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SUPERVISÃO DE ESTÁGIO ACADÊMICO UNIDADE 3 UNIP SERVIÇO SOCIAL

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Unidade III
7 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO CÓDIGO DE ÉTICA DO ASSISTENTE SOCIAL
Os princípios fundamentais do Código de Ética demonstram os compromissos ético-políticos 
assumidos pelo assistente social com os usuários do serviço social. Vamos conhecê-los a seguir:
• reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes – 
autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais;
• defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo;
• ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de toda sociedade, com 
vistas à garantia dos direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras;
• defesa do aprofundamento da democracia como socialização da participação política e riqueza 
socialmente produzida;
• posicionamento em favor da equidade e justiça social que assegure universalidade de 
acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão 
democrática;
• empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivo ao respeito à diversidade, à 
participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças;
• garantia do pluralismo, por meio do respeito às correntes profissionais democráticas existentes e 
suas expressões teóricas e compromisso com o constante aprimoramento intelectual;
• opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem 
societária, sem dominação/exploração de classe, etnia e gênero;
• articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios 
do código dos assistentes sociais e da luta geral dos trabalhadores;
• compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o aprimoramento 
intelectual na perspectiva da competência profissional;
• exercício do serviço social sem discriminação em relação a qualquer gênero, etnia, religião, 
nacionalidade, opção sexual, idade e condição física (BRASIL, 2003).
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7.1 Princípios operacionais
Os princípios operacionais referem-se à competência teórica e metodológica que você, futuro 
assistente social, deve adquirir no decorrer da sua formação profissional para intervir de forma 
propositiva, investigativa e reflexiva junto aos problemas sociais. Passaremos à análise dos princípios 
operacionais a partir do que é exposto por Iamamoto (2001).
a) Núcleo teórico-metodológico
• Bases teóricas
- Fundamentos teórico-metodológicos da vida social: conhecer o ser social.
- Fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira: produção e reprodução 
da questão social.
- Fundamentos do trabalho profissional: meios de trabalho.
• Bases metodológicas
- Análise de conjuntura.
- Análise institucional.
- Gestão social, planejamento, monitoramento e avaliação.
- Pesquisa.
- Gestão de serviços sociais.
b) Núcleo técnico-operativo
• Estratégias de intervenção
- Assessoria e consultoria.
- Gestão de serviços e recursos sociais (organização do seu trabalho).
- Mediação entre usuário e instituições.
- Participação em conselhos e em equipes multidisciplinares.
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• Instrumentos
- Encaminhamentos.
- Plantão.
- Triagens.
- Relatórios.
- Estudos sociais, pareceres e laudos.
- Abordagens individuais e grupais.
- Entrevistas domiciliares e hospitalares.
- Visitas a entidades ou outros equipamentos da comunidade.
- Reuniões.
- Oficinas.
- Palestras e seminários.
- Pesquisas.
- Planos, programas e projetos.
• Técnicas
- Saber ouvir e falar.
- Grupais: trabalhar com grupo, dinâmicas, condução e entrevista coletiva.
- Individuais: entrevista individual.
- Saber negociar e mediatizar.
Os núcleos expostos anteriormente constituem os meios/instrumentos da prática profissional. 
Durante sua formação, você os estudará nas disciplinas básicas e nas específicas.
7.2 O produto do Serviço Social
O produto do serviço social se configura nas dimensões materiais e sociais. No primeiro caso, 
ocorre quando o assistente social viabiliza o acesso aos bens e serviços oriundos das esferas 
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governamentais ou privadas via programas sociais, por meio de auxílios em passagem de ônibus, 
próteses, óculos, cestas básicas, entre outros, como afirma Iamamoto (2001, p. 68): “[...] quando o 
Assistente Social viabiliza o acesso a uns óculos, uma prótese, está fornecendo algo que é material 
e tem utilidade”.
Não podemos confundir que tal acesso é oriundo das políticas, programas e projetos sociais públicos 
com assistencialismo como favor ou doação. Esses produtos materiais são direitos garantidos e expressos 
na Constituição Federal.
Já na dimensão social, há a produção de serviços, como valores, conhecimentos, moral e 
comportamentos que viabilizam o acesso não só a recursos materiais, mas, principalmente, incidem 
sobre as necessidades básicas de sobrevivência social. Por exemplo, o assistente social da área de saúde 
faz treinamentos para clima organizacional, relações interpessoais, programas de prevenção de acidentes 
de trabalho, de alcoolismo, de doenças crônicas, preparação para a aposentadoria, entre tantos outros. 
Esses serviços incidem sobre os usuários de forma objetiva. Isso é feito para agregar conhecimentos, 
esclarecimentos e encaminhamentos. Iamamoto (ibidem, p. 69) assevera que
[...] o Serviço Social é um trabalho especializado, expresso sob a forma de 
serviços que tem produtos: interfere na reprodução material da força de 
trabalho e no processo de reprodução sociopolítica ou ideopolítica dos 
indivíduos sociais. O Assistente Social é, neste sentido, um intelectual 
que contribui junto com inúmeros outros protagonistas na criação de 
consensos na sociedade. Falar em consenso diz respeito não apenas 
à adesão ao instituído: é consenso em torno de interesses de classes 
fundamentais, sejam dominantes ou subalternas, contribuindo no 
reforço da hegemonia vigente ou na criação de uma contra-hegemonia 
no cenário da vida social.
Hegemonia, nesse caso, refere-se à preponderância política, ao domínio político, à primazia e ao 
predomínio por parte da classe dominante. Faleiros (1985, p. 65) diz que
[...] a hegemonia só pode ser vista nas relações de exploração e dominação 
existentes numa determinada sociedade. E é o processo de realização da 
dominação através, justamente, de sua aceitação pelas classes subalternas.
O assistente social é protagonista na defesa de direitos quando atua nos conselhos de políticas 
públicas, como: saúde, assistência social e nos conselhos de direitos da criança e do adolescente, do 
idoso e do deficiente. Nesses espaços, o profissional contribui na socialização de informações que podem 
subsidiar a formulação de políticas sociais públicas para garantir o acesso da população aos direitos 
sociais que são assegurados por leis. Nos conselhos, o assistente social atua em prol dos interesses 
da sociedade civil organizada por meio de lutas sociais pela garantia de direitos. Iamamoto (2001) 
expõe que os profissionais necessitam ter clareza e considerar as condições específicas da produção de 
seu trabalho junto aos conselhos na