Hematopoese
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Hematopoese


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PROBLEMA 02-TUTORIA
"VERMELHO OU AMARELO"
OBJETIVOS: 1. Explicar a eritropoese e degradação das hemácias, além da liberação de fósforo. 2. Descrever as células-tronco (tipos, função e aplicabilidade). 3. Caracterizar a icterícia e seu diagnóstico (clínico/laboratorial). 4. Descrever o local de produção de hemácias em fetos e adultos. 5. Descrever o microambiente medular (medula óssea vermelha). 
RESOLUÇÃO:
1. ERITROPOESE: os eritrócitos são formados a partir dos precursores eritrocitários (eritroblastos) na medula óssea. Sua maturação ocorre a partir das células precursoras eritroides, os proeritroblastos, que seguem a sequência maturativa de eritroblastos basófilos, eritroblastos policromáticos, eritroblastos ortocromáticos, que perdem o núcleo, se transformam em reticulócitos, os quais passam dois a três dias na medula óssea, para irem para o sangue periférico, no qual, depois de um dia, completam sua hemoglobinização e, finalmente, tornam-se eritrócitos maduros, os quais circulam por 100 a 120 dias, quando, então, envelhecem (sob forma de esferócitos) e são sequestrados pelos macrófagos do baço e medula óssea. A intensidade da eritropoese é regulada pelo nível de oxigenação do sangue, de modo que, independentemente do motivo, um indivíduo que tiver baixa tensão de oxigênio (hipóxia) no sangue terá aumento na produção do hormônio estimulante da eritropoese, a eritropoetina (EPO), que é produzida principalmente nos rins. Desse modo, pacientes anêmicos (pouca Hb), pessoas que vão para altas altitudes (ar rarefeito), dentre outros, terão elevação na produção da EPO e, caso todos os demais fatores necessários para eritropoese ótima estejam presentes (fatores de proliferação, maturação e medula óssea sadia), aumentarão a produção de eritrócito. A EPO é o fator de estimulação, a vitamina B12 e o folato (ácido fólico na forma ativa) são os principais fatores de proliferação (mitose celular) e ferro, vitamina B6, aminoácidos, os principais fatores de maturação (hemoglobinização). Caso falte algum desses fatores, ou caso a medula óssea não esteja normal, mesmo que haja elevadas taxas de EPO, não haverá eritropoese. Define-se medula óssea sadia como aquela em que possua microambiente medular com células hematopoiéticas sadias (células progenitoras e precursoras sem alterações que comprometam a sua funcionalidade e seu desenvolvimento), células estromais e acessórias que promovam a produção dos fatores de crescimento (citosinas) para as células hematopoiéticas progenitoras e fatores que direcionem a célula tronco pluripotente a seguir o caminho eritroide no processo hematopoiético. Qualquer falha em algum desses elementos necessários para eritropoese ótima pode levar um indivíduo à anemia por falta de produção. Por outro lado, qualquer defeito na estrutura do eritrócito ou qualquer motivo que os destrua antes do seu tempo normal de vida, acarreta anemia por excesso de destruição ou hemólise (anemia hemolítica). \u2022eritrócito maduro: cada eritrócito maduro é uma célula anucleada, constituída basicamente por uma membrana plasmática lipoproteica, e um citosol cujo conteúdo se restringe à proteína Hb, às enzimas para seu metabolismo (glicose e desvio das pentoses), à água e os eletrólitos. Sua principal função é assegurar o estado natural da Hb para transporte de oxigênio aos tecidos. Seu metabolismo de geração de energia é dependente de um conteúdo enzimático limitado, que tem por finalidade a degradação da glicose como fonte de energia (ATP) para manutenção do ferro em estado ferroso. \u2022pró-eritroblasto: é uma célula grande que apresenta todos os elementos característicos de uma célula que sintetiza intensamente proteínas. As proteínas sintetizadas pelo pró-eritroblasto destinam-se principalmente a reconstruir o tamanho das células, que se divide ativamente. O ferro é levado para os pró-eritroblastos e os outros eritroblastos pela transferina, uma proteína plasmática transportadora de ferro. Os eritroblastos contém receptores para transferina na membrana. Após se combinarem, o complexo receptor-transferina penetra o citoplasma por endocitose. \u2022eritroblasto basófilo: é uma célula menor do que a anterior. A cromatina é condensada em grânulos grosseiros. Não há núcleos visíveis. \u2022eritroblasto policromático: célula ainda menor, com núcleo contendo cromatina mais condensada. O eritroblasto policromático contém hemoglobina em quantidade suficiente para aparecer uma acidofilia citoplasmática (cor-de-rosa). \u2022eritroblasto ortocromático: por sua riqueza em hemoglobina, o citoplasma do eritroblasto ortocromático é acidófilo, podendo apresentar traços de basofilia, devido aos restos de RNA. \u2022eritrócito policromático (reticulócito): o normoblasto perde o seu núcleo, tornando-se reticulócitos, que saem da medula óssea e vão para o sangue, onde permanecem por pouco mais de 1 dia, antes de se tornarem eritrócitos maduros. Por esse motivo, sua porcentagem no sangue de adultos é baixa. \u2022eritropoetina: não há reservas pré-formadas, o estímulo para a produção de eritropoetina é a tensão de oxigênio (O2) nos tecidos do rim. A produção de eritropoetina, portanto, aumenta na anemia, ao menos que está se deva à insuficiência renal e se houver tumor secretar de eritropoetina. \u2022DEGRADAÇÃO DE HEMÁCIAS: quando alcançam aproximadamente 120 dias, os eritrócitos tornam-se senescentes e eles são removidos extravascularmente pelos macrófagos do sistema reticuloendotelial (RE). O sistema de macrófagos do baço, da medula óssea e do fígado fagocita e degrada os eritrócitos senescentes. O heme e a globina dissociam-se, e a globina é hidrolisada à aminoácidos, os quais passam para o reservatório metabólico para serem novamente hidrolisadas. O ferro do heme é liberado, entra no reservatório de armazenamento do ferro no baço, na forma de hemossiderina ou ferritina e é armazenado para ser reutilizado na síntese de hemoglobina. A parte restante do heme da molécula de hemoglobina é parcialmente degradada em bilirrubina, a qual se liga a albumina, é liberada na corrente sanguínea e transportada até o fígado, onde é conjugada e excretada pela vesícula biliar na forma de glicuronídio de bilirrubina da bile e convertidos em estercobilinogênio e em estercobilina (excretada nas fezes). O estercobilinogênio e a estercobilina são parcialmente reabsorvidos