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CISTOS ODONTOGÊNICOS

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CISTOS ODONTOGÊNICOS 
 
INTRODUÇÃO 
 São cistos resultantes da proliferação de remanescentes epiteliais associados à formação dos 
dentes. O epitélio presente em cada um dos cistos odontogênicos é derivado de uma das seguintes fontes: lâmina dentária, órgão do esmalte e de bainha de Hertwig. Os remanescentes epiteliais presentes na maxila e mandíbula são originais do ectoderma que reveste os processos embrionários que irão formar a face e boca ou de tecido epitelial que participa na odontogenese. A presença pura e simples de restos epiteliais seria insuficiente para explicar a formação de um cisto. É necessária a ação de um agente, inflamatório por exemplo, capaz de estimular e determinar a proliferação desses remanescentes. Tal 
condição é freqüente nos maxilares, onde infecções e traumas são capazes de desencadear a resposta inflamatória.
Classificação: 
 
 Cisto Dentígero 
 Cisto Periodontal Apical 
 Cisto Periodontal Lateral 
 Cisto Gengival do adulto 
 Cisto Odontogênico Calcificante
	CISTO DENTÍGERO 
 
1. CONCEITO: é um cisto odontogênico que envolve a coroa de um dente incluso, cuja cápsula adere -se ao colo do mesmo. 
 
2. ORIGEM: origina-se do epitélio reduzido do órgão do esmalte (ou remanescentes do epitélio inter no e externo do órgão do esmalte). 
 
3. ETIOLOGIA: é desconhecida, pois não se sabe o que estimula o epitélio reduzido do órgão do esmalte a crescer e formar o cisto. 
 
4. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS: 
4.1. Evolução: lenta. Leva meses para que possa se observar manifestações clínicas. 
4.2. Dor: é indolor, porém, se houver infecção secundária da cápsula, ocorrerá inflamação aguda e conseqüente processo doloroso. 
4.3 Dente afetado: observa-se numa radiografia que o cisto envolve a coroa de um dente incluso. 
4.4. Dentes vizinhos: 
a) Deslocamento : pode ou não haver deslocamento dental, depende do tamanho do cisto. 
b) Mobilidade: a mobilidade será normal, pois ocorre remodelação dos tecidos de sustentação do dente ( ligamento periodontal e osso alveolar). 
4.5. Expansão óssea: ocorre neoformação óssea periostal. É sinal comum de cisto dentígero. 
4.6. Consistência: depende do tamanho do tumor. 
a) Óssea: quando hou ver uma grossa ca mada de osso separando a mucosa do cisto. 
b) Papirácea: quando houver uma fina camada de osso separando a mucosa do cisto. Consistência papirácea quer dizer, ceder a pressão digital e voltar a posição original logo após cessada a pr essão, originando um ruído característico, chamado d e crepitação papirácea. P ara isto, o cisto deve possuir líquido e este deve estar capsulado. 
c) Flutuante : quando o cisto estiver sub mucoso, cedendo facilmente à palpação. 
4.7. Mucosa periapical: 
a) Cor: pod erá apresentar cor azulada quando o cisto estiver sub mucoso, pois o líquido amarelo citrino absorve todos os comprimentos de onda da luz, menos o azul, refletindo-o. 
b) Continuidade: nor mal. 
c) Volume: o volume da mucosa geralmente está normal. Estará diminuído quando o cisto estiver submucoso. 
4.8. Localização preferencial : caninos superiores e 3º molares inferiores. 
4.9. Freqüência: é o 2º cisto odontogênico mais freqüente. 
 
5. CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS: 
 Imagem: rad iolúcida, freqüente mente associada à coroa de um dente incluso. 
 Forma: circular ou o valada. 
 Limites: são precisos, está deli mitada p or fi na linha radiop aca, contínua e destacada, r epresentando a osteog ê-
 Imagem: rad iolúcida, freqüente mente associada à coroa de um dente incluso. 
 Forma: circular ou o valada. 
 Limites: são precisos, está deli mitada p or fi na linha radiop aca, contínua e destacada, r epresentando a osteog ê-
 Imagem: rad iolúcida, freqüente mente associada à coroa de um dente incluso. 
 Forma: circular ou o valada. 
 Limites: são precisos, está deli mitada p or fi na linha radiop aca, contínua e destacada, r epresentando a osteog ê
 Imagem: rad iolúcida, freqüente mente associada à coroa de um dente incluso. 
 Forma: circular ou o valada. 
 Limites: são precisos, está deli mitada p or fi na linha radiop aca, contínua e destacada, r epresentando a osteog ê-
Imagem: radiolúcida, freqüente mente associada à coroa de um dente incluso
Forma: circular ou o valada. 
Limites: são precisos, está delimitada por fina linha radiopaca, contínua e destacada, representando a osteogênese reacional.
 Lâmina dura : não se analisa, está associada a coroa d e um dente incluso. 
Localização : localizado em torno da co roa de um dente incluso
Cortical óssea:
40 
 Lâmina dura : não se analisa, está associada a coroa d e um dente incluso. 
 Localização : localizado em torno da co roa de um dente incluso. 
 Cortical óssea: 
 
40 
 Lâmina dura : não se analisa, está associada a coroa d e um dente incluso. 
 Localização : localizado em torno da co roa de um dente incluso. 
 Cortical óssea: 
a) Expansão óssea : freqüentemente ocorre expansão, observamos que a cortical óssea está fora de sua posição normal. 
b) Continuidade: geral mente está p reservada, ou seja, a cortical não está destruída, porém, se houver destruição, esta será do tipo regular, onde podemos observar duas pontas de osso frente à frente. 
 
6. DIAGNÓSTICO: 
6.1. Clínico: características clínicas + características radio gráficas. Clinicamente observa -se ausência do canino superior, aumento d e volu me da região, o paciente não se queixa d e dor, a consistência é óssea, a mucosa está normal. Radio graficamente observa -se uma imagem radiolúcida em torno da coroa do dente incluso, circundada por fina linha esclerótica, observa- se que a c rtical está fora de sua posição normal, ou seja, está expandida, porém, está preservada. Diante dessas características temos de pensar em Cisto Dentígero . 
 
7. PROGNÓSTICO: bom, pois é um cisto se m tendência à recidiva. 
 
8. TRATAMENTO : remoção cirúrgica do cisto e do dente, se não houver a possibilidade de posicioná-lo na arcada
 CISTO PERIAPICAL (CISTO RADICULAR; CISTO PERIODONTAL APICAL)
 O epitélio na região do ápice de um dente desvitalizado presumivelmente pode ser estimulado pela inflamação para formar um cisto verdadeiramente revestido por epitélio ou cisto periapical. A resposta inflamatória parece aumentar a produção do fator de crescimento de ceratinócitos pelo estroma das células periodontais, levando ao aumento da proliferação de epitélio normalmente quiescente na região. A fonte epitelial é formada pelos restos epiteliais de Malassez, mas também pode estar relacionada ao epitélio crevicular, ao revestimento sinusal ou ao revestimento epitelial dos tratos fistulosos. O desenvolvimento cístico é comum; a frequência relatada varia de 7% a 54% das imagens radiolúcidas periapicais.
Diversos pesquisadores acreditam que o diagnóstico de um cisto periapical pode ser realizado apenas após a lesão ter sido examinada por completo, em exames seriados ou de secção dos espécimes. Em estudo de secções aleatórias de granulomas periapicais fragmentados e epitelializados parecia haver a presença de uma cavidade delimitada por epitélio que não existia na realidade. Quando critérios rigorosos são utilizados, a prevalência dos cistos periapicais parece ser de quase 15%. Duas variações de cistos periapicais foram descritas quando ocorre a total remoção do cisto e da raiz. Os cistos periapicais baía têm como característica um revestimento epitelial incompleto devido à extensão da porção apical do dente para o interior do lúmen do cisto. Os cistos periapicais verdadeiros formam uma estrutura semelhante a um saco, com revestimento epitelial completo, que se localiza adjacente ao ápice do dente, mas está separado deste. Devido ao fato de a distinção entre um granuloma periapical epitelializado, um cisto “baía” e um