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Atividade Economica

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Atividade Econômica 1ª trimestre
O primeiro trimestre de 2019 mostra um crescimento gradual da atividade econômica mais lento do que esperado incialmente, sendo impactada negativamente pelas incertezas quanto as reformas estruturais, dado que a mudança de decisão do agente econômico em consumir e investir está condicionado a expectativas futuras tanto das políticas e da articulação do governo em busca de estabilizar a economia tendo o melhor cenário possível, com o nível de atividade atual a economia não recuperou o que perdeu na crise, no primeiro trimestre o PIB ainda estava 5,3% abaixo do pico atingido no primeiro trimestre de 2014, hoje a economia roda no mesmo patamar do primeiro trimestre de 2012 e os brasileiros estão em torno de 9% mais pobres do que em 2014 segundo folha UOL do dia 30 de maio de 2019.
 Visto que os dados mostram uma queda nos principais indicadores da atividade econômica, sendo fonte, IBGE tivemos uma queda do PIB de 0,2% em relação ao último trimestre de 2018, e isso mostra um perspectiva pessimista e incerta da conjuntura econômica, o consumo das famílias ficou em 0,3% esse é o pior resultado desde o 2ª trimestre de 2018, quando ficou em 0,0%, sendo ele representante de 64,3% do PIB total, embora o superávit tivemos uma queda de 0,5% no 4ª trimestre e 0,6% no trimestre pressionados por inflação mais alta, aumento do desemprego e piora da confiança dos consumidores, o investimento teve uma queda de -1,7%, os investimentos também foram prejudicados pelo menor impacto das mudanças no regime de tributação no setor de óleo e gás, que nos dois últimos trimestres do ano passado alavancaram o indicador.
A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2019 foi de 15,5% do PIB, abaixo do observado no consolidado de 2018 (15,8%) e ainda bem longe do patamar acima de 21% registrado em 2013, antes da recessão. Já a taxa de poupança ficou em 13,9% no primeiro trimestre, ante 15,4% no mesmo período de 2018. o consumo cresceu mais que o PIB, logo a poupança vai diminuir. No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram (-1,9%), enquanto as importações cresceram 0,5% em relação ao trimestre anterior. A economia brasileira fechou com 2018 com necessidade de financiamento de R$ 32,3 bilhões ante R$ 23,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. 
 Os gastos do governo está em 0,4%, as exportações teve um déficit de -1,9% sendo o pior resultado desde o segundo trimestre de 2018, quando recuou 4,4%, as importações com superávit de 0,5%, sendo esses os principais componentes do PIB, Nos primeiros 3 meses deste ano, o governo Jair Bolsonaro (PSL) destinou R$ 5 bilhões aos investimentos. O valor é o menor para o período desde 2006, quando R$ 4,2 bilhões foram desembolsados.
Outros setores como serviços construção também tiveram suas variações, sendo 0,2% e -2% respectivamente, a indústria teve um déficit de -0,7% sendo pior resultado desde o 4ª trimestre de 2016, quando recuou -1,8%, indicador de construção civil, por sua vez, também registrou desempenho positivo em abril, avançando 1% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre terminado em abril com retração em relação ao mesmo período anterior. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em abril, registrando avanço de 0,5% na margem, o varejo Entre os principais setores, a maior queda foi da indústria (-0,7%), impactada principalmente pelo recuo de 6,3% da indústria extrativa, refletindo os desdobramentos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). Agropecuária caiu 0,5% na comparação com o trimestre anterior, enquanto os serviços subiram 0,2%.
segundo associação brasileira atacadista e distribuidores de produtos industrializados, fatores como a lenta recuperação do mercado de trabalho e dificuldades na tramitação da reforma da Previdência Social impedem um crescimento mais expressivo do setor. Das dez atividades pesquisadas pelo IBGE no varejo ampliado, seis registraram queda em relação a janeiro: combustíveis e lubrificantes (-0,9%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%); móveis e eletrodomésticos (-0,3%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3%); veículos e motos, partes e peças (-0,9%); e material de construção (-0,3%). Por sua vez, as quatro atividades que apresentaram crescimento foram: tecidos, vestuário e calçados (4,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%).
A Indústria de transformação teve queda de (-0,5%), influenciada principalmente, segundo o IBGE, pela queda da fabricação de equipamentos de transportes, indústria farmacêutica, fabricação de máquinas e equipamentos e fabricação de produtos alimentícios. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 1,4%, A retração afetou o consumo aparente de bens industriais das chamadas grandes categorias econômicas bens de capital, intermediários e de consumos.
 
Em comparação ao primeiro trimestre de 2018, com exceção do segmento bens de capital, todos as demais classes registraram queda. O destaque negativo ficou por conta do segmento bens de consumo duráveis, que recuou 3,6% na margem segundo artigo do correio brasiliense do dia 14 de maio de 2019, A fragilidade na economia brasileira refletiu na baixa produção industrial nos três primeiros meses deste ano. De acordo com o Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais, (14/5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o rendimento das indústrias nacionais entre janeiro e março teve retração de 2,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Como consequência, a demanda interna por bens industriais no período caiu 2,7% em relação ao primeiro trimestre de 2018. A indústria passa por um momento conturbado, muito por conta da situação da economia interna do Brasil. Nos últimos meses, essa instabilidade deteriorou o nível de confiança dos empresários. Ao mesmo tempo, as turbulências na política aumentam a incerteza dos agentes da indústria. Enquanto essas questões não tiverem solução, os empresários não terão coragem para investir ou contratar, reconhece o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Leonardo Carvalho.

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