2022Calcular a necessidade do período
\u2022Estimar as quantidades a adquirir.
\u2022Calcular o custo estimado.
C. CONSUMO HISTÓRICO
\u2022 CONSUMO MÉDIO MENSAL (CMM)
\u2022 para cada medicamento
\u2022 quanto mais regular é a disponibilidade do estoque mais sensível 
será o resultado obtido.
Equação
CMM = total consumido no período/no meses em que esteve disponível
???
D. CONSUMO AJUSTADO
situações em que não se tem disponibilidade de 
dados
\u2022 de consumo,
\u2022 demográficos 
\u2022 Epidemiológicos
pode ser calculado por 
\u2022 base populacional (por 1.000 habitantes)
\u2022 base de serviço (por paciente, internação, unidade 
de saúde)
D. CONSUMO AJUSTADO
\u2022selecionar o serviço ou área considerada padrão A 
\u2022Esta deve estar inserida em local e condições o 
mais semelhante possíveis aos da área B
\u2022determinar o número de meses em que se fará a 
revisão de dados (período);
PRONTOS PARA 
PROGRAMAR?
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