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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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no potro neonato.
A necessidade de avalia<;ao
dos nlveis de imuno-competen-
cia do potro neonato reside, no-
tadamente, na avalia<;aode defi-
ciencias na transferencia de imu-
nidade, em razao da ingestao de
colostro de baixa qualidade, aga-
lactia da egua, ordenha preco-
ce, ou ate mesmo amamenta<;ao
tardia (primeira mamada) por
quest6es de manejo inadequa-
do ou por dificuldades inerentes
ao potro, como por exemplo, nos
casos de deficiencias congeni-
tas e ma-absor<;ao intestinal de
imunoglobulinas e ma forma<;ao
dos membros, que 0 impe<;amde
levantar-se ou permanecer em
posi<;aoquadrupedal.
Ap6s 0 nascimento do potro,
o tempo em que ele leva para
executar a primeira mamada, a
quantidade de leite ingerido, e
o tipo de anticorpos especfficos
contidos no leite, san fatores
fundamentais na preven<;ao de
infec<;6es, e frequentemente a
execu<;ao de um manejo ade-
quado de maternidade e aten-
<;aoao neonato, tornam-se im-
portantes para que hajam nlveis
de imunoglobulinas no leite, su-
ficientes para a defesa do ani-
mal. (Ouadro 1).
QUADRO 1. Valores de IgG e c1assificayao em transfer€!ncia de
imunidade passiva no potro neonato.
< 200mg IgG/dl
200 a 400mg IgG/dl
> 400mg IgG/dl
400mg IgG/dl
A avaliac;aodos nrveisde IgG
serico antes de 12 a 18 horas
ap6s 0 nascimento do potra po-
de resultar em leituras abaixo dos
nrveis normais desejados, e, po-
dendo elevar-se em novas amos-
tras colhidas ate a 24a hora, devi-
do, principalmente, ao transporte
contrnuo pela via sangurnea e lin-
fatica, das imunoglobulinas absor-
vidas pelo trato gastrenterico. En-
tretanto, ao se testar os nfveisse-
ricos de IgG de potros neonatos
da 8a a 11a horas de nascidos
(teste precoce), os resultados
podem demonstrar nrveis meno-
res do que 200 a 400 mg IgG/dl.
Caso estes nfveissejam cons-
tatados em potros que se ali-
mentaram na primeira mamada,
com colostro testado e conside-
rado de boa qualidade, 0 potro
deve ser considerado como
imuno-incompetente, e, portan-
to, de alto risco, tornando-se ne-
cessaria a infusao de plasma
pela via intravenosa.
Ouando os nrveis sericos de
IgG saGavaliados entre 18 e 24
horas ap6s 0 nascimento (teste
tardio), e demonstrarem falha de
transferencia imunol6gica de
qualquer natureza, deve-se ins-
tituir imediatamente a terapia
com plasma, pois quanto mais
tardia for a detecc;ao de nfveis
baixos de IgG (menores do que
400/dl), e a instituic;ao de trata-
mento com plasma, maiores se-
rao os riscos do potro em con-
trair infecc;6es, desenvolver sep-
ticemia e ir a 6bito.
Varios saGos testes que po-
dem ser utilizados para a avalia-
c;ao e controle da transferencia
de imunidade passiva do potro:
1. Metodo do fracionamento de
protefna por eletroforese: se-
parafrac;6esda globulina (alfa,
beta e gama) e albumina.
2. Metodo da imunodifusao
radial: proporciona avaliac;:ao
quantitativa do IgG que se
movimenta atraves do gel
para juntar-se aos anticorpos
e formar cfrculos visfveis. 0
teste dura 24 horas e possi-
bilita a medic;:aode 0 a 3.000
mg IgG/dl, sendo necessa-
rio a. utilizac;:aode "kits" apra-
priados para tal. E importan-
te ressaltar-se que 0 padrao
de referencia de imunodifu-
sac varia com 0 sistema de
obtenc;:ao utilizado, podendo
a mesma amostra de sora in-
dicar quantidades de IgG di-
ferentes quando testadas
em varios laborat6rios.
3. Metodo de avaliayao imuno-
enzimatiea: e um metodo de
avaliac;:ao semiquantitativo
que utiliza padrao de cores
estabelecido pela combina-
c;:aode enzima com IgG. 0
padrao de cores pode medir
200,400 e 800 mg IgG/dl
contidos em soro ou sangue
integral. 0 metodo e reali-
zado com "kits" especfficos
e fornece resultado em apro-
ximadamente 10 minutos
ap6s 0 seu infcio.
4. Metodo da aglutinayao em
latex: 0 metodo estima a con-
centrac;:aode IgG por agluti-
nac;:ao somente em nrveis
abaixo de 400 mg/dl no soro
ou sangue total de potros. Os
resultados SaGobtidos em 10
minutos e nao sofrem interfe-
rencia de hem6lise. 0 teste
pode apresentar nrveis de
IgG acima do real.
5. Metodo da turvayao do sul-
fato de zineo: e um metodo
correlato a imunodifusao ra-
dial, consistindo na avaliac;ao
semiquantitativa de imuno-
globulinas totais.
A avaliac;ao e realizada pela
precipitac;ao das imunoglobuli-
nas do soro que se combinam
com fons zinco em soluc;ao. A
leitura pode ser efetuada por
espectrofot6metro, ou visual-
mente pela turbidez da amos-
tra, conforme a experiencia do
operador.
o metodo pode ser realiza-
do com "kits" comerciais ou por
preparo adequado da solu<;ao
teste no laborat6rio. A hem61ise
pode superestimar a leitura em
potros que apresentam niveis
abaixo de 400 mg IgG/dl.
1.4. Utiliza~ao de plasma no
tratamento de afec~oes
no potro neonato.
o potro neonato pode ser
acometido par varias deficiencias
e afec<;6es que podem neces-
sitar a utiliza<;aodo plasma, pre-
ventivamente, au como adjuvan-
te no tratamento de infec<;6es
graves. Situa<;6escomo falencia
absoluta da transferencia de
imunidade passiva, em que os
niveis de IgG estejam abaixo de
200 mg/dl, ou em potros consi-
derados de alto risco, com niveis
de 200 a 400 mg IgG/dl, paten-
cialmente podem expo-Ios a pro-
cessos infecciosos, geralmente
letais, como por exemplo, as sep-
ticemias. (Ouadro 2).
Preventivamente, a eleva<;ao
dos niveis sericos de IgG, testa-
dos laboratorial mente, em po-
tros entre 18 a 24 horas de vida,
devem situar-se ap6s a adminis-
tra<;:aode plasma, entre a faixa
de 600 a 800 mg/dl para que
o organismo do potro possa ter
um sistema de defesa compe-
tente no combate as agress6es
par microarganismos.
Varios sac os tipos de plas-
mas que podem ser utilizados na
terapia de potros neonatos e es-
tao relacionados a indica<;:aode
acordo com a etiopatogenia do
processo,como a anti-endotoxina
J-5 (E coli); a anti-endotoxina S.
typhimurium; 0 anti- Rhodococcus
equi e 0 plasma de doador nao
hiperimunizado. Evidentemente,
em situa<;6es de preven<;ao,ou
nos casos em que 0 diagn6stico
c1inico esta definido, a utiliza<;ao
de plasma hiperimune espedfico
torna-se mais interessante do que
a aplica<;aode plasma nao hipe-
rimunizado.Entretanto, nao se ve-
rifica nenhum efeito terapeutico
adicional ao se utilizar 0 plasma
anti-RhodocoCCU5 equi, ern po-
tros que apresentam les6es ins-
taladas nos pulm6es, articula<;6es
e no mesenterio, demonstrando
que este detalhe nao e funda-
mental ou importante para me-
Ihorar os resultados do trata-
mento instituido.
o volume total de plasma a
ser administrado, pode ser cal-
culado com base nas necessi-
dades de eleva<;:ao dos niveis
sericos de IgG do potro. A dose
de 20 ml/kg de peso, em media
(± 1 litro de plasma/potro de 45
kg de peso), pode elevar os ni-
veis sericos de IgG do potro en-
tre 50 a 200 mg/dl, sendo ne-
cessaria a realiza<;:aode controle
p6s-transfusao para 0 acom-
panhamento da eleva<;:ao dos
niveis de defesa do organismo.
Entretanto, em situa<;:6es de
septicemia, torna-se imperioso
que os niveis sericos de IgG se-
jam elevados ate entre 600 a
800 mg/dl/45kg de peso de
potro, 0 que exige que se fa<;aa
transfusao de cerca de 4 litros
ate 6 litros de plasma.
o potro que Ira receber a
transfusao de plasma ou outro
tipo de fluidoterapia pela via
intravenosa, deve ser devida-
mente preparado para tal. Reco-
Plasma intravenoso em potros com mais de
18 horas de vida.
Bom manejo em potros de baixo risco.
Pode-se tratar com plasma intravenoso.
Nao tratar, a nao ser que 0 potro seja de alto
risco ou apresentar septicemia; em caso de
sepse, elevar IgG ate 800mg/dl.
menda-se a tricotomia e anti-
sepsia de ambas as goteiras ju-
gulares, no terc;;omedio do pes-
coc;;o,e aplicac;;aode cateter fixa-
do por sutura cutanea ou banda-
gem aderente, antes da acopla-
gem do equipo de transfusao. A
velocidade de fluxo do plasma
nao deve

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