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CISTOS ODONTOGÊNICOS

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ao nível de premolares, a consistência é papirácea e o paciente diz não sentir dor.
 Radiograficamente observa -se uma imagem radiolúcida, de tamanho médio, de forma circular, circundada por fina linha esclerótica, localizada na linha mediana do palato duro posterior à papila palatina. Diante dessas característica s temos de pensar em Cisto Palatino Mediano. 
6.2. Diferencial: 
 Cisto Palatino Med iano // Cisto Nasop alatino: 
a) Cisto Nasopalatino:
 1. Localização: radiograficamente ob serva-se que o Cisto Nasopala tino está localizado dentro do canal incisivo, enquanto que, o Cisto Palatino Mediano, está localizado na linha mediana do palato duro, posterior à papila palatina. 
2. Exploração cirúrgica: o Cisto Nasopalatino encontra -se dentro do canal nasopalatino, enquanto que, o Cisto Palatino Mediano, encontra -se fora do canal nasopalatino, localizado na linha mediana do palato duro, posterior à papila palatina. 
3. Imagem radiográfica do forame incisivo : no Cisto Palatino Mediano, o forame incisivo é visível, enquanto que, no Cisto Nasopa latino, o forame encontra -se mascarado
Definitivo: biópsia.
7-PROGNÓST ICO: bom, pois é um cisto se m tendência à recidiva.
 8. TRATAMENTO : remoção cirúrgica do cisto.
CISTO DO DUCTO TIREOGLOSSO 
Este cisto é originário da proliferação de remanescentes epiteliais do trato tireoglosso embrionário (do forame cego da língua e a glândula tireóide). 
É um cisto raro que pode ocorrer em qualquer idade, mas usualmente os casos relatados referem-se a indivíduos jovens.
 O seu desenvolvimento é lento, assintomático, podendo variar de tamanho e posição ao longo do trajeto entre o forame cego na língua e a região da glândula tireóide. O cisto apresenta uma massa tecidual, na linha média, de consistência firme a palpação, móvel, e dependendo da sua localização pode trazer dificuldade na deglutição. Em alguns casos pode ocorrer infecção secundária com formação de fistula com drenagem na pele ou mucosa oral. O tratamento para o cisto do ducto tireoglosso é a excisão cirúrgica total e cuidadosa evitando-se, assim, a recidiva que é freqüente neste tipo de cisto. Embora, raro, têm sido relatados casos de carcinomas desenvolvendo-se a partir de restos do trato tireoglosso.
CISTO NASOLABIAL (Nasoalveolar) 
Ao contrário dos cistos fissurais descritos anteriormente, em que a imagem radiográfica é primordial para o seu diagnóstico, no cisto nasolabial muito raramente vamos encontrar algum comprometimento ósseo. O diagnóstico é eminentemente clínico caracterizando-se pelo edema localizado na região da prega mucolabial podendo estender-se para o assoalho do nariz. Embora este cisto tenha o seu desenvolvimento processado externamente ao tecido ósseo, sua provável origem é atribuído a remanescentes epiteliais alojados na junção dos processos globular, nasal lateral, e maxilar. O cisto deve ser removido através de uma enucleação cirúrgica
CISTO MANDIBULAR MEDIANO 
A origem deste cisto é discutível. Se considerarmos o seu desenvolvimento originário de restos epiteliais aprisionados na fissura mediana da mandíbula, quando da fusão dos arcos mandibulares, este é realmente um cisto de desenvolvimento. Contudo, esta lesão pode representar perfeitamente um cisto odontogênico do tipo primordial ou periodontal lateral. Na falta de uma melhor definição de sua origem, este cisto permanece enquadrado dentre os fissurais. É um cisto pouco freqüente não apresentando, na maioria das vezes, expansão perceptível clinicamente de cortical óssea. Isto dificulta o seu descobrimento, sendo muitas vezes encontrados quando de radiografias de rotina. É importante salientar que embora a lesão esteja localizada entre os incisivos inferiores, estes dentes apresentam vitalidade, salvo associação de outro processo patológico. A imagem que a radiografia pode apresentar é a de uma área de destruição óssea, radiolúcida, de bordos nítidos, podendo ser unilocular ou multilocular. O tratamento é cirúrgico, com preservação dos dentes adjacentes, quando possível.
CISTO LINFOEPITELIAL (Cisto branquial, cisto cervical benigno lateral, cisto da fenda branquial). 
Este cisto tem sido descrito como originário da proliferação de restos de tecidos provenientes dos arcos branquiais ou das bolsas faringeanas. Há contudo, considerável evidência da histogênese, que este tipo de cisto tem como origem a proliferação de resto epiteliais de glândulas salivares inclusos nos nódulos cervicais. O cisto localiza-se na porção lateral do pescoço, próximo ao ângulo da mandíbula. O seu desenvolvimento é lento e assintomático, constituindo-se em uma massa móvel e de pouca consistência à palpação, que pode ter duração de semanas a muitos anos. O tratamento preconizado é a enucleação cirúrgica cuidadosa, a fim de, evitar-se recidiva.
CISTO DERMÓIDE 
Embora receba o nome de cisto dermóide ou epidermóide, na realidade é uma forma de teratoma cístico originário do epitélio germinativo embrionário. Pode desenvolver em diversas áreas do corpo, porém, é na boca a localização mais freqüente. O assoalho de boca, a região submandibular e sublingual, são os locais comuns de ocorrência. O desenvolvimento se dá geralmente em jovens, mas nas regiões bucais pode acarretar um deslocamento de estruturas teciduais subjacentes causando dificuldade na deglutição e na fonação. O tratamento do cisto dermóide e a sua remoção cirúrgica com prognóstico muito bom, raramente tendo recidiva.
CISTO ÓSSEO ANEURISMÁTICO 
É uma lesa-o intra-óssea que tem sido observada em praticamente todas as regiões do esqueleto, sendo mais freqüentemente encontrada em ossos longos e vértebras. também, são regiões incidentes, Os ossos da maxila e da mandibular sendo nesta última mais freqüente. Este "cisto" é mais encontrado em jovens, não tendo predileção por quaisquer um dos sexos. Embora não se constituindo em um verdadeiro cisto a imagem radiográfica mostra alguma semelhança com esta lesão. Basicamente apresenta zona radiolúcida, de contorno nítido com formações cavitárias em seu interior, do tipo favos de mel ou bolhas de sabão. A cortical óssea pode apresentar-se expandida ou mesmo, em determinadas regiões, destruídas. Microscopicamente esta lesa-o apresenta no seu interior um tecido esponjoso constituído basicamente de células gigantes multinucleadas, de substância osteóide. Este tecido fibroblástico que é banhado por grande quantidade de sangue está contido em diversas cavidades representando os espaços cavernosos. Quando este cisto, se desenvolve na mandíbula ou na maxila, a principal manifestação é o aumento progressivo mas lento dos ossos da região afetada. De uma maneira geral não há queixa de sintomatologia dolorosa. Apesar de ainda haver muita controvérsia quanto a natureza desta lesão, fatores desencadeantes são apontados, tais como trauma e doença óssea primária, como iniciadores deste "cisto". Embora haja relatos de cura espontânea, o tratamento indicado e o cirúrgico, através de curetagem. 
PSEUDOCISTOS DOS MAXILARES 
Não são cistos verdadeiros, dão imagem radiográfica de cistos, mas na verdade não são cistos:
CISTO” ÓSSEO ESTÁTICO (“Cisto” de Stafne)
1. CONCEI TO: é um pseudo cisto dos maxilares caracterizado po r uma cavidade óssea co ntendo parte d a glândula submandibular. 
2. ET IOLOGIA: é desconhecida, p orém, alguns autores acreditam que quando a mandíbula está em formação há inclusão de parte de glândula submandibular. 
3. CARACTERÍST ICAS CLÍNI CAS: 3.1. Evolução: lenta e limitada, o pseudocisto para de crescer quando a mandíbula alcança seu tamanho normal. 
3.2. Dor: é indolor. 
3.3. Expansão óssea: não causa expansão óssea. 
3.4. Consistência: não se analisa, pois não é palpável, não há expansão.
 3.5. Mucosa da região: normal e m cor, continuidade e volume. 
3.6. Localização preferen cial: mandíbula, região de 2o e 3o molares, freqüente mente abaixo d o canal mandibular. Ocasionalmente pode ser bilateral.
 3.7. Freqüência: rara.
4. CARACTERÍST ICAS RADIOGRÁFIC AS: 
Imagem: rad iolúcida. 
 Forma: circular ou