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CISTOS ODONTOGÊNICOS

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cisto periapical “verdadeiro” possuir poucas implicações pós-cirúrgicas, os laboriosos exames histopatológicos e subclassificações tornam-se sem sentido prático.
Os cistos periapicais são caracterizados por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso revestida por epitélio com um lúmen contendo líquido e restos celulares. Teoricamente, à medida que o epitélio se descama para o interior do lúmen, aumenta o conteúdo proteico. Ocorre a entrada de fluido no lúmen, na tentativa de equilibrar a pressão osmótica, promovendo um crescimento lento. A maioria dos cistos periapicais cresce lentamente e não atinge um tamanho grande.
O tecido inflamatório periapical que não foi curetado no momento da extração do dente pode dar origem a um cisto inflamatório chamado de cisto periapical residual
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
Em geral, os pacientes com cistos periapicais não apresentam sintomas, a menos que exista uma exacerbação inflamatória aguda. Além disso, se o cisto atingir um tamanho grande, podem ser observadas tumefação e sensibilidade leve. Com o crescimento do cisto, podem ocorrer mobilidade e deslocamento dos dentes adjacentes. O dente de origem não responde ao teste pulpar térmico e elétrico
CISTO PERIODONTAL LATERAL 
 CONCEITO: é um cisto odontogênico que está loca lizado na superfície lateral da raiz de um dente com vitalidade pulpar. 
2. ORIGEM: origina -se dos remanescentes da lâmina dental ou da bainha epitelial de Hertwig 
3. ETIOLOGIA: é desconhecida, po is não se sabe o que estimula os remanescentes a formar o cisto. 
4. CARACTERÍST ICAS CLÍNI CAS: 4.1. Evolução: muito lenta. Dificilmente apresenta sinais clínicos, pois é uma lesão pequena e de evolução muito lenta.
4.2. Dor: é indolor, porém, se houver infecção secundária da cápsula, ocorr erá inflamação aguda e co nseqüente processo do loroso.
 4.3 Dente afetado: 
a) Vitalidade pulpar: é positiva.
 b) Aspecto coronal : coroa hígida. 
c) Mobilidade : a mobilidade é normal. 
d) Sensibilidade à percussão : é negativa. 
e) Extrusão súbita : é negativa. 
4.4. Dentes vizinhos: 
a) Deslocamento : não é comum, po rém, se causar, será mínimo .
 b) Mobilidade: a mobilidade será nor mal, pois oco rre r emodelação dos tecidos de sustentação d o d ente ( ligamento periodontal e o sso alveolar). 
4.5. Expansão óssea: não é comum, devido ao seu pequeno ta manho. 
4.6. Consistência: não se analisa, p ois não é palpável. 
4.7. Mucosa periapical: freqüente mente normal em cor, co ntinuidade e volume.
 4.8. Localização preferencial: entre os ca ninos e 1 os premolar es (superior e inferior) e entre os incisivos laterais e caninos (somente superior). 
4.9. Freqüência: é o cisto odontogênico menos comum e menos freqüente
5. CARACTERÍST ICAS RADIOGRÁFIC AS: 
 Imagem: radiolúcida. 
 Forma: semilunar.
 Limites: são precisos, está delimitada por fina linha radiopaca, contínua e destacada, representando a osteogênese reacional, no lado da lesão que está em contato com o osso.
 Localização : na superfície lateral da raiz. Entre os caninos e 1º premolares (superior e inferior) e entre os incisivos laterais e caninos (somente superio r). 
Cortical óssea: 
a) Expansã o óssea: freqüentemente não oco rre expansão, pois é um cisto muito pequeno. 
b) Continuidade: geralmente está preservada, ou sej a, a cortical não está destruída.
6. DIAGNÓSTICO: 
6.1. Clínico: características clínicas + características radiográficas. Clinicamente nada se observa. 
Radiografic amente observa -se uma imagem radiolúcida, de tamanho pequeno, de forma semilunar, circundada p or fina linha esclerótica, localizada entre o 12 e o 13. Diante dessas características, temos de pensar e m Cisto Periodontal Lateral. 
7. PROGNÓST ICO: bom, pois é um cisto se m tendência à recidiva.
 8. TRATAMENTO : remoção cirúrgica do cisto e permanência do dente, po is o mesmo possui 
vida.
CISTO GENGIVAL DO ADULTO
Conceito é uma lesão incomum. Considera-se que represente a contraparte em tecidos moles do cisto periodontal lateral (próximo tópico)
Etiologia: sendo derivado de restos da lâmina dental (restos de Serres).
O diagnóstico do cisto gengival do adulto deveria ser restringido a lesões com as mesmas características histopatológicas que as do cisto periodontal lateral. Em raras ocasiões, um cisto pode se desenvolver na gengiva, no local de um enxerto gengival; contudo, tais lesões provavelmente representam cistos de inclusão epitelial, que são uma consequência do procedimento cirúrgico
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
Ocorrência na região de canino e pré-molares inferiores (60% a 75% dos casos)
São mais comumente encontrados em pacientes na quinta e sexta décadas de vida.
Localizados na gengiva vestibular ou na mucosa alveolar.
Os cistos gengivais da maxila geralmente são encontrados nas regiões de incisivo, caninos e pré-molares.
Nódulo indolor, em forma de cúpula, em geral com menos de 0,5 cm de diâmetro, apesar de raramente poderem apresentar tamanho maior
São de cor azulada ou cinza-azulada.
Em alguns casos, o cisto pode causar uma “reabsorção em taça” superficial do osso alveolar, o que geralmente não se detecta na radiografia, mas se torna aparente quando o cisto é excisado.
Se houver ausência de maior quantidade de osso, pode-se argumentar que a lesão pode ser um cisto periodontal lateral que erodiu a cortical óssea, em vez de um cisto gengival que se originou na mucosa.
CARACTERÍSTICAS HISTOPATOLÓGICAS
São similares àquelas do cisto periodontal lateral, consistindo em um revestimento epitelial delgado e achatado, com ou sem placas focais que contêm células claras
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
O cisto gengival do adulto responde bem à simples excisão cirúrgica. O prognóstico é excelente.
CISTO ODONTOGÊNICO CALCIFICANTE
 (CISTO DE GORLIN; TUMOR DENTINOGÊNICO DE CÉLULAS FANTASMAS; TUMOR ODONTOGÊNICO CÍSTICO CALCIFICANTE; CISTO ODONTOGÊNICO CALCIFICANTE DE CÉLULAS FANTASMAS)
É uma lesão incomum que demonstra considerável diversidade histopatológica e comportamento clínico variável. Apesar de ser amplamente considerado como um cisto, alguns investigadores preferem classificá-lo como uma neoplasia. Alguns cistos odontogênicos calcificantes parecem representar cistos não neoplásicos; outros membros desse grupo, designados de forma variada como tumores dentinogênicos de células fantasmas ou tumores odontogênicos epiteliais de células fantasmas, não apresentam características císticas, podem ser infiltrativos ou até mesmo malignos, e são considerados como neoplasias.
Além disso, o cisto odontogênico calcificante pode estar associado a outros tumores odontogênicos reconhecidos, mais comumente aos odontomas. Contudo, os tumores odontogênicos adenomatoides e os ameloblastomas também se apresentam em associação com os cistos odontogênicos calcificantes.
A classificação da OMS de tumores odontogênicos agrupa os cistos odontogênicos calcificantes, com todas as suas variantes, juntamente com os tumores odontogênicos, em vez de com os cistos odontogênicos: tumor odontogenico cístico calcificante, tumor dentinogenico de células fantasmas, carcinoma odontogenico de células fantasmas.
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E RADIOGRÁFICAS
É predominantemente uma lesão intra-óssea, apesar de 13% a 30% dos casos nas séries relatadas terem se apresentado como lesões periféricas (extraósseas).
Tanto a forma intraóssea quanto a extraóssea ocorrem com aproximadamente igual frequência na maxila e na mandíbula. Cerca de 65% dos casos são encontrados nas regiões de incisivos e caninos.
Os pacientes podem ter idade variando da infância à velhice. A idade média é de 33 anos e a maioria dos casos é diagnosticada na segunda e terceira décadas de vida.
Os cistos odontogênicos calcificantes que estão associados aos odontomas tendem a ocorrer em pacientes mais jovens, com a média de idade de 17 anos. As raras variantes neoplásicas do cisto odontogênico calcificante parecem ocorrer em pacientes mais velhos.
A maioria dos cistos odontogênicos calcificantes mede entre 2 e 4 cm em seu maior diâmetro, mas lesões com até 12 cm já foram observadas.