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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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infcio das ma-
nifesta<;:6es.
o diagn6stico da sfndrome
de ma-adapta<;:aotem por base
os sinais c1assicos da afec<;:ao,
devendo 0 medico veterinario
sempre realizar os procedimen-
tos necessarios para 0 diagn6s-
tico diferencial com outras afec-
<;:6esque manifestam sinais c1f-
nicos semelhantes como a me-
ningite septica, hipoglicemia se-
vera (nfveis de glicose menores
do que 100 mg/dl, que pode ser
causada por septicemia, doen<;:a
hepatica aguda, prematuridade
e dismaturidade).
Exames como hemograma,
bioqufmicos do soro, Ifquido cefa-
lorraquidiano, hemogasometria,
medidas dos nfveis de IgG serico
e hemocultura saGimportantes na
avalia<;:aodo quadro c1fnicoe para
a determina<;:ao do diagn6stico
diferencial.
o tratamento da sfndrome de
ma-adapta<;:aoneonatal consiste,
fundamental mente, em terapia
de suporte e prote<;:ao24 horas
ao dia, exigindo um servi<;:ode
enfermagem eficiente. 0 potro
deve ser alimentado via sonda
nasogastrica a cada 1 hora du-
rante pelo menos 3 a 4 dias, e
depois a cada 2 a 3 horas, com
leite materno ou leite artificial, em
volume diario de 10% a 20% de
seu peso bruto. Este regime ali-
mentar deve proporcionar um
ganho diario ponderal de cerca
de 20%. Fluidoterapia eletrolltica
e glicose pela via intravenosa, au-
xiliam na manuten<;aoda homeos-
tase e do metabolismo como um
todo, assim como a oxigeniotera-
pia fornecera ventila<;aoadequa-
da e essencial ao equilibrio gaso-
so, principal mente em animais
em crise ou semicomatosos.
Muitos potros apresentam hi-
perreflexia que os levam a exte-
nua<;aomuscular, obrigando-nos,
nestas situa<;6es,a aplica<;aode
drogas sedativas, ate que possa-
mos controlar a intensidade e fre-
quencia das crises convulsivas.
Drogas como diazepam (0,1 a 0,4
mg/kg); fenobarbital (5 a 20 mg/
kg) e pentobarbital s6dico (2 a 4
mg/kg) saG eficientes e devem
ser utilizadas preferencialmente
pela via intravenosa e diluidas em
solu<;aofisiol6gica Fenotiazinicos
e xilazina saG contra indicadas
para 0 controle das crises convul-
sivas, em razao dos efeitos vaso-
motores indesejaveis que provo-
cam. Frente a suspeita de ede-
ma cerebral, drogas hiperosm6-
ticas como 0 manitol, devem ser
evitadas, podendo-se optar, na
fase aguda do processo, pelo
DMSO na dose de 0,5 a 1,0 mg/
kg diluido em solu<;aoa 10%.
o progn6stico para os casos
de sindrome de ma-adapta<;ao
c1assica e favoravel, sendo que
80% dos potros afetados sobre-
vivem quando nao apresentarem
hemocultura positiva, IgG serico
abaixo de 400 mg/dl, com-
prometimento pulmonar, refluxo
gastrico, diarreia e prematuridade.
A antibioticoterapia e 0 trata-
mento adjuvante com plasma de-
vem ser utilizados frente a possi-
bilidade do potro ser imuno-in-
competente e desenvolver qua-
dros septicos fatais.
1.7. Malforma~ao do reto
e anus.
Afec<;ao relativamente fre-
quente, de carater congenito, que
impede a elimina<;aodo meconio
e defeca<;6es consecutivas.
Caraderiza-se por uma im-
perfura<;aodo oriffcio anal acom-
panhada, as vezes, por uma oclu-
saG da ampola retal, que pode
terminar em fundo de saco a
uma distancia variavel em rela-
<;aoao anus.
Potros portadores desta ma-
forma<;ao nascem e se alimen-
tam normal mente ate as primei-
ras 24 horas, para em seguida
apresentarem abdomen abaula-
do, crises de desconforto abdo-
minal de intensidade variavel, e
evidentes sinais de auto-intoxi-
ca<;ao, com aumento das fre-
quencias respirat6ria e cardiaca,
congestao de conjuntiva e, pos-
teriormente, apatia. 0 diagn6sti-
co e simples de ser realizado,
bastando a observa<;ao da au-
sencia do oriffcio anal.
Ocasionalmente,o potro alem
de apresentar a imperfura<;ao
anal,podera ser portador, no caso
de femeas, de fistula reto-vaginal.
Nestas circunstancias, havera eli-
mina<;aode fezes atraves da va-
gina, sendo os sintomas gerais
brandos ou mesmo ausentes.
o tratamento e exclusiva-
mente cirurgico e deve ser feito 0
mais rapido possivel para se evi-
tar as complica<;6es de auto-in-
toxica<;aoe morte. Normalmente,
logo ap6s a abertura cirurgica do
orificio anal,0 potro come<;aa de-
fecar em grande quantidade, res-
tabelecendo 0 volume e 0 nume-
ro de defeca<;6esde maneira gra-
dativa. Ouando a interven<;aofor
tardia e 0 animal ja apresentar
sinais de auto-intoxica<;ao,admi-
nistre solu<;aode glicose 5% por
via intravenosa na dose de apro-
ximadamente 10 a 20 ml/kg,
num fluxo de 60 gotas/minuto.
Fa<;a cobertura antibi6tica
preventiva aplicando 10.000 a
20.000 UIde penicilina G benza-
tina ou 10 mg/ kg de terramicina
pela via intramuscular.
Em situa<;6es em que ha a
ocorrencia de fistula reto-vagi-
nal, torna-se necessaria a repa-
ra<;aoda comunica<;ao por meio
da abla<;ao do trajeto fistuloso
e a recomposi<;ao, tanto da pa-
rede do reto, quanto da vagina.
Sao chamadas de meconio as
fezes eliminadas na primeira
defeca<;aodo potro ap6s 0 nasci-
mento. Em condi<;6es normais,
ap6s a primeira mamada do co-
lostro,o meconio e eliminado den-
tro das primeiras 12 horas p6s-
natal,sendo que 0 colostro consti-
tui importante fator de lubrifica<;ao
e de estfmulo para 0 transito fecal.
Frequentemente, potros re-
cem-nascidos podem apresentar
constipa<;ao caraderizada pela
total ausencia de elimina<;aodas
primeiras fezes, cuja causa prin-
cipal consiste na demora da in-
gestao do colostro, ou decorren-
te de estreitamento da pelvis nos
machos, advindo, consequente-
mente, compactac;ao e endure-
cimento das fezes. Ocasional-
mente, a nao eliminac;ao do me-
c6nio decorre da ausencia de
abertura da ampola retal, 0 que
independe da presenc;a ou nao
do oriflcio anal, ou ser conse-
quencia de ma-formac;ao conge-
nita do aparelho digestorio, como
no caso de agenesia parcial do
colon maior e menor.
Algumas vezes a constipac;ao
podera ser tardia, apresentando,
o potro, retenc;ao das fezes devi-
da a compactac;ao,muito embora
possa ter eliminado pequena
quantidade do mec6nio logo no
infcio de sua vida.
Os sintomas consistem em
manifestac;6es de desconforto
abdominal leve e progressivo; 0
potro escoiceia, deita e se levan-
ta com frequencia, podendo apre-
sentar,com a persistencia do pro-
blema,sintomas de auto-intoxica-
c;ao,como conjuntivas congestas,
taquipneia, taquicardia e ocasio-
nalmente elevac;ao no tempo de
replec;aocapilar.
o manejo preventivo consis-
te na administrac;ao precoce do
colostro.
o tratamento deve ser inicia-
do administrando-se laxantes
por sonda nasogastrica, como
dioctil-sulfosuccinato de sodio,
ou oleo de rfcino. Decorridos cer-
ca de 30 a 40 minutos pode-se
auxiliar atraves de toque retal, re-
tirando-se 0 mec6nio acumulado
no reto. Diante do insucesso des-
ses procedimentos, devem ser
Figura 1.4
Tenesmo em potro com retenyao de meconio.
Figura 1.5
Agenesia parcial do colon maior e menor.
Figura 1.6
Meconio na agenesia parcial do colon maior e menor.
realizados enemas, introduzindo-
se uma sonda de borracha flexi-
vel atraves do oriflcio anal, 0 mais
profundo possivel, e infundindo-
se em seguida uma mistura em
partes iguais de glicerina liquida
neutra e agua morna, completan-
do um volume total de cerca de
500 ml. A t8cnica do enema .00-
dera ser repetida ate 3 vezes, se
necessario. Pode-se utilizar tam-
bem para a realizac;:aodo enema
em potros, soluc;ao de fosfato
monoss6dico e fosfato diss6dico
(produto comercial), munido de
aplicador especial, ou realizar-se
infusao continuada de soluc;:aofi-
siol6gica com auxOio de equipo
introduzido no reto. Se ap6s cer-
ca de 6 a 12 horas 0 meconic
permanecer retido, ou 0 quadro
c1inico agravar-se com sinais de
intenso desconforto abdominal
com alterac;:6esna normalidade
circulat6ria, a laparoenterotomia
constituir-se-a como ultimo recur-
so para a soluc;ao do problema.
o uraco e um pequeno canal
que carre junto aos vasos umbi-
Iicais, cuja finalidade e a

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